Worlds Crash

20 Os Sons do Silêncio


Notas iniciais
Esse capítulo foi rápido e eu gostei basntante desse. Achei que ficou bastante bom. Espero que também gostem!

Quando Percy acordou, sua cabeça doía.

Também, não era para menos, tinha batido-a com tudo na parede. Sim, sim, a parede... A lanchonete... As memórias começaram a voltar em um segundo. Lúcio e Yaxley. Eles haviam sido capturados!

Seus olhos se arregalaram quando ele se lembrou dessa parte. Estavam correndo perigo. Levantou-se em um salto e olhou ao redor, perguntando-se onde estava. Inicialmente estava escuro demais para que ele enxergasse, mas rapidamente seus olhos se acostumaram com aquilo e ele pode ver mais claramente.

— Que bom que acordou – falou Harry.

Eles estavam numa cela pequena. O local era mal iluminado e estava um pouco molhado. Cheirava a mofo e a podridão. Percy estava próximo às grades e Harry estava sentado, com as costas na parede, em um dos cantos. Havia somente um pequeno archote iluminando toda a cela e aquilo não era o suficiente para iluminá-lo em sua totalidade. Muitos pontos ficavam escuros e havia uma goteira em algum lugar que o garoto não conseguiu encontrar.

— Onde estamos? – perguntou Percy.

Harry deu de ombros.

— Não sei – respondeu ele – Estávamos aqui quando acordei.

— Onde estão Annabeth e Hermione?

Harry fixou seus olhos nos de Percy.

— Elas não estavam aqui quando eu acordei – o garoto tentou parecer calmo, mas sua voz o traíra demonstrando ansiedade – Estamos sozinhos.

O rosto de Percy se contorceu. Ele se culpava por aquilo. Novamente colocara a vida de seus amigos em risco. Se tivesse percebido que o sonho, que o Foods 4U era um plano de Cronos... Nenhum deles estaria ali. Era tudo culpa dele.

Harry pareceu compreender o que se passava na mente de Percy.

— Não se culpe – disse ele – Não é culpa de ninguém. Nenhum de nós percebeu essa emboscada. Além disso, onde quer que estejamos, estamos mais próximos de Thalia e de Artemis do que nunca. Só temos que conseguir sair dessa cela.

Percy assentiu.

— Não tem nenhuma magia para isso?

— Já pensei nisso – respondeu Harry – Pegaram minha varinha. Se magia não verbal já é difícil, magia sem varinha é impossível...

O semideus quase que como um reflexo levou sua mão ao bolso. Contracorrente ainda estava com ele. Podiam até ter tentado roubá-la também, mas a caneta sempre retornava para seu bolso. Pelo menos um deles ainda estava armado.

Ele tirou a caneta do bolso. Destampou-a revelando a verdadeira forma de sua espada. E começou a batê-la com força nas grades.

Harry levantou-se.

— O que está fazendo?

— Precisamos sair daqui – respondeu o semideus – Annabeth e Hermione podem estar correndo perigo. Temos que encontrá-las.

Harry refletiu por um segundo. Depois assentiu com a cabeça. Correu para um dos cantos da sala e pegou um pedaço de pedra enorme. Juntando-se a Percy, começou a bater com ela nas grades.

Infelizmente, a grade era feita ou com um metal encantado ou com algum tipo de metal grego. Não quebrava facilmente e estavam fazendo muito barulho. Harry parou de bater.

— Não está funcionando.

Aquilo só fez com que Percy batesse nas grades com ainda mais força. Ele precisava sair de lá. Os golpes agora ficaram ritmados e cada batida causava um estrondo que ecoava pelo corredor escuro, do lado de fora da cela.

Precisamos sair daqui... – repetiu ele.

O garoto continuou batendo. Se ao menos Harry estivesse com sua varinha... Bastaria um Bombarda para tirá-los dali. Harry ouviu algo, o que bastou para que sua audição se apurasse.

Sempre que pensamos ter escutado alguma coisa, tentados nos esquivar de todos os sons ao nosso redor e nos concentrar somente naquele que pensamos ter ouvido. Nossa audição parece ter a incrível capacidade de se ampliar quando é necessária. E era isso que estava acontecendo com Harry naquele momento. Ele tentou se concentrar. Era um barulho ritmado, mas o que seria?

Um respirar? Primeiro ele considerou isso, mas depois descartou essa hipótese. Era um som agudo, quase como... Os olhos de Harry se arregalaram quando ele compreendeu. O garoto pulou sobre Percy impedindo-o de dar outra espadada nas grades.

O bruxo colocou o indicador sobre a boca, num claro sinal de silêncio. Percy, com uma interrogação explícita no rosto, fez como lhe era pedido. Assim, Harry ouvir direito, confirmou aquilo que já sabia. O barulho vinha de passos. Alguém estava no corredor e chegando perto deles.

Percy pareceu entender também e olhou para Harry, perguntando o que deveriam fazer. Infelizmente, tanto como Annabeth quanto Hermione, os “cérebros” da operação e que deveriam guiá-los pela missão, tinham sido capturadas. Não tinham idéia de como deveriam prosseguir.

Os passos tornaram-se mais altos, quem quer que fosse, estava chegando perto. A julgar pelo barulho, Percy diria que era uma mulher. Em salto alto. O som era agudo demais para ser feito pés masculinos. Ele teve um péssimo pressentimento sobre isso, mesmo sem saber por que.

— A julgar pelo barulho de agora pouco – disse uma voz vinda do corredor. Era feminina, Percy acertara – acredito que vocês já acordaram, não é?

E então o barulho cessou. A mulher finalmente apareceu em frente a cela deles. O lugar estava mal iluminado, mas Harry conseguiu ver uma moça jovem. Ela tinha uma beleza estonteante, digna de ser modelo internacional. Exceto por um pequeno detalhe, seus cabelos. No lugar de fios, como as pessoas normais possuíam, aquela mulher tinha serpentes. Elas se contorciam por cima do couro cabeludo – se é que se pode chamar assim – da mulher. Provavelmente Voldemort e Nagini estavam se dando bem com ela.

Harry não pode ver os olhos dela, pois ela usava óculos escuros.

— Medusa... – disse Percy.

O monstro grego virou-se para Percy, o garoto não podia saber graças aos óculos que ela usava, mas teve a impressão de que Medusa o fitava.

— Vejam quem temos aqui... – disse ela – Se não é Percy Jackson, aquele que me derrotou alguns anos atrás. Aquele que me mandou para o Tártaro – a voz dela parecia ter um ódio contido – Aquele que me mandou para o sofrimento por anos...

Percy engoliu em seco. Ele realmente fizera tudo aquilo. Medusa sorriu.

— Isso é passado – disse ela – Hoje, temos outros assuntos para discutir... Mas não pense que me esqueci do que você fez, é só que Cronos tem outros planos para você, mas assim que se tornar dispensável, eu pessoalmente o matarei. Não sem antes lhe torturar, é claro. Ninguém me manda para o Tártaro, fui clara?

— O que você quer? – Harry interrompeu. Aquele reencontro de velhos inimigos estava lhe entediando e duvidava que Medusa tivesse ido ali só para ameaçá-los.

A mulher virou-se para Harry. Por detrás dos óculos, seus olhos fulminavam o garoto.

— Cale a boca, seu bruxo imundo! Você não tem o direito de falar! E alem disso, meu assunto não é com você, mas com o metido a semideus ali – e virou-se novamente para Percy – Você vem comigo. Voldemort quer ter uma conversinha com você.

Percy virou-se para Harry, como pedindo por algum tipo de ajuda ou conselho. O garoto apenas deu de ombros, também não sabia o que fazer.

— Onde estamos? – perguntou Percy.

— Não sou eu quem deve lhe responder isso – respondeu Medusa – Apenas venha comigo. Por bem ou por mal.

— Como pode ter certeza que não vou matá-la assim que abrir a cela? Estou com Contracorrente e posso lhe mandar para o Tártaro outra vez.

A boca de Medusa se contraiu. Provavelmente aquele assunto ainda lhe enchia de ódio.

— Não tenho certeza de que você não fará isso – respondeu ela com um sorriso cínico no rosto – Mas tenho certeza de que se o fizer, Annabeth e Hermione podem sofrer as conseqüências...

Percy apertou o punho de Contracorrente, por um segundo, quase a atacou.

— Onde estão elas? – perguntou ele com uma raiva contida.

Medusa apenas colocou a chave na porta da cela e a abriu.

— Como já disse. Você vem comigo.

Percy não tampou Contracorrente, mas também não atacou. Olhou para Harry uma última vez.

— Voldemort é traiçoeiro – alertou Harry –, não confie nele. Ele vai tentar persuadi-lo e distorcerá a verdade até te convencer.

— Quieto! – gritou Medusa – Seu humano miserável! Não lhe dirigi a palavra!

Todas as cobras no cabelo da mulher sibilaram para Harry. Percy assentiu para Harry e saiu da cela.

— E você – empurrou Percy –, ande depressa! Não tenho o dia inteiro!

Assim, Harry foi deixado sozinho na cela. Em silêncio.

Medusa praticamente empurrou Percy por todo o corredor. Se a vida de Annabeth e Hermione não estivessem em perigo, ele já teria decepado a cabeça dela a muito tempo.

Ele passou por todo corredor, olhando cada uma das celas, tentando identificar suas amigas em algum lugar. Descobriu que não era somente onde estivera preso que era mal iluminado. Todo o corredor – de uma forma bem geral – tinha pouca iluminação. Não conseguiu encontrar ninguém.

Medusa o conduziu por uma porta, tirando-o do corredor. Agora o garoto se viu de frente para uma escadaria em forma de espiral.

— Onde estamos? – ele tentou novamente.

O monstro se resumiu a empurrar Percy, para que ele começasse a subir as escadas. Assim ele fez. A escadaria era mais bem iluminada do que o Percy pensou ser as masmorras – onde estavam presos. Havia bastante archotes nas paredes, o fogo tornava tudo claro.

Como estavam nas masmorras e precisavam chegar ao último andar, tiveram que subir muitas escadas. De tempos em tempos, apareciam algumas portas que Medusa ignorava totalmente e Percy não saberia dizer para onde levavam. A cada porta fechada que encontrava, se perguntava se encontraria Annabeth atrás dela.

Alguns minutos depois, chegaram ao topo.

Medusa abriu uma porta e Percy se viu em outro grande corredor. Dessa vez, contudo, era o corredor. Havia enormes colunas – ao estilo grego – estava melhor iluminado do que todos os outros cômodos em que Percy estivera, mesmo que isso não fosse grandes coisas. O chão não estava limpo, mas também não estava sujo como o de sua cela. Ele percebeu tudo isso em um segundo e depois virou sua cabeça para o lado. O que viu gelou sua espinha.

O lugar estava lotado de monstros gregos e Comensais da Morte. Os bruxo eram facilmente identificáveis, usavam uma grande capa negra, cobrindo todas as suas vestes. A maioria deles estavam com suas varinhas nas mãos.

Percy olhou para o rosto de alguns Comensais. Encontrou o já conhecido Yaxley – que apenas lançou um olhar cínico para ele. Não viu Lucio. Notou um Comensal com um rosto meio... canino. Sem brincadeira, o cara parecia um lobo. Viu um cara com uma cicatriz na bochecha, que identificou como sendo aquele que lhes dera a informação do Foods 4U. Notou uma mulher, de meia idade, com um olhar insano. Possuía cabelos negros e encaracolados, descendo até metade de suas costas.

Viu tudo isso enquanto Medusa o conduzia através do salão, levando-o para uma grande porta do outro lado. Todos olhavam Percy com sorrisos sádicos enquanto ele passava, alguns poucos faziam comentários com seus colegas. Depois de analisar os Comensais, começou a ver os monstros.

Primeiramente, notou que nenhuma fera – como a Quimera ou o Minotauro – estava ali. Deviam estar em outro lugar, pois ali só estavam os monstros mais... apresentáveis. Viu as outras duas Górgonas, irmãs de Medusa, as quais nunca tinha encontrado. Reconheceu Circe, e depois viu um pequeno grupo de Dracaenaes – vestidas como líderes de torcida. Havia ainda mais alguns monstros que Percy não reconheceu.

Medusa o conduziu silenciosamente por todo o corredor. Quando chegaram ao fim, estavam de frente para uma enorme porta de ferro. Ela deu uma batida de leve na porta que se abriu por mágica. Percy entrou.

O cômodo era grande e circular. Assim como seu predecessor, este também possuía colunas em um estilo grego. No centro da sala, sentado em uma espécie de cadeira-trono, estava ele. O Lorde das Trevas. Lorde Voldemort.

Silêncio.

Era isso que Harry tinha desde que Percy partira com Medusa.

O garoto se sentou em um dos cantos da cela. Ele estava preocupado com Hermione, preocupado com Annabeth e preocupado com Percy. Ainda assim, não havia nada que pudesse fazer. Estava definitivamente preso ali, naquela sala úmida e com pouca iluminação.

Não chegou a tentar abrir a cela com a pedra, se Percy não havia conseguido com uma lâmina de Bronze Celestial, o bruxo não conseguiria com um pedaço de areia condensado. Se ao menos tivesse sua varinha...

Onde estariam Hermione e Annabeth? Elas estavam com ele na lanchonete, quando Lucio e Yaxley os capturaram. Não poderiam estar muito longe. Depois, Harry começou a refletir sobre onde ele estava. Aquele lugar parecia as masmorras de um castelo. Snape adoraria isso aqui, pensou ele.

Novamente, foi tomado por aquela nostalgia de Hogwarts. O que Gina estaria fazendo agora? E Rony? Dumbledore? Provavelmente estariam tendo alguma aula nesse exato momento – com exceção de Dumbledore, logicamente. Sem suspeitar de nada...

Seu pensamento se perdeu. Harry ouvira um barulho.

Silêncio.

Ele não estava sonhando, ele de fato ouvira algo. Seria a Medusa voltando? O som se repetiu... Era uma respiração. Ele entendeu tudo. Quando Medusa viera buscar Percy, ele ouvira alguém respirando, mas julgara ser os passos da mulher. Agora, todavia, no total silêncio, ele conseguia ouvir perfeitamente. Se surpreendeu de não ouvido isso antes. Tinha mais alguém nas masmorras.

Ele se levantou do canto de sua cela. Pegou o archote que estava pendurado na parede.

— Olá? – disse ele. Sem resposta – Quem está aí?

A respiração pareceu se acelerar um pouco. Estava próxima.

Harry levou o archote até a cela que estava ao seu lado. Nada. Levou até a cela do outro lado e seus olhos arregalaram com o que ele viu. Ele não havia notado antes pela falta de iluminação e garota estava acorrentada em um dos lugares em que a luz do archote não chegava.

Ela possuía alguns hematomas por todo o rosto. Na realidade, estava tão ferida que parecia incapaz de falar – por isso não respondera. Harry tentou se aproximar, mas as grades de sua cela não permitiam isso. A garota olhou para Harry.

Ele já havia visto aquele rosto antes... As vestes podiam estar sujas e rasgadas, mas ainda chamavam a atenção e eram reconhecíveis. Aquele cabelo punk...

— ...Thalia? – perguntou Harry.

Fudge estava sentado em seu escritório, no Ministério da Magia.

Um funcionário havia vindo falar com ele, há poucos minutos atrás. Entregou um pequeno relatório e informou que coisas estranhas vinham acontecendo do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos. Primeiro, magia havia sido usada por menores de idade em Nova York. Depois, houvera uma aparatação nessa mesma cidade, também por menores de idade, e depois mais magia em Los Angeles. Aquilo não podia estar certo.

Ele releu o relatório.

Estava acostumado a receber informações de magia usada por menores durante os meses de férias. Mas agora? Eles estavam em pleno ano letivo! Não poderia haver alunos bruxos fora das escolas de magia. Até onde soubera, nenhum aluno havia deixado de ir para sua escola, no dia primeiro de Setembro. E agora essa! Magia por menores! Alguém estava muito errado naquela história... Ou, alguém estava escondendo algo...

Fudge pegou outro relatório em sua gaveta, que havia lhe chamado a atenção há alguns dias. Confirmou o que já pensava. Há pouco tempo, uma das lareiras de Hogwarts – mais especificamente a da sala de Dumbledore – havia sido usada por pó de flu. Na época, Fudge nem ligara, pensou ser apenas Dumbledore indo a algum lugar. Ele tinha plena liberdade para ir e vir. Mas agora... Podia ser pouca coisa, mas era uma explicação para aquilo que vinha acontecendo no outro país. Um aluno poderia entrar na sala de Dumbledore e utilizar a lareira. Era pouco provável, sim, mas não era impossível. De qualquer forma, deveria resolver aquele problema agora. Bruxos menores de idade usando magia e expondo todo o Mundo Bruxo para os Trouxas era algo inaceitável. Ele tinha que tomar uma medida imediatamente.

Assim, ele convocou uma pequena equipe de bruxos experientes. Só para o caso de jovens bruxos infratores se mostrar resistente. Quando todos estavam prontos. Fudge – junto com eles – aparatou. Foram para o último lugar onde magia havia sido usada. Foram para Los Angeles.

Harry piscou.

Sim, havia visto a garota apenas uma vez, e por um curto período de tempo. Mas, mesmo com as roupas estraçalhadas, o rosto com hematomas, ele ainda tinha certeza que era Thalia. Aquele jeito punk não o enganava.

— Thalia? – falou Harry – O que aconteceu?

A garota estava acorrentada, diferentemente de Harry, e parecia ter estado em maus lençóis. Seus olhos apenas brilharam com a menção de seu nome.

— O que aconteceu? – repetiu Harry – Onde estão as outras Caçadoras? E onde está Artemis?

Ela abriu a boca para tentar falar, mas a tentativa terminou se revelando muito mais dolorosa do que o planejado.

...Voldemort... – conseguiu dizer por fim.

Aquilo gelou Harry.

— O que aconteceu? – ele bateu nas grades – O que ele fez?!

Seu pensamento se voltou diretamente para Percy. Ele estava com Voldemort nesse exato momento. Só os Deuses poderiam saber o que estava acontecendo naquela sala. Mesmo assim, Harry torcia para que Percy não voltasse para sua cela no mesmo estado em que Thalia se encontrava.

Ele tinha que fazer algo. E tinha que fazer agora. Já perdera tempo demais ali. Precisava sair daquela cela, não importava como. Precisava tirar Thalia dali. Tinha que encontrar suas amigas. Salvar as Caçadoras e Artemis. Tinha que ajudar Percy.

A única coisa que o impedia, é claro, eram as grades. Já havia tentado quebrá-las antes. Não teve sucesso. Mesmo assim, ao olhar para os olhos de Thalia, se encheu com força de vontade.

Começou a socar com os próprios punhos o metal encantado. Cada golpe feria-o, mas talvez o aproximasse de seus companheiros. Ele tinha que sair dali agora.

— Abra isso! – gritou ele sem saber ao certo para quem gritava – Voldemort, seu covarde sem coração! Você quer a mim! Não meta outras pessoas nessa luta, venha me pegar!

Continuou socando o metal, suas mãos já tinham um pouco de sangue. Thalia observava tudo em silêncio. Isso durou alguns segundos, depois Harry perdeu as forças. Caiu de joelhos no chão duro e frio. Não havia nada que ele podia fazer? Ele não poderia ajudar?

Pela terceira vez naquele dia, um som chamou sua atenção.

Pela terceira vez naquele dia, sua audição se apurou.

Eram passos.

Mas não eram como os passos de Medusa. Esses eram rápidos, mas pareciam querer ser silenciosos. Quem quer que estivesse se aproximando, não queria ser encontrado. Os passos foram chegando mais perto. Harry conseguiu ouvir sussurros ansiosos, embora não tenha conseguido entender o que diziam. Era mais de uma pessoa então.

Por fim, as pessoas finalmente chegaram a cela de Harry. Ele o encarou por uns segundos.

— Harry? – perguntou ele.

Eram Rony e Gina.

Notas finais
Gostaram? Querem comentar? (Se não quiserem, comentem mesmo assim!) Querem recomendar? (Por favor?) xD!