Xidrics
1 Capítulo 1 - O começo
Notas iniciais
Como num dia normal, em mês de férias, começo a tirar a coberta de meu corpo enquanto me espreguiçava, colocando os pés no chão e abrindo pela primeira vez no dia meus olhos cheio de ramela, sem nem mesmo imaginar que a partir deste dia o rumo de minha vida mudaria completamente.
Caminhava até a cozinha com uma cara de sonso e meio corcunda. Chegando olhava para minha mãe, com um roupão branco e pantufas amarelas, com os cabelos castanhos envolvidos por uma toalha. Olhava-me com um sorriso.
— Quer o que para comer? — Falava ela.
— Ah... Pode ser qualquer coisa, desde que seja comestível. — Falava à minha mãe com desanimo, como um homem prestes a conhecer sua sogra.
Abria um breve sorriso quando a velhota olhava-me com um olhar de irritação depois da resposta mal feita.
— Tudo bem, tudo bem. — Falava com pouco mais de animação. — Pode ser apenas pouco de batata.
Afastava-me, o vendo ir até a geladeira pegar as batatas. Ia até meu quarto novamente, olhava a cama a minha frente e me jogava na mesma. Com o rosto em volta do tecido feito de lã ficava pensando. Mais ou menos quinze minutos depois ouvia a voz de uma garota conversando com minha mãe sobre algo sobre sair
...
Corria até meu guarda-roupa e pegava alguns de meus vesti mentos favoritos e corria para o banheiro. Trocar-me do jeito mais rápido que podia, passando desodorante e escovando os dentes. Terminava tudo em três minutos fazendo tudo com pressa. Saia do banheiro e ia até a cozinha e me deparava com a garota ainda conversando com minha mãe... Segundos depois a jovem me avistava.
— Wen!- Falava a garota, com uma cara de surpresa a me ver, logo voltando a falar — Por que demorou a chegar? Sua mãe falou que você havia esquecido...
— Eu só tinha escutado você agora, e claro que não esqueci. — A interrompia, tenta disfarçar que esquecerá. Não sabia nem que horas são que eu lembre marcamos para sair uma da tarde, resolvia olhar para o relógio que havia em meu pulso, me assustava ao ver que faltavam cinco minutos para uma hora.
— Estão indo para onde? — Pergunta minha mãe olhando para mim. — Não quero que você engravide uma garota aos seus 15 anos garoto. Aproposito Cindy Sua mãe está bem?
— Sim... — Cindy Respondia, e logo percebia como as bochechas da garota estavam vermelhas após as doces palavras de minha mãe.
— Bem mãe, estávamos indo ao cinema que acabou de abrir aqui perto, diz que está passando um filme bom, apesar de eu não saber o nome dele. — Completava o que a garota não havia respondido. Ia até a Cindy e a empurrava para que pudéssemos ir ao cinema.
Depois de terminar de dar tchau a velhota, começávamos a caminhar para o cinema que ficava a algumas quadras de distancia. Andávamos em silêncio, percebendo que ela ainda estava com o rosto corado. Depois de alguns minutos chegamos ao cinema. O lugar era grande, tinha uma cor preta pouco estranha, com o dia só em nuvens dava uma sensação mais sombria, mesmo assim entravamos no lugar avistava o vendedor de ingressos, ia até o homem e pedia dois para o filme que estava em exibição — Existia apenas um filme no cinema, uma coisa que não é normal em um cinema de Wolfsburg -.
Assim que entravamos, observava que havia muitas pessoas apesar de ser novo, isso me aliviava.
— Onde vamos sentar — Cindy perguntava, olhando para todos os acentos a procura de dois lugares desabitados.
— Não sei... — Fala a ela, logo percebia que no canto direito do cinema tinha um lugar vazio. — Ali!
Assim que falava a puxava até os acentos e assim sentando, e observando ela sentar. Só agora que percebia como ela estava bonita, com aqueles olhos violeta — Não é nada fácil achar essa cor de olhos — e um lizo cabelo preto, ela usava blusa preta sem muitos detalhes, uma calça jeans escura e uma jaqueta fina também preta. Resolvia puxar assunto.
— Ér... Por que resolveu me escolher para vir ao cinema? — Fazia uma pergunta idiota, acabava corando.
— Que pergunta besta é essa? Você é meu amigo, e também mora perto, por que não escolheria?
Não respondia. Começava a ficar mais corado, mas ai percebia que as luzes do cinema começaram a se apagar, segundos depois o filme começará.
Não falamos mais nada, ficamos apenas olhando, esse foi um momento que comecei a sentir sede e pouco de fome, realmente, como faz falta comer de manha, quer dizer de tarde já que passei minha manha roncando. Depois que terminará os trailers começava a passar o filme, durante alguns minutos o filme se mostrou bom. Resolvia olhar em meu relógio de pulso ver que horas era nesse mesmo momento senti um terremoto e um muito barulho, assim que olhava para frente onde estava a tela e não conseguia mais ver nada, apenas muito fumaça, pude perceber que existia algo gigante por trás dela, logo que a fumaça desapareceu, me surpreendi com o que vi...
...
Surpreendia-me porque embaixo daquela fumaça que tinha um formato claro, não existia nada, mas notava que Cindy estava com um rosto pálido e com uma expressão pasma. Ficava observando que a tela da sala que de cinema em qual estávamos acabará totalmente demolida pessoas que estavam na frente acabaram caídas e algumas aparentemente mortas. Pessoas que estavam em outras partes do cinema estavam gritando ou chorando. Eu não sabia o que fazer em um momento como aquilo, nunca tinha passado por algo tão estranho em toda minha vida.
Eu estava totalmente em silêncio, não entendo nada do que estava acontecendo. Cindy então fez algo que não esperava, ela me abraçou. Momentos depois de sentir o corpo quente da garota, minha visão começava a mudar. Eu agora entendia porque da tela estar destruída e porque a garota estava tão assustada, o motivo era de ter um ser de aproximados 3 metros de altura, com asas gigantes e um rabo comprido. Diria que aquele ser que estava na minha frente era um dragão a não ser pelo fato do monstro não estar como aqueles em livros, que tem patas traseiras e dianteiras, pois então, aquele não era assim, ele tinha aproximadas quatro patas em cada lado do corpo e uma pele que parecia ser algo vulcânico, não entendo como aquela estranha criatura poderia estar ali. Alguns segundos olhando “aquilo” sem saber o que falar, via que um tipo de garoto que começava a se levantar daquela besta. Eu diria que ele tinha uns 17 anos de idade, não sabia dizer ao certo, além de só conseguir ver seu rosto, ele tinha o cabelo pouco comprido para um garoto, além de ser castanho claro, seus olhos era um verde forte, ele não demonstrava nenhum medo.
— Por que fugiu de nossa terra, Cindy? – Falava aquele estranho jovem em um calmo, olhando em minha direção.
Olhava para a garota que continuava agarrada a mim, observava que ela estava mais pálida que antes, com certos tremeliques. Parecia que ela queria que eu a protegesse, só não entendia como. Eu não a podia ver assim e então respondia por ela.
— E por que ela não deveria estar aqui? – Falava com uma voz sem confiança alguma. Segundos depois tinha certeza que foi uma horrível escolha. O garoto ali franzia o cenho dizendo com o olhar “Quem falou com você ser inútil?”.
Não demorava muito para perceber o garoto vindo em minha direção em um movimento rápido, mal pude ver o que ele fez, apenas estava com sua mão direita preenchida por uma espada marrom, com sua lamina fina e larga. Tinha quase certeza que minha vida não teria mais nem um segundo, não sabia nem como ainda estava pensando. Começava a fechar os olhos, apertando pouco mais Cindy em meus braços.
Assim que já estava pronto para morrer, ouvia um barulho de espadas se cruzando com força. Abria os olhos lentamente, percebendo que havia uma garota em minha frente, de principio achava que era Cindy – Que pensamento idiota – Logo percebia que se tratava de uma jovem com o cabelo loiro, não preto como o de Cindy. Ela usava um, sobretudo branco e estava de costas para mim, o que dificultava de ver a aparência da mesma. Tentava falar baixo com Cindy
— O que está... – Era interrompido por mais uma batida de espada. Dai que via que os dois jovens estavam se confrontando no ar, não sabia como isso era possível, apenas via. Depois de algumas vezes só conseguindo falar “O que está...” para Cindy, sendo interrompida toda vez por uma batida de espadas, desistia de falar com ela.
Começava a observar a estranha luta. A maior parte do tempo eles empatavam entre os encontros de laminas, assim fazendo com que os dois voassem para lados opostos. Mas depois de alguns minutos assim o rumo da batalha mudava. O garoto da besta passava a mão em suas espada, fazendo com que ela de marrom ficasse com uma coloração preto sombria, como se ele tivesse aumentando sua potencia. A garota fazia o mesmo em sua espada cinza, que ficava com uma cor estranhamente branca, como uma que não tinha força alguma. Novamente os dois pulam para se enfrentar, mas o resultado é diferente, eles começam a praticamente pisar sobre o ar, desviando cada ataque que o inimigo fazia e tentando contra-atacar, além da velocidade das espadas terem crescido, mas por fim, depois de algum tempo, o garoto conseguiu fazer a menina abaixar a guarda e a atacou no estomago, por sorte ela colocou a espada a frente de seu abdômen evitando o ataca fatal. A menina voava para o canto direito da sala, ocasionando uma grande explosão no lugar, semelhante a da fera do jovem fez quando chegou ao cinema. Logo que percebia, o garoto estava a minha frente com Cindy nos ombros, ficava pensando quando ela havia desaparecido. Momentos depois eu apenas via o garoto subindo na besta novamente e assim desaparecendo.
Ia até a menina do, sobretudo branco que estava coberta de destroços da construção, tentava a ajudar, sem sucesso. Depois de muito tentar desistia e olhava o cinema que a pouco estava cheio, agora apenas tinham eu e a garota. Começava a ficar meio tonto, via que a garota começava a se levantar dos destroços e então simplesmente desmaiava.
Acordando percebia que estava olhando para uma garota com um olhar serio. Ela tinha o cabelo loiro liso, os olhos tinha uma coloração azul e vestia um, sobretudo branco, logo percebia que era a garota que estava lutando, segurando sua espada, de pé olhando para mim.
— Você está bem? – Perguntava a garota.
— Sim estou... – Falava em um tom baixo e cansado, com os olhos semicerrados olhando para a garota – Quem é você?
— Eu? Sou a protetora do lado branco em Xidrics – Respondia a garota com uma expressão firme.
— Xidrics...? – Perguntava confuso com o nome esse nome estranho.
— Sim, o planeta de onde vim.
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