Xeque Mate
7 Team a
Notas iniciais

Bonnie sorriu satisfeita ao vê-la ali em pé a sua frente, Kai parecia estar entrando em pânico. Tudo exatamente como ela queria que acontecesse, tudo correndo exatamente como o planejado.
— Você a quer? — A morena vestia um vestido vermelho apertado, curto e de mangas longas, as unhas azuis marinho fincaram na pele no queixo de Kai — Repita — gritou.
— Olha o escândalo Katherine — todos olhavam para eles.
— Seu filho...
— Eu posso explicar — segurou os dois braços da mulher.
— Ah você pode? Comece.
— Eu poderia te dar várias desculpas e sei que você fingiria acreditar, tem feito isso por tanto tempo — suspirou pesadamente — Mas vou te dizer a verdade de uma vez por todas, nosso casamento está uma porcaria, você sabe disso, aceite e eu não acho mais que possamos continuar com toda essa bagunça, Nate não merece viver nesse inferno todo o tempo, ele é só um garoto.
— Não finja se importar com ele Kai — vociferou — Você não pensa em Nate, você nunca se importou com ele, nunca o amou.
— Nem sei se ele é meu filho — Katherine estralou um tapa no rosto do marido.
— Você sabe que é, eu poderia esfregar um teste de DNA na sua cara — rangeu os dentes — Tente pedir o divórcio e eu arranco tudo o que é seu, tenho provas contra você e vou te destruir se você sair de casa, está entendendo?
— Wow! — Bonnie riu.
— Cale-se sua vagabunda — Katherine gritou com ela.
— Olha o respeito Kath, você está falando de mim e não de você — Bonnie se levantou.
— Como ousa voltar para nossas vidas? — empurrou Bonnie.
— Já chega vocês duas — Kai gritou — Eu vou sair daqui, estou envergonhado com essa palhaçada, nos vemos em casa Katherine — Kai saiu cuspindo fogo.
Bonnie se sentou e Katherine a sua frente.
— Boa atriz — Bonnie fingiu bater palmas.
— Agora me dê o pendrive — estendeu a mão.
A morena abriu a bolsa e tirou o objeto de lá e colocou na mesa.
— É bom que valha a pena — Katherine guardou no decote.
— Você precisa de mim para ter as provas que você citou, eu as tenho, te darei se você se provar leal a mim.
— Leal? Eu nunca fui leal a nada e nem a ninguém.
— Mas será a mim, você precisa do que só eu posso te proporcionar e só o que peço em troca é sua lealdade e sua... maldade.
Katherine sorriu ao ouvir a última palavra, Bonnie tocara na parte mais divertida dela, a maldade que ela sempre usou para chegar onde queria custe o que custasse.
— Isso é o que reunião do Team A? — Stefan sentou na outra cadeira e colocou o jaleco atrás de si.
— Não ainda — Bonnie sorriu e apertou a mão do cunhado — Obrigada por estar aqui.
— Por você faço qualquer coisa, para me redimir dos meus erros — o sorriso de Stefan estava tenso.
— Boa tarde — Camille sorriu.
— Quem é essa criatura? — Katherine revirou os olhos.
— Minha melhor amiga e uma arma potente — Bonnie puxou a cadeira para Cami — E psicóloga do seu filho.
— Como? — Kath arregalou os olhos.
— Dei um jeito na antiga psicóloga, ela está ocupada na terra dos olhinhos apertados — Camille sorriu e todos olharam assustados, menos Bonnie — Gente em Tóquio, eu não matei ela, só compramos o consultório e fiquei com os pacientes dela e ela realizou o sonho de ir conhecer a Ásia.
— Alguém me explica essa maluquice ou eu vou embora — Kath ameaçou sair.
— Sente-se — Bonnie pediu com tom de ordem.
— É simples — Stefan apoiou os cotovelos na mesa — Bonnie é a dona do jogo, tem o tabuleiro, as jogadas, e nós somos as peças — sorriu — Eu sou o Rei, você Katherine a Dama e ela a grande rainha vencedora — falou como se fosse óbvio.
— E a coisinha loira? — Katherine se referiu a Camille.
— Eu sou quem ainda controla os instintos da jogadora, sem mim ela mata sem pensar, comigo ela machuca, tortura, mas dá a chance de viver — a loira pegou o notebook da bolsa.
— Ela não seria capaz — Katherine sorriu incrédula.
Bonnie pegou a faca que estava ao lado do prato e fincou na mesa entre dois dedos de Katherine que se assustou.
— Não duvide de mim — semicerrou os olhos — Cadê Davina? — Bonnie mudou de assunto.
— Chegando hoje — Cami procurava algo — Eu fiz um tabuleiro com as peças e seus nomes.
— Uau — Stefan sorriu — Que eficiência.
Virou o notebook e lá estava um tabuleiro de xadrez e cada peça com um nome.
— Bonnie você a jogadora — Cami começou — A peças, digamos protegidas, as da primeira fila são — pigarreou — A Dama que a Katherine, o Rei que o Stefan, os dois bispos Damon e Elizabeth, os dois cavalos Kai e Nate — Katherine fez careta — As duas torres, Kol e Davina— E na outra fileira vem os oito peões Alice, Charlie, Klaus, Rebekah, Marcel, Elijah, Mary sua empregada, e a garotinha filha de Jo...
— A sobrinha de Kai? Para que ela sem sal vai prestar? — Kath gargalhou.
— Natasha Parker é apaixonada pelo primo dela, no caso seu filho, ou seja... Presa fácil — Camille sorriu vendo Katherine se calar.
— E para que você quer meu filho nisso?
— Isso é óbvio — Stefan deu de ombros — Ele e Liz são irmãos.
— Mas Nate é apaixonado por ela — estreitou os olhos.
— Aí entra a Nat, para destruir tudo — Cami respondeu como se fosse óbvio.
— Você ouviu que seu marido tem outra filha? — Stefan questionou.
— Eu sempre desconfiei — Katherine de ombros — Tanto faz para mim — apoiou-se na mesa e se levantou mais uma vez — Onde eu entro aí?
— Você e Stefan estão encarregados de destruir Elena — Bonnie se levantou e pegou a bolsa — Entro em contato para novas informações.
— Você vai ligar para o meu celular? Está louca, Kai vai descobrir — Katherine cruzou os braços.
— Aqui estão — Cami tirou dois celulares da bolsa — Um para você — entregou a Stefan — E outro seu — deu o outro a Katherine — O contato salvo como “Emily” é o celular de “crime” da Bon — fez aspas com os dedos — E o “CeCe” sou eu.
— Emily? CeCe? — Stefan questionou.
—Revenge e Pretty Little Liars, pelo que vejo vocês estão confiando que vão vencer esse jogo crentes e cientes do que aprenderam em séries de televisão. — Katherine raciocinou.
— Bingo — Camille levantou os braços — Ops, jogo errado — sorriu sem graça.
— Você é uma graça — Stefan flertou com ela.
— Você está me paquerando? Porque se for... Que bom — Camille mordeu o lábio inferior.
— Foco — Bonnie pediu.
— E agora o jogo começa de verdade — a loirinha guardou as coisas e seguiu Bonnie — Você tem certeza disso?
— Nunca estive tão certa — sorriu — A jogada de ligar para Katherine logo após o marido dela me convidar para sair foi ótima... Agora temos uma aliada.
— Confia nela?
— Claro que não.
— Que bom porque eu coloquei alguns aplicativos de espionagem no celular dela e de Stefan, sem contar nas câmeras que mandei colocar no consultório do doutor e o segurança que mandei trabalhar na mansão vizinha aos Parker.
— Você é demais — Bonnie sorriu.
— É para isso que servem os companheiros de crime — riu.
— Vou te recompensar — garantiu.
— Fazê-los pagar será o suficiente — abraçou a amiga — Boa sorte.
— Você também.
— Com o que?
— Vire para trás — disse sorrindo.
Cami se virou e encarou o loiro prepotente que caminhava até ela, ele usava o melhor sorriso torto cafajeste que ela conhecia.
— Camille — seu sotaque a fez arrepiar.
— Não pense coisas erradas Klaus — afastou-o — O chamei para uma missão.
— E porque sentiu minha falta.
— Jamais — deu ênfase e ele sorriu sem acreditar.
— Que missão? — questionou.
— Destruir os que merecem ser destruídos.
— Você falando assim me faz acreditar que você é má — disse com um tom sarcástico.
— Você conhece muitos caras maus, não é? — ele assentiu — Quero que contate o pior de todos, preciso dos serviços dele.
— Para que?
— Dar um belo susto em alguém — Cami sorriu diferente, como se estivesse gostando de ser má.
— Você está começando a me fazer acreditar que há um pedaço de maldade dentro de você — Klaus encarou-a.
— Você ainda não viu nada... Mas aquela... — revirou os olhos — Verá...
— Aquela, quem?
— Logo você saberá... Você e toda Mystic Falls.
— Você é capaz de tudo para protegê-la, não é?
— Ela é minha melhor amiga, Klaus, eu sempre a protegerei custe o que custar.
— Esse é um jogo perigoso.
— Como você...
— Bonnie me contou, ela precisa de mim também — Klaus fechou os olhos por alguns segundos — Cami esse é um caminho perigoso para se trilhar, é um jogo no qual se entra para jamais sair.
— Dá para sair.
— Como? — arqueou as sobrancelhas.
Cami apenas apontou uma arma imaginaria feita com os dedos para ele.
— Bang — assoprou.
Klaus olhou para ela com um misto de surpresa, preocupação e orgulho por tamanha coragem.
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