Notas iniciais
Yoo meus amores, como estão? Então, aqui está mais um capítulo, ele ficou curtinho ~sinto muito por isso~ mas era um capítulo que eu precisava fazer, ele é diferente dos outros, pois terá Pov somente do Reiji, okay? Dessa vez nem demorei muito, não é? E possivelmente, terá mais uma capítulo, amanhã ou sexta... Chega de enrolação... Vamos ao capítulo, e nos vemos lá em baixo

Claro. Humm, obrigado. enquanto me aproximava da cama, pude escutar o barulho da porta se fechando.

......

Ver ele daquela forma fez com que meus olhos marejassem. Quando eu poderia imaginar que o meu melhor amigo, o meu Ran-ran daquele jeito?

Senti uma amargura em meu peito. Desde que nos conhecemos ele sempre se mostrou forte, nunca deixou que ninguém visse nenhuma fraqueza, e o ver debilitado de tal forma é torturante. Sem poder fazer nada, incapaz de ajudá-lo.

Fiquei em pé ao lado da cama, por inúmeros minutos, não sei quantos se passaram realmente, mas eu só queria ficar ali, perto o suficiente para ter certeza que ele estaria bem. Durante todo esse tempo fiquei olhando somente para seu rosto, não tinha nenhum machucado marcando sua pele. Nenhum machucado. Isso me aliviou em grande parte, mas eu ainda estava muito preocupado. Já vi inúmeros casos onde não se sofrem nenhum hematoma externo, mas que internamente, alguns órgãos podem ser afetados devido a colisões bruscas.

Segurei uma de suas mãos entre as minhas. E me deixei chorar, liberando por fim o que estava me sufocando.

Me diz que você está bem Ran-ran. murmurei em meio às lágrimas. — Abra os olhos. Eu preciso de você aqui Ranmaru.

Continuei chorando por mais alguns minutos, enquanto pensava em tudo que tínhamos passado juntos, desde a academia até a formação do Quartet Night.

Lembro-me que estávamos todos na turma S, a que segundo todos diziam, era composta pelos melhores alunos. No começo, não conversávamos, conversava raras vezes com Ai-Ai e com Myu-chan. Até que o nosso responsável nos avisou que teríamos um pequeno teste, para que ele avaliasse como estávamos no saindo até então.

Fiquei muito nervoso com aquilo, e só piorou quando ele disse que o teste seria em dupla, sendo assim diferenciado das demais turmas, que a dupla deveria compor a melodia e a poesia juntos, até ai não estava muito surpreso, mas quando ele revelou que ambos teriam que cantar, fiquei apavorado. Até então, não tinha conseguido encontrar alguém com uma voz que combinasse com a minha.

Flashback On

Para acharem os parceiros eu irei sortear, tudo bem? Hyuuga perguntou.

Hai. alguns disseram, e outros apenas concordaram com um manejar da cabeça.

Então, prestem atenção! mandou Eu vou explicar como esse sorteio será feito.

Ouvi mais alguns Hais, mas não desviei os olhos, estava apreensivo para saber quem seria minha dupla.

Eu vou pegar um dos papéis e separá-lo, então pegarei outro e colocarei ao lado deste primeiro. Para só então abri-los e revelar quem será a dupla. Entenderam? perguntou.

Mais alguns Hais e ele começou.

A primeira dupla a ser sorteada foram Ai e Camus. E se gostaram não demonstraram na hora. Seguiram-se mais algumas duplas, que não prestei muita atenção, mas vi que alguns comemoravam com seus parceiros. Até que escutei ele pronunciar meu nome.

Reiji Kotobuki. chamou. Eu ergui a mão mostrando que estava na sala. No dia em questão eu tinha trocado de lugar, estava sentado no fundo, mais especificamente uma carteira antes da ultima. E até agora estava me perguntando o porquê eu me senti aqui.

Muito bem. Então seu parceiro será. desdobrou o papel. Huumm... Isso será interessante. indagou. Ranmaru Kurosaki. anunciou por fim.

R-r-ranmaru? gaguejei. E vi que muito olharam para onde eu estava, mas não para mim para quem estava sentado atrás de mim. Varri a sala com a visão rapidamente, mas não o encontrei, o que só confirmou minha teoria, eu não teria como não falar com ele agora.

Olhei para trás, e fiquei um pouco estarrecido pelo olhar que o outro me mandava, podia sentir pequenos raios vindo em minha direção. Não era a toa que ele tinha a fama de ser amedrontador. Ele realmente era.

Reiji Kotobuki? ele perguntou. Senti o sarcasmo no tom de voz, mas não me deixei abater, se queria ter um bom desempenho nesse trabalho, teria que conseguir falar com ele de alguma forma. Notei que a turma estava em silêncio, e dei uma olhada para saber o porquê, quando vi que nos olhavam corei. Está com vergonha? perguntou novamente, e mais uma vez aquele tom sarcástico estava ali. Mas ele não sabia com quem estava mexendo, Reiji Kotobuki não tem vergonha que olhem para ele. Girei na cadeira, ficando de frente para ele e o encarando pela primeira vez.

Sim, eu sou o Reiji Kotobuki. E você é o Ran-ran, certo? devolvi a pergunta, notei que ele passou a expressão de sarcástico, ficando levemente corado, mas logo após para a fúria.

Ran-ran? De onde você tirou isso?

Eu não gosto de guardar nomes, apelidos são mais fáceis, certo, Ran-ran? aproveitei e dei uma piscadela a ele. Seu rosto tomou uma tonalidade vermelha devido à raiva.

Não me chame assim! explodiu.

Huumm. desviei meus olhos dos dele e olhei para o resto da turma, que ainda nos observavam com os olhos meio arregalados. Voltei os olhos para ele e continuei. Estamos chamando muita atenção, Ran-ran. Depois conversamos. Certo? mais uma piscadela.

Ele apenas desdenhou e desviou os olhos para o sensei, aproveitei a deixa e virei para a frente de novo.

Visto que tínhamos parado, todos voltaram a atenção para o sensei novamente. E eu me deixei levar, pensando e tentando entender o albino que se sentava atrás de mim. Lembrei-me dos olhos, tão exóticos, mas hipnotizantes, mais uma tese confirmada, olhos bicolores são lindos, e nele combinavam perfeitamente. Esse trabalho seria muito interessante.

Flashback Off

Sorri lembrando-me daquele dia, quem viu provavelmente pensou que nós iríamos nos odiar, não que nos tornaríamos melhores amigos.

Olhei para ele novamente, ainda imóvel devido aos remédios, aparentemente bem segundo eu observava. Mas tinha algo estranho nisso tudo, eu ainda estava sentindo um aperto enorme no peito. Seria possível outra tragédia acontecer? Não, não, não deve ser nada de mais.

Err... Senhor Kotobuki. Sara me chamou. Já podemos ir? perguntou calmamente.

Huumm... olhei dela para o albino e de volta para ela. Tudo bem. disse por fim. Ela sorriu minimamente, e saiu para o corredor de novo.

Eu volto logo. sussurrei para ele, mesmo ciente de que ele não ouviria. E, por favor, acorde logo. completei. Levei meus lábios e depositei um pequeno beijo em seus cabelos, passando a mão em seguida.

Após, me afastei e segui para fora do quarto, encontrando Sara parada um pouco mais a frente, perto do elevador. Quando me viu, abriu um largo sorriso ao qual correspondi. Cheguei perto dela e assim que o elevador chegou entramos.

Se o senhor quiser voltar para casa hoje e regressar amanha de manha, possivelmente o senhor Kurosaki já esteja no quarto. iniciou.

Mas, ele não desceria para o quarto hoje à noite? perguntei.

É possível que sim. Levarei os dados que recolhi agora, para o médico analisar, e se estiver tudo de acordo com o esperado, ele poderá ir para o quarto hoje mesmo.

Sendo assim, eu não poderia aguardar aqui no hospital? perguntei, com uma ponta de esperança. Pois, se for liberado para que ele desça para o quarto, não quero deixá-lo sozinho. completei. Nisso o elevador já havia parado e agora seguíamos para a mesma sala que passamos antes de subir para a UTI, afim de retirar as roupas especiais.

Claro. Peço que aguarde na sala de espera então, e assim que conseguirmos a informação de que ele descerá ou permanecerá avisaremos o senhor.

Tudo bem. E obrigado Sara. disse. A cumprimentei e me dirigi para a sala de espera novamente.

Notas finais
E é isso... espero que tenham gostado... Becky-chan não me mate.. ~le foge para as colinas~ Deixem reviews, mandem mp's, recomendem pra vó, pra mãe, pra vizinha e pro cachorro da vizinha, enfim divulguem... Até o próximo amores Kissus ( ˘ ³˘) bye bye