Yes, Maybe, No.
2 Capítulo 2
Sai correndo atrás de Louis no meio da multidão. A cada passo que dava meu coração se acelerava mais. Estava nervosa, com medo. Mas ao mesmo tempo confiante e corajosa.
Depois de algum tempo, encontrei ele ajudando o senhor Harold com os livros. Fiquei sem ar, parada. Ele me viu e sorriu, eu fiquei sem reação, então somente sorri e ele entrou na sala dos professores. Tentei fugir, mas em poucos instantes ele estava de volta me chamando. Meu coração estava tendo uma aula de pilates naquele momento.
— Sun, você está estranha. O que houve?
— Macacos foram à Lua antes do homem para certificarem que era seguro. Isso foi errado.
Ele riu. Por quê sempre falava coisas idiotas quando estava nervosa?
— O que?
— O uso da crase é facultativo em algumas palavras, como palavras femininas... – Disse me embolando e piscando rapidamente.
— O que? Sun, o que você está...
— Quer sair comigo?- disse. Sentia meu coração na boca e que eu estava mais vermelha que um pimentão.
- Claro. Que horas?
Fiquei quieta olhando pra cara dele, paralisada.
— Tudo bem, eu passo no seu quarto 19h. Oks? Tenho que ir, tchau Sun.- ele disse se indo e eu acenei.
Parei, sentei no chão me apoiando na parede e não acreditando no que tinha feito.
FINALMENTE, pensei.
Quando sai do transe fui correndo atrás de Paula contar que realizei minha tarefa. Ela ficou orgulhosa de mim e me deu um abraço forte. Começou a falar sobre roupas que eu deveria usar e maquiagem, como beija-lo e tudo mais. Ela estava começando a me assustar, estava ficando nervosa, mas fiquei parada a ouvindo.
Fomos para as ultimas aulas e depois eu fui me arrumar. Eram 17h, 2h pra me arrumar e Paula já começou a me deixar em pânico. Olhou minhas roupas e percebeu que eu não tinha muitas coisas. Pensou um pouco e revirou seu guarda roupa. Colocou centenas de roupas em mim, mas nenhuma ficava boa.
-Ahh lembrei de uma coisa- Ela disse seguindo até o guarda roupa e tirando um vestido rodado azul turquesa de lá dentro- Esse vai ficar perfeito.
E ela estava certa, ficou lindo. Eu amei o vestido. A cada momento que passava ficava mais ansiosa. Paula me ajudou com a maquiagem e sapatos. Em poucos minutos estava pronta.
— Você está linda- Paula me disse com um grande sorriso no rosto.
Era 18:50, em 10 minutos Louis estaria aqui. Estava com medo, ansiosa, jkhsgiojfdojo. Não sabia muito bem como descrever meus sentimentos.
Não parava de andar pelo quarto. Minha respiração ficava mais pesada a cada momento, até que ele bate na porta. Vou atender e fico paralisada, ele estava PERFEITO. Vestia uma blusa xadrez roxa , calmas largas e sapatos da nike. Seu cabelo estava perfeitamente penteado e seus olhos mais bonitos do que nunca.
— Uau- ele disse- Você está linda!
— O-Obrigada- disse tentando sorrir.
-Vamos?- ele disse pegando em minha mão.
Olhei pra trás e me despedi de Paula, que sorria igual uma boba.
Andamos escondidos pelos corredores para ninguém nos notar até chegarmos na garagem dos professores. Ele tinha chaves em sua mão e seguia a um carro vermelho no local.
— De quem é esse carro? – perguntei
- Da professora Cla, contei a ela que iriamos sair e ela disse que dá cobertura e que emprestava o carro.
-Ah sim.- respondi
Ele abriu a porta para mim e depois entrou no lado do motorista. Olhei para ele e percebi que ele parecia mais velho, mas não tipo com uns 21 anos, mas velho como esgotado igual a um homem de 62 anos. Ele estava exausto, mas não reclamava e sempre sorria. Eu somente não sabia com o que exatamente estava cansado. Estudos talvez? Estava preocupada.
Seguimos até um restaurante no centro da cidade. As luzes iluminando as ruas eram lindas, não me lembrava como era isso. Havia muito tempo que não saia daquela prisão;
Ele abriu a porta novamente para mim e entramos. O local parecia um restaurante francês; a torre Eiffel miniatura no fundo e nomes estranhos no cardápio. Parecia que Louis frequentava aquele lugar diariamente pois sabia falar o nomes dos prato fluente.
Ouvia um barulho estranho que fazia os outros sons do lugar ficarem baixos. Parecia que estava ficando surda, até que o barulho parou.
— Ouviu isso? – perguntei
— O que?- ele respondeu.
— Barulhos. Muito alto.
— Ouvi nada.
Eu sabia que havia alguma coisa errada, mas tentei me acalmar. Fitei Louis tentando não pensar que uma tragédia poderia acontecer.
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