World so Cold

1 Mais um recomeço...


Novamente, exatamente ás quatro da tarde, sob a luz do sol que já baixava na cidade de Nova York, estávamos recomeçando mais uma vez. Já era a segunda vez que nos mudávamos somente neste mês. Meu nome é Darcy Morgan, tenho 16 anos e sou uma garota comum de cabelos castanhos e olhos da cor do céu numa noite escura. Estou acostumada a me mudar constantemente com meu tio Rupert que se tornou minha única família depois da morte dos meus pais há 12 anos. Não sei bem por que nos mudamos tanto, ele diz que é devido ás nossas condições financeiras, mas às vezes acho que não é somente isso.

Desta vez, ele tinha escolhido Nova York, o que me surpreendeu porque normalmente nos mudamos para cidades pequenas e pacatas.

-Já estamos chegando tio Rupert?

-Na verdade, já chegamos, vou estacionar ali na frente.

Ele estacionou e caminhamos até a frente da casa. Era uma casa comum, a parte de fora da casa era branca e parecia velha, mas bem cuidada, estava localizada perto de uma floresta e era afastada do centro da cidade. Abri a porta e levei um susto quando vi alguma coisa correndo em minha direção, dei um passo para trás e teria caído se Rupert não tivesse me segurado a tempo.

-Opa! Essa foi por pouco menina.

-Obrigada, tio Rupert. O que era aquilo?

-Não sei, saiu correndo floresta á dentro. Vamos entrar?

-Ok.

Por dentro, a casa era um pouco maior do que eu pensava na parte de baixo havia uma sala com a apenas uma mesa no centro e a cozinha, com armários vazios e uma geladeira velha. Subi as escadas para a parte de cima da casa, a cada passo, os degraus pareciam ranger. Caminhei até o fim de um corredor que parecia não acabar. Abri uma porta branca cuja maçaneta estava tão fria que me fez arrepiar. Atrás da porta estava o que me parecia ser um quarto não mobiliado com apenas um baú no canto. Sai do quarto e entrei em outro que estava à frente. Este quarto era frio, com uma janela que tinha vista para a cidade e outra do lado oposto para a floresta, o quarto estava empoeirado e tinham algumas caixas nele.

Desci as escadas novamente e vi Rupert na cozinha desempacotando algumas coisas.

-Darcy? Já escolheu seu quarto?

-Acho que vou ficar com o do lado esquerdo no fim do corredor.

-Então, vou te ajudar a subir algumas caixas com seus pertences para você arrumá-lo.

-Ok.

Subimos algumas caixas para o quarto e Rupert desceu novamente para a cozinha. Passei o resto do dia arrumando o quarto e acordei no outro dia exausta. Hoje seria meu primeiro dia de aula na nova escola, me arrumei e desci para tomar café.

-Bom dia Darcy.

-Bom dia tio Rupert.

-Vamos nos apressar ou vai se atrasar para o seu primeiro dia de aula.

Tomamos café e fomos para o carro. Rupert foi ficou falando o caminho todo sobre eu me misturar e não me apegar muito a ninguém porque poderíamos mudar a qualquer momento.

-Ok, tio Rupert, ok. Tchau.

-Tchau Darcy, venho te buscar ás cinco.

Eu já estava acostumada a ser a aluna nova, isso já havia se tornado comum, para mim era sempre a mesma coisa, como em todas as escolas, pessoas separadas por grupos, professores estressados, bagunça na sala de aula e coisas do tipo. Minha primeira aula naquele dia seria de ciências, o professor entrou na sala, era baixinho e careca.

-Fiquei sabendo que temos uma aluna nova, sou o professor McGarden. Venha até aqui na frente se apresentar senhorita Morgan.

Eu realmente não queria fazer aquilo, mas não tinha outra opção.

-Diga seu nome para a classe.

-Darcy Morgan.

-Deem as boas vindas a ela classe.

-Seja bem vinda Darcy.

Fui me sentar e pude ouvir alguns risos, não que eu me preocupasse com isso.

O dia passou mais rápido do que eu esperava. Fui para parte de fora da escola, estava frio e o céu nublado, iria chover. Percebi alguém se aproximar de mim, era um garoto alto, com cabelos claros na altura do ombro com alguns fios caídos sobre seu rosto e olhos verdes tão radiantes quanto o sol.

-Como nunca te vi por aqui, a senhorita deve ser a novata de quem tanto falam.

-Prazer, Darcy Morgan.

-Peter Evans, o prazer é todo seu.

-Darcy! –era Rupert me chamando.

-Já vai indo senhorita Morgan?

Não o respondi, sai correndo na direção do carro sem olhar para trás. Cheguei em casa e subi para o meu quarto, joguei a mochila na cama e fui até a janela que dava vista para a cidade.

Seria uma vista bonita se o céu não estivesse tão nublado, desci para a sala e fui assistir “The Big Bang Theory”.

Estava escuro, alguma coisa parecia descer do céu, com um punhal na mão em direção a uma pessoa caída no chão, essa pessoa tinha asas...parecia um anjo. Ele enterrou o punhal no peito do anjo e eu gritei, mas o som não saia, corri até ele e tudo desapareceu.

Notas finais
Espero que tenham gostado,os outros capítulos serão maiores.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.