Tinha chegado um pouco cedo à Central de Investigação pra ver se conseguia adiantar as coisas em relação ao caso “Kira”. Mas não imaginava que iria encontrar a sala vazia. Esperava dar de cara com seu filho acorrentado ao estranho detetive, em frente a vários computadores e televisões como sempre.

Estranhando o silêncio, resolveu ir em direção aos quartos onde provavelmente os dois estariam.

Só não esperava ouvir aquilo de um dos quartos.

– Hmm... Raito-kun, isso dói!

– Não doeria se você ficasse quieto!

– Mas está doendo muito, Raito-kun! Você não é nem um pouco delicado sabia?

– Olha, eu estou tentando ser o mais delicado possível, mas se você continuar se mexendo desse jeito eu vou ter que tirar e pôr de novo, o que vai ser muito pior!

– Hmm... ‘Ta, ta bom. Mas vê se vai logo com isso.

– Ok. Pode deixar que dou um jeito nisso antes dos outros chegarem.

Não conseguia acreditar em como tinha sido burro ao deixar seu filho se acorrentar a outro homem. Mas era óbvio que isso iria acontecer!

Não, não era! Jamais iria imaginar que uma coisa dessas aconteceria. Mas e agora? Com que cara diria pra sua esposa que seu filho “era gay” e que ainda por cima tava de “namorando” o próprio chefe? E Sayu? Teria um troço com certeza!

Tinha sido um pai muito bonzinho até agora, dera muita liberdade e esse era o resultado. Mas isso acabaria hoje.

– MUITO BEM! PODEM IR PARANDO COM ESSA POUCA VERGONHA A-GO-RA! EU NÃ-...

Tinha arrombado a porta esperando ver uma cena que, em sua opinião, era aterrorizante e que iria ficar na sua memória até morrer, mas... Aquilo?

– Pai? O que faz aqui tão cedo? Aconteceu algo?

– Hm... Não, não aconteceu nada. O que houve aqui?

– Ah! Isso? Nada demais. Eu esbarrei no criado-mudo e o copo caiu no chão e quebrou. Então o Ryuuzaki disse que iria limpar e acabou cortando o pé. Aí disse pra ele deixar eu cuidar do corte, mas ele não pára quieto!

– Mas ‘ta doendo!

– Eu sei disso! Mas vai ficar pior se você não deixar colocar a porcaria do curativo direito!

– Humph!

Realmente tinha sido burro. Seu filho tendo um caso com o detetive? Há. Só ele mesmo pra pensar numa coisa daquelas. Devia ser o stress.

– Então, se era só isso, eu... Vou ver se... Os outros já chegaram.

– Tudo bem Yagami-san! A gente já vai descer também.

É. No final tinha sido só coisa da sua cabeça mesmo.

-x-

– Essa foi quase! Se ele chegasse um pouco mais cedo... Não quero nem imaginar.

– Acho que ele nos mataria, Raito-kun.

– Com certeza!

– Mas eu me pergunto: No que ele estava pensando?

– Se quiser posso te mostrar mais tarde.

– Acho que já sei a quem você puxou, Raito-kun.

– Você fala como se não gostasse.

– Eu não disse isso! E é melhor nós descermos logo, antes que ele comece a imaginar o porquê de estarmos demorando tanto.

– Hahaha! Tem razão, vamos!

EXTRA

Estava um dia perfeito pra passear no shopping com sua filha e conversar sobre diversos assuntos.

– Mãe!

– Fala, Sayu.

– Sabe? Eu estava aqui pensado, imagina só se o nii-san fosse gay?

– De onde você tirou isso, menina?

– É que lá na minha turma tem uma menina cujo irmão mais velho é gay e ela disse é legal, sabe? Ter um irmão gay. Então eu estava pensando que seria legal se o nii-san também fosse. O que você acha?

– Bem... Se ele estivesse feliz com o seu... Hã... Namorado, não me incomodaria.

– O Papai teria um colapso!

– Teria sim. Acho que seria divertido.

– Não conhecia esse seu lado mãe. HAHAHA!

– Eu também não! Mas vamos deixar esse assunto de lado, até porque acabei de ver uma bolsa linda. Vamos logo antes que alguém compre.

-- Fim --

Notas finais
Sinceramente, não curti o final, mas não achei outro jeito de terminar a one então foi esse mesmo '-'

Enfim,

Mereço reviews? :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!