Notas iniciais
a coisa tá ficando boa ;9 huashuas curtam ai! bjs bjs obs.: Se tiver algum errinho ou repetição excessiva eu corrijo amanhã que meu tempo tá curtinho. O cap. tá igual a leite saído da vaca: Puro e quentinho :B muahahaha

4 anos depois...

– Onde você está Jack? Vamos, apareça! – Anna gritou impaciente. Passados 30 segundos, seu amigo apareceu ao longe, voando rápido como nunca.

– Você está bem? Caiu? Se machucou? O que houve? Por que gritou? – A garota bateu o pé.

– Por que demorou? Eu estava com saudade. – Falou de olhos fechados e de costas para o rapaz, como se ele fosse imperdoável. Frost soltou o ar, se jogando no chão.

– Noooooooooossa, sua coisinha! Você sabe o quanto eu corri para chegar aqui rápido? Eu estava divertindo uma criança na Noruega! Tem noção de como isso é longe de Arendelle?

– Ah Jack, pare. Depois você diz que sou eu que faço muitas perguntas! – Ele balançou a cabeça em negação, rindo. Era impossível vencer uma discussão com aquela garota teimosa. – E mesmo que estivesse em outro planeta, hoje é meu aniversário! Não se faz 12 anos todo dia! – Jack sorriu com ternura para a cara de coitada que sua amiga fazia, pulando, segurando sua cintura e girando-a no ar. Anna agarrou-se no pescoço dele, gritando feliz e sacudindo os pés. – Ainda bem que você veio. – Pararam no chão e ela o abraçou forte. Desde que se conheceram ela não imaginava ter um dia em que não o veria. Quanto a ele, não conseguia trata-la como tratava as outras crianças. Com todas era divertido, mas com ela ele podia ser livre pra falar como quisesse, e não só politicamente correto e gentil.

– Não vive sem mim, não é baixinha? – Anna estremeceu. Jack adorava irritá-la chamando-a de baixinha. A garota tentou estapeá-lo no braço, mas ele se esquivou e ela se desequilibrou, caindo de cara na neve. – Beeeeeem feito! – O jovem falou, gargalhando.

– Para seu bobo! Eu esto-tou... Brr... – Anna sentou-se, tremendo. Jack cruzou as pernas no ar, de cabeça para baixo, tentando interpretar durante alguns segundos e em seguida abrindo a boca e os olhos como se tivesse entendido. Ela estava morrendo de frio.

– Não sinto frio desde que me lembro... Mas sei que casacos ajudam. – Tirou o seu próprio, mostrando a pele branca por baixo, músculos do abdômen e do braço semi-definidos. Anna corou e virou o rosto. Que era aquilo que ver mais de Jack havia a feito sentir? Não que não fosse bom sentir aquilo, ela só queria entender. Vestiu o casaco do amigo e desejou ficar com ele pra sempre.

– Posso não devolver? – O garoto de cabelo branco arregalou os olhos.

– Como assim Anna? Eu não posso andar pelado por ai! – Pelado! A garota estremeceu de imaginar o significado literal da palavra aplicado á Jack. Uma onda de calor passeou pelo corpo dela. Nem as ilustrações do livro de anatomia humana eram tão constrangedoras de imaginar.

– Não está pelado! Não me faça te imaginar pelado idiota! – Jack franziu a testa, abrindo a boca de leve com um sorriso de canto, encarando a amiga.

– Você...

– Oh, droga! – Anna batia a cabeça na arvore múltiplas vezes e Jack gargalhou maldoso.

– Você já imaginou, não foi? – Brincava de torturar a mente da pré-adolescente, aproximando seu corpo do dela. – Nossa Anna, mas que feio. Nada legal imaginar os outros pelados. – A garota começou a bater a cabeça com mais força e Jack riu mais alto. – Não, pare! – Virou-a para ele e neste exato instante um monte de neve caiu sobre os dois, fazendo Anna tremer mesmo de casaco. O garoto forçou-se a parar a própria diversão, preocupado com a outra. – Vou te abraçar e você vai colocar as pernas em volta da minha cintura como sempre faz, ok? Vamos voando trocar essa roupa encharcada. – Ela obedeceu e antes que percebesse já estavam no quarto, sentados sobre a cama, ela ainda na mesma posição, sobre o colo do amigo, que tirou dela o casaco, jogando sobre a cama, e em seguida o vestido, deixando-a somente com o short e o corset brancos que as mulheres de Arendelle usavam sob os vestidos. – Droga, está molhado também. Eu vou dar uma voltinha enquanto você troca, pode ser? – Anna fez que sim com a cabeça, completamente desligada. Seu corpo tão próximo de Jack, suas mãos espalmadas até pouco tempo atrás em suas costas nuas, o perfume de pinhos que ele exalava. Ela gostava. Gostava muito. Sendo que até a visita anterior nada disso tinha lhe afetado tanto. Quando ele saiu tudo que ela queria é que não tivesse ido. Queria sentir tudo aquilo que havia sentido uma outra vez. Avistou o moletom azul sobre a cama e tirando o conjunto molhado, o vestiu. Agora o cheiro de pinho dele estava nela. Balançou a cabeça de um lado para o outro tentando sair de sua hipnose momentânea e esquecer toda aquela bobagem. Ele era só seu amigo, o único que ela tinha. Devia estar ficando louca de tanto ter batido a cabeça na árvore. Voltou para a cama, encolhendo-se sobre os lençóis e vendo o garoto voltar, assustado. – Quase que uma das crianças do reino me via assim, sem camisa. Com certeza o Noel me chamaria a atenção. – Pisou no chão do quarto, observando a garota.

– Então tome mais cuidado, seu bobão. – Anna falou, tentando voltar ao normal e rindo fraco.

– Bobão? Como assim, pirralha? Mas como os pré-adolescentes são chatos! – Falou tirando a garota da cama e passeando pelo quarto com ela nos braços até parar sobre a cama outra vez. Analisou-a da cabeça aos pés, vendo-a com seu casaco e nada mais sobre o corpo. Oh-oh. Aquilo não era nada sadio para a mente adolescente dele. Apertou a perna dela na parte em que segurava, encarando a boca bem desenhada da menina. “Não Jack. Não. Você é um guardião, não um adolescente, lembre-se disso.” Sua mente repetia e tentava achar algo para dizer antes que ele a beijasse. Anna, assustada, engolia em seco. Não conhecia nenhuma daquelas coisas estranhas que já estava sentindo de novo. Nunca tinha sentido com ninguém, mas sabia o que era um beijo e que as pessoas davam quando sentiam atração por outra pessoa. Atração? Era isso que estava sentindo pelo amigo? Sua mão tocava o peito de Jack e sentia sua pele suave.

– Não me trate como uma de suas crianças. Eu já estou bem grandinha. – Falou, fechando os olhos e respirando fundo. Tudo que ela queria era que ele a beijasse de uma vez, as próprias confusões ela resolvia depois, mas ele viu como uma deixa para se parar. Ele não queria estragar tudo. Ela era a única que ele não queria perder por nada.

– Ah é? – Levantou uma sobrancelha, largando-a sobre a cama e a fazendo gritar de susto. Deu as costas e foi andando devagar para a janela. – Se não precisa de mim eu vou embora então... – Arriscou e ela caiu direitinho.

– NÃO! – O rosto de Frost deu meia volta, com um sorriso divertido nos lábios.

– Não? O que isso quer dizer baixinha? Seria um “Eu preciso de você Jack, por favor, não vá embora”? – Ana se indignou, fazendo cara de brava.

– O que?! Seu convencido! Eu não quis dizer isso. Quer ir embora? Pois vá. – O garoto riu e seus olhos brilharam. Parecia tudo bem outra vez, o mesmo clima de sempre. Ele teria mais tempo pra esfriar a cabeça e o corpo, e esquecer todas as coisas que a Anna cada dia mais atraente lhe fazia sentir. Ela era sua baixinha invocada de novo. Voltou á ela, quase deitando sobre seu corpo e imobilizando-a, dando um beijo em sua testa.

– Não vai se livrar de mim tão fácil, pequena.

Notas finais
Se gostaram, comentem :3 Se não, comentem também uhashauhsa beeeijins ;*