Sexta feira, na prisão

Chegamos tem mais ou menos meia hora, acabei de sair do banheiro e como não tem nada para fazer, resolvo tirar um cochilo.

Acordo com alguém abrindo a porta, meus "pais."

— Olá, tudo bem?- Juliane

— Sim. Aconteceu alguma coisa?- Katy

— Você está presa e obviamente não vai para a faculdade, nesses encontros com seus amigos você disse que ia transferir.- Max

— Sim, como mandaram.- Katy

— Caso você precise sair e ver mais alguém vai dizer que mudamos, ja que as famílias são amigas e fazem parte do mesmo negócio.- Max

— Acreditamos que até duas semanas você tenha que ir até o orfanato onde vivia. As aulas da faculdade vão começar segunda.- Juliane

— Entendi, o pouco que gostei e vivi na faculdade valeu a pena.- Katy

Eles vão embora e me deixem pior, se é que é possível. Fico olhando para o teto, fazendo coisas que sempre faço. Acabo cochilando, por alguns minutos, abro os olhos so quando alguém novamente abre a porta.

— Vim te ver.

— As pessoas sabem que o sr. Nicholas está aqui.

— Sim, acabamos de sair de uma mini reunião.

— Que não posso saber o conteúdo.

— Não todo, apenas um pouco. Daqui uma semana vamos visitar o orfanato onde viveu.

— Mais alguma coisa?

— Por enquanto posso dizer so isso.

— So veio para isso?

— Posso ficar aqui até alguém me chamar. Quer abraço?

— Você ainda pergunta.

Mais uma coisa para fude* com meu psicológico, mas eu preciso disso, tanto como ar que respiro.

Quebra de tempo

Finalmente chegou a hora do jantar, estava morrendo de fome.

— Oi galera!- Katy

— Tudo bem? Porque eu estou com fome.- Mia

— Quando é que você não está?- Peter

— Eu também estou com fome.- Katy

— Vocês faltaram pouco comer os pratos no café da tarde.- John

— Continuamos com fome.- Cassie

— É melhorem ficar calados.- Richard

— Que violência é essa?- Olk

— Ninguém está sendo violento.- Catia

— Protege porque é teu marido. Se fosse eu ia cair matando.- Katy

— Para de ser exagerada.- Olk

— O pessoal está vendo vocês fazendo essas loucuras.- Cassie

— Se eles estão achando ruim, que venham aqui.- Katy

Depois que falei isso, todo mundo começou a rir, isso com certeza despertou a curiosidade de todos. Rir com eles foi uma das melhores coisas que recebi hoje. Depois um agente me busca e me leva até, onde parece ser uma biblioteca e quando estou chegando.

— Você vai pedir a Luiza em namoro?- Ryan

— Não sei, talvez sim.- Nicholas

Eu deveria ter ficado abalada? Acho que não, mas fiquei. É óbvio que o Nicholas nunca ia ficar comigo, eu que fui muito ingênua.

— Boa noite, o que querem?- Katy

— Você precisa fazer uma lista de pessoas que estão ligadas a orfanato, qualquer coisa.- Lucas

— Depois você pode pegar alguns livros daqui.- Ian

Começo a escrever, paro, penso e depois continuo.

— Você voltou no orfanato onde você ficou? Ou aquele outro?- Max

— Algumas vezes, fui ajudar e visitar. Me lembro de muitas que foram adotadas, mas não sei como usam atualmente. Então fiz uma lista com os nomes antigos.- Katy

— Muitas, mas quantas?- Tiago

— Umas 50 para mais. Aquele lugar é enorme e tem meninos e meninas.- Katy

— Talvez amanhã você vai nele, mas não pode nem sonhar em falar nada disso. Não pode levantar suspeitas.- Michel

— Então a Cassie tem que vir comigo, fazíamos tudo juntas.- Katy

— Sem problemas.- Juliane

— Alguém leva os livros para mim, ja que vou algemada.- Katy

Até hoje eu ando assim, não entendo o porquê, deve ser para testar a minha reação. E para minha tristeza ou alegria quem está me acompanhando é o Nicholas.

— Amanhã depois do café venho te buscar, esteja pronta.

— Beleza, so vamos nos orfanatos?

— Por enquanto sim. É longe, né?

— Um pouco.

Ele tira as minhas algemas e coloca os livros encima da cama.

— Vai continuar a ler sobre direito?

— Acho legal.

— Está seca, por que?

— Meio nervosa, ir naquele lugar causa arrepios, parece um mausoléu. Tenho um desenho, parece uma enorme casa antiga, esse é onde fica meninos e meninas.

— Pelo menos aqui é bonito. Você desenha muito bem.

— Obrigado...o lugar não é feio, é assustador.

Conversamos mais um pouco e depois ele vai embora, eles me deram duas malas e nelas tem roupa, para os dias em que tiver de sair. Então escolho uma roupa que tenha mais preto, ja que estão acostumados a me ver assim.

Sábado

Acordo no horário de sempre, tomo banho e visto o uniforme, não posso ficar com roupa normal. Vou para o café, onde conversamos como uns malucos. Volto para o meu quarto e me arrumo. O Nicholas vem me buscar.

— Você não parece que vai para um orfanato. La não tem rapazes, né?

— Oxi, por que?

— Está bonita demais.

— Obrigada, geralmente, la não tem rapazes.

Fomos para fora, como posso falar: prisão, centro de buscas, lugar para encontrar algo. Qualquer nome serve para identificar esse lugar, mas o nome certo é Secret Police Espionage Headquarters. Um lugar onde eu pensei que nunca colocaria meus pés. Pegamos uma van e nela fomos: eu, Cassie, Chris, Laura, Lucas, Ryan, Ian e Nicholas. O bonde todo.

Depois de três horas de viagem chegamos no primeiro orfanato, o lugar onde vivi até meus três anos. O legal ou não é que eu fui adotada no dia do meu aniversário, segundo alguns dados eu nasci no dia 24/12. Essa não pode ser a real data, mas é algo bem aproximado, ja que cheguei aqui com 2 meses. Logo a Madre aparece, e nos leva até onde está as meninas. Cumprimento algumas que conheço e elas me apresentam as novas. Ficamos ali para o almoço e depois pegamos estrada, indo em direção do outro orfanato.

— A madre é bem tranquila, né?- Chris

— Sempre foi do mesmo jeito.- Katy

— Quem diria que uma mulher como aquela é uma grande ladra.- Laura

— O que podemos esperar do próximo lugar?- Nicholas

— É bem maior, crianças e adolescentes e todos os jeitos possíveis. E elas adoram quando alguém as visita, mas me assusta é a quantidade e são de várias etnias, realmente elas podem ter sido vítimas de tráfico.- Katy

Quarenta minutos depois chegamos e encontramos algumas crianças no lado de fora e elas logo ficam felizes em nos ver. A caminho daqui combinamos que se der vamos invadir a diretoria do orfanato. E bom, essa hora chegou, conseguimos causar pane na energia, caso se houver câmeras. Eu e o Nicholas, entramos e logo fomos procurar arquivos.

— Onde isso pode estar Katy?

— Onde você esconderia algo que te livrasse da prisão ou até mesmo da morte?

Toda vez que a Cassie fazia essa pergunta, eu respondia do mesmo jeito. Enquanto estava procurando em uma gaveta, achei um fundo falso, e tinha várias pastas. Tiro fotos daquilo e continuo a procurar, Nicholas também acha alguma coisa. Queríamos procurar mais, mas o Ian liga para gente, precisamos dar no pe.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.