Would you be mine?
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Regina ia andando até seu carro, porém aquela simples ida para o carro parecia um evento. As pessoas paravam para falar com ela, riam e conversavam como se ela fosse uma amiga, e não uma professora. Conversou com alguns alunos e depois de um tempo ela finalmente conseguiu chegar ao seu carro, indo embora rapidamente.
Dirigiu até sua casa nova. Sim, havia mudado para Los Angeles para recomeçar, tudo novo. De novo aquilo. De novo uma vida nova. Ela achava que basicamente ficar se mudando de cidade para cidade resolvia seus problemas. Sim, até resolvia, mas ela sempre achava algo ou alguém que fizesse uma bagunça enorme em sua vida, uma bagunça que ela não era capaz de arrumar.
Abriu a porta da mansão e respirou fundo. Cheiro de casa nova. Já estava tudo pronto, ela só precisava colocar os porta-retratos na mesa de centro da sala e em cima da lareira. Subiu as escadas até seu quarto, se jogando na cama logo em seguida. Ah, a sensação de tirar o salto vinte era tudo o que ela precisava agora. Igualava-se a sensação de tirar o sutiã depois de um dia de trabalho. Ficou na cama macia por um tempo, pensando em tudo que havia acontecido naquela manhã, que para ela havia sido um tanto quanto tumultuada.
Após mais ou menos vinte minutos, Regina se levantou, foi trilhando um caminho de roupas até o banheiro. Precisava de um banho daqueles bem demorados e relaxantes. Deixou que a banheira enchesse e então entrou, soltando um gemido longo. A água quente entrava em contato com sua pele, provocando uma sensação relaxante. Regina se divertia em seus banhos de banheira, embora ela os tomasse quase sempre acompanhada. Passou a bucha roxa de leve em seus braços, e ora ou outra ela brincava com a espuma que se formava a na banheira, colocava parte da espuma na mão e a soprava para cima.
Saiu do banho após um bom tempo ali, foi até seu quarto e colocou seu roupão preto. Foi até sua penteadeira, pegou o pente e penteou seus cabelos vagarosamente. Ao terminar aquilo, a campainha tocou duas vezes. Ela pegou então um cigarro, o acendeu e desceu as escadas rapidamente. Foi até a porta e abriu.
–Graham, querido. -O beijou apaixonadamente. -Eu senti saudades.
Graham era o marido de Regina. O mesmo estava de viagem e havia voltado naquele dia. Estavam casados há apenas dois meses, Regina se sentia outra mulher ao lado dele. Enquanto a morena o abraçava, seu olhar parou na casa da frente. Uma menina de costas tentava abrir a porta com certa dificuldade, ela riu ao ver aquilo. Porém o sorriso se desfez assim que a menina se virou e Mills viu quem era.
–Não, não pode ser.
–O que foi meu amor? -Regina se soltou do abraço e saiu de dentro da casa para ver se não havia se confundido.
–Nada, não foi nada. -Ela voltou para dentro assim que a menina a viu, ela sorriu e acenou para Regina. -Entre querido, ande, você precisa de um banho.
Graham achou aquilo meio estranho, porém não comentou nada, sabia que tinha que lidar desse modo com Regina. Ela era uma pessoa difícil quando ela queria ser, e Graham às vezes não suportava isso, porém ele aguentava, pois a amava demais. Ambos subiram as escadas, Regina queria mostrar a casa nova que ela havia escolhido, e Graham, é lógico, teve que gostar de absolutamente tudo. A casa era sim muito bonita e espaçosa, dava para viver bem ali.
–Querida. -Ele a chamava na cozinha. -Eu trouxe os morangos que você pediu. -Ela descia as escadas com certa pressa, enquanto acendia outro cigarro.
–O que eu faria sem você, dear? -Regina o beijou e pegou a caixa com os morangos.
A morena então subiu rapidamente para seu quarto e fechou a porta. Ela simplesmente não poderia acreditar naquilo, não, aquilo realmente não estava acontecendo, não podia estar acontecendo. Foi até a janela, uma mão segurava a caixinha de morangos, e entre os dedos da outra mão ela segurava o cigarro. Colocou a cortina da janela para o lado e olhou para a casa da frente, mais especificamente para a janela do segundo andar. “Emma... Não, Emma, não.”
A loira morava na casa da frente, e a janela do quarto das duas ficava de frente uma para outra. Aquilo no mínimo não era boa coisa, a tensão entre as duas no colégio já era difícil, e imagina agora que elas moravam perto uma da outra. A cabeça de Regina rodava, assim como a cabeça da loira que a olhava pela janela também. Regina tragou o cigarro vagarosamente, soltando a fumaça aos poucos, então ela abriu a janela e se apoiou na mesma. A regata branca que ela usava sem sutiã possuía um decote generoso, e pelo fato de ela estar apoiada na janela, o volume dos seios aumentavam.
Emma sorriu do outro lado da rua, e se abanou, fingindo estar com calor pela cena que ela via. Fingindo não, ela estava sentindo calor, queria atravessar aquela rua, subir até o quarto de Regina e acabar com ela. Não, calma, ela não poderia fazer isso, e aquele homem que Regina havia beijado? Era marido dela? Mas ela não usava aliança nenhuma. A cabeça de Emma agora estava um turbilhão de pensamentos, e a imagem de Regina na janela não a estava ajudando em nada. A morena então sorriu e apagou o cigarro na janela mesmo. Emma abriu sua janela e se apoio na mesma, jogando beijo para Regina e logo depois deu um tchauzinho.
–Regina, querida. -Regina se assustou e olhou para trás. -O que faz ai? -Graham andou em direção a ela e a abraçou, beijando-a logo em seguida. -Vem cá, eu estou com saudades. -A blusa de Regina fora tirada sem ensaio algum, e Emma assistia tudo da janela.
A loira sentia um misto de raiva, ódio e ciúmes ao ver aquilo, não queria ver aquele homem tocando o corpo de Regina. Porém o fato de poder ver Regina sem roupa alguma chamava a atenção de Emma, o que fez com que ela continuasse ali por mais algum tempo. A morena permanecia dando beijos e mais beijos em Graham, e ele subia e descia as mãos pela extensão das costas dela. O homem então afundou os lábios no pescoço de Regina enquanto a abraçava, e a mesma olhou para Emma, que estava boquiaberta na janela. Mills sorriu, dando tchauzinho para Emma, fechando a janela em seguida.
Levou uns minutos para que Emma se recuperasse da cena de ver Regina parcialmente nua, era demais para a cabeça dela. Tudo o que havia ocorrido naquele dia era demais. Foi tirada de seus pensamentos por batidas na porta. Sabia que Killian iria vir até sua casa, pois eles faziam a tarefa de casa juntos, na verdade, Emma fazia a tarefa de casa e Killian copiava. Ela desceu as escadas correndo e abriu a porta, puxando Killian para dentro com rapidez.
–Eu vi... Killian, eu vi. -Emma estava vermelha.
–Viu o que, louca? -Ele ria.
–Regina... Nua... Ela mora na casa da frente, eu a vi nua. -Ela se embaralhava nas próprias palavras e fazia vários gestos com as mãos.
–Você o quê? Mas ein? Como? -Killian havia tomado interesse por aquela simples conversa.
Emma o puxou pela mão e o levou até a janela de seu quarto.
–Tá vendo aquela janela? -Killian fez que sim com a cabeça. -Ali é o quarto dela, ela está lá com um homem que parece ser o marido dela, eu o vi tirando a blusa dela, Killian, eu estou atraída por uma mulher. -Ela o segurou pelos braços e o sacudia enquanto falava. -Que porra que está acontecendo comigo Killian? Isso não pode acontecer, você está me entendo?
Killian depois de um tempo olhando para ela começou a rir, a rir muito.
–Emma, love, se você não estivesse atraída por essa mulher você com certeza teria problemas sérios quanto a sua sexualidade, aquilo ali é um pedaço de mal caminho.
–Isso não pode estar acontecendo, não pode. -Emma se encostou-se à janela com a mão na cabeça.
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