Yell
8 Capítulo 8
O cheiro de pão e café fresco acordou as demais residentes da Alameda Evergreen n°008. Alexis assim como as demais correu para a cozinha hipnotizada pelos aromas deliciosos que de lá provinham.
- Hum… isto esta com uma cara ótima!- Disse mordiscando os lábios, unindo as mãos e balançando levemente o corpo com um olhar pidão. Ananda conhecia aquela expressão como ninguém… afinal as duas conviviam a quinze anos. – Quando podemos comer? – perguntou com os olhos brilhantes.
- Assim que uma certa EMO arrumar a mesa! – Disse caindo na gargalhada enquanto Grazi se fazia de ofendida.
- Vou esquecer o que falou porque a comida esta com uma aparência Mara…- foi interrompida por um “leve” tapinha na cabeça executado por Alli.
- Quieta coisinha cor-de-rosa eu estou com fome!- Disse em tom de brincadeira.
- As duas err… podem andar logo que gravidas não podem passar vontade.
- Ei Suzannah eu não sou EMO!!!- Susan deu de ombros, abafando o riso.
- Eu nunca disse que era mais se a carapuça serviu…
- Maldita Susan!- Exclamou Alexis se repreendendo mentalmente por ter caído na provocação da outra.
- Ei dá pra acabar com o ataque de pelanca? Ou será que é de Emossexualismo? – Disse Ananda se fingindo de zangada.
- Não sábia que Emo era opção sexual? – Disse Mary confusa, pronunciando-se pela primeira vez. Todas arregalaram os olhos com a pergunta, somente Mary para perguntar tal coisa.
- Se não é quase!
- Isso é preconceito mãe! –Disse Grazi choramingando.
- Concordo com a Nanda!- Todas as olharam assustadas – Verdade usam um determinado tipo de roupa, agem e pensam de tal forma… é quase uma religião, pode não determinar com quem vai ter uma relação sexual mas está quase lá. –Disse Susannah enquanto via as demais deixando o queixo quase cair no chão.
- Eita acho melhor agente comer antes que esfrie! – Disse recuperando a fala, as demais também se acomodaram para fazer o desjejum.
- Mãe você quer me engordar! – Disse Grazi olhando acusadoramente para o pão semifolhado recheado com azeitonas pretas, queijo, ervas finas, tomate seco e polvilhado com orégano e gergelim. – Isso não se faz com uma filha.
- Se não quiser é só comer salada de frutas!- Disse apontando para uma travessa contendo pedaços de banana, morango, cereja, laranja, maçã, mamão, melão, pêssego, pêra e manga. Apesar do que havia dito Grazi não só comeu uma taça de salada de frutas como também se deliciou com um calórico pedaço de pão.
- Pelo jeito vou engordar uns 5kg nesse feriado!- Exclamou desconsolada.
- Ei relaxa eu que estou gravida, vou virar uma baleia e não estou reclamando! – Disse Suzannah sorrindo.
- Viu relaxa coisinha cor-de-rosa até o boto de lacinho esta na boa! – Alli não conteve uma gargalhada e recebeu dois safanões.
- Acho melhor cada uma cuidar de seus afazeres… –Disse Ananda se retirando da mesa indo em direção a cozinha.
- E ai mãe qual vai ser o cardápio?- Perguntou Grazi colocando a louça na máquina de lavar.
Ananda deu um sorriso enigmático e foi até a dispensa do porão, voltando de lá com um pedaço de salmão defumado. O salmão foi delicadamente temperado com uma mistura de alho, tomate seco, salsinha, sal, azeite de oliva extra virgem, manjericão e vinho branco.
O salmão foi servido no almoço acompanhado de uma seleta de legumes e um suco de uvas fervidas.
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Por melhor motorista que Alex pudesse ser não pode evitar a aquaplanagem, apesar de estar dentro da velocidade permitida a pista bem pavimentada acumulou uma grande quantidade de água o que fez com que os pneus perderem o contato com a pista, fazendo o carro derrapar e se chocar contra uma árvore. Felizmente ninguém se feriu.
Mas após meia hora todos estavam exaustos de tanto andar em círculos, o terreno acidentado tinha inúmeras armadilhas, estavam todos exaustos da longa viagem de avião, com frio e fome. Raffaello se esforçava em manter a filha de 3 anos seca e aquecida em seu colo, mas a chuva torrencial parecia querer zombar de seus esforços assim como impossibilitava a visão de todos, e o frio parecia lhe atingir os ossos.
Perdidos na escuridão tentavam achar algum abrigo para fugir dos açoites de chuva que doíam tanto quanto chicotadas, o solo molhado era muito escorregadio e os galhos de árvores lhes causavam arranhões. O pior é que não parecia haver uma única viva alma que os pudesse ajudar a quilômetros de distancia, Felipe se recriminava mentalmente enquanto ajudava a melhor amiga que havia torcido o tornozelo, ele devia saber algo sobre a cidade em que morava nas últimas duas semana e por tanto devia ser de alguma utilidade, mas o fato que a realidade era outra não tivera muito tempo para conhecer a cidade nestes últimos tempos e o acidente o deixou desorientado quanto a localização.
Micaella se encolhia no colo do pai balbuciando o quanto estava desgostosa com a situação, sentindo frio e fome, partindo assim o coração do mesmo que temia que a filha ficasse doente, isso é claro se conseguissem sair vivos daquele lugar que mais parecia um labirinto. Já estavam andando a quase uma hora quando começaram a seguir em um caminho menos arriscado no qual algum tempo depois conseguiram enxergar o que parecia ser um rancho ou quem sabe uma mini-fazenda.
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