Yes Or No?
1 Carta
Toc Toc Toc! era o som de estalares na porta, quem seria? Uma visita? Um conhecido? Um ladrão? Suposições não vão me levar a nada, a única forma de saber é abrindo essa porta e ver o mistério que me aguarda por trás dela. Bem a minha frente não havia nada, mas após eu dar uma pequena virada com os olhos para baixo avisto uma criança magra, com os cabelos sob os olhos e me encarando, era um garoto, um garoto com um belo uniforme azul.
Quem é você? O que faz aqui nesse lugar remoto mais conhecido como minha casa?
–Um carteiro- ele me respondeu –Vim lhe entregar esta carta- disse ele entendendo seu pequeno braço até mim. Uma carta? De quem? Como é possível que alguém me conheça e saiba meu endereço, moro em um abismo isolada da capital. Logo após pegar a carta com surpresa, com o outro braço estendido ele pedia minha assinatura por ter me entregue a carta de acordo com os padrões.
Entro, sento-me em uma cadeira antiga a beira de cair aos pedaços, acendo uma vela para poder-me ler melhor a carta, e vamos ao mistério, quem seria? O que queria comigo? E como ele sabia onde eu vivia? Sim. . mais uma vez suposições não me levariam a nada, então vamos inspecioná-la.
Rasguei a borda da carta com um pouco de desespero e naquele pequeno pedaço de papel, havia o conteúdo:
Querida Aria Link,
Estamos nos opondo ao governo, e sabemos que já prestou serviços á ele, caso não queira ter uma morte altamente dolorosa, vá até a cidade de LeaderShip ás 12 badalas em 3 dias, lá encontrarás um dos nossos representantes.
Reversos.
Kyahahaha, morte altamente dolorosa? Não acho que isso seja verdade, e mesmo se for não me importo nem um pouco com a minha forma de morte, já que chorei metade de minhas lágrimas até hoje. Mas vou ir, vou sim, não por medo da morte mas para saber quem são eles o que querem comigo e como descobriram que já servi o governo no passado.
Me preparo para a viagem, eles são espertos, a jornada para LeaderShip dura exatamente 3 dias, tenho que me apressar, não tenho muito o que levar comigo já que não tenho nada de importante nessa casa. . mas . . abro a gaveta e me deparo com uma arma, sim, a antiga arma que eu usava quando eu servia ao governo, pelo menos isso levarei, poderei dar uns tiros em alguém antes da minha morte.
Neva muito, o vento em meu rosto, é difícil de andar devido ao acumulo da neve, esse casaco que uso também não facilita muito, chega até aos meus pés, pareço até uma detetive, cubro mais da metade do meu rosto com um cachecol vermelho pálido e sigo em frente, em direção a essa estranha jornada.
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