Notas iniciais
Oii tudo bem? Peço desculpas pelos meus surtos, juro que os guardarei para mim daqui para frente, não irei excluir a fic pra quem achou isso, somente perguntei o que vocês achavam melhor, e muito se manifestaram e com a mesma opinião, somente editar os capítulos, então farei isso, mas com o tempo, enquanto isso, vou continuar postando os capítulos, talvez com a frequencia menor do que antes, provavelmente uma vez por semana. De toda forma, o capítulo, nos vemos lá embaixo.

~Ranmaru

Mas que droga, logo agora que eu tinha tomado coragem para falar com o Reiji sobre aqueles beijos, ele tinha que ligar. Sai do quarto do moreno amaldiçoando a tudo e a todos.

E também, porque diabos o beijo que ele depositou em minha mão fez meu coração acelerar? Se controla Ranmaru, foi você quem aceitou sair com o Misaki novamente.

Segui até o estacionamento, onde encontrei meu ex-namorado me esperando apoiado numa moto. Sério que ele acha que eu vou ir de moto? Ah, não! Nem morto.

– Oi Ranmaru.

– Oi Misaki. Vamos com o meu carro. Vem. – disse seguindo em direção ao meu carro.

– Um porsche Ranmaru? O que deu em você para comprar esse?

– Ele é bonito, rápido e gostei dele. Porque da pergunta?

– Por nada, eu prefiro motos. – disse sorridente.

– Eu notei. – murmurei para que ele não escutasse. E entrei no carro. – Onde vamos?

– Ainda não pensei nisso. – respondeu desviando o olhar. Ele ainda tinha o costume de fazer isso. Balancei a cabeça negativamente enquanto ligava o carro e sai da garagem.

– Então vamos dar uma volta. Que tal? Se ver algum lugar que queira parar é só falar.

– Tudo bem.

......

Seguimos em silencio durante alguns minutos, eu não dirigia muito rápido. E ficamos dando voltas na cidade, sem nenhum destino certo, apenas apreciando.

– Sabe Ranmaru – ele quebrou o silencio – eu queria falar com você em particular por isso o convidei para sair comigo novamente.

– E sobre o que seria Misaki? – perguntei, sem desviar os olhos da rua.

– Eu ainda gosto de você, da mesma maneira que antes. Talvez até mais do que naquela época. – disse por fim.

– Sério? – perguntei para confirmar, e acabei olhando para ele, desviando minha atenção da rua, e não vi que o sinal tinha fechado.

A ultima coisa que vi foi ele gritando para eu tomar cuidado. E no momento seguinte um barulho ensurdecedor e eu apaguei.

*****

~Camus

– O que foi agora Aijima?

– Etto, é que eu queria sua ajuda Camus.

– Diga logo, eu sei que se eu não ajudar você vai ficar me enchendo. – disse irritado.

– Você é muito estressado Camus. Nem parece um conde assim.

– O que disse? – Gritei – Pode ir esquecendo que eu ia te ajudar, agora não quero nem saber.

– Calma Camus, foi só um comentário. – disse se aproximando. – E eu preciso da sua ajuda com uma coisa.

Girei a cadeira que estava sentado, ficando de costas para o indiano. Ele realmente me tira do sério.

– Camus! – gritou – Aja como um senpai pelo menos uma vez.

– Você está pedindo para apanhar Aijima. – disse, mantendo meu tom calmo. – Primeiro disse que eu não parecia um conde. E agora diz que não sou um bom senpai.

– Etto, desculpa Camus, eu acabei me irritando, não quis dizer isso.

– Mas, já disse, e eu fico pensando onde foram parar as coisas que eu ensinei para você, pois se não sou um bom senpai, você deveria procurar outro. – retruquei secamente.

– Eu não quero outro senpai! – gritou mais uma vez – Eu já me acostumei com você, sei que você tem um cubo de gelo, no lugar de coração. Mas, eu fico bem assim, pelo menos por enquanto. – disse mais controlado. – E eu realmente preciso da tua ajuda dessa vez. — sussurrou.

– Ok, Aijima. – virei novamente à cadeira para ele. – Sobre o que é?

– Etto... – começou – etto...

– Diz logo Aijima! – gritei. Eu não gosto nem um pouco de ficar esperando, e quando me deixam curioso é pior ainda.

– Ta bom, só não grita mais. – disse. É impressão minha ou ele esta corando.

– Ok.

– Então, o meu pai me mandou uma carta, dizendo que eu tenho que me casar, e que eu tenho que escolher minha noiva. Mas o problema é que eu já gosto de alguém e esse alguém nunca vai gostar de mim, e eu não conseguiria enganar outra pessoa dizendo que está tudo bem. – despejou tudo num só fôlego, e eu tive que me concentrar para conseguir entender tudo o que ele disse.

– Calma, respira Aijima. – disse tentando acalmar o indiano. – Você precisa de uma noiva, certo?

– Sim.

– E você gosta de alguém?

– Gosto.

– E porque não transforma essa pessoa que você gosta em sua noiva?

– Porque ela nunca ia aceitar.

– Por que não iria? – perguntei erguendo uma sobrancelha diante a afirmação dele.

– Porque ela me detesta Camus. – respondeu cabisbaixo. Não pude ficar parado diante aquilo e quando vi já tinha o abraçado.

– Sabe Aijima, você até que não é de se jogar fora. É um bom idol, se preocupa com seus amigos. – sussurrei – Tirando a parte de você ser irritante, é uma boa pessoa. – me afastei dele, mas mantive minhas mãos em seus ombros. Observei que ele estava muito vermelho.

Ele ficou em silencio, e evitava me olhar nos olhos. Diante aquela reação resolvi continuar a falar o que achava, ele era meu kouhai e eu sentia que precisava ajudá-lo de alguma forma.

– E também, Aijima. – prossegui, mas dessa vez ele olhou em meus olhos, vi que ele começava a lacrimejar e que estava segurando o choro. – Você é muito bonito, veja como as fãs ficam atrás de você. – pela primeira vez vi os olhos dele brilhando, e reparei neles verdadeiramente, eram de um verde único, esmeraldinos, e que agora mostravam um brilho enorme. – Essa pessoa seria louca se não quisesse ficar com você. – conclui.

– O-o-obrigado Camus. – ele se soltou das minhas mãos que ainda estavam em seus ombros e me abraçou, colocando seu rosto na curva do meu pescoço. Senti, então as lágrimas que ele tanto segurou molhando o colarinho da minha camisa. Não me importei com aquilo, somente o abracei de volta e permiti que ele chorasse o quanto quisesse.

E por um único momento, quis matar essa pessoal que estava o fazendo sofrer. Mesmo ele sendo muito irritante quando quer eu me afeiçoei a ele. E agora o considero como um irmão menor, sinto que eu preciso protegê-lo, nem que seja um pouco.

......

Ele chorou por alguns minutos em meu ombro, e conforme foi se acalmando me agradeceu, e disse que ia dar uma volta para pensar no que eu disse.

Depois que ele saiu fiquei alguns minutos pensando e tentando descobrir de quem o indiano gostava, será que essa pessoa é tão insensível ao ponto de não notar o que ele sente?

Meu celular começa a tocar, quando vejo quem é me surpreendo, o Ai me ligando, sendo que estamos no mesmo prédio, é algo estranho, deve ser importante.

– Alô – digo.

“Camus, venha até o saguão o mais rápido possível!” – ele diz desesperado.

– Acalme-se Mikase, o que aconteceu?

“O Ranmaru sofreu um acidente há poucos minutos, o Misaki me ligou do hospital agora, disse que ele não se feriu muito, porque o outro carro bateu no lado do motorista, no caso, ao lado do Ranmaru.”

– E como ele está?

“Segundo o Misaki, ele está inconsciente e foi levado para o hospital, direto para a UTI.”

– Nós temos que ir pro hospital agora Ai! – disse já saindo do quarto.

“Eu sei, mas antes temos que contar ao Reiji. O Misaki disse que não teve coragem de avisar para ele pelo telefone, porque acha que o Reiji gosta do Ranmaru.”

– Então, vamos contar pra ele rápido, e então vamos para o hospital. Me encontre na porta do quarto dele.

“Já estou indo.” – e desligou. Comecei a correr pelo corredor em direção ao quarto do moreno. Não queria nem imaginar a reação dele, ele e o albino eram amigos há muito tempo, e agora com essa suspeita que o Misaki tem do Reiji gostar do Ranmaru, seria ainda pior.

......

Corri por alguns minutos, o prédio é grande e os quartos são afastados uns dos outros e eu não sei por quê.

Quando virei no corredor que dava acesso ao quarto do Kotobuki, consegui ver o Mikase correndo na minha direção, chegamos ao mesmo tempo na porta. Nos encaramos por alguns instantes, discutindo pelo olhar quem contaria ao moreno sobre o acidente. No fim nenhum de nós venceu. Bati na porta e esperei que alguém abrisse. E por nosso azar, ou melhor ainda, sorte, quem abriu a porta não foi Reiji, mas sim o ruivo.

– Camus-senpai, Ai-senpai, entrem. – disse o ruivo alegremente nos dando espaço para entrar no quarto.

– Obrigado Otoya. – Agradeci.

– Myu-chan, Ai-ai, o que aconteceu? – Reiji perguntou. Enquanto nos analisava. – O que aconteceu com você Myu-chan? Você nunca saiu somente de camisa.

– Reiji, eu vou ser bem direto do porque estamos aqui. – Ai disse. Por Kami-sama, ele me livrou de ter de falar para o moreno. – o Ranmaru sofreu um acidente há pouco tempo, e segundo o Misaki disse, ele foi direto para a UTI.

– O Ran-ran, sofreu um acidente? – ele perguntou arregalando os olhos, para em alguns instantes depois marejá-los.

– Eu sinto muito Reiji, mas é verdade – respondi a pergunta.

Com a confirmação ele começou a chorar, eu e Ai corremos até ele e o abraçamos, tentando acalmá-lo para podermos ir para o hospital. Após uns cincos minutos de choro incessante ele se acalmou.

– Mas, como ele está? Eu preciso vê-lo. – o moreno disse, levantando da cama e correndo trocar de roupa.

– Não sabemos como ele esta ainda Reiji, mas vamos logo. – Ai disse.

– Claro. — o moreno disse, e saiu correndo pela porta, comigo e com Ai logo atrás.

Corremos para o estacionamento, e acabamos indo com o carro do Ai que até agora é está se mostrando o mais calmo da situação. Seguimos até o hospital o mais rápido que conseguimos. Mal deu tempo de descermos do carro e o moreno saiu em disparada para dentro do prédio. Encontramos ele no balcão da recepção.

– Mas como ele está? Eu preciso saber dele! – ele gritava com a recepcionista. – Ande logo e me diga como o Ranmaru está!

– Calma Reiji! – disse o puxando um pouco, já que o mesmo já estava quase pulando sobre a mulher. – Você gritar não vai levar a lugar algum, acalme-se primeiro, então quem sabe nós conseguiremos alguma informação.

– Desculpe Camus. – disse notando a grosseria para com a mulher. – Me desculpe também, eu não quis fazer isso, só estou preocupado com ele. – pediu virando para a recepcionista.

– Eu entendo Senhor Kotobuki. Acalme-se, o médico logo virá, e vocês terão noticias, enquanto isso peço que aguardem na sala de espera.

– Tudo bem. – o moreno respondeu, para então dirigir-se para a sala indicada.

......

Ficamos alguns minutos sentados, em absoluto silencio, notei que a cada instante uma lágrima escorria pelo rosto do moreno, e que este estava controlando-se para não desabar.

Após quase meia hora de espera o médico veio até nós.

– Boa tarde. Vocês são os amigos do Ranmaru Kurosaki, certo? – o médico perguntou.

– Sim, somos nós. – Ai respondeu.

– Você tem noticias dele? Como ele está? – Reiji perguntou, levantando-se da cadeira e se aproximando do médico.

– Sobre isso, ele não está nada bem Mister Kotobuki, o outro carro bateu ao lado dele, o que gerou uma série de complicações. Como já devem saber ele foi direto para a UTI, e seu quadro ainda é grave.

Escutando a afirmação do médico o moreno desabou novamente, em meio ao choro acabou caindo ajoelhado no chão. E novamente demoramos muito tempo para acalmá-lo. O médico ficou por ali até que conseguimos fazê-lo parar de chorar, para então pronunciar-se novamente.

– Ele precisará de um acompanhante, pois mesmo estando na UTI ainda, estamos tentando tudo o que podemos. E se tudo correr como imaginamos, logo passará para o quarto.

– Eu fico! – Reiji disse, antes que qualquer um de nós pudesse ter qualquer reação.

– Mas Reiji, você está muito nervoso. Não seria melhor eu ficar? – Ai perguntou.

– Não Ai, eu vou ficar. Ele é meu melhor amigo há muito tempo, e eu sinto que sou eu quem deve ficar ao lado dele agora.

– Deixe-o Mikaze, ele não vai desistir. — disse olhando para ele. – E você Kotobuki, controle-se é ele quem precisa de cuidados, e se você começar a chorar só vai piorar as coisas.

– Eu sei Camus. Eu vou fazer o que eu puder para que ele melhore logo.

– Então, já decidiram quem irá ficar. Mister Kotobuki, acompanhe-me, por favor, vou levá-lo para dar os dados necessários, para a internação do Mister Kurosaki.

– Tudo bem. Tchau Camus, Ai.

– Cuide-se Kotobuki, e nos mantenha informados sobre o estado dele.

– Claro Myu-chan. Até. – e se foi com o médico. Eu e Ai nos dirigimos para o estacionamento, para voltar à academia.

Notas finais
E então. Gostaram? Sim, não? Digam-me. Queria agradecer aos que me ajudaram essa semana, sim vocês ajudaram muito. Então eu agradeço muito vocês. Espero que tenham gostado do capítulo, e que não queiram me matar no decorrer do mesmo. Mandem reviews, eu fico feliz e os capítulos fluem melhor *-* Kissus meus amores ( ˘ ³˘) até