Would It Matter
15 Intrigas
Notas iniciais
~Jinguji
– Masa – chamei – você ta ai?
Fazia cerca de dez minutos que ele estava sentado em frente à janela sem falar nada.
– Masato – sussurrei em seu ouvido. Vendo ele pular perante o susto
– AAHh! O que foi Jinguji? – me olhou sério. Não pude evitar e acabei sorrindo de canto.
– Nada, é só que você está aí todo pensativo, e estamos só nós dois no quarto. – continuei sussurrando enquanto me aproximava mais dele.
– M-m-mas e o que tem isso? Eu só estou pensando. – sussurrou de volta, levantando e se virando para mim, mas se afastando gradativamente ao que eu me aproximava.
– Espero que seja em mim. – provoquei e ele corou. Por Kami-sama ele fica tão tentador assim.
– Ah! Não seja convencido Jinguji. – rebateu.
– Eu sou realista Masato. – ele tentou se afastar, mas acabou por ficar encostado na janela, aproveitei e o cerquei apoiando uma das mãos na janela e a outra em sua cintura.
– R-R-Ren! – corou mais ainda, se eu não me encantasse tanto com isso, poderia fazer algum tipo de piadinha o comparando com o cabelo do Ittoki, mas se eu o fizer ele ficará bravo. Sendo assim, melhor não provocar.
– Quando você diz meu nome assim, eu sinto uma vontade tão grande de te beijar – me aproximando mais, colando nossos corpos, e mantendo meus olhos nos dele.
Ele abriu e fechou a boca algumas vezes, mas nenhuma palavra saia. Aproveitei dessa oportunidade e selei meus lábios nos dele. Rapidamente, somente um pequeno selinho. E voltei a olhar em seus olhos. Ficamos naquele jogo de olhares por alguns segundo, até que não resisti e aproximei nossos lábios novamente, deixando apenas alguns milímetros entre eles. Nossas respirações se misturaram, mas não me movi mais, esperando para ver se ele tomaria a atitude antes.
Bastaram apenas alguns segundos naquela proximidade, quando senti seus braços enlaçando meu pescoço e me puxando para mais perto, acabando com aquela pequena distancia. Me surpreendi com o ato não sabia que ele faria isso, mas como ele começou eu não sei se consigo mais parar.
Rocei levemente nossos lábios, para só então aprofundar o beijo. Não começou calmo como os outros, mas sim feroz, devorador. Sentindo a necessidade de tocá-lo cada vez mais, enlacei meu outro braço em sua cintura e o puxei para mais perto ainda. Não sei quanto tempo o beijo durou, perdi totalmente a noção dele, só queria tê-lo ainda mais perto. Encerramos o beijo com pequenos selinhos, nos quais comecei a descer pelo maxilar, e para o pescoço, dando pequenas mordidas, que o faziam se arrepiar.
– Ren – gemeu. Foi o meu ponto de perdição. Comecei a desabotoar a camisa dele, explorando com os lábios cada novo pedaço de pele que era revelado, até terminar de abri-la. Comecei a andar para trás, enquanto o puxava em direção a cama.
Quando esbarrei na mesma, me sentei e o puxei para sentar em meu colo para começar outro beijo. Durante o mesmo, explorei com as mãos o corpo do moreno, o corpo que me levou ao delírio. Senti as mãos dele tremulas em minha camisa, abrindo os poucos botões que eu havia fechado, para então começar a traçar pequenos arranhões.
Inverti as posições e o fiz deitar na cama. Me afastei um pouco para olhar o corpo agora a mostra, me inclinei e comecei a beijar seu tórax, e aos poucos subindo para o pescoço, deixando pequenas marcas avermelhadas onde deixava pequenos chupões. Mordi o lóbulo da sua orelha e senti estremecer embaixo de mim. Sorri com aquilo.
– Masa. – sussurei
– Hum? – gemeu de volta. A ele quer me enlouquecer.
– Eu te amo. – disse, com a voz mais doce que o habitual. Senti ele respirar fundo, e me abraçar.
– E-e-eu t-ta-ta-tam-bem t-t-te a-a-am-amo Ren – murmurou.
Naquele instante senti meu coração disparar, me afastei levemente somente para conseguir olhar em seu rosto, que não me surpreendi ao ver que estava vermelhíssimo. Sorri para ele e tive outro sorriso em resposta. Encerrei novamente a distância entre nossos lábios e comecei um novo beijo, mas dessa vez mais calmo, com ternura, mas que ainda assim mostrava que eu o desejava.
Tracei uma linha pelo abdômen dele, até chegar ao cós da calça e abrir o botão. Separei nossos lábios e o olhei novamente, desci minha mão até a Box azul que ele usava e rocei o polegar no membro dele por cima do tecido. Vi ele arfar e fechar os olhos rapidamente.
– Masa, olhe para mim. – pedi. Ele relutou de inicio mais acabou por abrir os olhos e os fixar nos meus.
Com os lábios entre abertos e com a face corada, ele nem imaginava o quão sexy ele estava. Fazendo com que eu perdesse o resto de sanidade que eu tinha.
Tomei seus lábios novamente, num beijo selvagem, de tirar o fôlego. Senti as mãos dele deslizando pelas minhas costas, me causando pequenos arrepios e deixando rastros de formigamento por onde suas mãos passavam, me incitando a ir além daquilo.
Mas nesse momento escuto alguém batendo na porta de nosso quarto. Masato arregalou os olhos e me empurrou de cima dele, para logo depois levantar da cama e se dirigir para o banheiro.
Resolvi ignorar quem quer que fosse por ter interrompido aquele momento, mas quando as batidas se tornaram mais rápidas, acabei por me levantar e ir abrir a porta, não liguei que estivesse com a camisa aberta, ela nunca ficou inteiramente fechada alguns botões a mais abertos não devem fazer tanta diferença.
– O que foi? – perguntei sem nem olhar quem era.
– Jinguji – Camus começou – Só vim avisá-los que o Ranmaru sofreu um acidente e está internado.
– O quê? – escutei Masato perguntar enquanto se dirigia até a porta e parava ao meu lado.
– Não se preocupem, segundo o médico ele está bem, só precisará ficar alguns dias em observação para garantir que nenhum trauma foi causado. – explicou o conde.
– Okay, obrigado senpai, se tiver alguma noticia dele poderia nos manter informados? – agradeci e perguntei.
– Claro, tenho certeza que daqui a pouco o Reiji liga nos passando mais informações.
– Certo.
– Eu já vou indo. – disse, virou as costas e voltou para o quarto dele.
– Agora isso? Ninguém merece. Espero que o senpai esteja bem. – o moreno comentou enquanto voltávamos para dentro do quarto.
– Ele vai ficar. – sussurrei perto do seu ouvido e o abracei por trás, aproveitando que ele estava desprevenido e distribui beijinhos pela nuca dele, até que o virei e selei nossos lábios.
*****
~Syo
Quem aquele nanico acha que é? E como o Ai deixou ele fazer aquilo? Ah eu vou explodir de tanta raiva!
– Ai! – gritei enquanto voltava para a sala, já estava com enxergando tudo em vermelho.
– O que foi chibi? – perguntou, e não teve nem a capacidade de olhar para mim!
– “O que foi chibi?” – repeti irônico. – O que foi isso que aconteceu agora? – perguntei elevando o tom da voz de novo.
– Isso o que? – perguntou inocentemente.
– "Isso o que?" – repeti de novo. – Como você deixou aquele idiota do Nagi te beijar? – eu já sentia meu rosto quente, provavelmente estava vermelho, mas dessa vez era de raiva.
– Eu não deixei, só não consegui desviar. – respondeu, e finalmente me olhou. – Chibi você ta bem? – perguntou.
– Claro que estou bem! Acabei de ver a pessoa mais idiota do mundo beijando o meu... – deixei a frase morrer no ar, pois não sei o que nós dois éramos, e nem se teríamos algo a mais, e esse pensamento fez com que eu ficasse ainda pior.
– Com o seu o que, chibi? – perguntou. – Me diga. — Sussurrou enquanto começava a se aproximar, à medida que ele avançava eu me distanciava.
– AH! Você é um idiota Ai. – gritei a plenos pulmões, me virei e comecei a caminhar até o corredor.
– Ei. – escutei ele chamar, e alguns instantes depois o senti segurar meu pulso fazendo com que eu o olhasse. – Aquilo não foi nem um beijo. – afirmou. – E também, eu não disse para você que eu só tenho olhos para você, meu pequeno?
Senti meu rosto corar e meu coração disparar, mas não ia me render eu tinha visto o Nagi dar um selinho nele. Foi só um selinho! Mas eu não consigo deixar de sentir raiva por ele não ter falado nada e ter deixado aquela miniatura fazer o que bem entendesse.
Virei o rosto, evitando olhar para ele, e tentei não esboçar reação alguma. Visto que eu não diria nada ele continuou:
– Olha, isso não é um beijo. – sussurrou perto do meu ouvido, então com a mão livre me fez olhar para ele, então selou nossos lábios rapidamente. – Viu? – perguntou. Apenas concordei com a cabeça, ainda tentando não esboçar nenhuma reação. – Agora isso é um beijo. – completou e então tomou meus lábios rapidamente, num beijo calmo.
Coloquei minha mão livre no peito dele e o empurrei para longe, dando um passo para trás e o fazendo soltar do meu pulso. Vi que ele arregalou um pouco os olhos devido à surpresa do meu ato.
– Eu sei muito bem o que é um beijo Ai. Você não precisa me mostrar. E também eu não deveria nem ter falado nada, não é? Afinal eu e você não temos nada. – falei firme enquanto olhava para ele. – Se você quiser ou não ficar com aquela criatura, o problema não é meu. – disse por fim, e ao invés de me dirigir aos dormitórios desviei dele e segui para a porta, afim de sair um pouco da academia.
Fale com o autor