Notas iniciais
Oi gente, tudo bem com vocês? Sorry a demora pra postar, não me matem ok? Enfim, espero que adorem esse capítulo.

Emma acordou sobre os olhos de Marilyn Monroe. O quadro fora a primeira coisa que ela havia colocado os olhos após passar a noite no chão da sala de sua professora física. Se sentou enquanto coçava a cabeça tentando organizar seus pensamentos. “Puta que pariu, Emma”. Sua vida havia mudado radicalmente naqueles meses. Um caso com uma professora novata. Um caso com uma mulher. Sua vida havia mudado de uma forma que talvez nunca mais pudesse ser revertida. E ela nem queria que fosse revertida. Embora houvesse uma enorme dose de loucura em toda essa história, Emma estava amando viver tudo isso. Havia uma parte dela que gritava e ansiava por mais de tudo aquilo. Era a primeira vez que ela se aventurava fora de sua zona de conforto, e o resultado não poderia ser melhor.

Pegou o robe vermelho em cima do sofá e o vestiu. Andava pela enorme casa com cara feia, era domingo e ela havia acordado às nove da manhã. Cientificamente impossível aos olhos dela, porém aconteceu. Da cozinha ela ouvia uma conversa, a voz de Regina lhe era familiar e única, a outra voz lhe era conhecida, porém não conseguia associar um rosto especifico para aquela voz. Prendeu o cabelo em um coque e amarrou o robe. Foi andando na ponta dos pés até perto da geladeira. “Mas o quê?” A loira passou os dedos nos olhos tentando enxergar melhor. Ah claro, aquela cena não poderia ter saído de seus pensamentos mais sórdidos, e olha que ela pensava muita coisa sórdida. Piscou algumas vezes e acabou por bufar de raiva. Porque Regina tinha que ser tão encantadora daquela forma?

Regina havia acordado mais cedo naquela manhã de domingo, afinal, ela deveria arrumar a casa. Depois de tudo pronto a campainha tocou duas vezes, a morena revirou os olhos enquanto abria a porta. Era Victoria. Victoria era uma ruiva com cara de nojenta que dava aulas de matemática no colégio em que Emma estudava. Ela e Regina não haviam se dado bem no primeiro dia, na verdade, houve uma briga feia entre as duas, o que fez com que a relação delas no decorrer dos meses só piorassem. Porém, de algumas semanas para cá, Victoria havia admitido estar errada, movida apenas pelo motivo de tentar conquistar Regina. O que foi um tanto difícil, pois a morena não confiava nem um pouco naquela mulher, porém após alguns dias de várias investidas por parte da ruiva, Regina aceitou. Tanto que a professora de matemática agora frequentava sua casa, e elas passavam horas a fio conversando sobre tudo. Victoria Sayers havia se aproximado em um momento frágil da morena, no momento em que ela precisava de toda atenção do mundo. Sayers deu isso a Regina.

Voltando a loira atordoada na cozinha, Emma estava ainda incrédula. Sábia das brigas constantes entre as duas, porém agora parecia que elas eram praticamente amantes. Se tocavam demais e desnecessariamente, sorriam demais, enfim, Emma enlouquecia ao ver tudo aquilo. Era demais para aguentar em uma manhã de domingo. Se virou, indo em direção a sala, porém enquanto andava com todo cuidado pela cozinha, a loira bateu o dedinho do pé na cadeira.

–Ai, caralho. -Emma gritou franzindo o cenho e fechando os olhos pela dor que sentia.

Logo após seu grito de dor, Emma ouviu o arrastar das cadeiras vindo do lado de fora da cozinha. Pronto, agora sim ela estava completamente ferrada. Victoria não sabia que Emma estava na vida de Regina, tão pouco que a loira dormia na casa da professora, e agora se encontrava com um robe vermelho que mal lhe cobria a bunda toda. Estava encostada na parede vermelha da cozinha quando resolveu ir pulando com um pé só para a sala. Porém, não tinha controle algum de seu corpo, estava morta de medo de ser pega e ela não tinha muito equilíbrio desde sua infância. Emma Swan estava toda e completamente ferrada. Balançou o rosto rapidamente em desaprovação e começou a pular para a sala. Pronto, estava tudo bem até agora. Ela passava pelo corredor e já estava a um centímetro do sofá da sala.

–Emma? -Regina sorriu.

Houve apenas um barulho e as professoras viram aquela loira enorme se estabacar no sofá da sala. Emma sentiu seu rosto esquentar, como se já não bastasse aquela situação toda, agora ela havia caído da forma mais feia possível, na frente de Regina e de Victoria. Afundou a cara no sofá e decidiu que ficaria ali pelo resto do dia, não tinha cara nenhuma para explicar para Regina como ela havia caído daquela forma tão estúpida.

–Emma, querida, está tudo bem?- Regina segurava o riso, era quase impossível devido ao fato da loira estar jogada no sofá com a bunda descoberta pelo robe vermelho e com o rosto enterrado em uma almofada.

–Não, não está tudo bem! -Emma disse em um tom cheio de raiva, deslizou a mão por suas costas até chegar a sua bunda. -Ah puta que pariu. -Se levantou rapidamente cobrindo aquela parte com as mãos. -O que essa pessoa faz aqui? -Emma tentava mudar de assunto o mais rápido possível.

–Eu que pergunto o que você faz na casa da sua professora usando um robe minúsculo. -Victoria a provocou, rindo.

–Não te devo satisfações nem na escola, tão pouca na casa da minha amante, meu amor. -Emma saiu de nariz empinado.

Aquela marra só havia durado até ela virar o corredor. Logo seu rosto tomou uma feição de incredulidade, como assim na “casa da minha amante”? Ela havia enlouquecido, só podia ser, não tinha outra explicação plausível para aquele ato de loucura, talvez fosse o tombo que ela havia levado há alguns minutos atrás. Foi até a cozinha e abriu a geladeira. Droga, não havia bebida ali, provavelmente Regina havia acabado com todas na noite anterior. Foi até o banheiro e se trancou lá dentro. Enquanto escovava os dentes, Emma queria se bater com aquela escova ou com qualquer outra coisa que ela encontrasse. Como uma pessoa poderia ter sido tão burra? Por fim, saiu do banheiro com uma cara melhor e foi até cozinha do lado de fora.

Encontrou Regina conversando com Victoria novamente. Como ela odiava o fato daquela mulher estar ali, sem motivo aparente, pelo amor de Deus, agora elas eram amigas intimas depois de tantas brigas que mais pareciam guerras mundiais? Emma não entendia nada daquilo. Voltou até a cozinha, colocou café em um enorme copo e voltou para o lado de fora, sentando-se junto às mulheres, se dependesse dela, as duas não iriam conversar em paz. Ela bebia o café calmamente, degustando aquele liquido enquanto sorria cinicamente fingindo uma atenção naquela conversa.

–Bom dia, querida. -Regina voltou seu olhar para a loira, sorrindo.

–Muito bom dia, para as duas, agora o que ela. -Emma apontou para a ruiva. -Está fazendo aqui tão cedo? Ou eu provavelmente estou em um sonho, mentira, em um pesadelo muito horrível.

–Emma, tenha modos. -Regina a repreendeu.

–Eu quero respostas, meu amor, respostas! -A loira bateu as mãos na mesa e encarou Victoria.

–Emma, se acalma ok? -Victoria se pronunciou enfim. -Eu só vim aqui para saber se Regina estava bem.

A loira se levantou, parando atrás da cadeira onde a morena estava sentada, tocando o rosto da mesma.

–Ao meu ver, ela está ótima, melhor que bem, então a senhorita já pode ir embora, quer que eu a leve até a porta? -Regina ria, mal acreditava no que estava escutando. -Ah não? -A ruiva estava boquiaberta. -Ótimo, a senhorita já sabe o caminho até a saída não é mesmo? Passar bem, professora. -Emma por fim sorriu, sentando em sua cadeira como quem não virá o que havia acabado de acontecer.

–Emma, acho que a sua queda afetou seus pensamentos, querida. -Regina riu se levantando. -Acalme-se e vá pegar um biquine, vamos passar o dia na piscina hoje.

Regina era uma... Uma... Pessoa ridiculamente perfeita. Emma se deixou vencer pela morena. Como ela podia fazer aquilo? Encantar todos a sua volta daquela forma? Chegava a ser irritante, era impossível dizer que não ia passar o dia na piscina com aquela ruiva insuportável, que ela não estava em clima para piscina, que na verdade ela iria para casa refletir sobre aquele tombo totalmente ridículo.

E foi o que ela fez. Sim, ela foi para casa, de robe vermelho, não para ficar lá refletindo e sim para pegar o maldito biquine. Bateu a porta da frente com uma força que lhe era desnecessária e foi logo até a cozinha. Mas especificamente até a geladeira. Pegou uma garrafa de vinho e virou, era tudo o que ela precisava agora. Balançou a cabeça largando a garrafa na mesa da cozinha.

Subiu rapidamente as escadas e foi até seu quarto. Revirou as roupas da gaveta em busca do biquine. Enfim achou, depois de ver roupas voando por toda parte de seu quarto. Optou pelo biquine vermelho, pois ele ressaltava suas curvas e aquilo era tudo o que ela precisava agora. Um modo de afrontar Victoria, um modo de fazer com que aquela ruiva de farmácia voltasse para sua casa com o rabo entre as pernas. Vestiu o biquine e logo depois vestiu um short um tanto curto demais. Desceu as escadas rapidamente e novamente bebeu um pouco mais de vinho. Prendeu o cabelo em um coque, colocou um óculos e saiu de casa.

Atravessou a rua como um soldado que iria para a guerra, e talvez houvesse uma guerra naquela mansão. Abriu a porta e encontrou Regina descendo as escadas com um micro biquine preto. Parou na porta e a olhou de cima em baixo, pronto, acabou toda a raiva de algumas horas atrás, acabou todo o nervosismos, acabou tudo.

–Gosta do que vê, honey? -Regina estava de costas, porém estava consciente dos olhares que recebia por parte da loira.

–Eu amo! -Emma sorriu indo até a morena, a abraçando por trás.

–Querida, não me toque assim. -A loira passava as unhas pela barriga da mulher, a arranhando levemente.

–Ou o quê? -Emma sussurrou, mordendo a orelha da morena.

–Emma! -Regina se virou e a jogou contra a parede, prendendo os dois braços da loira com uma das mãos, chegava a ser surreal a força que ela tinha.

–Eu vou começar a te provocar mais, se for sempre acabar dessa forma.- Emma a beijou, mordendo o lábio inferior da morena logo em seguida.

–Interrompo? -Victoria sorriu tirando seu robe.

–Mas é claro que você interrompe, na verdade, você interrompe desde que você nasceu! -Emma a olhou com um sorriso cínico nos lábios.

–Eu cuido de você depois, Emma Swan. -Regina sorriu puxando o rosto da loira para si pelo queixo, com a ponta das unhas pretas. -Relaxa. -A beijou e saiu atrás de Victória.

Notas finais
Aqui está a Victoria http://33.media.tumblr.com/0d27ee62aa2d8157509c723d5039cbd8/tumblr_mpe2ff92xa1ql8x1lo1_500.png . Merece reviews? Evil kisses pra vocês.