Notas iniciais
Amores da tia Hatsu ~le desvia da pedradas~ gomennasai TTwTT sem desculpas dessa vez, a verdade é que eu sou uma preguiçosa inútil que teve o azar de ter bloqueio criativo. O cap de hoje foi inspirado numa música, então deem um play nela na hora que aparecer, okay? Link: http://www.youtube.com/watch?v=82hLvgGuDu8 Sem mais, boa leitura

~Ranmaru

– Ei Reiji. – chamei. Estávamos assistindo fazia alguns minutos, eu tinha deitado novamente por ordens de uma enfermeira, não sei realmente o porquê já que daqui a pouco vou poder ir para casa.

– Sim Ran-ran? – perguntou desviando os olhos para mim.

– Será que eu não posso dar uma volta? – arrisquei, já não aguentava mais ficar parado.

– Hm. Não sei Ran-ran. Vou perguntar para uma das enfermeiras. – respondeu com um pequeno sorriso.

– Obrigado. – sorri de volta e observei sair do quarto.

Voltei os olhos para a televisão novamente, mas o filme que passava era muito chato, levantei da cama e a desliguei, aproveitei que já estava perto e liguei o rádio, voltando em seguida para a cama. Após alguns anúncios começou a tocar uma música.

– Finalmente! – exclamei baixo. Eu já tinha escutado ela algumas vezes durante algumas viagens para fora do país, só não me lembrava o nome dela.

“If I wasn't here tomorrow would anybody care

(Se eu não estivesse aqui amanhã será que alguém se importaria?)

If my time was up I'd wanna know

(Se meu tempo acabasse eu ia querer saber)

You were happy I was there

(Você estava feliz e eu estava lá.)

If I wasn't here tomorrow would anyone lose sleep

(Se eu não estivesse aqui amanhã, alguém perderia o sono?)

If I wasn't hard and hollow

(Se eu não fosse duro e oco)

Then maybe you would miss me

(Então talvez você sentiria falta de mim)

Comecei a cantarolar a música, e acabei me distraindo enquanto olhava pela janela um pedaço do céu.

I know I'm a mess and I wanna be someone

(Eu sei que sou uma bagunça e eu quero ser alguém)

Someone that I'd like better

(Alguém que eu gostaria mais)

I can never forget, so don't remind me of it forever

(Eu posso nunca esquecer, por isso não me lembre disso pra sempre)

What if I just pulled myself together

(E se eu só me organizasse)

Would it matter at all

(Será que importaria?)

What if I just tried not to remember

(E se eu tentasse não me lembrar?)

Would it matter at all

(Será que importaria?)

All the chances that have passed me by

(Todas as chances que passaram por mim)

Would it matter if I gave it one more try

(Será que importaria se eu desse mais uma chance?)

Would it matter at all

(Será que importaria?)

Não vi quando o Reiji voltou para o quarto, só me dei conta que ele tinha entrado quando escutei a voz dele também cantando a música. Me virei para ele ainda cantando, enquanto ele se aproximava e sentava na cama ao meu lado.

If I wasn't here tomorrow would anybody care

(Se eu não estivesse aqui amanhã será que alguém se importaria?)

Still stuck inside this sorrow

(Ainda estou preso dentro desta tristeza)

I got nothin? And going nowhere

(Eu não tenho nada e estou indo pra nenhum lugar.)

I know I'm a mess and I wanna be someone

(Eu sei que sou uma bagunça e eu quero ser alguém)

Someone that I'd like better

(Alguém que eu gostasse mais)

Can you help me forget, don't wanna feel like this forever

(Você pode me ajudar a esquecer, não quero me sentir assim para sempre)

If I left tomorrow would anybody care

(E se eu partisse amanhã, alguém se importaria?)

Stuck in this sorrow

(Preso nessa tristeza)

Going nowhere

(Indo para nenhum lugar)

– Sabe, eu gosto dessa música. – comentou pensativo.

– Não sabia que você a conhecia também. – falei.

– Eu a conheço há algum tempo já, há mais ou menos um ano, mas fazia tempo que não escutava. – contou.

Afirmei com a cabeça ainda o olhando, não sei em que ponto, mas eu me perdi nos olhos dele. Sempre foram tão claros pra mim, deve ser devido ao tempo que nos conhecemos.

– Ah sim, eu falei com a enfermeira, e ela disse que está tudo bem em você dar uma volta pelo corredor, só alertou que caso você tenha alguma tontura ou coisa assim é melhor voltar para a cama e avisar ao médico. – avisou.

– Certo. Então eu vou trocar de roupa. – falei e levantei da cama. Por sorte ontem eles lembraram e trouxeram uma roupa para mim.

Troquei rapidamente e quando já estava perto da porta ouvi o Kotobuki falando.

– Não vai precisar de ajuda Ran-ran? – perguntou com um tom inocente na voz. – Eu posso fazer o sacrifício de servir de apoio para você. – provocou.

– Cala a boca Kotobuki. – revidei.

– É Reiji, Ran-ran! – exclamou.

– Tanto faz. – dei de ombros. – O resultado não é o mesmo? – perguntei me virando para ele com um sorriso sarcástico.

– Pode até ser. Mas eu já falei pra você me chamar de Reiji! – resmungou fazendo bico e cruzando os braços.

– Quanto drama! – caçoei e recebi um olhar frio em resposta. “Sério que ainda falam que eu sou o bipolar? Tem alguma coisa errada nesse julgamento!” — pensei.

– Vamos? Ou você vai ficar aqui sozinho Kotobuki? – perguntei dando ênfase no sobrenome, vendo ele ficar vermelho de raiva.

– É R-E-I-J-I!!! – exclamou mais uma vez. – E vou ficar aqui. – respondeu se sentando na cama.

– Tudo bem. – concordei dando de ombros. – Até depois. – falei e me virei para a porta.

– Ran-ran! – esbravejou.

– O que foi? – perguntei me virando para ele novamente.

– Você vai mesmo me deixar aqui sozinho? – perguntou fazendo bico.

– Depende. Se você for ficar emburrado ai, vou deixar, sim. Mas se você resolver levantar daí nos próximos cinco segundos, e vir comigo você não ficará sozinho. – expliquei tentando conter o riso pela expressão dele.

– Você é um péssimo amigo. – falou. – E eu aqui preocupado com você durante todos esses dias. – começou com o drama.

– Você já me disse isso uma vez. – contei.

– Mas você continua sendo mau! – retrucou.

– E o que você quer que eu faça, vá até ai e te pegue no colo? – ironizei.

– É uma boa ideia. – concordou enquanto batia um dedo no queixo. – Venha Ran-ran me leve no colo. – falou esticando os braços em minha direção.

– E por que eu faria isso? – perguntei indignado com aquilo.

– Porque você é um bom amigo e se você fizer isso, nós passamos na loja da minha mãe a hora que você puder sair desse hospital. – justificou ainda com os braços estendidos.

– Chantagista. – resmunguei. – E eu não vou fazer isso. – informei.

– Vamos Ran-ran! Me leve no colo! – continuou insistindo.

– Vai à merda Kotobuki! – esbravejei.

– Você é muito tsun tsun Ran-ran. – disse e começou a gargalhar.

– Hahaha. Engraçadinho. – debochei e virei o rosto.

– V-o-c-ê m-e a-m-a Ran-ran, admita. – sussurrou no meu pescoço.

“Afinal, como ele chegou tão rápido perto de mim mesmo?” – indaguei em pensamentos.

– Amo nada. Agora saí! – disse o empurrando.

– Você só não admite. – continuou. E se pendurou no meu pescoço. – Agora me dê um beijinho vai. – disse fazendo bico.

– Me larga Kotobuki! – falei mais alto.

– Tudo bem Ran-ran. – disse e me deu um beijo no rosto se afastando em seguida. – Mas, que você me ama, a ama. – afirmou e deu um passo para trás.

– Aham. Que seja isso então. – concordei dando de ombros. – Agora vamos ou você vai continuar com o drama? – perguntei me virando para a porta novamente.

– Você é mau Ran-ran. – murmurou. – Mas vamos logo.

– Até que enfim! – exclamei e sai para o corredor.

*****

Já fazia um tempo que o Ittoki não estava normal, pelo menos não com o companheiro de quarto. Estava quieto, não tentava conversar e quando o moreno falava ele nunca escutava, ou ao menos fingia não o fazer.

Agora não estava diferente; o ruivo estava deitado no chão, com os olhos vagos enquanto Ichinose mais uma vez o chamava. Fazia quase cinco minutos e nenhum sinal de resposta. Resolveu levantar da cama e ir chamá-lo, realmente preocupado com o ruivo

– Ei, Ittoki! – chamou e o balançou levemente. Quando os olhos do ruivo focaram no moreno perto de si ele começou a ficar vermelho. – Ittoki, o que foi? – perguntou preocupado.

– Etto... etto... – o ruivo começou, mas não conseguia falar. Estava confuso; o que quase aconteceu há poucos dias não saia de sua cabeça. Mais uma vez ele se perguntava por que não teve reação naquele momento e, principalmente, porque ficara tão decepcionado de nada ter acontecido realmente.

– Diga de uma vez Ittoki. O que está acontecendo? – insistiu o moreno

– Não é nada Tokiya. – respondeu rapidamente agitando as mãos em frente ao rosto e se sentando.

– Mas por que você está assim então? – perguntou sentando-se ao lado do outro. “Será que foi algo que eu fiz?” – perguntava-se o moreno.

– Não é nada Tokiya, nada mesmo. – garantia. – “Nada que eu possa te contar” – completou em pensamento.

– Você está assim desde o dia que fomos ao cinema. – comentou – Aconteceu algo lá que possa ter causado isso? – perguntou.

Mais uma vez a lembrança do ocorrido voltou ao ruivo, que ficou com o rosto quase da cor de seus cabelos.

– N-n-não. – gaguejou e desviou o olhar para o lado oposto ao do Ichinose. – É só que... – começou e deixou a frase morrer.

– É só que? – incentivou.

– É só que... – começou – Tokiya como você descobriu que estava apaixonado? – perguntou de repente e voltou os olhos para o moreno.

– Como eu descobri? – repetiu surpreso pela pergunta repentina, ao mesmo tempo em que o outro acenava que sim com a cabeça. – Bem... Eu comecei a notar quando percebi que ao me aproximar dessa pessoa meu coração acelerava e eu ficava nervoso. – contou.

– Ela deve ser uma pessoa incrível! – Ittoki exclamou com um sorriso, mas que sumiu rapidamente.

– Ela é. – concordou e notou quando o outro abaixou os olhos novamente. – Está apaixonado Ittoki? – perguntou com o coração se apertando, imaginar que o amigo poderia estar apaixonado por alguém o deixou perdido.

– N-não! – respondeu rapidamente. – Pelo menos eu acho que não. – completou num sussurro.

O coração do Ichinose acelerou, só por essa possibilidade. Ele não sabia o que dizer e nem como agir, mas ele sabia que precisava ajudar o ruivo a sua frente, pois era o seu melhor amigo e o mesmo não sabia de que a pessoa pela qual o moreno havia se apaixonado era ele.

– Então não se preocupe Ittoki. – murmurou se aproximando um pouco do ruivo e tocando seu ombro. Viu o mesmo atingir um tom avermelhado no rosto, mas ignorou, não queria criar esperanças.

– T-T-Tokiya. – o ruivo o olhou e num impulso se lançou para o melhor amigo o abraçando, estava confuso, mas ele sempre seria o seu melhor amigo.

O moreno apesar de surpreso acolheu o menor e o deixou ali. Nem notando o pequeno sorriso que se formava em seus lábios.

*****

~Masato

Acabamos de sair da lanchonete, aquela garçonete só faltou se jogar nos braços do Ren e por mais que eu não queira admitir, eu não gostei nem um pouco disso.

Me pergunto, por que ele tem que chamar tanta atenção mesmo?

– Ei, Masa. – chamou baixo.

– O que foi Jinguji? – perguntei ríspido.

– Você não ficou com ciúme, não é? – devolveu com outra pergunta. Olhei pelo canto dos olhos e vi que ele esboçava um sorriso sarcástico.

– Claro que não! – exclamei me virando para ele.

– Então, você me daria um beijo se eu pedisse? – perguntou ainda com o mesmo sorriso.

– Não! – respondi rapidamente estreitando os olhos e voltando a olhar para a rua.

– Teu ciúme é fofo Masa. – falou e passou um dos braços pelo meu ombro. – Mas não se preocupe, eu sou seu. – sussurrou em meu ouvido. Me arrepiei e senti meu rosto esquentar. Não era hora pra ficar corado, não mesmo!

Virei meu rosto para o lado oposto, para que ele não visse e permaneci assim até que o táxi chegou.

– Ei Hiji, você se importa se eu passar em casa um pouco? Tenho que pegar algumas coisas lá. – perguntou quando entramos no carro.

– Tudo bem. – concordei. Não dei muita atenção ao que ele falava ao motorista, só notei que já estávamos em movimento quando ele me abraçou novamente pelos ombros.

Aquilo já se tornara normal, não foram poucas às vezes em que todos nós aparecíamos em fotos abraçados uns nos outros.

– Ren, porque você vai ir lá? – perguntei depois de algum tempo em silencio. Ele e o irmão não se davam bem desde que ele entrou na Saotome, achei estranho ele querer ir lá, mesmo com a possibilidade de encontrar o irmão.

– Quero pegar algumas coisas, e aproveitar que ele não vai estar lá. – explicou.

– Entendo. – concordei dando finalidade ao assunto.

Permanecemos em silencio até a Mansão da família Jinguji, e antes mesmo que eu pudesse descer do carro, Ren já estava falando com um dos seguranças.

– Vem Hiji. – estendeu a mão quando me aproximei. – O Seiichirou já viajou mesmo. – completou.

Aceitei e segurei a mão dele por breves segundos, para soltá-la logo em seguida.

– Alguém pode ver. – falei.

– É verdade. – concordou. – Mas, eu ainda posso te abraçar e ficar perto, porque todos sabem que somos colegas de banda, amigos desde a infância, e também porque já tiraram várias fotos de todos nós abraçados. – listo.

Dei de ombros. Sabia que não adiantava discutir muito, e permiti que ele me guiasse para dentro da mansão.

Não tinha ninguém, nem mesmo a empregada nós vimos, e subimos direto pro quarto dele, seja lá o que ele estava procurando ou buscando, deveria estar ali.

Assim que entramos no quarto ele me empurrou na porta, me beijando em seguida, rápido, e de tirar o fôlego, ao mesmo tempo suas mãos passeavam pelo meu corpo, me arrancando pequenos gemidos em meio ao beijo. Nos separamos ofegantes, mas não nos afastamos nem um centímetro.

Depois que sua respiração se controlou ele abriu um sorriso, daqueles que fazia o coração de qualquer um acelerar.

– Eu não conseguia mais segurar a vontade de te beijar Hiji. – sussurrou olhando em meus olhos. – Vem cá. – disse pegando minha mão e me puxando pra perto da cama. – Sente aqui, eu tenho que pegar uma coisa. – completou me dando um beijo rápido e se afastando.

Sentei-me na ponta da cama e olhei em volta. O quarto dele era grande, mas mantinha a decoração parecida com o quarto da academia. Mas um porta retrato me chamou a atenção, estava em cima da escrivaninha, levantei e fui até ela pra olhar.

Nela, estavam três pessoas, o Ren, uma mulher muito bonita, e o irmão mais velho dele, estavam sorrindo, pareciam muito felizes.

– Ela era linda, não é? – perguntou em meu pescoço e me abraçou. – Eu sinto falta dela.

– Era sua mãe? – perguntei para confirmar, nunca cheguei a conhecê-la, então não tinha certeza.

– Sim. – confirmou. – Mas, mesmo que eu sinta falta dela, foi ela em quem me inspirei a me tornar um ídolo, ela era muito talentosa. – completou.

Levei minha mão até seu rosto e ficamos ali, parados. Ele parecia perdido em pensamentos, mas estava com um sorriso nos lábios.

Virei para ele e o abracei, deixei minha cabeça no ombro dele enquanto sentia o seu cheiro. Um perfume inebriante, que viciava.

– Masa. – chamou baixinho beijando meu pescoço.

– Sim?

– Eu quero te mostrar uma coisa.

– O que? – perguntei em seguida e levantei meu rosto para o olhar.

– Feche os olhos. – pediu.

– Mas, por quê? – perguntei.

– Só os feche. – pediu novamente. E o fiz, meio relutante, mas fiz.

Senti ele se afastar e levei as mãos para segurá-lo, mas não consegui e só o escutei rindo.

– Calma Masa, não vou sair do quarto. – falou, mas estava afastado. Ameacei abrir os olhos, mas antes que o fizesse ele continuou. – Não, não abra, deixe de ser curioso Masato.

– Eu não sou curioso! – exclamei e virei o rosto, permanecendo de olhos fechados.

– Sei. Mas agora voe já pode olhar. – disse mais perto já.

Virei o rosto e abri os olhos devagar, e o que eu vi, jamais esqueceria.

Jinguji Ren estava ajoelhado em minha frente, com uma caixa de veludo vermelha na mão e com o famoso sorriso. Senti meu rosto esquentar, e minhas mãos começarem a tremer levemente.

– Hijirikawa Masato, quer namorar comigo? – perguntou olhando em meus olhos.

A única reação que tive foi me ajoelhar em frente a ele e o beijar. Não sei como, e muito menos o porquê, mas de todos os beijos que trocamos esse foi o melhor. Era mais calmo, mais doce, mas de uma forma que fez com que eu me arrepiasse.

Senti ele circular minha cintura e me puxar pra perto, afundei minhas mãos em seu cabelo, os segurando com força. Nos separamos devagar com pequenos selinhos, e deixamos nossas testas coladas mirando os olhos um do outro.

– Então, aceita? –perguntou de novo.

– E você duvida? Claro que sim. – respondi e o abracei.

Ficamos algum tempo ali, apenas abraçados, sentindo um ao outro, até que ele se afastou levemente e se levantou me puxando junto. Abriu a caixinha e retirou duas alianças de lá, prateadas, com três círculos dourados, peguei uma delas para olhar, dentro estava escrito duas letras apenas JR em dourado. A coloquei novamente na caixinha e peguei a outra, igual a anterior mas em seu interior HM. Sorri e ergui meus olhos para o rosto dele, estava com um sorriso e me olhava de volta.

– Gostou? – perguntou, e consegui ver que estava ansioso com isso.

– Muito. – respondi sorrindo e peguei sua mão direita colocando a aliança. – Eu te amo. – sussurrei e selei nossos lábios.

– Eu também te amo. – murmurou e colocou a aliança em meu dedo, dando um beijo em cima logo em seguida. – E sempre vou amar. – dito isso me puxou para mais um beijo, mais rápido, luxurioso, que conseguiu ascender tudo em mim de uma vez só.

Passei ambos os braços pelo pescoço e o puxei para mais perto, ao mesmo tempo em que ele apertava minha cintura com um dos braços e com a mão livre passava onde alcançava.

Começou a caminhar e me puxou junto, sem desfazer o beijo, até que parou novamente, e foi encerrando o beijo devagar e descendo para meu pescoço, com algumas mordidas e chupões.

Tentei conter os gemidos, mas um escapou, e foi o suficiente para ele soltar um pequeno sorriso em meu pescoço fazendo eu me arrepiar novamente. Deu um giro rápido e começou a me empurrar pra trás devagar, até que chegamos à cama.

Subiu novamente para meus lábios me dando um beijo lascivo ao mesmo tempo em que me deitava na cama, ficando por cima de mim, o segurei pela cintura e o puxei colando nossos corpos, e nos fazendo gemer.

Ele se afastou lentamente, sentou-se sobre meu quadril e começou a desabotoar minha camisa, a cada novo botão aberto eu sentia meu rosto mais quente. E ele sorria vendo que eu ficava cada vez mais vermelho.

– Ei Masa, respire. – falou com um sorriso sarcástico no rosto. Depois de abrir todos os botões se inclinou para frente e distribui mordidas e chupões por toda a pele, meu membro já estava reagindo aquilo tudo. Apertei os lábios para evitar que qualquer som saísse.

Levei minhas mãos até a barra da camiseta que ele usava e comecei a puxá-la, enquanto arranhava a barriga e parte do tórax dele. Arrancando alguns gemidos, roucos, sexys e que me fizeram ter arrepios por todo corpo. Estremeci embaixo dele, e ele sorriu, terminando de tirar a própria camiseta e capturando um de meus mamilos com a boca em seguida, enquanto estimulava o outro com os dedos.

– Ahhn... – gemi.

*****

O ruivo sorriu e começou a uma trilha de beijos até o cós da calça do outro, levando a mão até o membro, que já estava ereto.

– Já está assim Masa? – perguntou e passando a ponta dos dedos sobre o tecido.

O moreno mordia o lábio inferior tentando conter outro gemido. Estava com o rosto vermelho, mas entregue ao que o namorado queria.

O Jinguji tratou logo de retirar a calça do outro, o deixando apenas comum boxer branca, que delineava o contorno do membro já totalmente desperto.

Começou a massagear por cima do tecido, atento as expressões do outro, que nem por um segundo desviava os olhos dos dele. Subiu novamente, dando um beijo luxurioso no mais novo ao passo que retirava a boxer do mesmo, dando inicio a uma massagem lenta e tortuosa no membro do Hijirikawa, que não conseguiu conter o gemido de prazer em meio ao beijo.

Quando enfim sem fôlego, desceu novamente, deixando uma trilha de saliva pelo peitoral do outro, até chegar ao sexo do mesmo.

Voltou os olhos para o rosto do moreno e lentamente colocou a glande do membro na boca, com o gemido de aprovação do outro desceu a boca pelo falo, engolindo tudo que conseguia, para então começar a subir e descer.

O Hijikawa já estava entregue aos gemidos que vinham em sua boca, jamais pensará que aquilo fosse ser assim. Levou uma de suas mãos aos cabelos ruivos e ditou o ritmo do oral que recebia.

– R-R-Ren, eu estou quase... Ahh... – gemeu em meio à frase devido ao aumento de velocidade do ruivo em seu membro.

O ruivo acelerou o ritmo e sugava o falo do moreno por inteiro, pressionando a língua por todo corpo do mesmo.

Não demorou muito para que o moreno chegasse ao ápice e se derramasse na boca do maior, que engoliu o que conseguiu do sêmen do outro. Levantou-se e olhou para o moreno, nunca vira nada tão sexy como ele naquele momento, com o rosto corado devido ao orgasmo recente e ofegante, tomou os lábios do mesmo sem ímpeto, tirando o que restava de fôlego do moreno.

Num jogo rápido Masato inverteu as posições, ficando por cima do ruivo, terminando o beijo em seguida.

– Acho que está injusto aqui. – sussurrou contra a boca do ruivo. – Por que só eu tenho de ficar assim? – perguntou apontando para o próprio corpo.

– Não imaginava que era assim Hiji. – o ruivo o provocou. – Mas, sabe, eu não me importaria se você as tirasse. – indagou com um sorriso provocativo na face.

O moreno só sorriu a proposta, já tinha perdido quase toda a vergonha, mesmo sendo a sua primeira vez, não estava com medo.

Desceu as mãos pelo peito do ruivo, até o cós da calça, e a retirou rapidamente junto com a boxer, surpreendendo o ruivo pelo ato. Começando um “vai e vem” rápido no falo já ereto do outro, tirando um gemido surpreso.

Não demorou e o ruivo inverteu novamente as posições, ficando por cima do Hijirikawa.

– Masa, tem certeza? – perguntou parando o moreno e o olhando.

– Tenho. – afirmou. – Eu confio em você. – sussurrou e virou o rosto para tentar esconder o vermelho dele.

– Que bom que confia. – sussurrou no ouvido do menos, mordendo o lóbulo em seguida. – Eu te amo Hijirikawa Masato. – falou um pouco mais alto, e virou o rosto do moreno dando-lhe um beijo lascivo enquanto explorava o corpo do mesmo com a mão. Só separaram-se quando o ar se fez necessário.

O ruivo levou três dedos à boca do Hijirikawa, que os lambeu e chupou sensualmente até que ficassem lubrificados o bastante e depois os direcionou a entrada do moreno. Inseriu um dos dígitos devagar atento as expressões do moreno, que no momento era de dor.

– Hiji, se quiser, eu paro. – falou preocupado com o outro.

– Não. – o moreno respondeu rapidamente. – Vai passar.

Mesmo meio relutante o ruivo continuou, e logo inseriu o segundo digito, fazendo movimentos de tesoura para alargar o canal, colocava o mais fundo que conseguia, e aos poucos a expressão de dor sumia do rosto do moreno.

– Masa, não morda tanto. – falou quando notou que ele fazia uma pressão grande no lábio inferior. E selou os lábios com o do moreno, distribuindo inúmeros beijos por todo rosto.

Começou a masturbar o Hijirikawa novamente, tentando o distrair do incomodo, enquanto estocava com os dedos, quando achou um ponto sensível no moreno, que gritou com aquilo.

– Ren... – gemeu o chamando. – Mais... Ahh... eu quero agora. – pediu em meio aos gemidos.

O ruivo retirou os dedos de dentro dele e com um braço enlaçou a cintura o carregando mais para o meio da cama. Se posicionou em meio as pernas do menor e direcionou o membro até a pequena entrada.

– Se estiver doendo me avise, certo? – Jinguji pediu acariciando o rosto do outro. – Não quero te machucar.

E começou a pressionar invadindo um pouco do Hijirikawa, fazendo com que o mesmo mordesse o lábio com força pra não gritar. Vendo novamente a expressão de dor no rosto, parou e começo a beijar seu rosto e o pescoço distraindo-o da dor.

– Continue. – ordenou o moreno depois de alguns instantes – E não pare.

O ruivo concordou apenas e continuou a penetração, e mesmo perante a dor do parceiro, não parou até ter o membro todo dentro do Hijirikawa.

– Espere um pouco agora. – pediu o moreno e o puxou para mais um beijo, lascivo, quente e ainda mais sensual que os demais. Estava completamente entregue aos desejos que tinha. Durante o beijo Masato deu uma pequena rebolada sob o Jinguji, dando a ele permissão para se mexer.

As estocadas começaram lentas, ainda doloridas, mas ainda mais prazerosas. Em uma delas o ruivo acertou a próstata do menor quer gritou devido ao prazer sentido. Aumentou o ritmo cada vez mais. Os dois esqueciam-se de tudo, para eles só aquele momento bastava.

O ar estava com o cheiro característico, uma camada de suor envolvia ambos, e gemidos desconexos eram soltos pelos dois.

O ruivo voltou a masturbar o moreno, num ritmo frenético, acompanhando as estocadas, não foram precisas muitas para o moreno derramar-se em seu próprio tórax. Com os músculos contraídos devido ao orgasmo, apertou ainda mais o falo do ruivo em seu interior, que com mais algumas estocadas também chegou ao ápice, com um gemido rouco no ouvido do moreno derramando-se dentro dele, que gemeu sentindo o líquido o preencher.

Ambos desabaram na cama, o ruivo saiu de dentro do menor e deitou ao seu lado, o puxando para si. Ainda perdidos pelos recentes orgasmos que tiveram.

– Ei Masa. – Jinguji chamou, recebendo um olhar curioso.

O puxou para mais um pequeno beijo.

– Vai aguentar outra rodada? – perguntou cínico.

– Não seria mais fácil, perguntar se você aguentaria outra rodada Ren? – devolveu a provocação e subiu em cima do outro, sentando-se sobre ele.

– Eu não sabia que você era assim Masa. – falou fingindo surpresa. – Mas adorei descobrir isso. – sorriu e se sentou, mantendo o outro no colo e o beijou novamente.

Notas finais
Etto... etto... gostaram? Espero que sim, porque eu não gostei TTwTT E sim, esse cap foi um dos que deu origem a fic! por isso o nome... cof cof E é só isso, comentem!! eu gosto dos comentários... A temos projeto novo, então deem uma conferida (http://fanfiction.com.br/historia/517744/Utapri-_O_outro_lado_da_moeda/) só aviso que tem muito lemon cof cof Sem mais, espero que tenham gostado do cap A é, gostaram da nova capa? agora acho que eu paro de trocar cof cof Kissus ( ˘ ³˘) bye bye