Xeque Mate
12 Festa de aniversário
Notas iniciais
Depois que fomos no shopping e compramos algumas coisas, como roupas e uma lembrança da Holanda voltamos para o hotel. Resolvo tomar um banho, e visto uma roupa bastante confortável.
Sento perto da janela e fico vendo o começo do anoitecer holandês, que é lindo por sinal. Toda a minha vida fica dando voltas e voltas na minha mente, como se estivessem andando de montanha russa. Enquanto eu estou aqui sou uma garota normal, que tem um irmão chata, uma melhor amiga e outras coisas. Mas eu não sou normal nem um pouco, eu sou uma assassina coisa que meus pais nem imaginam. Na verdade ninguém da minha família imagina, a coitada da Katherine Elizabeth deve que não sabe o que é uma arma... Imagino que eles pensam assim. Mas eu não sou assim e nada vai me fazer voltar a ser o que eu era. Eu mudei e foi para pior.
Enquanto eu estava nesse momento de reflexão, a Cassie entrou no quarto tomou banho e se jogou em cima de mim.
— Sai de cima! Sua gorda!
— Gorda é você, mas o que queria me contar?
— Promete que não vai gritar? Nem que vai ficar me lembrando disso, a cada 5 segundos?
— Prometo, anda logo.
— Ontem vocês vieram dormir e eu fiquei, tinha que falar com o Olk. Eu não vi, mas o Nicholas também ficou. Então depois de falar com o Olk, entrei no e esbarrei em alguém e derrubei refrigerante em alguém.
— Deixe me adivinhar é o Nicholas?
— Exatamente, tivemos uma pequena discussão, o elevador parou, e ficamos la por meia hora, no calor.
— Pelo menos não se mataram.
— Mas nos beijamos...não me pergunte aonde eu estava com a cabeça.
Ela me olha surpresa e depois começa a falar sem parar, ficamos ali conversando até dar a hora de ir para Londres e la voltar a ser Kali.
Segunda feira
Ontem chegamos por volta de nove horas da noite e cada um seguiu para sua casa. Hoje, mesmo não querendo tive que acordar cedo, bendita aula. Faço minha higiene matinal e visto uma roupa tanto diferente da que eu estava usando na Holanda.
Chegamos na Universidade e todo mundo nos olha, como loucos, mas seria mais louco se eles não olhassem. Entramos na sala e para minha surpresa Lucas, Ryan e... Nicholas estão ali.
— Olá garotas.- Ryan
— Olá, é miragem o que estou vendo?- Katy
— Não seja grossa.- Cassie
— Ja nos acostumamos, viram minha irmã?- Nicholas
— Aqui!- Laura
A Laura e a Chirs ficam ali alguns minutos, até que elas vão para suas salas. Todos os alunos se acomodam e assim começa mais uma aula, super chata.
Quebra de tempo
Depois da faculdade fomos para a biblioteca e agora estamos aqui, no bar Lions. Mas uma vítima para a gente matar, ficamos um bom tempo fazendo o plano. Devemos ter o máximo de cuidado, dessa vez é um mafioso turco.
Quando a reunião terminou fui para o meu apartamento tomei um longo banho e vesti uma roupa confortável.
Hoje eu, Cassie, Chirs e a Laura vamos a um bar, mas não é o do Olk. Pego a Cassie e vamos em direção ao nosso logar de encontro, assim que chegamos elas também chegam.
— Oi meninas, vamos sentar onde?- Chris
— Naquela mesa ali, da para observar todos os lados.- Katy
— Você não é nem curiosa.- Laura
— Sou mesmo, curiosidade é algo natural.- Katy
Sentamos na mesa e pedimos nossas bebidas, começamos a falar dos nossos irmãos. A Cassie tem um irmão, mas mora na Escócia, o Pietro, ele e a esposa Veronica.
— Até que não tenho tanta coisa para falar do meu irmão, ja que ele foi embora de casa quando tinha 18 e eu 11. Nos dávamos até bem.- Cassie
— O meu irmão tem aquela cara de fofo, mas não tem nada disso. Além dele ser mão de vaca é fofoqueiro.- Chirs
— Por conta do Nich e do Ryan serem primos, eles tem a personalidade bem parecidas. Mas o destaque do Nich é que ele descobre qualquer coisa e o pior vive para te chantagear.- Laura
— Lucas... tantos adjetivos ruins e mesmo assim vai faltar para falar sobre ele. A gente se dava bem, até chegar na adolescência.- Katy
Fizemos a cruz de todos os nossos irmãos, até que eles atravessam a porta. Deus so pode está de marcação comigo, eles se aproximam.
— Olha só o que temos aqui.- Lucas
— Podemos nos sentar?- Ryan
— Não tenho outra opção.- Cassie
— Desde quando vocês andam juntos?- Katy
— Nem a gente sabe.- Nicholas
Com aquela companhia ficamos no bar até onze horas...
Sexta-feira
Depois de longos dias na faculdade e na biblioteca a nossa amada sexta chegou. E com isso chegou também o dia de matar o mafioso Olavo Kayk, mas isso na verdade é uma grande alegria. Quando faço isso me sinto bem e sem um peso nas costas, sei que eliminei algum ruim da sociedade. No começo ficava com medo de ser presa, hoje não tenho e se caso acontecer não fico com consciência pesada.
Como de costume fizemos a reunião no bar Lions e quando era onze horas saímos. Nossa vítima hoje foi em uma festa e como ele mora longe do centro quase não a casas. Então cortamos caminho e bloqueamos a estrada, quando da meia noite certo um carro se aproxima. Quando o Olavo ve aquela quantidade de pessoas ele desce e pergunta o que está acontecendo, eles sempre fazem isso. A única coisa que vai em resposta é:
— Xeque Mate.
Deixamos o corpo ali, jogado no chão e fomos embora, o mais rápido possível. Chego no meu apartamento tomo um longo banho, daqueles bem relaxantes e vou dormir.
Sábado
Como ontem eu fui dormir muito tarde, acordei era meio dia, estava exausta. Depois que tomei um mine café da manhã fui para a casa da Cassie, fico ali um pouco. Conversamos sobre o assassinato de ontem, e que o corpo foi achado hoje, por volta de oito horas da manhã. E como sempre sem nem um registro sobre quem fez o ato.
Depois eu fui para a casa dos meus pais, hoje em uma comemoração pequena será feito o aniversário do meu pai. Minha mãe me chamou para ajudar ela a organizar, coisa que eu achei sem cabimento, mas não falei nada.
— Oi mãe, oi pai.- Katy
— Olá querida, como está?- Juliane
— Um pouco cansada, mas bem e vocês?- Katy
— Estamos ótimos, mesmo eu ficando mais velho.- Max
— Isso é verdade.- Lucas
— Que engraçado.- Max
Ficamos conversando por um bom tempo, mesmo rolando altas farpas entre mim e o meu irmão. Com ajudas de dois empregados arrumamos as mesas pelo jardim, essas coisas de aniversário. E o tema da festa é Las Vegas.
Como isso demorou um bom tempo, quando terminamos era a hora do banho, e como fiquei com preguiça de ir no meu ape trocar de roupa, trouxe a para aqui. O tema da festa é cassino e tem essa aura de poder, ou seja, tenho que usar vestido longo. Da para imaginar o meu desgosto, né? E como é regra o vestido tem que ser preto.
Como de costume eu não me arrumo tanto, mas fico até mais bonita. Olho as horas e imagino que os primeiros convidados estejam chegando. E meu palpite está certo, as famílias Carter, Oliver e Myles estão presentes. Cumprimento eles e vou para perto das minhas amigas.
— Katy, é uma pergunta boba, mas você so veste preto?- Nicholas
— A maioria das minhas roupas são pretas, mas tem detalhes de outras cores.- Katy
— Por que só preto?- Laura
— Uma promessa que fiz a mim mesma. Longa história.- Katy
— Imagino que tenha começado na adolescência, crianças não fazem isso.- Ryan
— Comecei com 15 anos.- Katy
— Lembro de quando a gente se conheceu, fiz o possível para ela não pegar essa mania.- Cassie
— E falhou, muito.- Lucas
— Mas é legal, ela tem um estilo único.- Chris
A promessa em que fiz foi: enquanto eu for uma assassina vou me vestir preto, então eu vou me vestir preto por um bom tempo.
Mais convidados chegam, e a festa não é nada pequena, como eu queria. Em algum momento da festa vou até ao banheiro, uma desculpa esfarrapada de sair um pouco daquele aglomerado de pessoas. So que não contava que o Nicholas ia me seguir.
— Garoto me seguiu por que?
— Não sei, lá estava chato. Mas por que está fugindo do aniversário do seu pai?
— Como você disse, está chato. Me seguir não vai tornar nada mais legal.
— Vai sim.
E ele faz aquilo de novo, ele me beija, eu deveria lhe empurrar, mas não consigo seu corpo é como um imã.
— Nich! Você é um idiota!
— Então não me chame de Nich, vai me dizer que não gosta?
Dessa vez que toma iniciativa é eu, ficamos um bom tempo ali. Não nos importando com o mundo a volta.
Fale com o autor