X-MEN: The New X-Force
2 - Dores de Aniversario -
Notas iniciais
[ Nova York – 17 anos mais tarde]
Sentada na enfermaria, Jean Grey, agora mais conhecida como Dra. Grey, vaga perdidamente em seus pensamentos em relação ao feito no passado:
“Hoje ela completa 17 anos... As vezes me arrependo em do que nós fizemos a 17 anos a traz... Como será que ela está... Nas ultimas noticias de Scott, ele disse que ela faz lembrar muito a mim... Deve ser o jeito, porque pelo que me lembro ela se parece muito com Scott... O nariz, a boca, as bochechas... tirando os olhos castanhos e cabelo loirinho do avô ela é muito como ele... “
– Jean? — Ororo interrompe o meditar vago da mulher ruiva
– Ah... Sim! Esta precisando de algo Tempestade?
– Não... na verdade vim ver com esta... você tem andado muito preocupada... é sobre “aquilo”, não é? — diz Tempestade fazendo aspas com os dedos
– Se “aquilo”... — Jean repete o gesto-... significa: minha filha. Sim, estou pensado nela. Hoje ela faz 17 anos e o que me preocupa mais é que ela está no auge da puberdade, ou seja, seus poderes mutantes devem estar a flor da pele.
– Você quer se acalmar? McCoy nos garantiu de que o soro dele iria retardar a mutação dela, além do mais você não acha que Scott já não teria nos contatado se tivesse ocorrido algo? E você também poderia ter detectado ela pelo Cérebro!
– É você está certa... mas é que eu não tenho mais nenhuma noticia deles
– Jean, aquela foi a primeira e a ultima exceção que abrimos pra você, nós não deveríamos ter nenhum mizero contato com eles e você sabe disso – Diz a mulher de cabelos brancos em um tom mais severo
– Eu sei, é só que... o que eu não daria para vê-la?
[ Londres – Naquele mesmo momento]
Na ducha do chuveiro, Megan, agora já crescida cantarola algo enquanto toma banho
– Quantos anos ela está fazendo? 17!! Eu não ouvi direito!! 17!! Mais uma vez!! 17!! Uhull
– MEGAN!! — Scott grita do andar de baixo – ANDA LOGO OU VAI PERDER O ONIBUS
A garota desliga o chaveiro e começa a se enxugar
– Ônibus? Só por mais alguns dias, depois que minha habilitação chegar, eu estarei indo com meu próprio carro pra escola – Diz ela a si própria ao se enrolar na toalha e começar a se aprontar para a escola. No andar de baixo, Scott está a mesa lendo o jornal do dia enquanto toma uma xícara de café enquanto Staicy Gerod Summers, atual esposa de Scott e “mãe” de Megan esta ao fogo preparando o café da manhã de aniversario para a garota.
– Cheiro de torta de limão...- Diz Megan ao descer as escadas com a bolsa sobre o ombro — Mãe ainda faz meu café da manhã de aniversario? – A garota rir ao dar um beijo na bochecha da suposta mãe que responde:
– Até quando eu puder cozinhar, eu irei fazer!
– Eu já disse que te adoro?
– Acho que só umas milhares de vezes! Feliz aniversario meu bem
Ambas riem até que Sr. Summers dirige seu olhar do jornal para a garota
– Feliz ani... onde pensa que vai desse jeito?
A garota desmancha o sorriso e se olha de cima a baixo
– Pai é só um vestido!!
– Curto? Desse jeito? Até parece! Pode subir e por algo mais longo, de preferencia da cabeça aos pés!
– Mas pai!! 17 anos!! Você disse que ia deixar eu usar coisas mais curtas! — Resmunga Megan encarando o pai
– Vai se trocar! Anda logo!
– Pai!
–Megan!
–Mãe!
–Amor!
Os três se entre olham e Scott se entrega ao apelo feminino de ambas:
– Okay! Venceu! Mas vai cobrir até chegar a escola! — Diz ele tirando seu paletó e pondo em Megan
– Ta bem!! — Megan fala entre os dentes e sorri fraco enquanto recebe um beijo na cabeça
– Feliz aniversario filhota, agora termina logo o café da manhã que eu te levo pra escola
Todos terminam suas refeições e Megan vai para o lado de fora de casa esperando o pai quando a mesma percebe um pequeno vulto luminoso sobre o prédio logo a frente do seu
– Mas o que...
– O que foi filha? – Diz seu pai ao fechar a porta de casa
– Não... achei ter visto... — Ela sacode a cabeça – Deve ser coisas da minha mente... vamos?
Scott estuda a filha depois analisa o local atenciosamente enquanto direciona Megan ao carona do carro.
Depois de uma estressante aula de calculo, Megan começa a sentir fortes dores de cabeça e resolve ir a enfermaria para descansar. Ainda com dor, ela se levanta ao ouvir algo, o que parecia a voz da enfermeira:
“Alunos impertinentes... Eu deveria estar trabalhando em um hospital, não desse zoológico... Pestes, só me dão trabalho”
– Disse algo? — Diz ela se referindo a enfermeira que arrumava as bolsas de vacinas
– O que? Ah não! — Ela ri de forma sarcástica
– Tenho certeza de que disse algo! — Megan ri nervosa
– Você deve estar bem cansada... eu não disse nada
“do que ela esta falando?”
– Do que VOCÊ, está falando?
– Megan, acho que você tem que tomar seu remédio! – A enfermeira abre uma gaveta com chave e pega uma bolsa. Megan da de ombros, afinal tinha que tomar a injeção de qualquer jeito então ela senta na bancada a espera da ação da enfermeira
– Essa não... — diz a enfermeira aflita ao abrir a bolsa
“ Eu deveria ter avisado antes...”
– Algum problema? — Pergunta Megan com cautela. A enfermeira sorri sem graça e responde:
– Não, nada... só preciso fazer uma ligação antes! Não sai dai! — a enfermeira vai para uma sala afastada e começa a falar com alguém no telefone
– Eu em! — Diz Megan intrigada – Bem, eu já estou melhor! Um dia sem o remédio não vai me matar – Ela se levanta e sai da enfermaria sem que a enfermeira note.
Logo quando seguem pelo corredor em direção ao banheiro, o sinal da escola toca e milhares de alunos surgem nos corredores como um oceano infinito. A dor de cabeça de Megan volta, só que um pouco mais forte. Então ela começa a ouvir inúmeras vozes, algumas até como se estivessem gritando com ela o que fazia sua cabeça doer mais:
“ Falo ou não falo com ele...”
– Fala com ele!! — Megan responde confusa
“ Preciso dar um jeito nisso, mas como...”
– Pensa bem antes de fazer alguma... coisa! — Ela se apóia no bebedouro e tenta focar na água que saia dele
“ A raiz quadrada de 81 é 9...”
– Mais calculo não!! -
“Onde será que aquele idiota se meteu...”
– Para! Para! PARA! — Megan se ajoelha no chão apertando a lateral da cabeça com os dedos em uma tentativa de parar as vozes e a dor
– AAAAAAAAAHHHHHHH! — a dor se torna insuportável e de repente todas as portas dos escaninhos simplesmente explodem jogando alguns alunos longe.
Os corredores se tornam o puro caos, alunos desacordados, outros correndo e gritando de um lado para o outro, professores tentando socorrer os feridos.
Megan estava caída ao chão em posição fetal se contorcendo de dor, até que uma mão paira sobre seu ombro e a pega no colo. Era Scott seu pai.
– O que está acontecendo... comigo?
– Calma querida, vai passar
“ Hank havia avisado sobre isso...”
– Avisado sobre o que? Espera quem é Hank?
– Agora não Megan, primeiro vamos te levar pra casa, depois eu te explico tudo... mas preciso te tirar de perto deles, de perto de tantas mentes!
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