Would You Have Dinner With Me?
10 I cathed you
Rodei a chave na fechadura e entramos completamente sujos de areia e folhas, além de estarmos molhados. Sherlock tirou o casaco e jogou na recepção enquanto ele me seguia até chegar à cozinha.
– Eu vou fazer brownie. – Falei, andando até a geladeira e pegando ovos. Ele pegou a farinha de trigo no armário quando eu apontei. Tínhamos comido apenas o almoço do avião. Coloquei todos os ingredientes em um recipiente, despejei tudo na batedeira e liguei. – Fala alguma coisa.
– O que quer que eu fale? – Sherlock perguntou olhando para a mistura na batedeira.
– Não sei... Algo. – Peguei nozes e coloquei em um recipiente.
– Hmm.
– É só isso?
– Estou pensando. – Ele entregou outro recipiente e eu espalhei as nozes junto à mistura. Coloquei no formo e encostei-me ao balcão. Tirei algumas folhas de seu cabelo e passei os braços por sua cintura. Beijei seu pescoço. Ele suspirou e me levantou. Estava sentada no balcão da cozinha.
– Não foi tão ruim.
– O quê? A boate ou quase apanharmos daquele homem?
– Claro que falo daquele homem. A boate foi legal... Acho que está pronto. – Levantei e tirei o brownie do forno. Cortei em vários quadrados e peguei cobertura de chocolate. Sherlock apenas olhava e franzia a testa quando eu pegava dois pratos e copos.
– Você não acha que...
– Não, não acho. – Sorri e peguei sorvete de baunilha. Ele sabia que eu não tinha ideia do que ele ia falar, mas mesmo assim respondi. Tirei uma colher de baunilha e coloquei rapidamente na boca dele.
– Hmm... Mas... O. q...u...
Sorri enquanto ele tentava engolir o sorvete. Coloquei alguns pedaços de brownie e calda de chocolate por cima. Peguei tudo e levei para sala. Deitei-me em frente à lareira enquanto Sherlock pegava o violino e sentava ao meu lado.
– Está cansado?
– Morto. Com foto e tudo nos jornais.
Sorri, peguei um brownie e Sherlock fez o mesmo rapidamente. Tornou a afinar o violino enquanto eu pegava o mexedor de brasa.Tempos depois eu peguei uma colher e comecei a comer um pouco de sorvete. Uma vez ou outra Sherlock pegava dorvete de minha colher e tocava o começo de alguma canção. Ficamos perto da lareira comendo, rindo e escutando música. Algo em minha cabeça uma vez ou outra perguntava se estava perto de terminar. Se ele iria sumir... Nada é perfeito.
Subi para o quarto e esperei Sherlock tomar banho. Ele surgiu molhando tudo, com uma toalha ao redor da cintura e outra na mão se enxugando. Deixei ele se vestir e tomei um longo banho. Tive um pequeno problema com as folhas de meu cabelo, mas depois de lavar mais de três vezes, todas saíram. Voltei para o quarto enrolada em uma toalha branca e ajeitando o cabelo. Sherlock estava quase pronto, usando calças de cor cinza, procurava a blusa. Pulei na cama, peguei a blusa de suas mãos e passei os braços por ela.
– Que está fazendo?
– Nada. – Sorri e me deitei na cama enquanto ele estendia a mão para a blusa que eu agora fechava os botões.
Ele deitou ao meu lado e estendeu a mão novamente.
– Não. – Sussurrei, fechando os olhos e me enrolando na colcha branca.
– Irene.
– Não. – Apertei a colcha quando ele puxava de leve.
Ele suspirou e puxou o travesseiro dentando-se confortavelmente ao meu lado. Rolei até chegar aos seus braços e coloquei minha cabeça em seu ombro.
– Quais são os planos para hoje?
– Não vou falar. – Bocejei.
Ele passou seu braço ao redor de minhas costas enquanto eu ficava com a cabeça em peito. Senti seu dedo fazendo o contorno da base de meu rosto, depois dos olhos, nariz, boca...
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Levantei bruscamente. Sherlock estava dormindo. Uma vez ou outra se mexia. Virei para ver as horas: Duas da tarde.
Sentei ao lado de Sherlock e fiquei olhando-o. Toquei seus cabelos com a ponta dos dedos.
– Achei que você iria dormir. –Ele sussurrou.
– Achei que estava dormindo.
Ele abriu os olhos e olhou para mim.
– Desculpe, mas essa blusa não é minha?
– Perdoe-me. – Respondi tirando um botão. – Não dormiu?
– Na verdade dormi, acordei há pouco. – Seus lábios se curvaram.
– Eu te acordei?
– Não, já estava acordado. – Apertei seu braço enquanto olhava-o.
– Em que está pensando?
– Acho que ouvi a campainha.
Sai da cama quando senti seus braços ao redor de minha cintura me puxando e volta.
– A campainha. – Beijei seus lábios.
– Não tinha nenhuma... –Seus lábios... Doces muito doces. — Bem, agora realmente foi à campainha. Eu atendo. Ele saiu do quarto e desceu as escadas. Atendeu a porta e assinou algo. Sentei na escada.
Escutei o barulho da porta fechando.
– Tenho a impressão que conheço o carteiro. – Disse ele, com as sobrancelhas erguidas. Estava segurando um evelope muiyo bem feito.
Estendi a mão e peguei o envelope. Subi as escadas, Sherlock foi atrás. Sentei na cama e puxei o cobertor ao redor de meu corpo.
– Não vai abrir? – Ele perguntou, deitando ao meu lado.
– Agora não. – Coloquei a carta na cômoda.
Beijei seus lábios de leve enquanto puxava seu queixo para mim.
– AH! É claro! Como pude ser tão estúpido?! Ele é o taxista! Ele está nos seguindo. Mas por quê? Porque faria isso? O que ele quer?
– Sherlock. Do que está falando? Do carteiro? – Tentei acompanhar sua mudança súbita.
– É óbvio que é do carteiro! – Ele pulou da cama e começou a andar de um lado a outro do quarto. – Ele estava nos seguindo. Está aqui desde tanto tempo. Mas por quê?
– Você tem certeza?
– É claro que eu tenho certeza. Espere. Eu preciso checar.
–Sherlock!
Ele saiu correndo pelo quarto. Fiquei sentada na cama com expressão de surpresa.
– Sherlock?
Ele apareceu correndo pelo quarto. Já estava com um casaco na mão e já tinha calçado os sapatos.
– Não, não, não! Você não vai sair não é mesmo?! – Puxei seu braço enquanto ele sentava na cama e tirava os botões da blusa que eu estava usando.
– Irene, eu tenho quase certeza. Só me dê um momento.
– Sherlock! – Gritei quando ele passou os braços pela blusa e saiu do quarto correndo.
Peguei o coberto e coloquei ao redor de meu corpo. Desci a escada correndo.
– Sherlock.
– Rápido. – Ele abriu a porta e voltou rapidamente. – Puxou meu queixo e encostou seus lábios rapidamente nos meus. Saiu correndo.
Fechei a porta e subi para o quarto.
– Ele quer me enlouquecer, só pode.
Sentei na cama e puxei o travesseiro. Deitei-me e fiquei encarando o teto.
Estava quase contando até o cem quando percebi que estava chovendo. Fechei as janelas e as cortinas. Foi quando eu me lembrei da carta. Sentei novamente na cama me enrolando mais ainda no cobertor.
– Frio... –Virei o pacote da carta em minhas mãos. “Endereçado a Miss Adler.” Tinha um lacre de cera vermelho com um carimbo, a inicial no lacre era M. Abri rapidamente o envelope enquanto meu corpo tremia só de pensar que o M poderia ser Moriarty. Abri o pacote da carta e puxei o papel. Era de um tipo diferente, perfeito para se cortar com as pontas. Puxei o papel e observei em minhas mãos. Estava escrito com uma caligrafia elegante e em itálico:
“44 ᕮᗩƬ〇ᘉ ᔕႳᑌᗩᖇᕮ, ᙖᗩƬƬᕮᖇᔕᕮᗩ ᑭ〇ᗯᕮᖇ ᔕƬᗩƬƗ〇ᘉ, ᙖᗩKᕮᖇ ᔕƬᖇᕮᕮƬ, ᗰƗᒪᒪᕮᘉᘉƗᑌᗰ ᙖᖇƗÐǤᕮ, ᕼᕮᗩƬᕼᖇ〇ᗯ, 16 ᗩᒪᗰᗩ ᖇ〇ᗩÐ, ᕼᕮᗩƬᕼᖇ〇ᗯ, ᔕƬ ᗯ〇〇ᒪ〇ᔕ ᑕᕮᗰᕮƬᕮᖇϒ, ᗰƗᒪᒪᕮᘉᘉƗᑌᗰ ᕼ〇Ƭᕮᒪ, 〇᙭₣〇ᖇÐ ᔕƬᖇᕮᕮƬ, ᗰƗᒪᒪᕮᘉᘉƗᑌᗰ ᕼ〇Ƭᕮᒪ, ⅤƗᑕƬ〇ᖇƗᗩ ᔕƬᗩƬƗ〇ᘉ, ᗰƗᒪᒪᕮᘉᘉƗᑌᗰ ᕼ〇Ƭᕮᒪ, ᕼᕮᗩƬᕼᖇ〇ᗯ, 16 ᗩᒪᗰᗩ ᖇ〇ᗩÐ.
I ᑕᗩƬᑕᕼᕮÐ ϒOᑌ.”.
Congelei enquanto a carta caia de minhas mãos. Levantei da cama e me enrolei no cobertor com força. Meus dedos apertavam o pano. Escorei-me na parede, mas minhas pernas iam escorregando pelo piso até que eu estava sentada no chão. A ordem perfeita de como eu me movi nesses últimos acontecimentos que envolviam Sherlock. Desde o dia em que o conheci. Seria um aviso para falar que eu estava atrapalhando os planos de Moriarty e que ele está vivo ou um aviso de que foi um erro eu ter ao menos conhecido Sherlock Holmes?
44 Eaton Square: Minha casa com arquitetura do século 19. Localizada no jardim Earton. Sherlock me visitou vestido de “padre”.
Battersea Power Station: Supostamente meu corpo foi encontrado por Sherlock. Uma série de fatos que eu fiz Sherlock pensar que eu estava morta.
Baker Street: Depois de tudo, voltei e passei duas noites na Baker Street.
Millennium Bridge: Sherlock me salvou, voltei para Londres e fugi para Irlanda.
Heathrow: Aeroporto para Irlanda.
16 Alma Road: Minha propriedade aqui na Irlanda.
Heathrow: Recebi a notícia de Sherlock estar morto, voltei para Londres.
St Wooloos Cemetery: Túmulo de Sherlock.
Millennium Hotel: Onde me hospedei enquanto estava em Londres.
Oxford Street: Fiz compras para mim e para Sherlock.
Millennium Hotel: Voltei para o hotel depois das compras.
Victoria Station: Sherlock e eu fomos andando para o Pub a partir desse ponto.
Millennium Hotel: Voltamos e ficamos mais uma noite hospedados.
Heathrow: Aeroporto, de volta para Irlanda.
16 Alma Road: Sherlock e eu chegamos aqui.
I cathed you: “Eu te peguei.”.
O que eu poderia fazer agora? O M é claramente de Moriarty. Se ele está vivo como Sherlock, então ele o quer morto. Está me avisando, então provavelmente sabe que eu contaria a ele. Algo não se encaixa. Porque Moriarty iria querer que Sherlock soubesse que ele está vivo e Moriarty quer mata-lo? Não faz sentido, Sherlock faria algo. Porque a carta estava endereçada a meu nome e não ao nome de Sherlock mostrando todos os lugares que ele estava presente comigo dando o aviso que iria me matar? Minhas mãos estavam tremendo. Talvez eu tivesse que fazer algo, talvez algum tipo de vingança pessoal por eu não ter morrido antes. Sherlock ainda estava fora. Perseguindo o carteiro , provavelmente o mesmo que trouxe as minhas cartas durante sete meses e algo me dizia que ele era o taxista que me levou ao cemitério e o mesmo que nos levou próximo ao pub. Minhas mãos estavam geladas e o suor fazia com que o papel da carta grudasse. Peguei um cartão pequeno que tinha caído do envelope.
1- Enquanto você estiver com Sherlock nada irá acontecer, mas preciso que saia da casa quando ele sair.
2- Você e ele ficarão bem se você fizer o que este cartão manda.
3- Queime todos os papéis.
Acendi o fogo da lareira do quarto e joguei os papéis no fogo. Queimou imediatamente. Remexi a brasa para ter certeza que nada iria sobrar. Nada que os olhos de Sherlock pudessem ver nada que ele desconfiasse ou pudesse tentar remexer. Claramente o assunto era comigo.
– Pense rápido, pense rápido! – Chutei a cama com força e ignorei a dor em meu pé. Corri para o Closet e peguei uma mala. Atirei algumas roupas, sapatos e produtos de higiene.
É verdade, eu não tinha escolha iria seguir as instruções do cartão. Provavelmente depois encontrar Moriarty. Quanto a Sherlock, talvez eu pudesse resolver. Pensar em algo ...
– Irene? – Escutei a voz de Sherlock na escada. Fechei o closet e pulei na cama me enrolando nos cobertores.
Pensa, pensa!
– Oi. – Respondi.
– Não consegui acha-lo foi rápido e eu...
– Você o quê?
– O que aconteceu?
– Eu fiquei aqui sozinha esperando por você, foi isso que aconteceu! – Deitei na cama puxando os travesseiros.
Ele tirou o casaco e os sapatos e sentou de frente para mim na cama.
– Não sei como ele desapareceu tão rapidamente.
– Tem certeza que é o taxista do pub?
– Não... Eu queria saber. Mas eu o perdi.
– Bem feito.
Ele olhou para mim sem entender.
– Não se deixa uma dama sozinha.
Então sorriu. Deitei e puxei seu braço.
– Você fica extremamente perfeito quando sorri.
– Estou longe de ser perfeito.
Beijei sua bochecha e puxei o travesseiro para dormir.
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Levantei da cama lentamente. Sherlock ainda dormia. Estava tudo escuro e eu estava fazendo de tudo para não acordá-lo. Meu pé encostou a madeira do quarto. Uma vez ou outra rangia. Eu não iria conseguir levar a mala, então provavelmente iria ter de descer como tinha feito antes na minha antiga casa. Pela janela, com uma corda.
Passei para o banheiro e abri a janela sem fazer barulho. Corri para o closet e vesti-me rapidamente com meu casaco preferido de Sherlock. O azul, enorme. Passei pelo quarto tentando de tudo não fazer barulho.
– Está partindo? – Sherlock murmurou com os olhos fechados. Tentei enchergar na escuridão do quarto.
– Se partindo quer dizer ir até o banheiro, então estou partindo. – Passei para o outro lado da cama e beijei sua testa. — Durma.
Ele se mexeu na cama enquanto eu o cobria. Beijei sua bochecha e passei para o banheiro trancando a porta. Puxei uma caixa debaixo do armário do banheiro. A corda. Amarrei na janela e depois em minhas mãos. Olhei para o banheiro e depois pulei pela janela. Senti o vento, a água da chuva ... Frio e depois braços ao meu redor.
– Já estava sem tempo.
– Tive um pequeno problema. – Me levantei e virei. — Você...
Notas finais
Em contraste, percebi que várias leitoras sumiram T_T Onde vocês estão? =(
P.s: Se esse capítulo gerou revolta por Irene ter partido peço desculpas D= O que vem por aí? ^-^
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