Would you be mine?
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Emma simplesmente surtou. Saiu da mansão Mills com fogo nos olhos, punhos cerrados e com um ódio que as pessoas que passavam calmamente pela rua poderiam sentir de longe. Em sua cabeça um verdadeiro branco se instalava, só lembrava-se de quase ter virado a mesinha de madeira e logo depois sair gritando alguma coisa que nem ela mesmo lembrava de ter gritado. Victória havia passado dos limites, se é que havia limites naquela “relação” das duas. A ruiva bem sabia que Emma era ciumenta, e ela amava, adorava provocar ciúmes. Regina era a típica mulher que adorava ser o centro das atenções, e bem, ali na beira daquela piscina ela era bem mais que só o centro das atenções, estava sendo cobiçada, se sentia como um prêmio a ser entregue aquela que fosse digna de lhe conquistar. Victória tomou a frente, tinha anos de experiência nas costas. Emma surtou, entrou em colapso, saiu porta a fora depois do quase beijo das professoras.
Entrou em casa como um furacão. Bateu a porta atrás de si e…. E não tinha o que fazer. Deixou que as mãos fossem levadas até aquela cabeleira loira e adentrassem de forma que houvesse uma massagem ali. Deixou que algumas lágrimas doloridas descessem. Estar com Regina não era lá a tradução de estabilidade. Altos e baixos constantes, nada era tão bom, mas também nada era tão ruim. Emma era leiga nesses assuntos que envolviam o coração, talvez isso tivesse feito ela cair nos encantos da professora de física mais bonita que ela havia visto em toda a sua vida.
Se jogou no sofá da sala e agarrou uma das almofadas. Colocou os pés em cima do sofá e deixou que sua cabeça se recosta-se em seus joelhos. Sua cabeça latejava cada vez mais, a cada vez que a cena das duas quase se beijando, cheias de apelidinhos desnecessários e cochichos fora de hora. Swan se viu em um estado deplorável de novo, e o motivo era Regina de novo. Será que era possível pedir um pouco de calma para aquele projeto de relacionamento? Emma respirou profundamente.
Batidas descompassadas eram deferidas contra a porta, campainha para quê? Batidas são mais eficazes, assim pensava Regina. Pensava… A ultima coisa que ela estava fazendo naquele momento era pensar. Nem ao menos sabia o que iria dizer quando a porta abrisse, se abrisse. A porta se abriu após algum tempo. Uma Emma totalmente magoada mais com o ego, que mesmo recentemente despedaçado, continuava ali, se mostrando o dominador de suas ações e reações. A loira prendeu o cabelo em um coque e olhou para Regina.
–Emma, eu sei que desculpas nem começam a dizer o que eu realmente quero dizer…. Saiu confuso eu sei, eu estou confusa. Emma você é importante para mim.- Regina fechou os olhos por um instante e respirou fundo colocando a mão na porta de forma dominadora, era apenas uma certeza de que ela pararia a porta caso Emma resolvesse fechar a mesma.
–Eu e mais quantas? Faça-me o favor, Regina, volte para a ruiva prostituta, ligue para ela quando precisar de ajuda, só tome cuidado porque ela já deu pra mais da metade das pessoas daquele colégio, doenças sexualmente transmissíveis são uma merda. -Emma riu com certo pesar, pensou por um momento que talvez fosse doer dizer tudo aquilo, mas pelo contrário, cuspir tudo aquilo havia sido ótimo.
–Emma, eu…. Me desculpe.
–A você se desculpa? Deveria ter pensado antes de fazer merda, você é a adulta aqui mas eu sou mais adulta que você, e era para ser ao contrário, você é imatura, prepotente e age sem pensar em 110 por cento dos casos, eu to com cara de ser sua mãe para ficar te corrigindo?- A loira falava sem parar, nem ao mesmo conseguia tomar ar para prosseguir.
De súbito, Regina adentrou a casa, calando Emma com um beijo. A loira foi relutante, quis resistir e resistiu, mas isso não parou a senhorita Mills. As mãos possessivas e urgentes da morena empurravam Emma em direção ao sofá. Swan relutou, parou Regina várias e várias vezes durante o pequeno percurso. Viu seu biquine ser arrancado com bastante força. O desabotoar do botão de seu short foi feito em segundos. Brigavam ali por certo controle que ambas sabiam que nunca teriam. Nenhuma se deixaria dominar ali. Caíram no sofá. As bocas avermelhadas e inchadas pela pressão do beijo se encontraram novamente. A roupa que Regina havia vestido as pressas para ir até a casa da loira fora praticamente rasgada.
Se entregaram uma a outra naquele sofá de couro preto. O sexo mais violento da vida de ambas. Após se deixarem cair no tapete felpudo da sala, Regina percebeu as marcas de unha em seus braços e pernas. A loira estava no mesmo estado. Se entreolharam, como se ambas pedissem desculpa por tudo.
–Emma, -Regina se virou encontrando os seios desnudos da loira. -Seja minha namorada.
–Sua namorada? Não quero ser corna, obrigada.
–Isso é um não?
–Ouviu algum “não” sair dos meu lábios?- Emma se levantou, e nua foi até a cozinha.
–Então me responda, oras. -Regina se levantou e foi atrás da loira.
–Vou ser sua namorada. -Ela disse calmamente como se aquilo não fosse um momento de pura tensão para as duas.
–Minha namorada. -Regina a abraçou por trás. -Aqui a sua chave, tem passe livre na minha casa…. -Se aproximou da orelha da loira. -E principalmente na minha cama.
Emma sorriu se virando, teve suas costas imprensadas contra a geladeira. Regina a beijou de forma amorosa, nunca haviam se beijado daquela forma. As longas e delineadas pernas de Emma Swan abraçaram de forma gentil o quadril da senhorita Mills. Regina a levou até a escada, e foi guiada pela loira até o quarto da mesma. Ficaram por tempo no centro do quarto, se beijando em meio a abraços. Logo Emma foi deitada em sua cama de forma gentil. A pressão feita pelo corpo de Regina sobre o seu era gostosa e familiar, seu corpo parecia estar em casa. As mãos da morena então desceram no pescoço da loira para suas pernas, apertando de forma suave aquele lugar.
Emma suspirou e assim que o fez ouviu o destrancar da porta.
–Minha mãe, meus pais, Regina! -A morena deu uma gargalhada gostosa, se não fosse à situação de extremo risco, Emma poderia trocar de posições e foder ela naquele momento.-Se mantém seria pelo menos uma vez na vida, criatura. -Emma tentou sair da cama, mas foi impedida. -Regina, me deixa ir ao mesmo trancar a porta.
A morena, a contragosto, deixou. Emma trancou a porta em questão de segundos e se encostou na mesma, deixando que seu corpo deslizasse pela porta até que ela estivesse sentada no chão. Afundou o rosto nas mãos e ouviu as batidas na porta.
–Emma? Você está ai?
–Sim mãe, eu estou bem, não se preocupa.
–Tem mais alguém com você ai dentro e que bagunça é aquela na minha sala? Emma Swan saia desse quarto e vá arrumar tudo aquilo. -Regina se jogou contra o travesseiro e riu como se não houvesse amanhã.
–Ok, mãe. -Se levantou e se jogou ao lado da morena. -Você é muito desnecessária sabia, sua podre.
–Me ame menos, meu amor.
–Se eu amar menos o amor acaba!
–Assim você machuca meu coração, namoradinha.
–Regina, cala a boca. -Ela sorriu.
–Me faz calar!
Um beijo estralado, com direito a mordida foi dado. Se aninharam uma a outra, pois lá fora agora fazia frio, e o tempo estava nublado. Regina se sentiu em casa, como há muito tempo não se sentia. Emma acariciava os curtos cabelos negros da morena com um sorriso nos lábios.
–Eu amo você. -A loira deixou escapar por entre os dentes.
–Eu amo você um pouquinho mais. -Regina disse com alguns fios de cabelo no rosto, com um sorriso amassado, se embolando nas cobertas minutos depois.
“Finalmente em casa, com a minha mulher. ” Emma pensou se aninhando a sua mais nova namorada.
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