Yans Tales
4 Capítulo 3 - Diego Van Lohan
Ainda me pergunto se devo continuar a escrever minhas memórias nessas paredes de pedra, frias e que, talvez, seja minha lápide. Prosseguindo…
Daquele momento em diante, seguimos, eu e Lory, direto para as montanhas do Norte. Mas, antes, eu sabia que não poderia sobreviver só com minhas “habilidades mágicas”. Os “novos monstros”, criados pelo rei Colossos eram poderosos e eu tive pura sorte de ter sobrevivido aos últimos encontros.
Assim, desviamos nosso caminho para o Leste, não para o Norte; a floresta Windest era o lar do povo Roypa, dos Kanturi(os melhores na arte da espada) e os Trolls da floresta(aliados do rei).
Era uma grande e longa caminhada, de Lagunamoon à aldeia Kanturi, e, para chegar lá, tivemos que acampar por uma noite, talvez uma das noites mais escuras que já vira, ficamos próximos à fogueira e improvisamos uma tenda… então paramos para conversar e descansar.
– Yan, você sabe… aquilo que a Dóris te disse… sobre eu ser seu mini-dragão permanente…
– Que foi Lory?
– Eu e você, nós já selamos nosso destino. Quando você, Yan, me salvou, daquela torre… ali nós nos tornávamos dois corpos e apenas uma alma… por isso, hoje, falo com você normalmente, não demonstrando minha inferioridade pela espéci…
– “Crreio” que “serria” uma coisa “muita” feia de minha “parrte” interromper “esta” momento meloso. – uma voz grossa, porém calma e direta irrompeu da escuridão, atrás de nós. – Eu “ser” Diego Van Lohan, e eu “estar” aqui “parra” levá-los “parra” o rei.
–Mostre-se se é digno de falar comigo e com Yan Meltice.
Aparecera, então, frente às chamas da fogueira, um homem alto, com um fino bigode, cabelos penteados e brilhantes, um fino bigode e roupas de gala, refinadas; em suas mãos um sabre enorme.
–Senhor Diego, creio que não podemos aceitar vossa oferta. – disse Lory.
–“Crreio” que não conhecem minha reputação – ele sacou o sabre e apontou para mim. – eu já matei pessoas mais “imporrtantes”, “porr” muito menos motivos.
Baixei minha cabeça por um instante, risquei o chão com meu dedo indicador e disse:
– Saiba que te respeitei por um instante… apenas um instante, quando você me surpreendeu aparecendo da escuridão. – Bati com a palma da mão no solo e deste fiz surgir uma espada, pouco mais curta que seu sabre, porém não menos poderosa.
–“Querr” mesmo me “desafiarr”? Tenho pena de você, Yan Meltice… Eu “querrer” que você morra em nome do rei Colossos, eu “levarrei” tua cabeça numa bandeja de “plata”.
– O que eu faço Lory?
– Erh… sei lá. Você se meteu nessa, você vai se virar pra sair dessa.
– “Mui” amigo você. – Diego se aproximou de mim com aquele sabre, apontou-o para mim e avançou.
– Este “serrá" seu fim Yan Meltice.
Eu desviei, mas recebi um corte no meu braço esquerdo; investi contra ele, mas ele era experiente com aquele sabre. Foi aí que ele deu um golpe que impedi com minha espada improvisada. Ele atacou de novo, eu não ia escapar, mas… Creio que por sorte, mas, quando o sabre dele ia cortar minha cabeça fora, uma terceira espada me protegeu.
Diego me empurrou, caí e bati com a cabeça em uma pedra… a última coisa que me lembro é de Lory sair de trás da pedra em que bati a cabeça e… tudo escuro.
– Hey boy, como vai maninho?
– Erh… minha cabeça… Diego… Lory…
– Calma mini-brother. Eu sou o Slash. Do povo Kanturi, Tu deu maior sorte de eu estar passando aqui naquele momento. Tu tava na maior furada. – Tenho que admitir que ele era muito… muito… intrigante. Era alto, magro, um cabelo esquisito e parecia maluco, mas ele me salvou. – E aí mini-brother, tu tem um nome?
–Yan, Yan Meltice.
– Espera… tu é aquele moleque que “tá” deixando o rei maluco? Maninho, eu sou teu fã… mas, por que o rei ta atrás de você?
– É porquê… espera, cadê o Lory?
– A cobrinha-falante? Ele já foi tirar um ronco, ficou o tempo todo do teu lado.
– Nossa… ele não é uma cobrinha-falante, ele é um mini-dragão. Sabe Slash… você poderia me ensinar a usar uma espada.
– Ih maluco… num vai dar não. Eu num sei ensinar, eu só sei usar esse “bagulhete”, mas eu sei como fazer uma espada. Dorme um pouco guri, amanhã tu vai ficar melhor.
Dormi, não me pergunte como, mas muito bem, enfim, Slash parecia um cara legal. Pena que ele não conseguiria me ensinar a usar uma espada.
Na manhã seguinte, arrumamos nossas coisas e seguimos em direção à aldeia Kanturi, lá iria aprender a usar uma espada. Acordamos bem cedo e seguimos viagem.
– Slash, – perguntei – por que você estava passando por aqui e, por isso, me salvou do Diego Van Lohan?
– Maninho… eu sou um Kanturi, e nesse mundo de hoje, a gente tem que se virar pra arrumar uma grana… fui pro castelo vender espadas velhas que tinha em casa.
– Você estava dando armas para o rei Colossos? – Lory estava zangado, e eu entendia o porquê. – Ele quer exterminar metade de Fandonya inclusive a aldeia Kanturi.
– Tu sabe como é… grana curta mais mercado fácil é igual a “mucha bufunfa”.
– E você tem coragem de voltar lá?
– Olha “cobreta”… tá todo mundo corrompido mesmo, e ninguém liga para o que você faça… mas… de uma coisa esteja sempre certo, – a voz dele baixou bruscamente, como se a grama das planícies pudesse ouvir alguma coisa. – Maninho… se te perguntarem se você conhece um tal de Senhor Antoine Charles Cinnabar… diz que não mais… inventa qualquer coisa que te der na telha, mas diz que não trabalha mais para ele.
– Por quê? – eu perguntei.
– Só tô te alertando mini-brother. Ainda mais tu que usa essas magiazinhas… O A.C.C. nunca mais foi visto, ele ensinava magia pra qualquer um, e mandava essa pessoa atacar o castelo. Se você disser que já trabalhou para ele, quer dizer que você não é mais contra o rei e assim eles não vão te matar…
– Ok, se você está falando…
Lory se enroscou no meu pescoço, chegou ao pé do meu ouvido e disse:
– Não escuta esse cara, isso não vai ser bom pra você Yan, ele está traindo seu próprio povo, o que ele não faria pela cabeça pessoa mais procurada do reino? Fandonya não é mais segura, você só sabe que a aldeia é para o leste, mas como sabe se ele não está nos levando para uma arma…
– Chegamos à floresta Windest, agora é só uma pequena caminhada até a minha casa maninho.
– Erh… eu acho que devo confiar nele Lory, e acho que você também deveria.
A Floresta Windest era o lugar mais intrigante que eu já estivera até hoje, relembrando minhas vivências noto que minhas atitudes impensadas me trouxeram a esse fim. Diego Von Lahan… nunca esquecerei esse nome, e nem seu sabre, que me condenou a esse destino cruel… Talvez, morra nessas masmorras, mas devo deixar minha marca. Essas paredes guardam a minha prece, Morte ao rei Colossos.
Notas finais
Nem na semana que vem, nem na próxima, potarei "Yan's Tales" por causa do ENEM e do meu niver (o/).
O recado está dado e... boa leitura
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