Yin Yang
10 Capítulo 10
Notas iniciais
- Eu não sei do que está falando, Po.
— Tigresa, você não falou com ninguém hoje e está mais quieta do que o normal. — Falou Po.
— Eu... — Foi apenas o que Tigresa pode falar.
— Pode falar, o que houve? — Perguntou Po, olhando para Tigresa, que deu uma leve mexida na cabeça mostrando os amigos que estavam tentando se esconder, querendo ouvir a conversa, depois ela voltou a olhá-lo com a expressão de "depois te conto". Po continuou. — Ei, Ti, você tá afim de ir comigo lá no restaurante do meu pai? — Perguntou Po se levantando estendendo uma de suas mão para ela. Tigresa deu um sorriso e se levantou.
— É, por que não? Tenho nada pra agora! — Falou a felina, colocando as mãos na cintura e olhando para o panda;
— Então vamos! — Falou Po feliz, segurando a mão dela e começou a correr, arrastando sua melhor amiga mas foi barrado pelo seu mestre.
— Onde vocês dois pensam que vão? — Perguntou mestre Shifu virado para eles fitando as mão dadas, quando Tigresa e Po reparou para onde os olhos de seu mestre estava indo, se soltaram e deram uma leve corada.
— Ela vai comigo pro restaurante do meu pai! — Falou Po e Tigresa apenas assentiu, deixando o panda vermelho com uma das sombrancelhas levantadas.
— Bom, vocês podem ir mas me respondam uma coisa. — Disse Shifu se virando.
— Sim mestre. — Ambos falaram em uníssono.
— Vocês veem meditando as 3 vezes por dia que pedi?
— Sim! — Falou Tigresa.
— Meditar?! Hoje... bom, ontem eu meditei, mas hoje de manhã... annn... — Falou Po nervoso.
— Você não meditou hoje, não é? — Perguntou Shifu
— Não hoje de manhã.
— Quero que vocês parem com isso, meditar demais afeta a mente. — Falou Shifu saindo de lá.
— Vamos?
— Vamos!
E se foram a felina e o panda gigante. Na primeira oportunidade que teve, Shifu chamou o primeiro guerreiro dos Cinco que apareceu.
— Víbora, quero que você também vá com eles, mas não permita que eles os vejam.
— Sim! — Falou Víbora feliz, ao reparar o pequeno ciume que o pai teve da filha!
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- Pai, cheguei! E trouxe mais alguém! — Gritou o panda, deixando sua amiga sorrindo por ele.
— Oi filho, veio me ajudar hoje de novo? Oi mestre Tigresa! — Falou o ganço cumprimentando a amiga de seu filho.
— Oi sr. Ping! — Falou Tigresa dando um sorriso!
— E o que vieram fazer visitando meu humilde restaurante.
— Viemos ajudar! — Falou Po.
— Viemos?
— Sim! — Falou Po dando um sorriso.
— Nem precisam! eu levantei mais cedo e terminei tudo! Vocês estão me ajudando porque estão trazendo para mim mais fregueses! — Falou Ping correndo para a cozinha do restaurante para prepara macarrão, pasteis, bolinhos, que estão sendo pedidos pelos fregueses. Po andou com Tigresa até uma mesa próxima e se assentaram nas cadeiras.
— Agora você pode me contar! — Falou Po colocando seus braços sobre a mesa.
— Eu tive um... um... — Falou Tigresa não encontrando palavras para dizer.
— Um...?
— Ah, não sei, mas eu estava com mestre Oogway num lugar familiar! eu vi meus pais! — Falou Tigresa animada.
— Então foi um sonho!
— Não, Po, não foi porque... porque eu senti tudo aquilo, foi... como se eu soubesse qual foi o ultimo momento em que vi eles. — Falou a felina dessa vez fitando o chão, deixando Po um pouco triste.
— Então você... Você se sente mal com isso? — Perguntou Po olhando-a nos olhos.
— Olha, "mal" não é a palavra. Agora sei que eles não me abandonaram, foram traídos por uma senhora que se infiltrou na família.
— Peraí, deixa-me ver se entendi. Você "estava" na sua antiga casa com seus pais e veio uma "amiga" e ela os traiu, mas, como?
— Pelo que eu vi, ela os conhecia a anos. Ela sabia o que queria e os atacou no momento mais oportuno.
— Me conta como aconteceu? — Perguntou o panda com jeito doce e delicado deixando Tigresa sem ter o que fazer.
— Ai, está bem.
— Legal!
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- Servo leal meu, quero que você chame uma conhecida minha.
— E quem é ela minha senhora?
— Uma que tenho prazer em chamar de amiga! Conheço ela desde seu nascimento... ela e suas irmãs. Mas apenas com ela tive intimidade, e a mesma será uma fundamental peça de meu plano!
— Sim madame! Quem é ela?
— Saberá, ela virá aqui hoje!
— Como queira senhora! — Disse o servo saindo, avisando aos guardas que sua imperatriz receberia uma visita.
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- Nossa! Agora admita, você gostou de saber quem eram seus pais, né?
— Claro, se você estivesse no meu lugar também ficaria né?
— Sim. Outra pergunta, você viu o Mestre Oogway, lá, certo?
— Sim.
— E isso é frequente?
— Sim. — Falou a felina com a sombrancelha levantada — Mas porque você...?
— Eu também venho tendo isso! — Gritou o panda.
— Shhhh! Fala baixo! — Repreendeu a felina deixando o panda com uma carinha de vergonha.
— Foi mal mas e eu não contei pra ninguém, pensei ser o único! — Falou Po animado porém, desta vez mais baixo.
— E você contou pro mestre Shifu?
— Eu não! E você?
— Também não!
— Será que o Shifu sabe?
— Não contamos a ninguém, como vai saber?
— Ele pode ter um poder que ainda não nos ensinou, sei lá! — Falou Po, fazendo Tigresa colocar uma das patas sobre a testa, demonstrando estar com vergonha. — Será que mestre Oogway vem aparecendo para a gente assim como vem aparecendo pra nós?
— Essa pergunta eu realmente não sei responder. — Falou Tigresa.
— E o que manda essa correntinha aí?
— Como assim? — Perguntou a mestre do estilo tigre confusa.
— Você sente algo quando medita ou pensa nele?
— Sim, lembro de meus pais, como se nunca tivesse saído de perto deles! Sei que me amam e me faz feliz tudo isso! — Falou Tigresa segurando o pingente fechando os olhos e em seguida abriu os olhos e olhou Po de uma maneira diferente, era um olhar doce, delicado, sendo o que ela antes nunca tinha sido para com ele. Po apenas retribuiu o sorriso da mesma maneira de sempre mas dessa vez ele pegou numa das mãos dela.
— Eu entendo sim! Eu sinto a mesma coisa quando estou segurando o meu!
— E você lembra de alguém em especial?
— Da minha mãe! Ela me salvou dos lobos que Shen tinha enviado para matar todos os pandas. Ela se sacrificou por mim!
— Acredito! — Falou Tigresa sorrindo. E na portaria escondida no lado de fora, estava Víbora comendo um bolinho de arroz fitando o casal feliz, e estava contente por eles, já que antes eles mal se falavam e agora, se surpreendem por saber que tem coisas em comum e ao mesmo tempo, nada. Víbora achava isso uma coisa muito estranha, mas quem era ela pra julgar? Ela apenas ficou observando.
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Num lugar distante, num palácio enorme, havia dois guardas, enormes pandas que faziam a escolta diária do palácio quando no caminho encontram com dois seres, um leopardo outro, um lince.
— Se identifiquem e nada de mau acontecerá! — Disse um dos pandas, erguendo a lança que tinha em mãos, o segundo estava com um arco e flecha.
— Vocês do Reino de Jade são muito bobos. Não se preocupem, nada faremos contra vocês ou seu povo... — Disse o leopardo ganhando confiança dos pandas. O que não sabiam é que atrás deles havia outro lince esperando que eles apenas um momento oportuno.
— É verdade, não faremos nada, somo dois viajantes aventureiros querendo conhecer a cultura e as coisas que seu reino tende a nos oferecer! — Dessa vez quem fala é o lince ao lado do leopardo, cujo já estava de braços cruzados e sorriso malicioso no rosto. Os panda baixaram a guarda e ainda não tinham notado a presença do inimigo que estava ao seu lado.
— Entendo. Mas tomem cuidado, por aqui esta ficando muito perigoso. — Falou o panda que tinha o arco e flechas nas mãos. Aquilo mostrou que os guardas tinham dado a eles livre acesso para fazerem o que quisesse, já que baixaram totalmente a guarda.
— É, eu sei, já me contaram! — Falou uma terceira voz surpreendendo os guardas, que tentaram atacar mas já era tarde demais, o segundo lince já havia os acertado, fazendo aqueles ficaram inconscientes com o fortíssimo ataque caindo no chão.
— Chao, meu irmão por que a demora? — Perguntou o lince ainda ao lado do leopardo.
— Koran, enquanto você vagabundeava com seu amigo eu estava fazendo o que Ying mandou: Aniquilar a proteção inimiga para podermos atacar! — Disse o segundo lince.
— Tem como os gêmeos pararem com essa discussão? — Perguntou o leopardo indignado. — Koran, vá avisar às tropas que logo guerrearemos, e Chao, vai abrindo caminho para nós.
— Sim comandante! — Disse os linces gêmeos ao mesmo tempo, se retirando do local para obedecerem a ordem dada por seu superior.
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- Querida amiga, como sempre chegou a tempo!
— Sim minha querida Ying! Mesmo minha irmã sendo contra você, jamais me separarei de você!
— Querida! Não precisava se opor contra Su, mas sei que sempre posso contar com você!
— E o que eu posso fazer por você Ying?
— Te contarei tudinho, Song!
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- Po, não acha que está ficando tarde...
— Tarde?! Mas está cedinho!
— Você não me deixa terminar! Eu ia dizendo que não acha que está tarde demais pra quem vai treinar daqui a pouco?
— Verdade! Acho que se demorar é bem capaz de mestre Shifu nos castigar! — Falou o panda, pondo medo nele mesmo! — Pai, já vamos!
— Mas já?! Agora que os clientes estão entrando ainda mais?! Afe, eu nunca jamais entenderei esse troço de kung fu! — Resmungou o ganso cruzando as asas.
— Realmente é muito complicado sr. Ping! — Falou Tigresa dando um leve sorriso.
— Mas já vão?!
— Sim pai, hoje temos treinamento! — Começou o panda.
— E muito! — Completou a felina.
— Bem, se é assim. Tome cuidado e muito juízo aos dois!
— Pode deixar! — Falou os dois em uníssono e logo se entreolharam.
Ao saírem do restaurante deparam com Víbora que se assusta com eles, já que estava virada de costas.
— Víbora?
— AH!
— Que foi guria? — Perguntou o panda.
— Nada, eu só me assustei, com... com...
— Com...? — Perguntou Tigresa.
— Com... com aquele preço daquilo ali!
— Daquilo o quê? — Perguntou Po.
— Daquilo que eu... não sei o que é! Agora vamos porque caso o contrário, o mestre nos "mata"! — Disse a serpente empurrando os amigos. Ela não queria que eles soubessem que estava lá a mando de Shifu.
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- Deixe-me ver se entendi, Ying... Você conhece o Po?
— Então Kong Yuan é conhecido como Po?
— Bom, ele é o único panda que conheço.
— E você conhece Kumiko? — Perguntou Ying curiosa.
— Eu quando estava em Gomen com ele e os demais guerreiros, ouvi a profecia...
— Então eu não preciso contá-la.
— ... Mas quanto a essa Kumiko, eu tenho certas dúvidas de quem seja!
— Talvez isso te ajude a reconhecer! CHANG!
— Sim madame Ying.
— Mostre a ela quem é Kumiko!
— Claro, por que não?
Ao mostrar Kumiko a Song, esta fica surpresa.
— Mas esta é Tigresa!
— Você a conhece? — Perguntou Ying feliz e animada da vida.
— Sim, ela é amiga do Po. Não nos damos muito bem.
— Perfeito! HAHAHAHA! Minha vingança está tão próxima de acontecer! Quero que você me faça um favor!
— Fale!
— Faça de tudo para eles se odiarem!
— Mas como vou fazer isso?
— Eu não sei, analise-os e use os pontos fracos contra eles!
— Mas eu... não sei se eu posso fazer isso... Po é um bom amigo, e ele me ajudou quando eu precisei.
— Agora você ajudará ele!
— M-mas como?! Eles ultimamente estão muito juntos e como eu vou fazer-los se separarem se mal conheço o que fazem ou o que são? Eu conheço o Po bem pouco.
— Mas ele te considera amiga, não?
— Sim, mas, ela...
— Song, faça isso pelo menos por mim que também sou sua amiga! Você e Tigresa se falam?
— Muito...
— Sério? — Perguntou Ying feliz.
— ... Mal. Ela não me dá confiança desde que ajudei Su a tentar roubar o Palácio de Jade. — Concluiu Song, e a animação passageira da coruja se foi.
— Faça pois de tudo para ficar sempre a sós com ela, e quando ela começar a levantar o tom de voz, grite, fingindo que ela te machucou!
— O quê?! Estou tentando ganhar a confiança que perdi no primeiro dia que a conheci, assim ela jamais vai falar comigo!
— ELA ROUBOU O QUE ERA MEU POR DIREITO!
— Como ela fez isso?! — Perguntou Song, não pensava que Ying falaria isso.
— Por causa dela, me perseguem. Por causa dela agora vivo pelos cantos sem motivação na vida, a não ser a vingança que planejei por 25 anos! E eu não quero que esses 25 anos vá em vão! Me entende amiga?
— Sim, eu... eu entendo. Mas não vou fazer uma coisa tão baixa quanto o que você falou agora!
— Não precisa fazer assim, faça de tudo um pouco para deixá-los longe um do outro!
-... S-sim, Ying, farei isso por você amiga. — Concluiu Song, finalizando a aliança que fez com sua amiga. Ela engoliu a seco pois tem medo das consequencias futuras.
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No Reino de Topázio, estavam uma tropa a mando da coruja, esperando um sinal do comandante, que tinha se infiltrado dentro do castelo sem levantar muita bandeira. Depois de 3 minutos recebem o sinal e começam a atacar, acabando com a segurança que tinha lá. em menos de uma hora se ve 2 linces (N\\A: Não são aquele que estavam em Jade e sim outros!!!) e cada um tinha em mãos um corpo; eram Qin Shi Huang e Zhang Chao, ambos inconscientes.
— Como fizeram esses dois apagarem tão rápido? — Disse um dos líderes abobado.
— Tolo, eu apenas coloquei sonífero na bebida deles! Estão dormindo feito bebês! Agora vamos, porque eles podem acordar e não chegaremos até Ying ainda!
— Certo capitão!
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