Xeque Mate

3 Capítulo 2 : Ameaça E Quem é esse garoto?


Notas iniciais
Oi gente. Bom, eu recebi meu primeiro comentário e, gente do céu! Que comentário foi aquele? Fiquei maravilhada principalmente pela sinceridade dela! Eu quero agradecer muito a você Ice Stalker! Obrigadíssima! E também quero agradecer a você que está lendo e acompanhando minha fic. Valeu meu povo! Aproveitem o cap e comentem

Depois que a fogueira estava pronta Anne se apoiou em uma árvore perto ao fogo e observou Cedric fazer carinho em Kennedy séria.

– Ei, eu ainda não sei seu nome. – Disse Cedric sem tirar os olhos do coelho

– Hm... – Murmurou Anne

– Qual seu nome? – Perguntou o garoto olhando a jovem

– Pra quê você precisa saber? – Perguntou fria

– Iremos passar muito tempo juntos, precisamos saber pelo menos nossos nomes. – Disse Cedric e o mesmo de um sorriso gentil

– Anne, me chamo Anne. Satisfeito? – Perguntou

– Aham. Quantos anos você tem? – Continuou curioso

– 26 – Disse

– Ahn... – O garoto parecia surpreso, ela tinha cara de ser bem mais nova.

– Surpreso? – Anne sorriu ironicamente, o garoto assentiu com a cabeça.

– Acho que vou dormir Anne, boa noite durma be... – Disse Cedric, mas antes de terminar a frase se jogou no chão e adormeceu.

– Crianças – Murmurou rindo baixo, encostou a cabeça na árvore e ficou olhando as folhas de uma árvore à frente mexerem com o vento, suspirou, aquele vento estava muito gelado o que significava que o inverno estava próximo e que deveria voltar logo para a cidade, voltaria amanhã. “Como será que vou ficar com o Cedric ao meu lado? Eu nunca cuidei de ninguém que não fosse eu mesma, sempre me virei sozinha desde a morte do meu pai.” Vislumbrou novamente as folhas da árvore e deu mais um suspiro “Uma hora eu estava bem, sozinha, na minha. E na outra aparece um piá pra me atormentar.” Anne ponderou por mais um tempo até não agüentar mais e decidir dormir.

No outro dia Anne acordou com algo pulando em sua barriga e por incrível que pareça não era o Kennedy, na verdade era seu dono, Cedric.

– MAS QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – Perguntou Anne visivelmente alterada

– Tentando te acordar, ué. – O garoto respondeu casualmente saindo de cima da menina. – Você ronca muito e me acordou, além disso, o Kennedy está com fome.

– Cala boca. – Ordenou e o menino deu de ombros – A gente vai pra cidade. O inverno está chegando e não vou ficar passando frio na floresta.

– Então vamos ficar passando frio na cidade? – Cedric perguntou

– Não – Respondeu Anne se levantando e esfregando suas mãos na roupa pra tentar tirar a terra que tinha ali – Vamos ficar na minha casa

– V-Você tem uma casa? – O garoto perguntou confuso, aliás, ele a achou na floresta e não pensou na idéia de que a garota tinha uma casa na cidade, não pensou nem da possibilidade de ela ter uma casa

– Claro, achava que eu morava na floresta o ano inteiro? – Perguntou irônica

– Não – “Sim” pensou o menino

– Então pronto. Vamos logo. – Disse Anne adentrando a mata, nesse momento Cedric congelou, acabara de lembrar-se do orfanato onde vivia e da moça má que administrava. Nesse momento flashes de lembranças de seu passado no orfanato o assombrou, imagens de dona Mason (administradora e fundadora do orfanato) o machucando com o cabo da vassoura por reclamar da comida porca da mulher, lembrança dos dias, às vezes mais de um, que passava sem comer como punição, mas uma lembrança focou em sua memória, a lembrança do dia anterior, o dia que conheceu Anne e conseqüentemente o dia que recebeu uma ameaça.

“Cedric estava novamente de castigo, mas dessa vez sua punição seria limpar todo o grande estabelecimento sujo e nojento. O orfanato era grande e assustador e a quantidade de crianças ali eram muitos, a falta de uma só não faria diferença. Foi o que o garoto pensou na hora que pretendeu fugir. Normalmente dona Gertrudes estaria dormindo, mas aquele não era um dia normal, Gertrudes estava na verdade paquerando o cara que tratava de peixes na feira no centro da cidade. Aproveitando a saída da mulher Cedric saiu com facilidade do estabelecimento e foi direto pra feira. Quando chegou ao local desejado olhou em volta e não avistou a dona Gertrudes, foi de encontro a uma barraca de frutas e pegou sorrateiramente uma maçã, porém o dono da barraca o flagrou e berrou um “LADRÃO!”bem alto o que atraiu a atenção de dona Gertrudes e de alguns guardas. Cedric correu com a maçã na mão enquanto gargalhava alto, porém deu debateu-se na mulher má. A mesma o agarrou pelo pescoço e sibilou lentamente “Algum dia, Cedric, eu te mato” e soltou o garoto que caiu no chão sem ar, os guardas ainda o perseguiam então teve de esquecer a falta de ar e correr como se não houvesse amanhã, e talvez não tenha mesmo.”

Cedric havia se lembrado de cada momento daquele dia.

– Você vem garoto? — Anne perguntou virando-se para o menino parado.

–Ahn... Sim, vou sim. — Cedric disse voltando a realidade

– Certo. Agora sem enrolar, vamos logo. — Disse a mais velha e o garoto assentiu com a cabeça

A caminhada levou pelo menos cinco horas até chegarem às proximidades da cidade.

– Ah! Graças a Deus! Não agüentava mais tanta caminhada! — Disse o menino ofegante

– Sem drama Cedric. Foram apenas algumas horas de caminhada, nada demais. — Disse Anne dando de ombros

– Algumas horas?! Ficou maluca? Foi uma eternidade! — Disse Cedric incrédulo “Como assim ela não está cansada? Demorou um tempão só pra chegarmos aqui e ela não está nem suada?” Pensou o menino

Quando adentraram a cidade, a mesma estava um tumulto só. Carroças andavam velozes sendo puxadas por burros, mulas e cavalos, homens gritando uns com os outros, guardas correndo atrás de ladrões comuns, enfim, um tumulto. Sem compreender o estado da cidade Anne fez uma pergunta para si mesma que foi ouvida por Cedric

– O que está acontecendo?

– Acho que é pela noticia de que outra guerra está por vir. Eu ouvi uma das crianças do orfanato dizer que haverá uma guerra em breve. — Deu de ombros. “Ah então é isso? Uma guerra. Acho que seria um momento bem oportuno pra me infiltrar no castelo e matar o rei. Mas não vai ser fácil” Pensou Anne

– Anne? — Cedric a cutucou

– Da pra parar com isso? — Disse brava

– Desculpa. Mas então onde fica sua casa? — Perguntou

– Ali, na direção daquela taberna. — Apontou pra pequena casa

– Ok — Dito isso os dois seguiram em direção a casa até que quando passaram pela taberna um garoto foi arremessado lá de dentro, o garoto parecia ter a idade de Cedric, porém o garoto tinha cabelo loiro, quase branco, e arrepiado e olhos azul escuro, e Cedric tinha o cabelo preto olhos castanho.

– E NÃO VOLTE MAIS AQUI MOLEQUE! NÃO QUERO VOCÊ MAIS AQUI! — Gritou o homem que arremessou o garoto

– VAI SE ARREPENDER PROXUNDAMENTE DISSO SEU VERME BEBADO! — Retrucou o garoto e dito isso Cedric começou a rir exageradamente e se jogou no chão rindo — Qual o problema dele?

– Também não sei

Notas finais
É isso gente. Comentem. Beijos meu povo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.