Yervants

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Boa leitura

O tempo não é a resposta para tudo. Ao passo que ele trás respostas, também trás novos problemas.

Desde os tempos mais remotos os Yervants apenas casavam-se com membros do próprio distrito, desse modo mantiveram a sua linhagem pura. Porem as coisas não podem mais ser assim.

*Escritório principal do distrito 22

— Estamos no limite velho.

— Olha o respeito idiota.

— Ta... a taxa não para de cair.

— Acha que eu não sei disso?!

— Declara logo que estamos condenados.

Abarran largou os documentos encima da mesa de vidro e massageou as têmporas.

— Vou arrumar uma solução, eu sei disso!

— Você vem dizendo isso a três séculos e olha a nossa situação.

— Já disse para me tratar com respeito, sou teu pai.

— Que seja.

— Essa situação é temporária.

— Quanta positividade.

Aloiso olhou para o seu pai, sua voz havia passado longe de um elogio. Abarran suspirou.

— Você é muito negativo Aloiso.

— Não sou. Sou realista! Ou a gente muda ou vamos morrer.

— Não exagera.

— Não estou exagerando.

Aloiso se ajeitou melhor na confortável poltrona azul celeste, olhou o céu azul e encantador através das paredes de vidro do prédio. E voltou seu olhar para o seu pai.

— Poucos de nós possuem a personalidade de Arnolfo, em geral somos fora do padrão.

— Esta dizendo que não ajo como um rei?

— Não. Estou afirmando!

Uma veia pulsou na testa de Abarran e o mesmo ficou tentado a segar o elfo a sua frente.

— Filho idiota quer morrer?

— Onde esta a paciência vossa majestade?

Aloiso brincou, com um belo curvar de lábios. Abarran sentiu a sua paciência zerar e jogou Aloiso de encontro a porta de cristal com uma mão. Aloiso soltou uma baixa risada e parou antes de estilhaçar a bela porta.

— Esta vendo, acabou de confirma o que eu disse.

Abaram ergueu a sua mão esquerda e o escritório passou a encher-se de luz ate segar o outro.

— Chega, eu já parei. Agora deixa eu voltar a enxergar.

— Não ouvi um pedido com belas palavras.

— Aquelas falsas e vazias que usamos por obrigação?

Abarran sentiu outras veias de raiva estourarem em sua testa, aumentou a luz no cômodo.

— Aloiso onde foi parar a sua educação?

— Sei la. Não lembro mais.

Abarran diminuiu a luz aos poucos e deixou Aloiso enxerga novamente.

— Va procurar a sua educação e me deixe trabalhar.

— OK. Mais preciso dizer algo logo.

— O que é?

Aloiso ficou serio.

— A nossa taxa é de 0,01% agora.

— O que?

Abarran devido a noticia acabou por envolver todo o escritório com uma luz branca forte, destruindo as paredes de vidro e queimando todos os objetos do local.

— Droga. Acalme-se velho...

— Como quer que eu fique calmo...

— EU SÓ QUERO CONTINUAR VIVO!

Gritou Aloiso. Abarran olhou para o seu filho que começava a ter algumas queimaduras na pele desprotegida, passou a tentar se acalmar. Quando tudo ficou seguro Aloiso abriu os seus olhos, constatando o obvio. O escritório já era.

— Por que não disse antes?

Abarran estava se controlando ao máximo e Aloiso sabia muito bem disso. Deixou as brincadeiras de lado e ficou serio como deveria de ser.

— Eu li a poucos minutos atrás.

— Entendo... é por isso que estamos condenados?

— Sim. Se não mudarmos, vamos desaparecer logo.

— Eu não queria ter que chegar ao extremo.

* Quem quer?* Pensou Aloiso.

Aloiso deixou de massagear as têmporas e saiu voando do seu escritório.

Aloiso sentiu um braço um tanto magro rodear o seu pescoço.

— Por que o pai destruí-o o escritório?

— A taxa de mulheres nascidas agora é de 0,01%.

— Se mantermos o distrito puro, condenamos a nossa existência!

— É o que eu venho dizendo a três séculos Fred.

Fred soltou seu irmão mais novo e olhou fundo naquelas orbes cinza.

— O que precisamos fazer?

— Nos relacionar com femeas de outros distritos.

— Vamos deixar de existir!

— Provavelmente.

Uma brisa balançou os longos cachos dourados de Fred e as longas madeixas de Aloiso.

— Que deprimente, Aloiso!

— Parece algo que você escreveu...

Fred olhou para o seu irmão com interesse.

— Lembro de uma situação assim, em um de seus rascunhos. Só que em vez de elfos eram humanos,

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado do primeiro capitulo