Notas iniciais
capítulo 1

Capítulo 1

null POV ON

- Filha pegou as coisas? As malas já estão prontas? Tem certeza que não quer ficar aqui em casa? Pensa direitinho filha, você pode pegar o carro do seu pai e fica vindo pra cá, essas coisas não precisa necessariamente ser assim — Minha mãe não cansa de falar que eu posso ir para a casa e voltar, desde que passei em harvard virei o orgulho de família, mas eu moro no Kansas, o que se eu fosse de carro como minha mãe super protetora planeja demoraria um dia e uma hora pra chegar. O problema é que meus pais são super protetores e tem medo que eu me desvirtue na universidade.
- Mãe, já conversamos sobre isso, não foi? — Revirei os olhos, conversamos pela milésima vez sobre isso, peguei as malas botando-as no carro, eu iria morar em um dos apartamentos da universidade já que meus pais não podiam bancar um apartamento — Pai, mãe, porque estão chorando? — Era exatamente isso, meus pais estavam chorando abraçados.
- Ah filha... Você é minha garotinha, e agora vai embora — Eu to quase achando que estou morrendo aos poucos e ambos no meu leito de morte.
- Pai... Eu não morri, eu estou aqui só vou construir um futuro pra nós, melhorar nossa condição, eu ligo todos os dias como prometi esqueceu? Tem skype, facebook, e nos fins de semana eu volto — Abracei ambos, por mais super protetores que eram, não podiam negar minha ida a universidade, passei na melhor dos estados unidos, estudei bastante, merecia não? Mas vou andar na linha — Vamos?

Meus pais assentiram entrando no carro e fomos, botei meus fones de ouvidos escutando maroon 5, as coisas não são muito fáceis na minha casa sabe? Sempre tive uma boa educação, me esforcei pra tudo, meus pais são esforçados são cozinheiros, mas não chefs de cozinha que nem aquelas coisas de programa ganham o suficiente pra sustentar nós três, quando minha carta de aprovação chegou, ficamos mais ou menos um três dias pra acreditar que eu realmente tinha sido aprovada. 6% Dos alunos que se escrevem entram e eu estava dentre uma delas, a festa não foi outra, minha mãe convidou toda família e eu passei a ser o orgulho da família, sua filha passou na universidade de Harvard, era assim que fiquei conhecida. A filha esforçada agora é nosso orgulho, mas como eu disse somos esforçados a maioria dos alunos de lá são ricos ou tem grana o suficiente pra alugar um apartamento e viver bem, o problema é: eu não tenho grana, por isso pra ficar em um dos apartamentos e me sustentar lá, vou trabalhar a noite no bar da universidade. Ou seja: esforço redobrado, mas nada que o futuro não recompense, em um dia eu estaria dando goodbye das minhas poucas luxurias em casa, como não arrumar quarto, lavar prato, trabalhar, essas coisas... Bom, vou ter uma colega de quarto, mas ela é veterana e eu caloura, espero que a convivência não seja tão complicada. Tem aquelas paradas de abusar demais dos calouros sabe? Mas eu não deixaria isso acontecer, nem que pra isso eu fique sozinha eternamente. Mas tudo bem, não quero pensar em coisas negativas, estou com o pensamento positivo, só quero me formar emnull conseguir um emprego e dar uma vida que meus pais merecem.

- Filha vamos parar no hotel porque já estar de madrugada, amanhã voltamos para estrada estar bem? — Minha mãe falou e eu assenti já se passava das duas da manhã e eu nem percebi a hora passar, paramos em um hotel próximo, quando percebi meu pai resmungava algo com minha mãe.
- O que houve? — Perguntei enquanto pude perceber seu olhar estressado.
- As pessoas daqui querem gorjeta por tudo, não é nem um hotel direito — Sorrir negando com a cabeça, meu pai não era muito do tipo que gasta dinheiro, mas também não era pão-duro só economizava nas coisas.
- Deixa isso pra lá, pai, vamos dormir que estou cansada e amanhã tenho um dia cheio — Falei espreguiçando-me enquanto pegamos algumas roupas no carro em seguida levamos para o quarto, pegamos o elevador quando eu ia entrar no quarto com eles, meu pai fez um sinal negativo o que me deixou curiosa.
- Para minha princesa que agora já é grande, um quarto único — Meu pai tinha que parar com isso, sério. Rir pegando as chaves.
- Boa noite mãe, boa noite pai, durma bem — Pude ouvir uma boa noite de ambos, em seguida entre no quarto abrindo meu notebook, ganhei por ter passado na universidade, fui logo procurandonull no facebook, mas ela estava online até dormindo o que facilitava as coisas pra mim.

- Boa noite criatura, tu não dorme? — Perguntei e ela logo visualizou.
- Oi, boa noite, já jantei viu? Meu dia? Foi maravilhoso, como você é gentil não precisava perguntar — Gargalhei ao perceber que já estava sentindo falta dela.
- Irritante hoje ein, qual foi não fez sexo?
- Meu amor, eu estou precisando disso mesmo, to quase achando que to entrando na menor pausa, não ta dando maisnull, acho que vou dar uma de rica e sair quebrando todos os móveis da casa — Rica ela já era, porém humilde.
- Sua mãe iria te mandar limpar, estou no hotel e amanhã chego na faculdade, me deseja sorte? — Mordi o lábio ao lembrar que iria ficar realmente sozinha, um frio percorreu minha barriga.
- Boa sorte e volte com um namorado bem lindo e gostoso, que seja rico também
- Pode deixar, mas agora preciso dormir, só entrei pra te avisar, chegar lá te aviso mais, beijosnull te amo! — Desliguei o computador porque o drama em pessoa iria falar coisas e eu iria supostamente chorar, então, não.


Botei meu ipod para carregar e meu celular também, estava com tanto frio na barriga que mal conseguia assimilar as coisas ou dormir, é uma mistura de medo, insegurança ou qualquer coisa do tipo, não é a melhor coisa para se sentir. Mas lembrar de que sou caloura e não conheço ninguém é algo realmente estranho, no Kansas eu costumava conhecer todos, se amiga de todos e algumas vezes umas inimizades, mas nada demais, isso me assusta. Mas o sono já estava chegando junto com meu olho pesado, adormeci. Uma coisa é você dormir na paz e saber que precisa se levantar às dez da manhã, outra coisa é tua melhor amiga te ligar de sete e quinze da manhã e você ser obrigada a atender, eu desliguei três vezes a ligação e estava quase jogando o celular na parede ao me lembrar que custou caro e não podia fazer isso, se eu desligasse seria pior. Senull não estiver um bom motivo pra estar me acordando, juro por Deus que volto um dia de viagem e a trituro.

ligação on
- O que é inferno? — Resmunguei e conseguia sentir sua hesitação do outro lado da linha.
- VOCÊ NÃO SABE O QUE ACONTECEU — Claro que não sei, tu tá gritando no meu ouvido, respirei bem fundo revirando os olhos e percebendo que era bastante cedo, mas bastante MESMO.
- Fez sexo? — Ela gargalhou do outro lado da linha.
- Não, passei na Columbia — OI? ELA PASSOU AONDE? Columbia é uma das é uma das oito universidades da Ivy League, uma das melhores junto com a minha e o melhor: FICAM BASTANTE PROXIMAS.
- PARABÉNS, MEU DEUS VAMOS NOS ENCONTRAR SEMPRE, COMO FOI ISSO? — Esquece que eu estava supostamente estressada, focamos que minha melhor amiga vai estudar perto de mim.
- SIM, VAMOS SIM, MINHA CARTA CHEGOU HOJE — Pude escutar seu pai gritando o seu nome -null Preciso ir, mas vamos ficar juntas do mesmo jeito, assim como no kansas, beijos te amo e boa sorte hoje.
ligação of


Vamos lá, o dia amanheceu bom, minha melhor amiga vai estudar perto mim e isso é algo realmente maravilhoso, tomei meu banho, vestir um shorts rasgado, uma blusa de regata botei meu coturno e minha jaqueta de couro, meus pais já estavam arrumados e organizando as coisas no carro.

- Bom dia princesa — Falou meu pai abrindo um sorriso largo, assenti no mesmo nível.
- Bom dia pai — entrei no carro, minha mãe já estava sentada, conversamos um pouco e logo ele deu partida.

Ual, não era uma universidade, era um mundo, entramos tinha várias pessoas, vários calouros, pais das pessoas, botei o rosto mais ainda na janela do carro e pude ver que era maior que as fotos do google maps.

- Ual — Falei ainda incrédula.
- É, realmente é enorme — Meu pai dirigia com um sorriso largo no rosto.

Desci e tinha alguns veteranos olhando para alguns novatos como se fosse brinquedos, e eles quisessem usá-los o que me deu um frio enorme na barriga, um veterano que aparentava ter uns vinte anos, chegou ao meu lado.

-nullnull? — Perguntou olhando para o Ipad e eu assenti — Sou teu tutor por hoje, vou te amostrar a coisa pode ficar tranquila não sou como eles — Apontou com a cabeça para os que estavam olhando estranho para os calouros.
- Ainda bem, não ia querer te agredir logo no inicio — Ele sorriu, conversou com meus pais que logo foram se despedir com lagrimas nos olhos e foi toda uma melação, mas normal eu os entendia, quando eles finalmente me deixaram entrar no prédio da faculdade, me senti mais confortável.
- Qual seu nome? — Perguntei para o rapaz que estava acompanhando-me
-null não pergunto o seu porque já sei — Sorriu fraco — Então me pergunte o que quer saber, sou a todos ouvido — Ele parecia realmente gentil e sincero.
- Porque não é que nem alguns que estavam olhando estranho para nós? Aonde vou dormir e com quem? Como é que as coisas se separam aqui e umas dicas para eu não ser motivo de chacota — Entramos no salão principal e UAL, era enorme.
- UOU CALMA — Ele falou levantando as mãos em sinal de rendimento o que me fez rir — Porque eu sou contra isso, me inscrevi como tutor e não são todos os calouros que tem só os com notas altas, você, por exemplo, você vai dormir no prédio cinco com a UOU — Ele ficou espantado olhando com quem que eu ia dormir — Com a larissa, mas todos a chama de ani ou anitta, aqui se separam por: esperto(Alfa), meio esperto(Beta) e pouco esperto(Gama). Exemplo: eu sou Beta, aqui não entram pessoas que não sejam mais que isso, você deve ser Beta ou Gama, é de acordo com a jaqueta cada um ganha a sua, mas a sua já deve estar no seu quarto. E como nãos ser motivo de chacota bem simples: não queira fazer amizade com eles, a principio se enturme com os calouros e depois vocês consegue algo com os veteranos

Ele explicou tudo detalhado, eu ainda quero entender o porquê ser 'Alfa beta e gama' até nisso tinha que ter coisas nerds? Em seguida ele me levou ao prédio que iria ficar 'morando'.

- Bom, agora eu preciso ir, já fui seu tutor por um dia, boa sorte ah: suas malas já estão no quarto- Sorriu e eu assenti, dando um beijo em sua bochecha ele sorriu e eu subi peguei o elevador e fui para o quarto 506. Era um apartamento normal, não digo normal, era um quarto grande com duas camas a qual uma a menina já estava dormindo, cada um tinha seu lado e uma cama de solteiro, de frente a minha cama tinha uma escrivaninha com uma cadeira, um guarda roupa pequeno e um abajur do lado da cama, pronto era isso. Ah tinha um banheiro, entrei devagar já que não queria assustar a menina, mas ela acordou como se estivesse procurando alguém.
- Eai — Falou seca, arrumando sua cama — Me chamo larissa, mas alguns ou a maioria me chama de anitta ou ani ai você escolhe, é caloura né? — Eu assenti — Qual seu nome?
-null quantos anos você tem? — Ela estava de costas pra mim, era linda calma não pensem besteira eu tenho nojo desse tipo de coisa, lésbicas sabe? Evito todas, não que seja preconceito é que quem anda com porcos farelos come então é isso e meus pais não gostariam disso.
- Tenho dezenove, hm... Qual sua jaqueta? — Como eu disse: ela é linda, morena cabelos pretos longos e um corpo belíssimo, aposto que os meninos babam por ela.
- Não sei, vou abrir agora — Tinha um pacote preto na minha cama e logo eu abrir, Jaqueta azul com preto e um símbolo 'A' — O que isso quer dizer? — Perguntei pra ela.
- Alfa, parabéns — Respondeu seco fazendo um rabo de cavalo, ou ela era antipática ou estava de tpm não era possível.

Estava tudo indo muito bem, mas como eu disse: ESTAVA, uma menina meio loira branquinha de aparelho saiu do banheiro, mas isso não foi a pior coisa: ela estava de calcinha e sutiã, PORQUE UMA MENINA ESTAVA DE CALCINHA E SUTIÃ, Larissa ani ou anitta, ainda não decidir sorriu negativamente.

- O QUE ESTAR ACONTECENDO AQUI? — Perguntei incrédula e ambas me olharam assustada pelo grito ou escândalo que fiz.

Anitta POV ON

- Posso saber o porquê estar gritando? — Ela era bonita, porém caloura e eu tenho certa raiva de calouros por motivos de: quer saber demais das coisas, isso é inadmissível.
- VOCÊS, ELA, VOCÊ, PORQUE ELA ESTAR DE SUTIÃ E CALCINHA AQUI? — Perguntou batendo os pés me digam que não tem uma homofóbica no meu quarto.
- Eu durmo com ela — Respondeu Juliana seca e fria, a menina logo começou a bater os pés e dar escândalo.
- Juliana veste uma roupa, depois conversamos — Respondi seca e ela percebeu que o clima não era muito agradável, vestiu suas roupas e saiu — Posso saber que showzinho é esse? — Cruzei os braços enquanto ela esmurrava o colchão, sim ela estava fazendo isso.
- VOCÊ É LÉSBICA — Ok tem uma homofóbica no meu quarto, me digam que isso é mentira, respirei fundo pra não esmurrar aquela menina de raiva.
- E você é caloura — Sorrir irônica, ela me olhou com um ar de reprovação.
- VOCÊ É LÉSBICA — Porra ela não cansa?
- Já sei que sou lésbica, toda universidade sabe, se estar com problemas chama a reitora, ela soluciona.

Estendi um celular que ficava no quarto, para casos de emergência você ligava para reitoria, porém eu já sabia o que iria acontecer, mas seria legal ver a cara dela bufando de raiva.

- QUERO TROCAR DE QUARTO — Alguém avisa que ela é uma caloura metida a merda e não tem esse direito? Puxou o celular da minha mão discando o número 1.
- Não acredito que estou em um quarto com uma homofóbica, vai se foder — Falei ríspida, ela me olhou novamente.
- NÃO SOU HOMOFOBICA — Gritou novamente.
- SE VOCÊ PARAR DE GRITAR EU IRIA AGRADECER ESTÉRICA — Ela partiu pra cima de mim, espera ela ia me bater? Quando a reitora chegou.
- O QUE ESTAR ACONTECENDO AQUI? — Senhora Collins era a reitora, só que tinha dois problemas: Um ela era lésbica ativa, dois ela ama a minha pessoa.
- ELA É LÉSBICA — Gritou a única pessoa que só faz isso desde que chegou, Sra Collins tinha o cabelo curtinho e vestia roupas de homem.
- Qual problema dela ser lésbica? — Cruzou os braços enquanto ajeitávamos e eu sorrir cinicamente.
- Não gosto de lésbicas — Cruzou os braços em reprovação — Quero trocar de quarto imediatamente — Sra Collins negou com ar de reprovação.
- Olha aqui menina, aqui não é como no Kansas, você não manda aqui, a larissa tem as melhores médias do prédio além de ser uma das melhores alunas, conviva com isso, se ela é lésbica o problema é dela não seu, isso não quer dizer que vai te agarrar, mas larissa não já conversamos sobre você e juliana dormirem juntas? — Espera como ela sabia?
- Mas não dormirmos juntas — Mentir é um dos meus dons.
- DORMIU SIM, JULIANA ESTAVA DE CALCINHA E SUTIÃ — Quero saber o porquê ela tanto grita, ainda irei descobrir, Sra Collins bufou de raiva olhando pra mim.
- Desculpa... Não achei que ela fosse chegar tão cedo — Sorrir para gritaria em pessoa.
- Tudo bem, agora não me chamem que não seja pra isso, não vou curar o lesbianismo dela nem quero que você falte com respeito entendido? Fui clara? — Pude escutar um 'sim' baixo e rir daquilo, vai ser legal conviver com essa caloura.

Quando senhorita Collins finalmente foi emboranull bufou de raiva, mas não falou sequer uma palavra, pegou sua mochila das princesas, tá me zoando né? Não, era realmente das princesas rosa, o que me fez rir ela apenas deu os ombros e tirou uma fita adesiva azul, olha pelo menos não era rosa, mas que porra ela ia fazer? Querem saber? ELA DIVIDIU O QUARTO, qual criatura faz isso? Saiu colando a fita no chão, até o banheiro, eu apenas estava sentada observando querendo saber que porra ela ia fazer.

- Pronto aqui é a linha divisória, você não invade meu espaço nem eu invado o seu — Tá de brincadeira com minha cara não é? Não acredito nisso.
- Posso saber o porquê disso? — Falei sentada na cana de braços cruzados, ela guardou a fita e olhou friamente pra mim.
- Não gosto de lésbicas e isso não vai mudar minha opinião, por precaução e não existem leis que me impeçam disso — Vou precisar conviver com essa menina até o fim do ano, não aguento isso.
- Ótimo, é fácil fingir que você não existe, caloura — Enfatizei bem o caloura, ela apenas assentiu pegou o celular e foi para o banheiro, enquanto eu tentava esquecer essa palhaçada e arrumava minhas coisas, pude escutar ela no celular com alguém.

ligação bisbilhotada com sucesso

- Eu sei, eu sei, mas eu não gosto de lésbicas, você sabe disso, a reitora não me deixou mudar de quarto... Hm, eu sei, vou fazer amizade com os calouros ela é irritante, mas eu acho que dá pra aguentar, hm... Tá bom, não fale para meus pais ok? Eles iriam achar que eu poderia virar isso ~ligação of~


A convivência com ela vai ser mais difícil do que eu imaginava.

Capítulo 2

Anitta POV ON

- Juliana pela milésima vez, você não pode dormir mais no meu quarto — Bati o pé enquanto estava do lado de fora do meu quarto, Juliana batia o pé bufando de raiva.
- Porque não, porra Larissa essa menina tem que se convencer das coisas — Rolei os olhos estava com o pé apoiado na parede e braços cruzados.
- Ela é homofobica entenda isso, e Sra. Collins não quer mais, vamos ficar só na escola tudo bom? Agora entra que tenho aula em quinze minutos — Ela bufou e me deu as costas.

Entrei no meu quarto e a bela adormecida estava dormindo, qual legal? Estava atrasada, o que eu fiz? Nada, sorrir cinicamente e fui me arrumar, botei um short jeans rasgado, meu velho coturno, uma blusa dos lakers e minha jaqueta dos Alfas, sim a senhorita Collins estava certa quando falou que eu tinha as melhores médias do prédio. Estava fazendo meu rabo de cavalo quando, essa porra só sabe gritar.

- PORQUE NÃO ME ACORDOU? — Ela estava correndo pelo espaço que dominou.
- Tenho cara de despertador? Atrasou-se porque quis boa sorte — Dei as costas rindo peguei minha bolsa e sai. Nossa como era bom provocar aquela garota.

Logo me encontrei com Duh, era um dos nossos amigos (meu e de Juliana), ele era gay assim como eu, todo prédio sabia. Ou melhor, toda faculdade. Estava sentado no banco de sempre, folheando alguma coisa do caderno, por incrível que pareça éramos espertos, e esforçados, cheguei dando uma tapa no seu caderno o que o fez bufar de raiva.

- Ih hein, acordou de mau humor? — Sentei-me do seu lado, apenas ignorou meu comentário e continuou folheando — Se fosse um macho sarado você num estante me dava atenção, qual foi do estresse?
- Você sabia que o diretor quer dar um aviso hoje? — Neguei com a cabeça, ele continuou — E se for das paradas? — Rolei os olhos de raiva.
- Esquece isso criatura, porque os alunos iriam espalhar algo assim? Relaxa tá? — Ele assentiu, olhando ainda atentamente para o caderno o que me fez ficar realmente puta. — Que porra tu tanto tá vendo?
- O rendimento anda baixo, estou só fazendo os cálculos — O que tinha de bom na matemática, tinha de preocupado nessas horas.
- Vamos mudar de assunto, quando Ju chegar conversamos, te contei que minha coleguinha de quarto é preconceituosa? — Ele começou a gargalhar — Não ria, é estressante, mas o pior: a criatura só sabe gritar. Ontem exigiu trocar de quarto, mas advinha quem chamou? Sra. Collins, ai já viu né, hoje se atrasou e deu o escândalo diário.
- Poxa, eu jurando que você ia pegar uma colega de quarto lésbica assim né, pra da uns pegas quando Ju não estiver presente — Dei um murro em seu braço, algo passou por nós em uma rapidez, duh me olhou e cutucou-me.
- Olha que caloura linda, já procurou saber dela? — Rolei os olhos batendo o pé de raiva.
- Essa porra é minha colega de quarto — Ele gargalhou olhando atentamente paranull
- Que desperdício — Abaixou a cabeça para olhar a comissão de trás danull que estava com uma saia jeans clara, uma blusa lisa amarela e sua jaqueta dos Alfas, ela estava em pé falando ou pedindo alguma informação — Que é gostosa, é — Sorriu olhando pra mim — Retribui em um sorriso sínico.
- O que as bichas estão conversando? — Juliana chegou sentando no meu colo.
- Porra, não me da sustos assim — Ela beijou minha bochecha e observamos quenull estava nos encarando rolando os olhos com uns cadernos na mão, negou com a cabeça e saiu andando.
- Maria Madalena acordou atacada hoje? — Ju perguntou levantando-se, dei os ombros.

O sinal tocou e fomos para as salas, olhei para o papel'Biologia- Sala 26'peguei minha bolsa fui andando quando um rapaz alto e loiro me parou, com um sorriso no rosto, apenas parei e fiquei esperando o que iria falar, mas não falou nada.

- Arranjou emprego como estátua? — Ele negou com a cabeça — Então da pra falar que porra tá fazendo parado? Eu tenho aula.
- Quanto estar às paradinhas? — Ah, explicado ele é calouro.
- Não sei do que estar falando, pode me dar licença? — Ele negou com a cabeça sorrindo cinicamente — Por bem ou por mal?
- Vamos lá ani — Rolei os olhos dando um chute no meio das suas pernas, ele caiu no chão grunhindo de dor.
- Ani é seu cu, melhor me respeitar e não sei do que estar falando, pode me dar licença? Obrigada lindo, beijinhos.

Ele ficou estirado no chão grunhindo de raiva e dor com a mão na intimidade, sai rindo daquela situação indo para minha sala, as salas não eram bem tais e sim auditórios. Sentei-me do lado de um grupo de amigos, os jogadores do time de futebol americano. Não liguei muito para assuntos alheios, abrir meu caderno escrevendo o que o professor estava escrevendo na lousa, quando alguém me cutucou com a caneta. Era Coulson.

- Que foi? — Ele sorriu
- Já viu que caloura linda? — Neguei com a cabeça ainda copiando, ele cutucou-me novamente, rolei os olhos.
- O que você quer Coulson? Diz logo — Ele apontou com a cabeça para a novata, essa menina me persegue ou? — Essa é a novata? — Ele sorriu.
- Irritante insuportável e histérica, mas é hétero dos pés a cabeça, satisfeito? — Ele assentiu jogando uma bolinha de papel nela e escondeu-se nas minhas costas, advinha quem levou a culpa?
- O QUE VOCÊ QUER? — Ela realmente não sabe falar baixo, bati na mesa levantando-me, ela fez o mesmo.
- Não fui eu que joguei, foi esse otário aqui — Puxei o Coulson que deu um tchauzinho rindo — idiota — Sentei-me na cadeira cruzando os braços.
- Ah bom, olá — Sorriu e acenou para Coulson, que fez o mesmo sentando-se do meu lado.
- Gostei gostosa, curti curti — Coulson acha que só porque uma menina deu tchau pra ele, significa que já quer pegar se bem que na maioria das vezes era isso, porém né. Vai que comnull seja diferente, e ele leve um toco? Mas não é das meninas não recusarem os caras do time.
- Ela não é das suas, se manca.

O Sinal finalmente tocou, porém uma voz soou era o do diretor Madson, dando um comunicado.

Veteranos e calouros, cada prédio vão para sua quadra, um aviso será dado, vocês tem quinze minutos

Boa noticia não era, peguei minha mochila guardei minhas coisas saindo com Coulson,null estava arrumando as coisas algo cheirava a: ela vai se perder, já que o prédio era grande demais. Mas nem liguei, seria legal, dei os ombros e sai andando, muita gente pelos corredores indo em direção à quadra, parei para atender Juliana que ligava, mas a ligação cortou tanto que desliguei, em menos de cinco minutos os corredores já estavam praticamente vazios.null estava olhando pelo Mapa que tinha no mural, onde ficava a quadra, cheguei por trás.

- Se tentar achar algo por esse mapa, vai acabar se perdendo — Ela pulou botando as mãos no peito de susto.
- Quer me matar, garota? — Olha, sem gritos, sorrir.
- Não, apenas posso te salvar e te ajudar — Ela fitou-me dos pés a cabeça.
- Não, eu me viro — Que criança irritante.
- Você que sabe — Dei as costas e sai andando.

null POV ON

Essa menina não me deixa em paz? Deixa que eu me viro, olhei para o quadro, não é tão difícil. Vejamos, pego o corredor, dobro a esquerda chego ao fim terceiro a direita vai ter um... Aonde eu dobro mesmo? Eu ia me perder, bati os pés de raiva, aquele rapaz loiro do sorriso bonito que falou comigo hoje mais cedo estava passando sozinho.

- Ei — Ele olhou e sorriu vindo em minha direção.
- Pois não moça bonita? — Sem essas cantadas, por favor, dei um riso falso mordendo o lábio.
- É... Hm...Eu me perdi e não sei aonde fica a quadra, poderia me ajudar? — Ele sorriu, que sorriso lindo, alto com jaqueta do time da faculdade calça justa e um sapato branco.
- Vem comigo, gata — Três regras básicas pra convivência comigo: não me chama de gata, não me chama de gata e não me chama de gata, assenti e fomos.

A quadra não era muito distante, mas a velcro estava certa, se fosse sozinha iria realmente me perder. Coulson era aquelas caras que se acham demais sabe? Isso era irritante, mas só fingir que não existia e tudo certo, tinha muita gente, mas eu não conhecia ninguém ainda então Coulson me puxou pela mão.

- Vem, vamos ficar comigo hoje já que você é caloura, fechou gatinha? — Dei uma tapa em seu braço.
- Não me chama de gatinha, é nojento — Ele sorriu deu os ombros me puxando pra sentar.
- Como estar minha pegadora mais linda? — Ele estava falando com Larissa, que sorriu, ela era Alfa também estar explicado o piti da reitora que também é lésbica, ela apenas ignorou o comentário para meu azar só tinha lugar ao seu lado, bufei de raiva e sentei em uma distancia razoável.
- Alguém ia se perdendo — Ela era rindo do que de fato iria acontecer — O Gostosão ali salvou, não dou duas semanas — Falou olhando para a quadra e algumas meninas que ali dançavam.
- Duas semanas para o que garota, tá maluca? — Me tirem daqui, essa criatura não fala coisa com coisa.
- Para ele te pegar te pega e tchau, cuidado hein? — Sorriu, quando Juliana chegou sentando em seu colo, essa menina não sabe o que é bancos?
- Era só o que me faltava, tenho duas velcros aqui — O comentário fez ambas rirem — Você sabia que tem bancos? Isso não é uma cena muito agradável de presenciar — Rolei meus olhos olhando para o diretor que ia em direção ao microfone que tinha no meio da quadra, Juliana sentou-se ao lado de Larissa.
- Maria Madalena acordou de tpm hein? — Juliana sussurrou para velcro dois que escutou e assentiu com a cabeça.
- Eu escutei, não estou só não me agrado com essas baboseiras aqui — Larissa olhou pra Juliana sorrindo negando com a cabeça.
- Imagina quando estiver — Estava preparando minha resposta quando o diretor bateu no microfone chamando a atenção de todos.

Calouros e veteranos, hoje vim com algo diferente já que vocês não estão acostumados com minha presença assim, se não fosse algo tão urgente isso não iria ter ocorrido. Mas como todos os anos tem relatos de bullyings com os calouros pensamos em fazer um programa de tutor, cada tutor será claro um veterano que vai cuidar do seu calouro. Isso ajuda nas notas, mas deixando bem claro: o calouro não é o bebê de vocês, apenas evitem que o bullying aconteça nessas escolas porque não será mais permitido. Para facilitar cada veterano tem um calouro em seu quarto, ou seja: vocês vão ficar responsáveis pelos colegas de quarto de cada um. Quem fica nos dormitórios da faculdade vão para reitoria sendo informados, lembrando bem que: se tratar mal ou fizer bullying com um calouro é expulso, é isso‘.

Puta que pariu além de colega de quarto essa coisa ai ainda vai ser meu tutor? Digam-me que é mentira, quando percebi Larissa chutava qualquer coisa na sua frente, olhou pra mim com os olhos queimando de raiva.

- Não vou ser sua babá, se vire sozinha — Essa menina realmente é uma idiota, dei uma tapa na minha perna o que a fez se assustar.
- Que porra garota, eu odeio conviver contigo e não posso fazer nada pra isso, não estou precisando de babá e se precisasse seria qualquer pessoa, menos você — Peguei minha bolsa a deixando falando qualquer coisa.

Não esperava que fosse tão complicado conviver com uma menina como está sendo, que coisa insuportável, fui ao meu armário, senha300314004quando fechei o armário dei de cara com o demônio da Larissa.

- O que você quer? — Perguntei seria, ela respirou fundo.
- Eu quero passar de ano e você também, a senhorita homofobica ai precisa conviver com isso, ou tentar apenas seja boa atriz e quando te chamarem diga que cuidei direitinho, ouviu? — Estava sendo ameaçada ou? Gargalhei ajeitando minhas apostilas.
- Não, vou fazer o que eu quero e falar o que bem quero beijos fofa — Arrumei minha bolsa nos ombros e sai, mas ouvir seus passos rápidos me acompanhar e puxar-me pelo braço violentamente com os olhos fervendo de raiva.
- Escuta aqui menina mimada, você vai abaixar sua bola tá bom? Eu faço o que bem quero nessa porra, então minhas médias não vai ficar baixa por sua causa — Ela realmente acha que está me botando medo? Vamos rir.
- Escuta aqui você, me larga — Puxei meu ombro com força botando o dedo no seu rosto — Não tenho medo de você, então melhor não me ameaçar de novo, lindinha — Sorrir ironicamente, saindo.

Aquela menina tira a paciência de qualquer um, rolei os olhos indo para a próxima aula que era história aqui na faculdade mesmo não sendo sua área você precisa ter aulas para não perder o costume. Larissa já estava sentada com uns amigos e Juliana, olha dessa vez não era em seu colo. Quando Juliana olhou pra mim soltou um beijo e um tchauzinho irônico, vai entrar pra lista negra. Sentei-me um pouco perto do professor, quando alguém sentou do meu lado.

- Não sou mais seu tutor — Era onull com um sorriso no rosto.
- Uma pena, de verdade, foi ficar com a pior pessoa do mundo pra esse cargo — Falei enquanto rabiscava qualquer coisa no meu caderno.
- Você ficou com quem? — Ele perguntou virado pra mim com uma sobrancelha arqueada.
- Anitta — Não sei o porquê, o mesmo começou a gargalhar — Qual graça? — Ele fez um sinal para que eu esperasse um minuto (ele parar de rir) e olhou pra mim.
- Ela é a popularzinha dessa faculdade, não deve nem ligar pra você, relaxa. Mas já deu em cima de você? — Só de imaginar aquela menina fazendo isso, o nojo já veio em minha cabeça.
- Eca cara, não curto isso, graças a Deus não, acredita que quando cheguei ao quarto tinha uma menina de calcinha e sutiã? — Ele arregalou os olhos espantados, mas logo ficou normal.
- Juliana não é? — Eu assenti — É o caso dela, não namoram, mas vivem ficando, olha guria se você não quiser encrenca fica longe dela, essa menina não é boa coisa, nem boa companhia — Concordei.
- Eu sei, ela é lesbica cara, eu odeio isso, não que eu seja homofobica, mas tenho raiva... Longa história, porque ela não é boa companhia? — Ele sorriu abrindo o caderno prestando atenção no professor.
- Olha... Meia escola é lésbica ou bi, todos conhecem a ani então se não quer arranjar encrenca só não encrenca com ela tá bom? Não fala mais que não gosta, vai acabando sendo odiada por todos, tem algo contra os gays? — Que estranho ele perguntar isso, não ele não tinha jeito, nem um pouco.
- Não, adoro gays, você é? — Ele olhou espantado pra mim e negou com a cabeça — Desculpa.

-null vi que você estar conversando com o senhornull então prevê que já sabem do assunto. Entãonull responda-me essa pergunta:

"Os cosmógrafos e navegadores de Portugal e Espanha procuram situar estas costas e ilhas da maneira mais conveniente aos seus propósitos. Os espanhóis situam-nas mais para o Oriente, de forma a parecer que pertencem ao Imperador (Carlos V); os portugueses, por sua vez, situam-nas mais para o Ocidente, pois deste modo entrariam em sua jurisdição."
Carta de Robert Thorne, comerciante inglês, ao rei Henrique VIII, em 1527.
O texto remete diretamente:

Vocês acham que eu sabia? Apenas abaixei a cabeça e mordi o lábio, quando estava pronta para disparar um 'eu não sei professor lamento'.

- As disputas entre países europeus, decorrentes do Tratado de Tordesilhas. — Era ela, Larissa sorria cinicamente pra mim de braços cruzada deitada nas ultimas cadeiras.
- Muito bem, Larissa — Respondeu o professor, me virei pra ela bufando de raiva.
- Se eu quisesse que você respondesse, pediria se não pedi é porque eu sabia — Pude ouvir um 'ui' das pessoas alheias, ela sorriu negando com a cabeça.
- Problema seu, garota — Voltei a olhar para o professor.
- Escuta uma coisa que vou falar sobre ela ok? Depois, não se mete mais — Eranull, assenti com a cabeça.

— Garotas como ela, não são boas garotas.



Capítulo 3

null POV ON

Depois daquelas aulas insuportáveis com o professor babando a queridinha dele vulgo Larissa, decidir ir para meu quarto. Estava andando com alguns livros na mão quando esbarro em um menino, pronta para dar um esporro percebi que era o Coulson com um sorriso de canto a canto.

- Olá broto — Ele sorria com as mãos no bolso.
- Gata, broto, qual próximo apelido você vai inventar pra mim? — Sorrirmos, ele encostou uma das mãos na parede fitando-me.
- Ah, não sei, gosto de te chamar assim, mas não era bem isso que queria falar com você — Fiz sinal positivo para que ele continuasse — Amanhã vai rolar uma festa lá em casa, vamos?
- Não tenho com quem ir — Mordi o lábio — Sabe como é não ganhei meu carro ainda — Ele sorriu assenti

Fui em direção ao meu quarto, uma festa com os veteranos era tudo que eu queria para me enturmar com todo pessoal. Fui revisar alguns conteúdos que o professor deu. Porém o sono era maior, acabei dormindo sentada com as mãos na bancada, quando sinto alguma coisa atingir minha cabeça, era uma bolinha de papel. Velcro mestre acabará de chegar, Larissa estava sentada olhando confusa pra mim.

- O que você quer? — Perguntei a fuzilando com os olhos.
- Saber se você está viva, para meu azar, estiver que pena — Sorriu cinicamente — Ah, você babou — Apontou para minha bochecha que realmente estava babada, essa menina é irritante.
- Estou mesmo e você no mesmo ambiente que eu, puxa que azar, o que faz aqui há essa hora? Sua aula não acaba as oito? — Ela olhou-me confusa em seguida sorriu.
- Não vou para as ultimas aulas, tenho que organizar umas paradas, se cuida, broto — Agora pegou a mania do Coulson de me chamar assim? Bufei, ela pegou a mochila em seguida saiu.

Essa menina me tira do sério, resolvi então sair para espairecer pelo campus, coloquei um casaco, pois o tempo estava um pouco frio, uma calça e fui andando. Estava quase vazio, já se passava das sete da noite e não tinha quase ninguém, mas não tenho medo. No Kansas é mais ou menos assim, sentei em um banco botei meus fones de ouvido e fiquei apreciando a paisagem, ou melhor, a grama. Tinha o prédio principal, os nossos dormitórios, mas era tudo tão silencioso, pela tarde não era muito assim. Meu silencio foi quebrado por um menino sentando do meu lado. Não que eu esteja com medo, mas assusta alguém sentar do seu lado a essa hora da noite.

- Perigoso ficar por aqui há essa hora — Ele acendeu um cigarro — Se importa? — Apontou para o cigarro eu apenas neguei — Mas como disse, é perigoso.
- Aqui é uma faculdade — Abracei a mim mesma devido ao frio — Porque teria medo? — Eu não estava com medo, e sim morrendo.
- Acontecem muitas coisas à noite, principalmente aqui — Tragou o cigarro — Qual seu nome? — Qual primeira regra de sobrevivência contra estranhos? Correr, uma boa ideia, mas fiz o contrário.
-null e o seu? — Percebi que era da escola por usar uma jaqueta dos Alfas.
- Duh — Não era mais tão ameaçador como antes.
- Duh o que? — Ele deu os ombros e tragou mais uma vez.
- Só duh, me conhecem como duh, então me chame assim — Sorriu e eu assenti.

Ficamos conversando durante quinze minutos, ele era legal nada de assustador apenas gostava de passear como eu, e era gay. Mas eu gosto dos gays, rirmos bastante quando me contou quenull era gay, porém encubado. Quando botei meus olhos no relógio nove e meia, dei um pulo.

- Caralho — Ele olhou assustado.
- Que foi criatura — Deu um pulo junto comigo o que me fez rir.
- Está tarde, preciso ir — Arrumei meu casaco, ele levantou junto.
- Não vou te deixar andar sozinha, como eu disse é perigoso, te acompanho — Assenti e fomos conversando.

Ele era um bom rapaz, riamos o tempo todo o elevador do meu prédio quebrou então subimos cinco lances de escadas juntos.

- Pronto, eu moro aqui — Sorrir, ele assentiu abrindo a porta e Larissa estava sentada jogando vídeo game com Juliana.
- O que o gayzão estar fazendo aqui? Com ela? — Larissa falou apontando para nós. Eles já se conheciam como assim? Ele sorriu entrando no quarto.
- Vocês já se conhecem? — Os três assentiram enquanto Duh sentou do lado das meninas, bufei de raiva.
- Essa é a homofobica que te contei — Larissa falou rindo, enquanto eu ia para meu lado do quarto.
- Já disse que não sou homofobica e a proposito porque Juliana estar aqui? A reitora não quer — Bufei de raiva sentando na cama, Juliana iria falar algo, mas Larissa tampou sua boca.
- Não estamos fazendo nada demais, apenas jogando, não quer vim? — Estendeu um controle pra mim, apenas neguei.
- Vamos lánull, você fica nesse lado que denominou ai seu, e joga contra mim, sem ódio hoje, que tal? — Duh apontou um controle.

Deixei o ódio de lado por um dia, apenas por um dia. Ficamos a noite jogando já que no outro dia não ia ter aula, acho que foi por isso que Coulson fez festa, ou sei lá. Estávamos jogando Counter Strike e quem estava perdendo? Euzinha.

- Nossa, ou eu sou muito ruim ou você tem muita sorte — Larissa estava ganhando de lavada de mim.
- Ou eu sou muito boa e você não assume isso — Sorriu pra mim, Juliana estava dormindo no chão com Duh.
- São sempre assim? Os três? — Ela assentiu — Desde quando?
- Faz um ano, sempre os três, se incomoda de dormirem aqui? — Só porque ela pediu com jeitinho.
- Não, vou acordar cedo pra me arrumar e vou dormir, tchau — Ela assentiu, ajeitou os dois no chão e dormiu na cama.

Anitta POV ON

- Acorda Anitta, temos que ir — Acordei com Duh balançando-me.
- Ai caralho espera, eu acabei de acordar, para aonde vamos? — Espreguicei-me coçando os olhos, Juliana já estava de pé.
- Para o mesmo lugar de sempre, hoje tem festa e precisamos pegar... Bom você sabe, tem quinze minutos.

Assenti, botei um short rasgado como de costume, uma blusa regata já que estava um pouco quente e um sapato cano médio preto, e fomos. Vamos explicar para aonde estávamos indo: Em baixo da faculdade tinha um porão que ninguém sabia da existência, então eu Juliana e Duh adaptamos a nosso gosto. Era grande, tinha um primeiro andar com uma cama que quase ninguém dormia, em baixo um sofá enorme em V vermelho, duas mesas de sinuca, uma Tv de plasma gigante, uma mesa à frente com vários saquinhos com balanças, dois freezer um com refrigerantes outro com cervejas. Como levamos isso tudo? Acredite, demorou quase um ano, mas conseguimos. A parede não era pintada, por isso toda cinza como achamos. Duh chegou jogando-se no sofá.

- Hoje tem a festa de Coulson, ele já pediu — Sorriu de ponta a ponta — Hoje ganhamos bastante.
- É... Quem vai embrulhar? Vou pesar e botar no pino, quem embrulha? — Olhamos pra Juliana que bufou de raiva.
- Odeio fazer isso, embrulhar pó e minha mão fica toda melada — Bufou sentando de frente para mesa.

Eu, Juliana e Duh vendemos 'pó' mais conhecidos como cocaína, droga de ricos, etc. Principalmente quando tem festas eles se esbaldam, isso rende já que vendemos um pino por dez reais, ai imaginam uma festa cheia de adolescentes? Em dia assim, rendemos dois mil e quinhentos a três mil reais. Nessa festa de Coulson ia ser mais ou menos isso, ele compra de nós e vende lá. O lucro fica maior pra ele, mas não ligamos. Depois de três horas fazendo tudo isso, joguei-me no sofá.

- Acabou? — Duh assentiu — Ainda bem, vou ligar pro Col e marco um lugar pra ele buscar, fechou?
- Fechou, quanto você vai cobrar? — Juliana perguntou enquanto ia ao freezer pegar alguma cerveja.
- Dois e quinhentos — Peguei o celular discando para Coulson.
ligação on
- Bom dia minha deusa.
- Sem palhaçadas hoje Col, as paradas já estão prontas, aonde quer pegar? — Pude ouvir um ruído, era um dos meninos ajeitando a música.
- Entrega no parque de sempre, quanto vai cobrar hoje? Precinho especial né amor? — Gargalhou do outro lado da linha.
- Dois e quinhentos, tchau Coulson.
Ligação off


Pude ouvir uma gargalhada do outro lado da linha antes de desligar, quando ainda era hétero namorei com ele, durante cinco meses por isso afirmo: ele não presta, nem um pouco. Mas ainda somos amigos, sai do porão e peguei meu filho: um Ford mustang gt preto, ganhei do meu pai quando passei na faculdade. Entrei e dei partida, cheguei ao parque em menos de dez minutos, Col já estava sentado esperando-me quando viu o carro parado, logo entrou e sentou-se do meu lado.

- Estar aqui — Deu um bolo de nota de cem reais — Pode conferir se quiser.
- Meu amor, eu faço isso sempre — Ele sorriu negando enquanto conferia todo dinheiro — Certo — Peguei a bolsa que estava nos meus pés e o entreguei — Ai tem cem pinos, vê se não faz estrago — Ele assentiu com um sorriso no rosto.
- Não vai hoje? Vai ser bacana — Neguei com a cabeça, tinha mais coisas pra fazer a ver um monte de gente chapada.
- Sinto sua falta, branquinha — Passou a mão pelo meu rosto que logo dei uma tapa.
- É, mas eu não gosto mais disso, agora sai — Ele apenas assentiu e saiu.

Fui novamente para o porão separando o dinheiro entre nós três (Duh, eu e Ju), em seguida fui para meu quarto, o dia tinha sido cheio e a única coisa que eu queria era deitar na cama e dormir. Dei de cara com Maria Madalena se arrumando toda.

- Para aonde a moça vai, posso saber? — Ela apenas me deu as costas, UAL. Vestia um short curto rasgado, uma blusa regata de alguma banda ainda não identificada e um salto alto. Ela estava realmente linda.
- Interessa? — Respondeu friamente, dando-me as costas.
- Sou sua tutora, preciso saber — Tirei meus sapatos deitando na cama.
- Para festa do Coulson — ELA VAI PARA AONDE? Na mesma hora dei um pulo segurando seu braço.
- Não é lugar pra pessoas como você, não vá — Falei com firmeza, mas ela apenas puxou o braço e saiu andando em direção à porta.
- Você não é minha babá — Deu as costas, a puxei mais uma vez.
- Então toma — Peguei um papel e anotei meu numero — Vai precisar — Ela puxou botando no bolso.
- Não vou não — Bateu a porta sem pensar duas vezes.

null POV ON

Impressionante como ela quer opinar em tudo, apenas dei as costas e sai andando. Coulson já me esperava no seu carro, uma BMW preta, olhei para o prédio e percebi que Larissa observa a nós com cara de reprovação, apenas entrei no carro.

- Pronta para diversão? — Ele falou e eu assenti rindo — Então vamos, broto.

Sorrir e fomos, era um pouco longe, uns trinta minutos na velocidade dele que nesse caso era 60KM/H, Quando chegamos a casa era enorme de primeiro andar, uma piscina aonde já tinha umas meninas ali tomando banho apenas de sutiã e calcinha com um copo de cerveja na mão. Coulson saiu sem nem me avisar, eu estava sozinha na festa, mas não era problema sempre fiz amigos, dessa vez não seria diferente, quando entrei tinha duas salas enormes nos quais os meninos bebiam e falavam alguma coisa que os faziam rir, logo esbarrei com um menino.

- Opa broto, cuidado, quer um copo? — Me estendeu um copo de cerveja e eu assenti.
- Obrigada — Sussurrei, ele botou o ouvido na minha boca como se não tivesse escutando, repeti novamente, ele riu.
- Você é caloura? — Concordei, o que o fez rir mais ainda — PESSOAL TEMOS UMA CALOURA, VAMOS DAR AS BOAS VINDAS A ELA — Todos gritaram, dois meninos me puxaram para sentar no sofá me dando mais bebida, algumas meninas foram ali conversar.

Não sei quantos copos tomei, mas minha visão já estava meio turva e eles riam, falavam algo sem nexo, quando alguém me puxou era o Coulson.

- Broto, você tá muito desanimada, vem, vou te animar — Puxou-me para algum canto da casa que tinha algumas pessoas e uma mesa enorme, com pó não sei o que era bem.
- O que é isso? — Apontei, uma menina me puxou o que me fez cair em seu colo.
- Toma, experimenta — Me deu uma nota de um real enrolada, neguei com a cabeça — Não é droga, é uma paradinha legal, experimenta.

Como eu disse, estava bêbada, não lembrava nem mais qual cômodo da casa estava, botei a nota de um real no nariz e no outro pressionei com meu dedo respirando fundo, minha cabeça doeu na mesma hora, cai para trás de tão tonta que estava meus olhos ardiam e todos riam de mim.

- Ei Col, leva para o seu quarto, a menina não estar muito bem — Falou um dos amigos dele, Coulson ria.
- Você quer descansar, broto? — Minha cabeça não estava mais ali, minhas pernas estavam bambas, levantei-me apoiando nas paredes com dificuldades, minha visão estava desfocada, fui andando em direção contrária, meu nariz queimava de dor, o que eu estava fazendo? Quando bati em alguém.
- Desculpa — Só isso que consegui dizer, mas era onull assustado.

Então veio na cabeça o que ele me disse'Não queira fazer amizade com eles', ele apenas me puxou para algum canto da casa que ainda não lembro qual estendendo um copo.

- Não quero mais bebida, quero ir embora — Antes sussurros, mas as lágrimas já tomavam conta do meu rosto.
- É água, tem alguém que possa te levar? — Concordei e tirei um papel do bolso, ele apenas saiu do local, cinco minutos depois voltou. Estava tão nervosa e com medo que a única coisa que queria era sair dali, mesmo com a visão embaçada, nariz ardendo e cabeça doendo fui andando com o copo da única coisa que não tinha álcool no meio, até que um menino me agarra a forças.
- Me larga — Gritei, ele apenas não deu ouvidos e tentou me beijar, joguei o copo que estava na mão em seu rosto e cuspi o que ele fez? Apontou uma arma em minha direção.

Anitta POV ON

Estava dormindo, quando meu maldito celular toca e o desejo de jogar no chão era maior que tudo, não olhei o número apenas atendi, o barulho era imenso logo pensei que era o Coulson declarando-se mais uma vez.

ligação on
- Anitta? — Uma voz grossa falou do outro lado da linha.
- Te dei intimidade pra me chamar assim? — Olhei pro relógio que marcavam três e quarenta.
- Olha anull está na festa do Coulson, o problema é que ela cheirou pó, bebeu e é a única caloura da festa.
- PORRA, EU AVISEI, não desgruda os olhos dela, estou indo pra ai.
Ligação of


Antes eu chegasse à casa do Coulson em trinta minutos, tirei cinco minutos pra chegar lá, não me dei ao trabalho de trocar de roupa, estava com um short qualquer de malhar, uma blusa branca básica e sandálias, quando entro me deparo com Diego apontando uma arma paranull , ele também estava chapado. Corri entrando na frente dele.

- Calma, pra que esse estresse todo? — Diogo era um dos malandros do Bairro, filho de papai, magro cheio de tatuagens, loiro com cabelo liso. Ele é barra pesada e bem esquentado.
- Essa puta cuspiu em mim — Porque essa menina só faz merda, ele estava com a arma ainda erguida com raiva nos olhos.
- Diego ela é caloura, você não vai querer encrenca vai? Abaixa a arma irmão, eu a levo pra casa e você nunca mais ver seu rosto, que tal? — Abaixei sua arma, ele apenas concordou com a cabeça.
- Vaza — Olhou pranull que estava transbordando medo.

A puxei pelo braço, abrir a porta do carro e ela entrou toda encolhida no banco.

- O que eu usei? Meu nariz arde — Esmurrei o volante.
- Você cheirou cocaína, eu te avisei pra não vim nessas festas — Ela estava chorando no banco do passageiro.
- Desculpa, porque veio me buscar?
- Porque sou sua tutora, agora trata de calar a boca.

Ela assentiu e assim fomos, demorei vinte minutos pra chegar, quando percebinull estava dormindo, tentei acordá-la, mas o efeito da bebida misturada com drogas era tanto que não adiantou, bufei de raiva, sai do carro e abrir a porta do seu lado a peguei com cuidado pelos braços e fui carregando. Porque o elevador tinha que quebrar justo nessa semana? Porque eu tinha que morar no quinto andar? Subi cinco lances de escadas, não foi algo muito fácil, abrir a porta com certa dificuldade e a deitei na cama, quando estava indo pra minha cama, escutei um sussurro.

- Obrigada.
- Não agradeça, só não repita — Ela virou-se e dormiu.

Capítulo 4

null POV ON

Pegue um liquidificador, bote tudo que você acha que é cabível para ali e bata, minha cabeça estava assim. Não me lembrava de muita coisa de ontem à noite, talvez quase nada, mas pelo visto não era coisa boa, acordei grunhindo de dor, na cabeceira tinha um papel com um analgésico junto a um copo de água:

Te apresento a famosa ressaca do dia seguinte, tome esse remédio e volte a dormir.

Neguei com a cabeça, não iria tomar aquilo vai que fosse veneno ou sei lá o que? Tentei me levantar, mas minha cabeça doía tanto e meu corpo só pedia por cama, quando alguém bateu a porta, oh filha da puta, era Larissa.

- Não tomou o remédio por quê? — Me deu as costas mexendo na mochila que estava na sua cama.
- Tenho medo de conter veneno — Um sorriso nasal saiu vindo dela.
- Seria um ótimo jeito de te matar não era? — Virou-se pra mim sentando na cama e tirando seu coturno — Mas não, não gosto de mortes rápidas — Rir da situação — Pode tomar, lembra-se de alguma coisa de ontem? — Neguei com a cabeça.
- Não sei nem como cheguei em casa, pode me contar o que houve? — Ela respirou fundo tirando o outro coturno e assentiu.

Vinte minutos depois e toda explicação eu ainda não tinha acreditado que tudo aquilo havia realmente acontecido, eu tinha cheirado pó, como pode tudo ter acontecido tão rápido? Larissa contou que me levou pra casa também, outra coisa que eu também não lembro.

- Acho que devo te agradecer — Sorrir fraco, ela negou.
- Você já fez isso, tentou me agarrar e tudo — Meus olhos triplicaram de tamanho, ela gargalhou — To brincando, se assustou? — Soltei um grito e taquei um travesseiro nela.
- Imbécil, já disse que não gosto — Ela sorriu e deitou-se na cama.

Fui dormir novamente, ou tentar, mas o dia estava tão tedioso não íamos ter aula e o sol estava lindo, espreguicei-me na cama respirando fundo, olhei para o lado, Larissa estava mexendo no cabelo olhando pro teto.

- Bom... O dia estar tecnicamente tedioso — Ela respirou fundo continuando a mexer no cabelo
- Parece domingo, porque não temos aula? — Larissa olhou pra mim e deu os ombros
- Reunião dos professores, é um saco, a escola e cemitério ficam empatados em qual o nível de animação é maior e eu ainda voto pelo cemitério — Sorrir — Ei, tenho uma ideia — Deu um pulo rapidamente.
- Qual? — Ela estava indo ao banheiro e voltou com uma sandália.
- Vamos à praia, o dia estar lindo — Arqueei uma sobrancelha em olhar de reprovação, ela parou cruzando os braços e bufando — Não vou te agarrar, não vou te tarar nem qualquer sapatagem perto de você, mas se preferir esse calor a aproveitar o mar com esse sol, escolha sua — Pegou as chaves e ia saindo quando dei um pulo.
- Eu vou, me espera trocar de roupa, você vai... Assim? — Apontei para ela que estava de calça jeans e blusa de manga, ela assentiu.
- Troco de roupa na praia, te espero lá em baixo.

Quinze minutos me arrumando, cinco mensagens da Larissa falando que se eu não chegasse há cinco minutos ia embora sem mim, vestia um short jeans básico e uma regata branca, desci as escadas e lá estava Larissa com UOU, que carro era aquele? Um Ford mustang gt preto, estava incrédula, ela era tão rica assim? Abrir a porta do carro e logo entrei tudo de couro, tudo da melhor qualidade, fiquei admirando tudo, quando percebi que Larissa olhava com um jeito curioso.

- Que foi? — Perguntou, eu ainda estava hipnotizada com o carro.
- Não sabia que era... Tão rica — Ela sorriu passando a mão pela direção do carro.
- Esse carro é minha vida, ganhei quando passei na universidade, você não tem carro? — Encolhei-me no banco, envergonhada.
- Bom... Não, tem o do meu pai, mas é só — Sorri sem graça, ela deu partida no carro, ligando o som que começou a tocar 'Play Hard- David Guetta' — Se é tão rica, porque não tem um apartamento só pra si, prefere morar em um dos dormitórios da escola?
- Meu pai sabe a filha que tem — Deu um sorriso malicioso enquanto olhava atentamente para o transito — Sabe que se eu morasse sozinha iria querer dar festa, dia sim, dia não — Sorriu — Mas e você, seus pais não tem uma boa renda?
- Não, meus pais são cozinheiros, mas não de restaurantes caros, ganham o necessário para nós três, então eu não tinha escolha — Sorrir e ela continuou atenta ao que falava — Era isso ou ir e voltar pro Kansas quase todos os dias.
- Ah, entendi, olha você não é tão mimada quando pensei, vai que seja uma menina boa sem ser tão preconceituosa — Gargalhou e eu dei uma tapa em seu braço.
- Não sou preconceituosa, já falei — Ela deu os ombros.

O resto do caminho ficou cantando todas as músicas da sua playlist às alturas, era engraçado porque Larissa cantava muito bem e era uma ótima pessoa quando não era grossa, nem me odiava, paramos em uma praia super movimentada e linda, ela sorriu.

- Enfim chegamos, vem — Abriu a porta do carro e eu fiz o mesmo, pude perceber que tinha várias pessoas da universidade, ela sorriu e abriu a mala que lá tirou uma mochila e saiu andando.
- Aonde vamos ficar? — Ela apontou para um lugar na areia, assenti e fomos, era realmente um belo dia para praia, peguei uma canga que Larissa tinha levado e logo sentei na mesma tirando a blusa ficando apenas de biquíni.
- Vou me trocar, já volto — Assenti e ela foi.

Tinha muitas pessoas deitadas em cangas, umas crianças brincando, pessoas surfando, tinham de tudo, era um ótimo lugar pelo menos ela tem bom gosto pra isso, tirei meu short e deitei para pegar um bronze quando Larissa sentou do meu lado, mas... Que corpo, ela estava com uma prancha.

- Pra que a prancha? — Ela me olhou com deboche
- Para brincarmos de Titanic, você é a mocinha — Sorriu e eu dei uma tapa em seu braço — Eu surfo — Pegou a prancha passando parafina.
- Há quanto tempo? — Perguntei botando os óculos de sol e deitando novamente.
- Cinco anos, tá vendo isso aqui? — Apontou para uma cicatriz na perna e eu assenti — Bati na pedra, foi engraçado esse dia — A cicatriz era grande o que assustou, mas ela riu.
- Nossa não doeu? — Ela assentiu, levantando e pegando a prancha.
- Bastante, mas estou acostumada, volto logo — Sorriu e saiu correndo em direção à praia.

Uma coisa eu tenho que admitir, ela surfa muito bem, sabia com exatidão tudo que estava fazendo, os surfistas babavam e eu sorria com pena deles, era vários que pararam para olhar, Larissa tinha um belo corpo e uma pele bronzeada devido à praia o que chamava mais ainda a atenção de todos. Ela sorria quando conseguia fazer o que queria na prancha, depois de quase uma hora surfando e eu observando tudo junto com os meninos que babava ela saiu. Secando o cabelo e logo um surfista veio falar com ela, mas não deu muita bola trocou poucas palavras e logo sentou do meu lado.

- Surfo bem ou não? — Sorriu cravando a prancha na areia.
- Preciso admitir que sim, bastante — Assentiu sentando do meu lado.

Anitta POV ON

Quando você é uma menina e surfa bem aparecem mil surfistas te cantando ou querendo seu celular, o problema é que eu não gosto de meninos,null veio comigo a praia algo que me deixou bastante surpresa já que me odeia tanto, acho que o calor estar afetando sua cabeça, sentei ao seu lado, seria ousado demais falar que seu corpo é lindo? Ok Larissa, respira e pensa: ela é hétero e preconceituosa.

- Surfo bem ou não? — Falei sorrindo e botando a prancha na areia, ela levantou o olhar e sorriu.
- Preciso admitir que sim, bastante — Concordei sentando do seu lado e botando meus óculos de sol.
- Achei que você não vinha quando te chamei — Ela ajeitou o biquíni e olhou pra mim.
- Porque achou isso? — Será que é porque você odeia lésbica e eu sou uma? Dei os ombros.
- Nada demais — Deitei-me na areia, já estava costumada a ficar assim.

Ficamos conversando besteira por quase uma hora, não é que ela era simpática? Não gritou, não fez escândalo, apenas conversamos. Quando olhei já iam dar cinco da tarde e precisávamos ir, eu tinha que me encontrar com Duh e Juliana, peguei a chave e fui trocar de roupa, enquantonull arrumava as coisas, depois fomos para o carro dando partida enquanto tocava 'Ed Sheeran — Give me Love', cantávamos a altura, sorrindo e acompanhando o vento entrar pela janela enquanto eu já estava mais de 100 km/H.null gostava da alta velocidade, melhor assim, não é aquelas frescas que tem medo de algo acontecer, quando finalmente chegamos.

- Entregue — Sorrir, ela tirou o cinto pegando a bolsa.
- Obrigada, poderia falar que foi maravilhoso, mas por te odiar falo que foi bom... Muito bom — Sorriu — Não vai subir? — Neguei com a cabeça
- Tenho outras coisas para resolver, mas de nada, até mais — Assentiu, saiu do carro e subiu.

Dirigi por uns vinte minutos indo em direção para o apartamento de Duh, ele tinha um o que era maravilhoso quando nem eu nem Juliana tínhamos nada para fazer, cheguei ao apartamento classe média que ficava perto da faculdade, o porteiro abriu o portão já que reconhecia meu carro, peguei o elevador e apartei na cobertura. O pai de Duh é rico o bastante para comprar a cobertura pra ele, era um apartamento por andar, quando cheguei Juliana estava sentada, ou melhor, jogada no sofá com uma garrada de Heineken na mão. Quando me viu levantou as mãos para o céu em sinal de agradecimento.

- Até que enfim ela chegou, posso saber onde estava? — Sentei do seu lado, Duh estava na cozinha fazendo algo que eu ainda não sei.
- Surfando — Sorrir e ela assentiu esperando um complemento — Comnull a chamei pra pegar uma onda e ela foi, mas preferiu ficar só assistindo — Peguei a garrafa da sua mão.
- Hm... Você não estar tentando ficar com ela, ou está? — Me engasguei na própria bebida olhando incrédula para Juliana que sorriu.
- Qual a parte do 'ela é preconceituosa' tu não entende, criatura? — Ela pegou a garrafa da minha mão e deu os ombros.
- Anitta há três dias tu odiava a menina e hoje já a levasse para praia — Me olhou com um sorriso malicioso.
- O dia estava quente e eu a convidei para um passeio, será que ninguém acredita em mim? — Ela negou sorrindo -null é linda, admito isso, se não fosse tão preconceituosa até dava em cima dela, mas sabe como é não tenho paciência pra isso.
- Ela acha que todas caem na dela — Duh chegou me entendendo uma cerveja e eu peguei — Acha que qualquer uma cai nesse papo furado.
- Olha se eu quiser eu conquisto, mas não vou me dar ao trabalho — Ele sentou ao meu lado rindo.
- Ela não é do seu tipo Anitta, Desiste — Bebeu um gole da minha cerveja.
- Eu sou do tipo de todas.

null POV ON

Anitta não era tão chata o quão eu pensei, depois que me deixou no prédio foi para qualquer canto já que é de costume, ela vive saindo quase não parava e ainda assim conseguia ser uma aluna exemplar, meu despertador tocou era seis e quinze, o tempo estava digamos que horrível à chuva caia sem parar e o frio estava terrível, peguei minha calça jeans escura, uma bota preta, uma blusa branca rosa e meu casaco da GAP. Pronto, calor é melhor. Pude notar que Anitta não dormiu no apartamento como de costume, peguei minha bolsa saindo do quarto e acabei dando de cara com Juliana.

- Bom dia Maria Madalena — Ela estava com uma calça rasgada e um casaco azul, não consigo entender como as pessoas usam calças rasgadas nesse frio.
- Bom dia... É você viu a ani? — Ela sorriu e botou a mão no bolso.
- No meu bolso ela não estar — Bufei de raiva e ela gargalhou — Estou brincando, dormiu na casa do Duh — Assenti e ela saiu andando.

Alguns olhares estranhos, tá eu fiz besteira na festa, mas jurei que a maioria estava chapado o bastante para esquecer, não ligo, sai andando pelo corredor quando percebinull sentado estudando, sentei do seu lado dando um tapa na aba do seu boné.

- Bom dia — Beijei sua bochecha e ele riu.
- Bom dia, você tem uma sorte e tanta — Fiz cara de confusa e ele sorriu — Na festa... Ninguém lembra, ou se lembra não se lembram de você, tá com sorte hein — Sorriu.
- Nem me fala dessa festa — rolei os olhos de raiva.

O sinal tocou e eu fui para a aula, Anitta também não estava lá, agora eu me pergunto como essa menina passa, ou é colando ou é colando porque não é possível. Para meu azar alguém sentou do meu lado, era o Coulson, rolei os olhos de raiva batendo o lápis na banca.

- O que você quer? — Ele sorriu e tentou beijar minha bochecha, mas eu fui mais rápida e afastei seu rosto.
- Calma princesa, por que essa raiva toda? — Sorriu, ok Coulson você consegue ser extremamente sexy quando quer.
- Você me levou a uma festa onde eu era a única caloura — Ele fez cara de confuso e logo estalou os dedos como se estivesse lembrado.
- Desculpe... Não me lembro da festa, ou lembro, mas de poucas coisas — Graças a Deus, agradeci mentalmente por isso.
- É... Ainda bem — Sorrir falso e ele botou um dos braços em volta do meu.
- Eu não lembro, mas me desculpe, não vai acontecer de novo — Puxou-me pra perto e sorri, eu assenti olhando para o que o professor falava.
- Deixa a menina em paz Coulson — Uma voz família soou, era Anitta, ela estava sentada atrás de nós, ele sorriu.
- Bom dia pra você flor do dia, acordou de mau humor? — Ela botou os pés na banca (como de costume) cruzou os braços ignorando completamente o comentário do Coulson.

Meu celular vibrou durante a aula e logo pude abrir um largo sorriso, eranull

'Oh sua puta, estou chegando ai, me diga qual seu dormitório que passarei, beijos te amo'.

Respondi animada e depois de agoniantes três aulas fui para meu dormitório, não falei com a Anitta por que não era preciso, em passos largos logo cheguei e subi cinco andares, porra de elevador. Abrir a porta e lá estava ela sentada na minha cama, dei um grito que a fez pular assustada.

- Olha, eu sei que você estar com saudades de mim, tudo bem, ok, mas me matar não — Gargalhou enquanto eu pulei em seus braços enchendo seu rosto de beijos.
- A sapatagem começou mais cedo e eu não percebi? — Anitta perguntou apoiada na parede, e eu a fuzilei com os olhos.
-null essa é Larissa, Larissa essa énull, ela é minha melhor amiga -null logo levantou e foi cumprimentar Larissa dando um longo abraço.
- Ela é simpática, diferente de você — Bufei rolando os olhos,null sorriu e sentou do meu lado.
- Essa é a lésbica que você falou? — Assenti e ela olhou incrédula — Ela é linda.
- Eu ouvir, e a proposito, você também é — Larissa virou e sorriu que foi retribuído — Espera, você é lesbica? — Acho que me esqueci de citar que minha melhor amiga é lésbica, ela assentiu e Larissa me olhou confusa — Qual capitulo eu perdi? Ela é lesbica e sua melhor amiga? — Eu assenti e ela fez uma careta que foi inevitável não rir.
- Eu disse que não era preconceituosa — Larissa ainda olhou confusa.

Passamos o dia falando besteira e minha melhor amiga quer pegar minha colega de quarto, qual problema? Nenhum, ou melhor, têm vários: Minha colega de quarto não é pra ela ou Larissa era boa demais pra ela?

Capítulo 5

Anitta POV ON

O que me deixava mais confusa nessa história toda era o fato de: a melhor amiga ser lésbica, mesmo dizendo que não era preconceituosa, e ter feito aquele show no dia que Juliana dormiu aqui. Mas a todo o momento sua melhor amiga soltava uma gracinha, ou alguma indireta, dando em cima de mim ou coisa do tipo, o que deixounull um pouco irritada. Estávamos sentadas no chão do quarto conversando sobre os estudos, quando boto um doritos na boca e meu celular vibra.

Sala 35, escada, agora. Juliana

Creio dizer que quando não é algo sério, ela me manda mensagem menos fria, ou aconteceu algo muito errado ou ela tinha se apaixonado, levantei-me do chão rapidamente enquanto as meninas olhavam esperando alguma resposta.

- Bom, o papo está ótimo, mas eu preciso ir agora — Elas assentiram, calcei minha sandália e assim fui, desci as escadas já que a porra do elevador ainda estava em manutenção e entrei no prédio principal, sala 35 em baixo da escada. Juliana estava do lado de fora, com um pé na parede e braços cruzados, seu jeito parecia que algo muito sério a atormentava, cheguei abrindo os braços, mas ela negou com a cabeça e me puxou para dentro da sala trancando.
- Preciso falar com você — Fitou o chão mordendo os lábios.
- Disso eu já percebi o que aconteceu? — Ela enfiou as mãos no bolso respirando fundo — Fala Juliana.
- Ontem, quando você dormiu na casa do Duh eu tinha que voltar de alguma forma, certo? — Fiz sinal para que ela prosseguisse — Peguei seu carro — Respira Larissa, respira bem fundo e reza pra ela não ter machucado seu bebê.
- Você bateu meu carro? — Ela negou? — Arranhou, roubaram que porra foi Juliana? — Sua respiração ficou pesada e ela virou-se de costas.
- Coulson me ligou e avisou que ia ter uma festa, tentei te ligar, mas seu celular estava desligado, então eu não achei problema em ir com o carro para festa — Ela continuava de costas.
- Isso não foi problema Ju, não precisa se preocupar — Botei uma mão no seu ombro e ela olhou pra minha mão e negou com a cabeça.
- O problema não é esse Anitta, você esqueceu uma bolsa com alguns pinos de cocaína e ela... Sumiu — Respirei fundo tentando calcular o quanto tinha naquela bolsa, até concluir que era mais de dez mil reais em cocaína.
- Levaram tudo? Como assim Juliana? O carro tem trava caralho, você esqueceu-se de travar? — Ela fez que sim com a cabeça e eu chutei a cadeira mais próxima, Juliana se encolheu nela mesma — Você é uma imbécil, tinha mais de dez mil reais naquela porra, olha o que você fez, não era pra mexer com meu carro, aquela cocaína era contada, OLHA O QUE VOCÊ FEZ — Chutei outra cadeira e percebi que ela estava chorando.
- Desculpa — Botou as mãos no rosto.
- Eu quero o dinheiro.

Bati a porta fazendo um barulho estridente e a deixando para trás, estava furiosa, sai pelos corredores apertando minha mão entre si fechando e abrindo, meus olhos ferviam de raiva e meu corpo queimava. Ela não podia simplesmente perder dez mil reais assim, não era coisa fácil, Juliana sabe quão cuidadosa e responsável eu sou, e acontece que esquece que ela precisa ser. Se eu deixei aquilo no carro, estava segura que ninguém tiraria, mas ela sabe como Coulson é, sabe como todas as pessoas dessa universidade são o sangue ferveu quando comecei há calcular quanto tempo iriamos ficar sem vender nada, já que metade de faculdade estaria usando tudo que tinha na bolsa, subi as cinco escadas fervendo de raiva, abrir a porta e bati com toda força que tinha. Percebi quenull Olhava-me espantada sentada na sua cama com algum livro sentei na cama e tirando minhas sandálias, mas não era sentada que queria ficar, levantei novamente e comecei a andar de um lado para o outro. Quando dei um chute na cadeira perto de mim,null pulou na cama assustada. Mas não contestou, apenas ficou calada observando tudo, botei as mãos no bolso procurando um maço de cigarro, abrir a gaveta e nada.

- Você tem cigarro? — Ela negou ainda espantada — Eu preciso de cigarro, eu preciso aliviar esse estresse — Fui para a minúscula varanda que tinha em cada quarto, enfiei a mão em um dos meus bolsos procurando dinheiro, quandonull apareceu atrás de mim.
- Você fuma? — Encostou-se na varanda.
- Parei faz três meses, mas agora eu preciso, é uma das poucas coisas que me acalma tirando sexo, e já que não posso aqui, preciso fumar — Um sorriso baixo saiu dela.
- Você não precisa fumar para acalmar-se — Pegou o dinheiro da minha mão e guardou no meu bolso, não sei por que ela estava fazendo aquilo, mas ela tinha total razão.
- Mas eu quero — Falei trincando os dentes virando-se para ela, o que foi estranho que ela não me pareceu assustada.
- Não quer, quer descontar sua raiva em uma coisa que você não precisa, vem cá — Me puxou pela mão — Senta a bunda no chão — A fitei curiosa — Agora — Sentei no chão, ainda no lado marcado por ela, ela foi para televisão e ligou, abriu a minha gaveta ignorando totalmente a fita que tinha para o que ela tinha demarcado como área de cada uma pegou um jogo de videogame, ligou meu Playstation, pegou dois controles e sentou-se do meu lado me dando um — Jogar te acalma, não precisa fumar — Sua voz era suave e seu olhar calmo, ela não estava assustada nem com medo, só não queria que eu fumasse.
- Você joga comigo? — Perguntei esperando para receber um 'não' mas vi um sorriso brotar dos seus lábios.
- Preciso te dar uma surra no futebol, menina — Sorrir e concordei.

E assim ficamos por duas horas, jogando qualquer besteira, conversando sobre coisas alheias e rindo. Talvez eu tenha tomado conclusões precipitadas sobrenull, ela era uma boa pessoa, além de não ter feitos perguntas do tipo 'o que aconteceu? ‘por que está assim?'. Apenas respeitou meu silencio sobre isso e jogou comigo até depois que minha raiva passou.

- Chega meus dedos não aguentam mais -null jogou o controle do Playstation em qualquer lugar e deitou-se no chão — Ganhei de você.
- Sou péssima jogando futebol — Sorrir desligando o aparelho — Acho que... Hm... Começamos mal, que tal uma bandeira branca? — Ela sorriu.
- Acho justo — Fitou o teto passando a mão pelos cabelos
- Posso pedir algumas exigências? — Ele me olhou para que eu prosseguisse — Posso trazer meninas aqui? Sem sua presença, claro.
- O quarto era seu antes de meu, contanto que elas não deitem na minha cama — Fez expressão de nojo — Tudo bem — Bati palminhas rindo.
- Tem alguma exigência? — Ela parou e fez um bico como se estivesse pensando, em seguida estalou os dedos.
- Que você não fume — Sorriu e eu sorrir de volta.
- Só se você jogar mais vezes comigo — Ela concordou levanto e indo em direção a sua cama.

null POV ON

Talvez tenha sido precipitada quando achei que Anitta fosse chata, muito pelo contrário, quando chegou bufando de raiva chutando os móveis me assustou, mas depois percebi que algo grave tinha acontecido e ela só precisava de um conforto. Ficamos um bom tempo jogando Playstation, depois que ela fez algumas exigências de: levar meninas ao quarto, eu concordei. O quarto antes era dela, e tinha seu direito, então, por que não? Desde que eu não esteja em casa e não precise presenciar essa cena, meu celular vibrou avisando que era hora de estudar.

- Puta merda, eu não sei de nada desse assunto — Anitta sentou-se no chão na sua área e olhou pros livros.
- Senta-se à mesa, hoje você só sai desse quarto quando souber esse livro inteiro — Olhei assustada, ela riu levantou e foi para meu lado do quarto, sentou na minha cama e começou a folhear meu caderno — Assunto fácil.
- Você sabe? — Olhei arqueando a sobrancelha e ela deu os ombros.
- Eu não tiro as melhores notas do prédio estudando apenas algumas matérias,null — O que me estranhou foi o fato dela ter achado um apelido novo pra mim — Agora senta aqui — Bateu as mãos na cama ao meu lado — E você só sai quando souber tudo dessa prova, quando é? — Olhei para o relógio
- Daqui a duas horas — Ela concordou.

Ficamos uma hora e meia estudando, revisando. Anitta sabia tudo daquele livro e tudo que eu pensei não saber, era fácil, ficou descomplicado, quando botei os olhos no relógio que só faltava trinta minutos.

- Minha prova logo começa — Ela assentiu e saiu com meu livro na mão.
-null Você não vem? Vou te fazendo perguntas até chegar à sua sala — Eu sorrir com seu jeito, uma calça rasgada, sandálias e uma blusa regata preta.
- Estou indo, e se eu não tirar nota boa? Se me der um branco? — Falei calçando os sapatos e indo em direção à porta onde Anitta estava com um pé na parede e braços cruzados com meu livro parecendo aqueles Bad-Boy, ela me viu e meteu o livro na minha cabeça.
- Você sabe esse livro inteiro, de trás pra frente, de frente para trás, vai tirar um 'A' nessa prova ou quem sabe um 'A+' mas não aceito um B — Sorrir com seu ar de confiança.

Assenti e fomos andando, o que eu não tinha percebido nela era que: meia faculdade era lésbica e davam em cima dela o todo custo, o que se tornava ridículo, uma morena, de cabelos longos, parou bem na nossa frente, ou melhor: na frente da Larissa com um sorriso no rosto, mas Larissa estava tão preocupada folheando o livro e me dando um resumo rápido que nem percebeu e acabou tombando com ela.

- Que porra Emma, o que você está fazendo? — Emma sorriu e depositou um beijo na sua bochecha.
- Depois quero falar com você, ou... Agora, se não estiver ocupada — Olhou pra mim com um tom de desdém.
- Eu falo mais tarde, quando estiver menos ocupada, tchau — Larissa me puxou sem olhar pra coitada da menina — Hm... Vejamos, esse assunto você já sabe — Ela parecia tão acostumada com aquilo o que me deixou curiosa.
- Você não vai voltar pra falar com a menina? — Ela me olhou e negou com a atenção voltada para o caderno — Mas ani... Ela queria algo com você — Ela deu os ombros.
- Ela não queria nada demais comigonull vai por mim, ela só queria bom... Deixa pra lá, chegamos — Percebi que já tínhamos chegado à minha sala.
- Obrigada — Ela sorriu e assentiu virando de costas e fechando meu livro andando.
- Lembre-se não aceito um 'B' nessa prova.

Sorrir e assenti, entrei na sala e logo o professor entregou as provas, caiu exatamente tudo que Larissa me ensinou, os cálculos, formas, tudo. O professor corrigiu minha prova e olhou orgulhoso 'A', eu sorrir agradecida, sai da sala dando pulos e logo achei o Duh.

- Onde está a ani? — Ele deu os ombros e me olhou curioso — Quero mostrar algo pra ela.
- Deve estar comendo com os meninos do time, vamos? — Assenti e fomos.

O refeitório era enorme, tinha várias cadeiras e a mesa especial do Time, Anitta estava sentada de braços cruzados rindo de alguma coisa e com o pé em outra cadeira,assim que me avistou e o Duh sorriu para nós e tirou os pés da cadeira.

-null senta aqui — Eu assenti agradecida e sentei pegando uma lata de Coca-Cola do Coulson — Como foi sua prova? — Entreguei a prova a ela que sorriu largamente
- Isso mesmo, só aceitava se fosse essa nota.
- Não tinha conseguido se não fosse você — Ela negou e botou os pés nas minhas pernas.
- Você quis aprender, eu só dei um empurrãozinho — O papo estava bom até a morena vulgo Emma sentar no seu colo, passando as mãos pelo seu pescoço.
- Tudo certo? — Ela perguntou e Anitta assentiu sorrindo, olhei para o calendário e vi mais cinco aulas.
- O papo está bom, mas eu preciso ir, beijo gente — O time de Futebol soltou um 'Beijo' em coro o que foi engraçado e eu sai andando em direção à sala.

As cinco aulas se passaram arrastando, já não aguentava vê o professor explicar como era a formula de tal coisa, eu só precisava da minha cama, estava quase deitada no colo donull que dormia do meu lado, até que o sinal tocou, dei graças a Deus por isso indo dormir, era só isso que eu precisava, andei arrastadamente até os dormitórios Alfas, até que dei Graças a Deus pelo elevador ter sido concertado, quando girei a maçaneta da porta, dei de cara com aquela morena. Emma, botando as roupas com um sorriso gracioso nos lábios: ela só procurou Anitta pra fazer sexo? Ela olhou pra mim e riu, sem vergonha alguma, dei os ombros e a ignorei indo para minha cama. Anitta saiu do banheiro com um blusão que cobria até suas coxas e seus cabelos desarrumados.

- Venho aqui amanhã — Disse Emma com um sorriso no rosto, botando os sapatos.
- Não precisa, não venha — Anitta disse fazendo um coque de cabelo e a menina olhou espantada, Anitta olhou e deu os ombros — Que foi? — Ela apenas negou e saiu com os olhos lacrimejados.

Não acreditei no que vi, Ani apenas ignorou a menina e terminou de fechar a porta tirando o lençol da cama e forrando outro com a maior cara limpa do mundo.

- Você viu o que você fez? — Ela concordou e continuou arrumando a cama — E não vai atrás dela? — Ani virou-se e sentou na sua cama olhando pra mim.
- Garotas como ela só querem isso, eu não disse que íamos casar, disse? Ela me procurou, ela quis isso, por que diabos eu iria me preocupar? — Meu queixo caiu na mesma hora.
- Mas você magoou a menina — Ela negou e riu deitando-se na cama e olhando pra mim.
- Ela se magoou diferente, olha, não liga tá bom? São meus casos e sempre são assim, relaxa — Como meninas podem ser tão fáceis? Achei que putas eram em relação hétero.
- Você não presta — Bufei olhando para o teto e pude ouvir um riso.
- Eu já ouvi coisa pior.

Capítulo 6

null POV ON

Uma semana se passou e eu comecei a me dar super bem com Anitta, me acostumando a sempre que chegar a casa ter uma menina nova saindo com uma cara triste, era normal dela. Mas aos poucos fui percebendo que era isso que todas queriam, e no outro dia lá estava ela sentada rodeada de meninas e sem ligar para nenhuma delas. Já era típico, começamos a nos dar bem mesmo vezes ou outra discutindo por qualquer besteira, ela me ensinava alguma matéria que eu não sabia e eu deixava livre pra trazer alguma menina, isso era sem minha presença. Eu estava deitada na cama falando com meus pais que queriam saber o porquê não fui esse fim de semana lá e então tive que explicar que estava muito corrido na faculdade com provas e tudo mais. Quando desliguei escutei a porta bater era Anitta com... Hm... Emma, de novo? Ela me olhou assustada.

- Desculpanull, achei que estivesse na aula — Emma passou as mãos pelos seus ombros e ela rolou os olhos.
- Eu tinha, mas o professor acabou faltando e eu voltei — Ela assentiu e olhou pra Emma que logo entendeu e saiu do quarto bufando de raiva — Acho que essa ai, não gosta de mim — Anitta sorriu e sentou na cama tirando seus sapatos.
- Mais uma que não gosta de você, isso é normal — franzi a testa e ela entendeu — É que algumas acham que eu te respeito demais, sabe?
- É bom que respeite mesmo, você dormia sozinha aqui, antes de mim? — Ela negou e pegou o celular mostrando uma foto dela com outra garota.
- Era essa, mas... — Antes que ela acabasse eu completei
- Mas ela transou com você e achou que você queria algo demais, quando na verdade era só mais uma em sua cama — Ela riu e bate as mãos
- Bingo, isso mesmo, então trocou de quarto e eu tinha que esperar uma caloura — Ela sorriu botando o celular no bolso e pegando sua jaqueta dos Alfas — Hoje tem jogo, você vem?
- Me dar um minuto, troco de roupa e vou.

Ela assentiu e fez sinal dizendo que me esperaria no carro, o jogo não era na faculdade, era em um estádio alugado e de longe já escutava a zoada e todo barulho das pessoas na faculdade na arquibancada. Anitta logo saiu e três, repetindo, três meninas vieram falar com ela, mas como de costume, não deu bola pra nenhuma das três, passou o seu número em seguida me arrastou, tinha muita, muita gente mesmo, torcidas, tambores e a zoada era enorme. Duh estava com um short colado azul e uma blusa regata branco todo pintado de verde e preto, que era as cores do time. Juliana estava com uma saia verde e uma blusa branca pintada com apitos, estavam pulando que nem dois desesperados. Anitta apareceu com os dedos sujos de tinta me pintando.

- Se quiser assistir, precisa se pintar — Ela gargalhou indo em minha direção o que me fez rir daquela cena e correr, Duh parou na minha frente e negou, olhei pra ela que vinha sorrindo — Fecha os olhos.
- Vocês me pagam — Eles riram e ela me pintou, duas listras em cada bochecha e uma pinta no nariz.
- Olha tá uma gracinha — Juliana ria olhando pra mim.
- Vou levar isso como um elogio.

O local estava um barulho sem fim, tambores e todos os instrumentos existentes tinham naquele local. Anitta pulava o tempo todo com um sorriso no rosto e o time adversário já estavam perdendo para o da casa, nesse caso os Alfas (sim, esse era o nome do time de futebol). Todos gritavam, eu segurava um apito e meu rosto já estava totalmente pintado de preto e verde, logo as animadoras de torcida entraram. O que eu não tinha notado: Juliana era a líder de torcida, por isso o sumiço dela no começo do jogo, elas usavam um top escrito 'A' na frente em preto e todo verde, uma saia rodada preta com verdes e vários fonfons verdes e pretos. Juliana tratou logo de fazer o espetáculo animando a torcida (e conseguiu).

- Ela é ótima nisso, uma das melhores — Disse Anitta orgulhosa olhando pra ela e assobiando.
- Não sabia que ela era líder de torcida, mas que ela sabe dançar bem sabe.

Não podia negar o fato que: Juliana tinha tudo que uma líder de torcida precisava: carisma, beleza, corpo e forma física, meninos e meninas babavam por ela e com gosto. Depois disso ela saiu gritando nas costas da mascote da torcida que era um esquilo. Comecei a rir daquela cena e logo o jogo deu continuação, ganhamos de lavada. Vezes a outra o Coulson olhava pra mim e ria se não fosse caloura falaria que estava afim de mim. Quando estávamos saindo, lê-se: eu nas costas do Duh gritando 'vencemos' rindo bastante, o celular da ani toca.

- Agora? É sério? Hm... Chego em quinze minutos, hm... Tudo bem, tchau — Ela guardou o celular no bolso e sorriu pra mim.
- Está tudo bem? — Dei duas tapinhas no ombro de Duh e ele logo me tirou das costas.
- Preciso passar na casa dos meus pais antes de ir pro dormitório, tudo bem? — Eu assenti e assim fomos.

Ela botou Katy Perry e eu rir quando vi que se tratava de 'I kissed a girl', Anitta me olhou com tom de deboche e começou a cantar, é katy perry... Não tem como não cantar, cantamos juntas até ela parar em uma mansão com portão enorme, o porteiro reconheceu o carro e logo deu passagem, eu ainda não acredito que aqui seja a casa dos pais dela. Tinha um jardim enorme até uma garagem que parecia ser especialmente para o carro dela, ela botou e saí, eu ainda não acreditava que era tão grande, passamos pelo jardim que tinha várias árvores e pude perceber que atrás da casa tinha mais coisas, subimos a escada principal e um mordomo abriu a porta, ok, ela tinha um mordomo e eu não tinha uma empregada.

- Bom dia Ed, meu pai está onde? — Ele sorriu, estava vestido com um terno preto.
- Bom dia Larissa, no escritório — Ela sorriu e deu um abraço nele — Minha mãe estar? — Ele assentiu e ambos fizeram cara feia.
- Não acredito que ela está aqui — Anitta sussurrou e saiu me puxando, passamos pelo salão que tinha uma escada para os quartos e puta que pariu que casa enorme chegou a uma porta de madeira rustica e Ani deu duas batidas — Pai? — Abriu a porta e logo deu um largo sorriso me puxando pela mão.
- Meu dengo, que saudade — Ele era homem ainda novo se assim posso dizer, muito bem vestido e pude perceber que uma mulher estava sentada em uma das duas cadeiras em frente à escrivaninha.
- Hm, oi mãe — Anitta falou sem nem olhar para senhora que sorriu forçado pra mim, eu estava em pé na porta — Vemnull, senta aqui — Ani sentou no sofá de couro preto que tinha no escritório e pude perceber: era tudo de madeira, tirando o estofado das cadeiras e do sofá no qual eu estava sentada, tinha uma estante amarrotada de livros, um carpete cinza com paredes brancas e tudo que condiz a um escritório.
- Larissa, eu e sua mãe conversamos e resolvemos voltar atrás daquele seu pedido — Olhei atentamente para seu pai enquanto Anitta sorria largamente — Te daremos seu apartamento perto do campus, mas com uma condição, festas só nos fins de semana e você dorme com alguém, sua amiga não quer? — Todos olharam pra mim e eu dei um pulo por que estava mais ocupada apreciando aquele escritório maior que meu quarto.
- Boa pergunta, pai.

Anitta POV ON

Meu pai tinha ia finalmente dar o meu apartamento, faz dois anos que entrei naquela faculdade e sempre fiquei nos dormitórios, mudar de vez em quando é bom. Fui pega de surpresa quando ele perguntou senull não queria dormir comigo, mas tem Juliana.

- Oi? Como? Não posso meu pai não deixaria — Ela se encolheu no sofá sorrindo sem mostrar os dentes para meu pai.
- Pai, eu durmo com Juliana, quantos quartos tem? — Minha mãe me olhou com desprezo, digamos que não temos uma relação muito boa desde que ela descobriu que bom... Eu curto meninas.
- Não gosto dessa menina — Minha mãe falou cruzando os braços e me lançando um olhar que não me fazia ter um pingo de medo.
- Problema seu, não gosta por que ela é lesbica assim como eu? — Seus olhos se arregalaram e ela negou levantando-se e saindo da sala.
- Não quero mais escutar isso — Bateu a porta friamente e eu rir, no começo foi a pior época da minha vida, depois meu pai me deu apoio, mas minha mãe... Bom, essa já é caso perdido.
- Filha... Já te pedi pra ter um pouco de paciência com sua mãe — Rolei os olhos e percebi quenull se mantinha calada — Enfim, o endereço está aqui junto com as chaves — Ele me entregou uma pastinha — E Larissa, tem outra coisa pra você.

Sorrir e percebi que era mais um presente, meu pai me enchia disso já que eu passava tempo demais no campus e quase não ia à casa devido a minha mãe. A grande diferença de presentes e os presentes do meu pai: eles são bem mais caros e luxuosos, felizmente meu pai tem dinheiro para gastar a vontade e como só gasta com minha mãe e os empregados, o resto fica pra mim. Fomos para os fundos da casa em direção à garagem, outro carro? Ele parou em frente à garagem com o portão fechado e sorriu.

- Lembra quando você era mais nova e disse que seu sonho era ter uma moto? — Sorrir de canto a canto, sim, meu sonho sempre fui uma moto, sempre gostei do vento no meu rosto, era tudo, eu concordei e ele prosseguiu — Talvez você possa realizar agora.

Apertou o botão e a porta da garagem começou a subir quando percebi que se tratava de uma Yamaha r1 preta fosca, corri. Uma hora agradecendo meu pai, babando e falando que estava encantada, sim eu estava, ele sorriu e me deu dois capacetes, sorrir pranull que me olhou com medo.

- Não podemos voltar de carro e você vem e pega a moto? — Neguei e subi no meu novo amor botando o capacete.
- A princesa vem ou prefere voltar andando? — Ela bufou e pegou um capacete botando no rosto e sentando tentando segurar em qualquer lugar próximo.
- Pronta? — Acelerei mais uma vez ouvindo ronco e sentindo seu susto novamente.
- Eu vou te matar.

O bom dessas motos esportivas é: ou você entrelaça suas mãos na barriga de quem estar pilotando ou você cai,null estava procurando quando eu dei uma acelerada e o ronco preencheu nossos ouvidos ela segurou com toda força minha barriga o que me fez rir. Quando morava em casa ia direto com meu pai pilotando pela rua, mesmo não tendo carteira na época eu já amava uma moto. Acelerei sem pensar duas vezes o que feznull pular de medo mais ainda e botar sua cabeça apoiada nas minhas costas, acelerei mais ainda e assim chegamos ao dormitório dos Alfas em cinco minutos,null desceu da moto batendo no meu ombro.

- Ficou maluca? Você estava dirigindo em uma velocidade absurda — Realmente eu estava, gargalhei olhando pra seu semblante ainda assustado.
- Vai me dizer que não gostou? — Ela negou de braços cruzados.
- Não, e não.

Sorrir mais uma vez e subimos sem falar mais nada, logo avisei a Juliana que era pra ela ir correndo no meu dormitório que tinha algo importante pra falar, eu ainda não perdoei o fato do sumiço mais cedo, mas, isso era assunto para se discutir em outras horas, subimos e Juliana já estava na porta me esperando com um sorriso largo no rosto.

- Eu não esqueci e não te desculpei, mas o assunto é mais importante, entra — Abrir a porta e ela assentiu, assim entramos. Juliana sentou na minha cama esperando o que eu tinha de tão importante para falar.
- Meu pai me deu o apartamento — Um sorriso formou em nossos rostos — E você vai morar comigo.

Eu não me imaginava morando sozinha, mesmo no dormitório, Juliana sempre dormia comigo ou qualquer menina que passava a noite, então eu tinha que levá-la, passou um bom tempo conversando sobre o que fazer e quando iriamos, e decidimos que amanhã mesmo.

- Preciso ir, tenho assuntos para resolver — Juliana saiu andando em direção à porta e eu percebi que assuntos eram, quando olhei paranull ela estava calada sentada em sua cama, e não é dela ser assim, desde que passamos a nos dar bem,null só vive falando e conversando.
- Ei, está nesse mundo ou em outro planeta? — Estalei os dedos e ela me olhou calada — O que foi?
- Nada, estou pensando — Sorriu fraco e voltou a olhar pra qualquer coisa inanimada naquele quarto.
- Posso saber no que a senhorita está pensando? — Ela me olhou e assentiu com a cabeça.
- Você... Vai embora, e eu me acostumei a chegar e ver alguma menina saindo quase chorando e você amarrando teu cabelo com um riso satisfatório no ar, ou me ensinando, jogando videogame, essas coisas... Sei lá se a próxima menina vai ser tão irritante quanto você — Ela deu os ombros e virou o rosto, pude sentir uma escola de samba na minha barriga e ao certo, nem eu sabia o que estava sentindo, só sabia que ia sentir mais falta dela do que das outras que passaram por aquele quarto. Pelos simples fato que: ela não era como as outras.
- Tenho uma proposta pra te fazer — Sentei ao seu lado.
- Diga
- Você passa uma semana dormindo lá em casa e se gostar você fica se não, volta pra cá, e então, topa?

Notas finais
Anitta POV ON
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.