X-mas
1 Porcelana
Notas iniciais
Ela é uma ninja médica. É simples e desconhecida. Desajeitada na maior parte do tempo, mas com uma doçura única, além de tudo é engraçada. Conheceu a jovem quando precisou fazer uma visita ao hospital quando em uma das missões foi atingido por uma kunai, puro descuido.
- Está muito nervoso.
- Q-Quem?
- Ela vai gostar do presente, tenho certeza. Boa sorte!
- Você não ia me acompanhar, Gaara?
- Estou um pouco ocupado. — As bochechas do Kazekage ficaram um pouco rosadas.
- "Ocupado". — Kankuro sorriu. — Obrigado irmão e boa sorte para você também.
E lá estava ele, bem diferente do usual, sem sua típica maquiagem roxa e aqueles trajes um tanto medonhos. Esperava sua companhia para aquela noite agradável de véspera de Natal.
- Kankuro-saaaan! — Uma voz melodiosa gritava seu nome de forma eufórica. Lá vinha correndo Sayuri. — Kankuro-san, desculpe-me o atraso, eu acabei enrolando no hospital mais cedo e precisei me arrumar correndo.
- N-Não se preocupe, eu cheguei agora.
O No Sabaku estava impressionado com a beleza singela daquela ninja. Longos cabelos castanhos, olhos cor de âmbar e um corpo na medida certa. Ela lhe sorriu de um modo que fazia seu jeito arrogante ir por água abaixo.
- Tehee, vamos então?
...
A noite tinha sido agradável para os dois. Jantaram em um restaurante bem simples, mas muito aconchegante, conversaram, riram, tiraram fotos — contra a vontade dele, claro -, e por fim...
- Sayuri, eu... bem... isso é para você. — Ele entregou a grande sacola que carregou a noite inteira para a moça. Corada e com um sorriso mínimo nos lábios ela pegou o presente.
- O-Obrigada!
- Eu realmente sou uma porta quando se trata de presentes, demorei um pouco para fazê-lo, mas gostei do resultado, aliás, eu nunca trabalhei com porcelana.
- Porcelana? — Ela retirou a caixa longilínea do pacote, abriu com delicadeza e se surpreendeu com a beleza daquele presente. Delicadeza.
- Kankuro, é linda! — Sayuri pegou a boneca e apreciou cada detalhe que ela tinha, fora feita com muita paciência e carinho. — Obrigada, muito obrigada! Eu realmente amei seu presente!
- Fico feliz! — Ele sorria timidamente.
- Ah, eu tenho algo para você também! — Ela abriu a bolsa e retirou um embrulho fofinho de lá. — Aqui. — Entregou o pacote e ele logo abriu. — Pode ser um tanto cafona, mas aquelas suas estavam bem desgastadas da última vez que lhe vi. — Kankuro deu uma risada. — Hey, não precisava rir, eu sei que é brega.
- Eu amei, de verdade. — Sayuri olhou para Kankuro e sorriu.
- Sério?!
- Será de muita utilidade, em Suna aquele sol só falta queimar nosso cabelo.
- Posso colocar em você? — Ela pegou a touca com orelhas de gato da mão dele e aproximou-se lentamente. Colocou a peça na cabeça dele e em seguida, sem pestanejar, deu-lhe um beijo delicado nos lábios. — Feliz Natal, Kankuro. Eu gosto de você.
E aquele provavelmente foi o Natal mais feliz dentre todos em seus 23 anos.
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