X-MEN: The New X-Force
24 - O Universo A Partir do Cérebro -
Notas iniciais
[ Nova York – 14:40 ]
– Acha que eles vão voltar a falar comigo? — Perguntava Megan desanimada enquanto passava as paginas do seu livro de biologia com total descaso. Ela estava sentada a uma mesa na biblioteca estudando para as provas finais.
Uma semana depois de sua “performance” no teste de aptidão, todos no Instituto, com a exceção de Clark e Sr. McCoy, estavam evitando Megan.
Clark para de anotar algo e a estuda.
– Não sei. Quem sabe. Você ferrou as coisas de um jeito que eu nunca vi. — Fala ele em tom hostil.
Megan engole em seco, apoia o cotovelo na mesa e tomba a cabeça sobre a mão. Clark comprime os lábios e respira fundo.
– Desculpa... — Ele fala baixo
– Não se desculpe. – Fala Megan sem tirar os olhos do livro – Tem todo o direito de estar assim. Pelo menos você ainda fala comigo.
Clark a olha depois volta para o caderno. O silencio paira novamente, por toda a biblioteca.
Clark não se contem e fecha o livro dela bruscamente.
– É só que, eu não consigo intender Megan! Você nunca agiu assim! Não é do seu perfil! Eu já vi você em situações com essas e você sempre se saiu bem!
Megan o encara
– Fala de roubar em um teste, ou de enfrentar uma psicopata assassina?
– Os dois! Os dois foram atos de burrice e você fez como se foce a coisa mais normal do mundo! Megan, e se eu não conseguisse trazer o treinador a tempo?
– Eu provavelmente não estaria te ouvindo agora...
– Você provavelmente estaria morta! — Ele fala nervoso e Megan se encole na cadeira – Só... por favor, não faz uma burrada dessas mais.
Megan afirma com a cabeça e abre o livro novamente. Clark massageia os olhos com os dedos e volta a estudar. Megan fica o olhando ri de leve. Clark a olha com uma sobrancelha levantada.
– O que foi?
– Nada não. Você ficou com a mesma expressão do meu pai, só faltou o famoso “ Fui claro mocinha?” e apontar o dedo pra mim.
Clark balança a cabeça e ri. Depois ambos começam a debater sobre a matéria da prova que estava por vir. Até Clarie aparecer na porta da biblioteca e chamar Clark. Ele se levanta e vai a encontro dela. Ela fala algo breve e ele afirma com a cabeça, depois volta a mesa onde Megan estava os olhando.
– Missão? — Ela pergunta, quando ele se aproxima.
– Sim. Afeganistão. E como faz parte do seu castigo, você não vai. — Ele diz e Megan revira os olhos — Ficara bem sem mim por algumas horas? — Diz ele fazendo uma cara boba e Megan da de ombros e ri
– Vou tentar não cometer nenhuma burrada enquanto você estiver fora. — Ela sorri e ele ajeita suas coisas e olha na direção da porta. Megan olha para Clarie e ela acena e esboça um pequeno sorriso animador.
– Uau! Ganhei um sorriso! Ja é alguma coisa!
– Pois é, isso já é a resposta para aquela pergunta: “ Acha que eles vão voltar a falar comigo?” — Clark fala imitando Megan e ela ri e joga uma bola de papel nele.
– Sai logo daqui!!
[...]
Depois de um tempo estudando, Megan junta suas coisas e sai da biblioteca. No corredor, ela vê X-23 vindo na direção contraria a dela. Ambas se cruzam com os olhares fixos para frente como se a outra nem estivesse passado por ali. Um pouco mais a frente ambas, também, olham sobre o ombro vendo a outro e dizem ao mesmo tempo.
– Vadia! — Depois continuam, cada uma para a direção que seguia.
Megan passa em seu quarto e deixa seus materiais. Depois ela vai para o jardim e senta no pé de uma arvore e fica olhando o céu. Ele estava limpo, sem nem uma sombra de nuvem se quer. Megan sempre gostou de admirar o céu. Ela lembra de quando ainda morava em Londres. Ela sempre sobia no telhado de sua casa e ficava admirando o céu de lá. Até uma vez que ela caiu e quebrou o braço. Sua mãe ficou desesperada e seu pai agiu da mesma forma que Clark, quando Megan havia levado a surra contra X-23. Ele simplesmente correu até ela, a pegou no colo e foram para o hospital. Depois, já em casa, ele a cobriu de esporro, por ter feito uma burrice daquelas.
Megan olha para seu braço, ainda enfaixado. Ela tenta entender o por que agiu de má fé. Clark tinha razão, aquilo não era do perfil dela.
Megan estava perdida em seus pensamentos, quando o odor de algo queimando, trazido pelo vento, a incomoda. Ela tapa o nariz e olha em volta procurando o local do incêndio, mas não acha nada. Só um homem com calças justas, olhando o horizonte. O cheiro vinha do homem. Parecia ser tabaco.
– Era só o que faltava... — Megan fala baixo ao ver o homem tirando um charuto da boca e esbaforindo a fuligem no ar. Ela revira os olhos, se levanta ajeitando a roupa e volta para o Instituto seguindo para o laboratório, onde o Sr. McCoy e Jean Grey estavam supervisionando a missão.
– Como eles estão? — Ela pergunta se escorando na porta e os olhando
– Perfeitos! Da pra acreditar que... — Fala o Sr McCoy e Jean o repreendi com o olhar – Estão indo bem! — Diz ele voltando a atenção para o monitor. Jean se locomovo pelo laboratório. Ela pega uma prancheta e começa anotar algo. Definitivamente estava ignorando Megan. A garota se sentia cada vez pior com aquilo.
Então a porta do elevador se abre e o mesmo homem com calças e charuto na boca entra. Megan o olha por cima do ombro e uni as sobrancelhas ao velo.
– Então... como aquele bando de marginais esta indo na missão? — Ele fala ao tirar o charuto da boca.
– Logan! — Sr McCoy gira na cadeira e se levanta apertando a mão do homem de calças justas – Até que enfim voltou!
– Não exagere Hank, dessa vez foram só seis meses – Ele olha para a Dra Grey e ambos sorriem – Oi Jean!
– Ola, Logan! — Ela se aproxima – Nada de charutos no laboratório – Diz ela pegando o charuto da mão dele e jogando no lixo.
– Oh! Desculpa... — Ele ri sem graça. Megan o estuda e percebe o ar de intimidação entre a Dra Grey e o tal Logan. Ela reprime um riso. — E ai? Como resolveram o problema entre X-23 e a pirralha irritante? — Sr. McCoy olha rapidamente para Megan e Logan também a olha – E essa que seria? — Ele aponta com o polegar para Megan fazendo pouco caso.
Megan cospe as palavras:
– A pirralha irritante! — Ela diz e sorri amargamente para ele.
Ele franze o cenho
– Não sabia que magrelas como você teriam tanta ousadia!
– E eu também não sabia que pessoas que somem do mapa poderiam feder tanto a charutos baratos! — Diz Megan no deboche e o Sr. Macoy ri
– Garotinha arrogante você em! — Ele fala com os olhos semicerrado – Parasse até que é filha do...
– É ela! — Jean fala rapidamente – Ela e a filha do Scott
Logan fica em silencio alternando os olhares entre Jean e Megan, depois para e estuda a garota da cabeça aos pés.
– É! Definitivamente uma Summers! — Ele fala mordendo o interior da bochecha e Megan torce o nariz. — Meio irônico isso!
– Tipo como? — Megan pergunta o estudando
– Não sei se te contaram, mas seu pai e eu meio que temos uma rincha. É irônico o fato de a filha de um... digamos “amigo” — Ele faz aspas com os dedos – Tenha rincha com a minha... ahm... protegida!
Megan da de ombros como se não se importasse com o que Logan falava
– Falando no seu pai... tem noticias dele? — Ele diz provocando-a
Megan o encara e o clima fica tenso no laboratório. Sr. McCoy encara Logan e ele da de ombros.
As bochechas de Megan quimão de raiva.
– Só pra você saber... — Ela fala nervosa mas Jean a corta
– Isso não é motivo de piada Logan! — Jean fala em tom alterado o que assusta Megan, depois, deixa a prancheta sobre a bancada e sai do laboratório passado por Megan
– Vamos Megan! — Ela diz rispidamente
Megan a olha confusa mas mesmo assim a segue.
– Uau! O que foi aquilo? — Megan fala espantada
Jean não fala nada. Só continua andando pelos corredores do andar subterrâneo. Megan engole em seco por não ouvir uma resposta. A única coisa que podia se ouvir era os passos de ambas ecoando pelo corredor. Megan percebe nunca ter ido por aquele lado da área subterrânea.
– Onde vamos? — Megan pergunta acelerando o passo para andar ao lado de de Jean
– Eu quero mostrar a você uma coisa... — Jean fala em ar misterioso
Um pouco depois elas param de ante de uma porta grande e arredondada. Parecia uma porta de um cofre de banco, altamente segura. Reforçada com camadas e mais camadas de aço e chumbo. A única diferença entra a tal porta e uma porta de banco era que no lugar da alavanca central, havia um leitor de retina.
Jean para a uma certa distancia da porta e em poucos segundos um feixe de luz ilumina seu rosto focando em seus olhos. Ela mantêm o olhar fixo e o leitor escaneia sua retina.
Um som de algo se destravando, ecoa um pouco alto e a porta se abre lentamente.
Luzes acendem no chão formando uma passarela suspensa no ar.
Jean entra e Megan a segue olhando ao redor. Era uma sala ampla com uma especie de computador sofisticado e uma cadeira no final da passarela. Jean anda até a cadeira e se senta a frente e quando Megan iria perguntar algo ela fala:
– É só ficar quieta e em silencio... anda. Venha. — Diz ela fazendo gesto e pondo uma espécie de capacete. Megan se aproxima lentamente da cadeira e a porta se fecha atrás de Megan. Ela estuda a sala e o computador.
– O Cérebro. — Ela fala em um suspiro admirado
Jean afirma com a cabeça e se concentra. Logo tudo muda. O que era uma simples sala some e o universo a partir do Cérebro surge. Parecia que elas estavam viajando pela galaxia. Megan podia ver inúmeras estrelas na imensidão.
– Lindo, não é? — Jean fala com os olhos fixos no nada. Megan afirma com a cabeça ainda distraída com as “estrelas”. Jean prossegue – Sabe cada um desses pontos luminosos? São mentes. Humanas e mutantes. Estou interligada com cada uma delas, a partir do Cérebro. Cada memoria... cada pensamento... cada lembrança... tudo. Até a localização exata da pessoa. Tenho, basicamente, total controle sobre elas. É um trabalho muito delicado, Megan. — Megan a escutava com total atenção – A vida de todos, esta na palma da minha mão. Um simples deslize... e tudo pode não existir mais. Desmoronar. — Jean soa meio sombria – Mas eu já mais faria isso. Independente das circunstancias. Mentes já mais serão brinquedos. — Megan desvia o olhar e comprime os lábios.Ela sabia que o sermão de Jean tinha motivo
– Eu... Me desculpe... por ter abusado da telepatia. Esse tipo de atitude, nunca foi do meu feito. Eu não sou uma pessoa arrogante. — Megan respira fundo – Eu... sinceramente, não sei o que deu em mim...
Jean não a olhava, mas estudava cada palavra que a garota dizia.
– Você teve um deslize a tentações. Muitos jovens tem isso. Agora você precisa ter consciência dos problemas que pode causar, usando seu poderes de má-fé. Precisa ser mais cautelosa. Seus poderes se desenvolvem com uma facilidade muito grande. O pouco que você fez no teste de aptidão teve bastante risco.
Megan olha para baixo e afirma com a cabeça. As duas ficam em silencio por um tempo.
– Esta vendo aquela área? — Jean aponto no “universo do Cérebro”. Megan olha e afirma com a cabeça. Era uma onde haviam poucos pontos luminosos como se estivesse faltando algo ali.
– A área com poucas mentes? — Ela fala estudando a tal área
– Sim. É Paris. — Jean sorri ao ver a percepção rápida da garota – Esta área esta sendo “sombreada”. Oculta, por assim dizer.
Megan levanta uma sobrancelha
– O que? Como?
– Provavelmente por um mutante. Um telepata dos mais poderosos. Umas das habilidades de um telepata e por uma “sombra” em pessoas ou atemos em áreas, ocultando o alcance e a conexão telepática de outros telepatas. Ocultando a verdade.
– Mas... por que alguém ocultaria as mentes de Paris?
– Creio que, porque tem algo que não querem que achemos. Algo não, alguém. E deve ser bem importante, para terem que utilizar um telepata de alto nível para ocultá-la do Cérebro.
Um pensamento rápido percorre pela mente de Megan e ela fica com as pernas bambas e os olhos arregalados.
– Papai... — Ela fala com a voz rouca e Jean engole em seco
– Também acho que seja esse o motivo, mas...
– Mas nada Dra Grey! — Megan fala esperançosa – Essa pista é perfeita para encontrarmos meu pai! Precisamos de uma equipe de varredura para inspecionar Paris da cabeça aos pés!
– Megan! — Jean fala perdendo a concentração ao Cérebro e todo o sistema voltando ao normal. As luzes enfraquece, mas logo volta ao normal. Ela respira fundo e cai enfraquecida na cadeira. Megan se aproxima rapidamente, preocupada com a mulher ruiva.
– Dra. Grey! Tudo bem?O que houve? — Ela pergunta nervosa – Você, simplesmente, desabou...
– É isso que acontece... quando perdemos a concentração... em pleno uso do Cérebro... — Ela fala de olhos fechados, enquanto Megan a abana – Estamos trabalhando com varreduras em Paris... mas não é tão simples. Como eu disse, o telepata que esta por traz do sequestro dos seu pai é muito astuto. Ele deve ter planejado isso tudo a bastante tempo. Se prevenindo de cada ação que possamos fazer. As coisas estão ficando cada vês mais difíceis e mais perigosas. Temos que ter muita cautela com qualquer decisão a tomar, Megan. Um passo errado e tudo o que amamos ira morrer de ante de nossos olhos
Jean fala em tom serio encarando Megan
– Eu sei, mas...
– Megan! Tem que me prometer que não vai fazer nada imprudente! Nem agir por impulso!
– Sim, eu prometo é só que...
– Não! Jure! Pela vida do seu pai...
Os olhos de Megan se tornam marejados novamente e a respiração acelerada. Uma dor no peito de Megan cresce. Perder a mãe foi extremamente difícil de se aceitar, Megan não aguentaria perder o pai também. Ela comprime os lábios, acerta a postura e afirma com a cabeça.
– Sim. Eu te juro.
– Jura pelo o que? — Jean a testa
– Juro pela vida do meu pai, que não serei imprudente ou impulsiva perante a essa situação delicada.
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