X-Men: O Renascer Da Fênix
1 Perseguição
Notas iniciais
Cá estou eu com minha nova fic... Espero que vocês gostem, porque, diferentemente das minhas outras historias, esse casal aqui tem mais mistério e segredo do que qualquer outro. Alice e Erik (Magneto) já se conheceram e tiveram uma história juntos, maaaaaaas, cada um foi pro seu lado até que eles se reencontram. Tem muito mistério, poder e romance em jogo com tudo isso. Agora, vou parar de contar tudo e esperar vocês lerem e tirarem suas conclusões. Segue abaixo a apresentação dos personagens, mas qualquer dúvida podem me mandar mensagem ou se basear nos personagens como aqueles da série de filmes X-Men, ok?
Beijos e boa leitura!
Alice Field: http://celebstar.org/wp-content/uploads/2011/06/Minka-Kelly-4.jpg
Fênix (Jean Grey): http://2.bp.blogspot.com/-pidZj-qCiyo/T7k8Rp2SieI/AAAAAAAAArQ/ApYPWf8YvW0/s1600/dark+phoenix.jpg
Erik Magnus Lehnsherr (Magneto): http://1.bp.blogspot.com/-Y1KCOUbhZjY/Teg7mb2iyDI/AAAAAAAABi0/6AsKz4xzPsM/s1600/Michael+Fassbender_Magneto.jpg
Professor Charles Xavier: http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTCmaCYUyHVGfRFq0YQKkVq0MWL9gA9afpW5HnqwhVb2VVupgN7
Wolverine: http://3.bp.blogspot.com/_iL70zHv_XC8/TN4wfmbjpnI/AAAAAAAAFZg/dfAFb81KTUM/s1600/wolverine7.jpg
Alice Field era só mais um rosto naquela multidão.
No entanto, intimamente, tinha plena consciência de que não o era.
Alice desviou-se de alguns pares de rostos difusos e apressados, parando perto de um espelho e encarando a figura refletida. Quem ela era? Alice Field. 23 anos. Uma garota alta, delgada, com cabelos compridos num tom castanho claro, caindo em ondas sobre suas costas. No momento, a expressão da garota era aflita, com seus olhos igualmente castanhos movendo-se furtivos pelos cantos. Alice não se reconhecia mais, porque tanta coisa mudara em sua vida...
Ela tentou se lembrar e organizar os fatos em sua mente. Alice era filha de dois empresários, mas os pais eram do tipo ausentes. Assim que teve chance, Alice passou a morar sozinha em São Francisco e a estudar administração. Formou-se e trabalhava numa empresa de multimarcas. Mas ela não era tão comum assim quanto aparentava.
De um tempo para cá, Alice começou a notar mudanças em si mesma. Ela era diferente e temia isso. Alice descobriu que era mutante. E, num momento como aquele, tão crítico politicamente, ela sabia que revelar sua identidade genética era como cometer suicídio. Por isso, manteve segredo e quando descobruiu seus poderes, nem sequer manifestou-se.
Alice tinha o poder de gerar fogo. Quando ela queria, suas mãos entravam em combustão de chamas azuis escaldantes e fatais. Além disso, ela podia não só gerar essa energia, mas também absorvê-la. Contudo, manteve-se calada. No mundo em que ela vivia, não tinha espaço para pessoas como ela e como tantos outros mutantes desolados e confusos com sua prórpria natureza.
Agora, Alice encontrava-se no Aeroporto Internacional de São Francisco, Califórnia. Ela simplesmente queria fugir para outro lugar qualquer, esquecer-se de quem era e do que vinha lhe acontecendo ultimamente, ainda que isso não fosse totalmente possível.
Ela olhava aflita para todos os lados, e não mais para a imagem de si mesma refletida no espelho. Ela tinha pressentimentos ruins. Sabia que viriam atrás dela... Sabia que estava sendo perseguida – ou até mesmo, caçada.
Por isso seus olhos reviravam de canto a canto em meio a tantas pessoas que passavam por ela na fila de embarque. Ela simplesmente sabia. Viriam atrás dela. Isso era um fato, e era só uma questão de tempo até que acontecesse. Alice só queria fugir e ignorar tudo aquilo, mas cada rosto era um pensamento e uma ideia que a atordoava. Tantos acontecimentos ruins e confusos tinham ocorrido com ela nesses últimos meses. Acontecimentos impossíveis de esquecer e indiscutivelmente marcantes para ela.
Enfim, ela limitou-se a arrumar os cabelos, colocar um óculos escuros e esperar na fila impacientemente. Enquanto lembrava-se do que tinha lhe sucedido há cerca de três dias, ficou olhando as variadas lojas e seus letreiros coloridos de neon...
Alice tinha ido ao banco. Uma visita de rotina, mas foi quando aconteceu. Ela teve fortes dores de cabeça, e não pôde se controlar. Acabou tendo uma crise e, involuntariamente, liberou seus poderes. Ninguém havia morrido, mas o banco entrara em uma combustão inesgotável, e quinze pessoas ficaram feridas. Alice fugira em pânico, e até agora não sabia se os bombeiros tinham conseguido controlar o fogo. Provavelmente, não.
Agora, o Governo Americano estava emitindo notas na mídia com a foto de Alice e a legenda: “Procurada”. O Governo não deixou claro se sabia ou não que Alice era mutante, mas com certeza desconfiavam. Também deveriam achar que ela era uma mutante inconsequente e que precisava ser detida o quanto antes. Então, eles a levariam sob custódia. Alice arrepiou-se com a ideia.
Ela tentou se controlar, mas estava difícil. Há um tempo remoto, quando descobrira ser mutante, ela tinha tantas dúvidas... Por que elas nunca iam embora? Por que sempre surgiam mais delas? Alice segurou com força um pingente azul prateado que trazia ao pescoço... Era como um símbolo de força e resistência para ela.
Assim, mesmo tentando negar e esconder o que era, sabia que o tempo em que poderia fazer isso estava se esgotando. Em breve, ela não poderia mais negar sua própria natureza. Ela era diferente, e sempre relutara em conviver com isso, mas sabia... A qualquer momento tudo poderia desabar sobre ela numa forma de verdade tórrida e inquestionável.
Alice andou um pouco para frente a fim de acompanhar o ritmo da fila de embarque. Ela iria para a Alemanha. Novamente, a sensação constante de que a seguiam tomou conta dela. Alice encarou o rosto das pessoas que transitavam... Rostos ocupados, de aparência comum, parecendo apressados demais para prestar atenção nos detalhes. Pessoas imersas em seus pensamentos, tal como ela estivera anteriormente...
E foi quando ela notou.
Sua garganta secou e ela sentiu o coração dar saltos beirando sua garganta. Numa das telas digitais de avisos, apareceu a mesma foto dela com a legenda de “procurada” e “denuncie”. Alice apertou com força seu colar, tentando ver se alguém também notara que ela era a moça na foto.
Uma garotinha que devia ter uns cinco anos olhou para a foto umas três vezes, e, em seguida, mais três vezes diretamente para Alice. Ela mordeu um lábio e tentou desviar seu rosto do olhar da pequena, mas sabia que a menina a reconhecera.
Alice aprumou os óculos escuros em seus olhos, pegou sua mala, e resolveu sair da fila, enquanto a menina cutucava a mãe insistentemente. Não havia solução. Alice partiu.
Ela saiu andando apressadamente, procurando uma rota alternativa para embarcar. A passagem de avião para a Alemanha pesou em seu bolso, tal era a apreensão de Alice.
Enquanto ela caminhava, pensou ter visto um homem a seguindo. Era alto, forte, barbudo e com a expressão mortífera. Alice já tinha visto aquele rosto em algum lugar... Notou também um reflexo prateado que vinha de algum ponto entre os dedos dele... Quem poderia ser? Quando ela virou-se para conferir, o homem se fora.
Alice olhou com um espasmo para outro quadro digital de avisos com a foto dela... E sentiu novamente que a perseguiam... Ela suspirou de nervoso. Sentia a tensão do momento no ar... Estavam atrás dela, e ela não teria como fugir. Só desejou que o destino que a aguardava não fosse tão ruim quanto outras coisas que lhe aconteceram ao longo de sua vida. O passado a assombrava, e agora, o futuro também.
Cansada de procurar esses caminhos alternativos, Alice parou em uma sala ampla para descansar um pouco. Ela estava preparando-se para sentar. Ouviu uma voz tranquila e decidida chamando por ela. Era um homem careca, de aparência amistosa, com olhos negros expressivos. Deslizava silenciosamente com sua cadeira de rodas enquanto se aproximava. Falou:
– Senhorita Field? Acho que deixou cair seu cachecol enquanto fugia.
Alice recuou dois passos enquanto olhava a figura daquele homem... Ela também já o vira, embora não se lembrasse exatamente onde. O homem sorriu e estendeu a ela um cachecol de lã cinza que ela mal se lembrava de ter deixado cair no chão. Não parecia ser alguém do governo, de qualquer forma. Em todo o caso, ela não pegou o cachecol de imediato e ficou sem reação.
Fora pega de surpresa e recuou mais dois passos. Esbarrou em algo surpreendentemente forte. Virou-se, e viu aquele mesmo homem pelo qual ela pensava ter sido perseguida. Barbas e cabelos escuros... A expressão fechada e concisa. E uma placa de metal pendurada ao pescoço no qual estava grafada a inscrição: “Wolverine”... O homem levantou as sobrancelhas, deixando bem claro que Alice não deveria tentar fugir.
Ela bem que queria, mas sua fuga não duraria três segundos com aquele homem atrás dela.
Então, ela reagiu instintivamente. Pigarreou e falou, alarmada:
– Não tive culpa naquele incêndio. Eu não matei aquelas pessoas!
O homem da cadeira de rodas sorriu.
– Sabemos disso. Sabemos também que você é diferente. Venha conosco e saberá melhor do que estamos falando, Senhorita Field. Acredite. Queremos ver suas perguntas respondidas tanto quanto você.
Alice mortificou-se e hesitou. Pegou o cachecol das mãos do homem e aqueceu-se. Olhou para ele e novamente para o cara chamado Wolverine... Lembrou-se de onde eles eram... Lembrou-se de quem eles eram.
– Se preferir, pode ir com os caras do Governo Federal e passar férias numa prisão bem bacana no Alaska. O que você quer, bonitinha? – Resmungou Wolverine, ao que o homem da cadeira de rodas o rerpreendeu com o olhar.
– Como podem saber quem eu sou? Como podem me ajudar? – Perguntou Alice, confusa, mas sentindo-se ligeiramente mais confortável. Sabia que lidava com pessoas diferentes como ela.
– Como deve ter notado, somos mutantes. Você é mutante. Precisamos entender seu poder, sua mutação e fazer o que é melhor pra todo o mundo. Vindo conosco, você está sob nossas leis e não poderá ser julgada até sua mutação ser entendida. Você estaria livre das pressões do Governo. Mas é claro, não podemos obrigar você a nada... – Argumentou o homem careca, aproximando sua cadeira de rodas de Alice. Ela não recuou dessa vez.
– Acho que não tenho muita escolha, não é mesmo? – Comentou Alice, não inteiramente contente, mas seguramente mais tranquila pelo que lhe acontecia.
Ela permitiu-se pensar durante alguns minutos. Alice era mutante. Não entendia sua mutação e percebeu que esse fato era crucial para ela aprender a se controlar. Já provocara acidentes demais... Talvez, ela realmente devesse ir com esses homens. Com eles, ela aprenderia mais sobre si mesma, sobre seus poderes e sobre como controlá-los. E estaria livre de prestar contas com o Governo. Porque, uma vez que recusasse ir com esses homens, o Governo a acharia e ela voltaria para a prisão em que esteve durante um tempo... A escuridão de um laboratório... Dor... Ela afastou esses pensamentos horrendos de sua mente.
Por outro lado, indo com o homem e Wolverine, tudo parecia bom demais para ser verdade. Mas era o que Alice tinha nas mãos. Além disso, ela não precisaria fugir para outro país e se esconder. Poderia permanecer nos Estados Unidos e entender mais sobre si mesma. Isso com certeza a ajudaria a se livrar do terror de seu passado e dos anseios do futuro.
Decidiu ir e dar uma chance a um novo destino.
Ela assentiu e pegou suas malas. O homem da cadeira de rodas sorriu em aprovação e seus olhos se iluminaram de felicidade.
Charles continuou, sorrindo bondosamente pela resposta muda de Alice.
– Meu nome é Charles. Charles Xavier. O nome dele é Logan. Viemos te buscar para ser levada à Utopia: Sede dos X-Men.
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