Notas iniciais
TERCEIRO.. Obrigado pelas visualizações.. Estou empolgada com essa Fic e espero que estejam gostando.

Era manhã de domingo, todos estavam ansiosos a espera da Bitch opa.. Jennifer. Estava sentada no sofá com cara de poucos amigos vendo todos comentarem sorridentes o quanto estavam animados pela chegada de Jennifer. Respirei fundo revirando os olhos.

Um movimento um tanto quanto eufórico correu pela sala. Já imaginara qual o motivo de tanta alegria.. Acalme-se Bella, seja sínica igual a ela. Respirei e sorri a vendo cumprimentar a todos. Estava igual a dois anos atrás. Cabelos pretos e longos, roupas coladas demais, e sua mala extravagantemente rosa. Perguntei a mim mesma se era por isso que os homens se apaixonavam? Suspirei percebendo que a resposta estava a minha frente sorrindo falsamente para todos.

Seus olhos agora fitavam os meus. Abaixei a cabeça afundando minhas mãos no bolso da calça surrada. Jennifer estampou um sorriso amarelo em seus lábios. Acenei casualmente para ela. A mesma veio correndo em minha direção me cercando em um abraço. Demorei alguns segundos para perceber que devia retribuir o ato amigável. Depositei minhas mãos nas suas costas.

– Belinha, estou tão feliz em revê-la.

– Imagine eu.. — Sorri passando a mão em seu braço seco e pálido. Sínica Bella, sínica.

– Temos muito o que conversar mocinha.. Amores, novidades e etc.. — Ela sorriu mais uma vez e saiu em direção a multidão que nos olhava orgulhosos por sermos "Amigas" depois de anos de guerra. Respirei fundo sentindo meu celular vibrar no meu bolso. Era Alice!

– Oi Alie. — Disse com tédio.

– Deixe-me adivinhar.. Jennifer já chegou?

– Na mosca!

– Olha o que conversamos. Paciência é o principal, não entre no jogo dela, você é superior Belinha, superior.

– Beleza superior. — Repeti no seu tom de voz. Alie gargalhou do outro lado da linha me fazendo dar um sorriso torto. — Alie vou desligar, temos um almoço em família agora.

– Boa sorte amiga. Te ligo depois. – Desliguei o telefone colocando o mesmo no meu bolso de trás.

Todos riam com as histórias que Jennifer contava. Ficava parada com cara de tédio. Renée frequentemente me olhava e lançava um olhar de "Seja mais sociável Isabella" Revirava os olhos a cada olhar recriminador de Renée. Não era obrigada a sorrir das histórias bestas que ela tinha orgulho de contar.

– Belinha vamos dar uma volta? — Jennifer estava de pé me olhando com simpatia. Sorri e levantei a acompanhando.

Andávamos em silêncio pelas ruas calmas de Atlanta. No final de tudo havia valido muito a pena sair de NY e vim até Atlanta para sentir um pouco da tranquilidade que aquele lugar passava.

– Então Belinha como esta sua vida? — Ela dizia curiosa. Acordei de meu transe a olhando. Demorei uns segundos para responde-lá. Estava formulando minhas palavras. Não queria parecer uma sem vida.

– Tranquila, sem muitas badalações e trabalho com o que gosto. Uma vida prazerosa. — Sorri do "Prazerosa" Minha vida era tudo menos prazerosa.

– Que bom Belinha.. Mas vamos a pergunta que vem me deixando pensativa e bastante curiosa. — Gelei com suas palavras. — Esta namorando? — Engoli depressa a saliva que parecia uma lamina rasgando minha garganta por dentro.

– Namorado?

– É.. Desculpa a pergunta. Sei que não é da minha conta mais.. Você sabe que, terá meu jantar de noivado e.. Será vergonhoso ver uma mulher tão linda como você sozinha. — Vadia! Só o que meu faltava agora, Jennifer me esfregar na cara o noivo velho, careca e barrigudo que ela arranjo. Qual o problema de ir sozinha? Existe uma lei obrigando a você ir em festas apenas acompanhada?

– Não se preocupe com isso..

– Então você irá acompanhada? — Respirei fundo retirando minhas mãos dos bolsos que neste momento estavam encharcadas de suor. Não poderia dar o gosto a ela em dizer que sim iria sozinha. Não havia outra solução além de mentir.

– Lógico..

– Namorado?

– Sim, meu namorado.

– Que maravilha Belinha. Aposto que é um rapaz incrível. Estou ansiosa para conhece-lo.

– Sim ele é incrível.. — Sorri envergonhada. Meus deus a que ponto cheguei?

– Mais porque Renée não me contou nada? Ela sempre amou o fato de você esta namorando, sempre fica eufórica.

– Ah.. Começamos a pouco tempo, não quero muito alarde.

– A lógico a fase do começo. Entendo. — Sorri de canto de boca mas com os olhos vidrados em meus sapatos.

– Exatamente. — Sorri envergonhada. Voltamos para casa e todos nos olhavam com curiosidade para saber o que conversamos durante esses 30 minutos de caminhada. Os 30 minutos mais torturantes de toda a minha vida.

Notas finais
Fim do terceiro capitulo.. Até o próximo, beijos c: