World Sekai Gakuen | Interativa

7 Regra 6#: No Caigas en El Amor


Notas iniciais
Tradução do Título (Espanhol): "Não se apaixone". (Se estiver errado, culpem a Miss Sombras) ATENÇÃO: Capítulo romântico a seguir :3

Cyzarine Braginskaya

Depois da festa de Charlotte, tudo mudou. Não só a maneira que as pessoas começaram a se tratar e agir, mas como a maneira com que as coisas se desenrolaram. A amizade inusitada de Cevin com Elizabeta, por exemplo, é um dos maiores exemplos. Os dois agora praticamente vivem juntos, na biblioteca ou durante as aulas conjuntas ou em qualquer lugar. Gylla até está reclamando que ele praticamente vive colado na Elizabeta e não fala com a mesma frequência com ela — o que é bobagem, porque o Cevin praticamente persegue ela.

Lottie começou um relacionamento colorido com o Feliciano, sendo que eles mal se conhecem. O que significa que quem está saindo do dormitório em horários "inapropriados" agora é ela, não eu. Daisy decidiu continuar com a "trégua" com o Arthur, que é uma maneira de dizer que eles realmente se tornaram amigos. Agora eles praticamente passam o almoço conversando (lê-se brigando). O que significa que eu e Gylla teríamos sido deixadas de lado se Daisy não arrastasse o Arthur para tudo quanto é canto e se Charlotte não tivesse decidido "marcar horário" com o "Feli-cutie-ano". Tudo continua perfeitamente normal para os nossos padrões.

Isto é, se Ludwig não tivesse cancelado as nossas noites de trabalho e não estivesse me evitando a todo custo.

Normalmente isso não me incomodaria. Talvez eu ficasse chateada por ter perdido ponto na matéria, talvez eu nem me importasse com aquela situação toda. Mas tudo está... Diferente. Percebo que os sentimentos das pessoas estão me afetando, me tornando uma pessoa mais emotiva... Isso explica porquê me senti desolada quando Ludwig disse aquilo, no meio da aula, com seu olhar sério. Vi nervosismo, medo e tristeza em seus olhos azuis, mas ele se manteve firme. Eu não deveria ter me sentido daquela forma e não deveria estar me sentindo tão... Melancólica, por ter sido deixada duas vezes. A primeira, na festa e a segunda, agora. Ludwig não era meu inimigo? Eu não deveria sentir algo por alguém que me odeia.

Não contei nada para ninguém. Nem mesmo para Natalia, que é não só minha irmã, mas minha melhor amiga, ou para uma das minhas colegas de quarto. Estranhamente, Daisy parece desconfiar disso. Ela sorri bobamente por aí quando falo sobre o alemão e me olha como se dissesse "Eu sei de tudo", mas a americana nada diz sobre o assunto. Gylla e Charlotte apenas dizem que eu ando muito calada ultimamente — como se eu não ficasse calada a maior parte do tempo. Lottie diz que eu deveria arranjar um namorado ou um amigo colorido; Gylla diz que eu deveria me "enturmar" mais, e Daisy não diz nada.

No momento, estamos no almoço conversando sobre nossas matérias de Desenho Artístico. Gylla comenta sobre a tela que ela entregou e sobre o professor que disse que estava pouco "original", Charlotte apenas nos humilha indiretamente sendo a favorita do professor e Daisy não presta muita atenção, por estar praticamente matando Arthur.

— Ele disse que estava "mal-desenvolvido"! O que raios aquilo ali tem de "mal-desenvolvido"? É uma pintura a óleo sobre um casal fazendo piquenique! Simples assim! — Gylla se irrita, erguendo as mãos. Charlotte lhe dá um sorriso tentando reconfortá-la, mas não dá certo porque, bem, é a Charlotte.

— Eu sei que você ficou olhando sexualmente para a Olívia, seu maldito! — Daisy diz, esganando seu "amado" amigo inglês que tenta se soltar. É normal vê-los fazendo isso.

— Olhe, Gylla, pelo menos você não foi tão ruim quando o Beilschmidt. Soube que o Gil levou bomba porque fez um desenho inapropriado com giz de cera preto, e ainda acabou indo para o escritório do Roma. — Charlotte diz, bebendo um pouco de seu café.

— Bloody... Hell! Eu... Não... Olhei... Para ela! — Arthur consegue dizer, ainda tentando se soltar dos braços de Daisy. — Eu estava... Olhando... Para o livro dela... Idiot!

— Mesmo assim! Meu trabalho foi melhor do que o do Antônio e ele ganhou mais pontos que eu! Isso é injustiça! Eu deveria ir reclamar com Roma sobre isso, porque essa professora parece estar me perseguindo. Minha nota vai ser ruim esse semestre por causa dessa professora. — Gylla reclama, ainda mais irritada. — O pior de tudo é que Desenho Artístico sempre foi a minha matéria favorita!

— You fucking liar! Eu sei que você estava olhando para os peitos dela!

— Mas Gylla, o seu trabalho foi realmente tão bom assim? Talvez ela tenha achado que ele não era apropriado para a ocasião ou que você é talentosa demais para fazer uma coisa tão clichê.

— Gylla, você é boa. A Senhora Langley deve ter achado que você não deu o seu melhor naquele trabalho. E Daisy, pare de esganar o Arthur e admita logo o seu amor por ele. — Digo, com um suspiro. Gylla sorri para mim e Lottie faz que sim com a cabeça, mas tanto Daisy quanto Arthur ficam mudos diante daquele pedido e começam a se encarar. É sempre isso o que acontece. Gylla ou Lottie se irritam com alguma coisa, Daisy briga com o Arthur, e no final nós três começamos a sorrir e a americana e o inglês ficam se encarando até o fim do horário do almoço. — Além disso, esse borshch* está muito bom. O cozinheiro daqui estava inspirado, não acham?

— É verdade. O meu ratatouille** está melhor do que o usual. O alho parece ter sido colhido recentemente, e consigo saborear o tomate agora. O que vocês acham que mudou? — Charlotte pergunta, dando uma garfada generosa em sua comida.

— Kreikkalaiset lihapullat. — Gylla diz subitamente, dando uma mordida generosa em seu bolinho de carne preso no garfo. Charlotte faz uma cara de total confusão, e eu sorrio. Gylla, às vezes, diz coisas em finlandês sem perceber. É uma de suas manias; a outra é que sua perna fica tremendo em baixo da mesa, mesmo que ela tente controlar.

— Gylla, sem palavrões na hora do almoço. — Daisy diz, mordendo seu cheeseburger e se sujando toda. Seu parceiro inglês revira os olhos e lhe entrega um lenço, mas ela o ignora.

— Não é um palavrão! — A finlandesa empina o nariz, irritada. — É o que eu estou comendo! É uma comida típica do meu país. Está superbom, mas o que a minha mãe faz é mil vezes melhor. Deve ser porque ela usa uma receita de família.

— Não sabia que os Virtanen tinham uma receita especial de kreika... Creuca... Ah, sei lá.

— Lottie, tem muitas coisas que você não sabe sobre a minha família.

— É todo mundo louco como você? — Arthur pergunta, e tanto Charlotte quando Daisy soltam uma gargalhada sonora. Sorrio para Gylla, que revira os olhos e dá outra garfada em sua comida.

— É por isso que você é meu amigo, dickhead.

— Vocês não estavam se encarando? — Pergunto e Daisy parece se lembrar de algo. Eles voltam a se encarar incansavelmente, de maneira quase cômica. — E Gylla, onde o Cevin e a Liz estão? — Cevin geralmente se junta à nós durante o almoço com Liz, tendo um papel muito importante: Lançar olhares raivosos para Arthur e fazer Elizabeta conversar conosco. A húngara é nova na escola e parece estar tendo dificuldades em se enturmar com as pessoas, então somos as únicas possíveis amigas dela além de Cevin.

— Na biblioteca, acho. — Gylla diz. — Tem dias que eles vão para lá estudar e só voltam quando tem aula, sabe. Acho até que eles estão se pegando escondidos.

— Belo nenus ele misuberou. — Daisy diz, com a boca cheia de sanduíche. Arthur bate levemente na cabeça dela, irritado. A americana lança um olhar psicopata para ele, mas engole e começa a falar. — Me desculpe. — Ela diz a contra-gosto. — Eu disse que pelo menos ele me superou, sabe. Cevin é legal, mas eu não conseguiria ver ele como... Hmm... Homem.

— Ele é mulher, por acaso?

— Você é burro mesmo ou só se faz para me irritar?

— Parem de brigar por um único instante, da? — Digo.

— É improvável o Vin estar saindo com ela. Lembrem que ele tem medo de mulheres, e mesmo que a Liz aja como um garoto, ela ainda é uma garota como nós. Quer dizer, ela até pode ser mais homem que você, Arthur, mas o órgão dela é... Err... Lise, me ajude.

— É interno, não externo.

— Obrigada. Então, é bem difícil imaginá-los juntos. Além de que o V de Vingança não é tão certinho quanto o ex dela, o Roderich, e a Liz não faz o tipo dele. Ele até pode gostar das fujoshis psicopatas — Daisy manda um olhar maníaco para Gylla, que dá um breve sorrisinho sarcástico. — Mas a Liz é bem mais feminina que você, Lise. Além de que ela usa o uniforme corretamente. O Cevin teria medo dela se ela não tivesse lido aquele livro esquisito. Ele namoraria ela se não gostasse de você, Lise, então você deveria dizer pra ele que não está interessada.

— Concordo com a Gylla. — Arthur diz, apoiando a cabeça com a mão, mostrando um olhar de tédio. — O Johansson gosta mesmo de você, então você deveria dizer para ele seguir em frente e arranjar uma namorada mais educada.

— Meu Deus, Kirkland, agora você só me fez ter certeza que você é gay.

— Ninny, eu estou falando sério. Você deve— — O inglês é bruscamente interrompido pelo barulho do sinal da escola, avisando-nos que as aulas iriam começar. Levanto-me rapidamente, mas logo lembro que a próxima aula é Química, o que significa que encontrarei Ludwig.

Dou um olhar melancólico para o chão, enquanto ouço os passos dos outros se afastando. Começo a andar lentamente para a sala de aula, ouvindo as pessoas conversando no corredor. De relance, vejo Daisy junto com seus irmãos, Arthur e Olívia. Kiseki aparece conversando com Kiku e Caterina sobre algo que não chego a ouvir. Cevin entra na sala de aula junto com Elizabeta, e vejo Gylla conversando com meu irmão. Subitamente, esbarro com alguém por estar olhando e sorrindo para o chão.

Era Ludwig.

Narrador

Na sala 12, a aula do momento era História, mas a sala inteira parecia estar mais interessada na briga conjunta entre Daisy, Arthur e Alfred. É claro que o professor até tentava pará-los, ameaçando mandá-los para o Roma ou dizendo para que eles arrumem a sala toda no fim a aula, mas nenhum dos três parecia ligar. O problema é que Arthur tratava apenas Daisy como uma dama, então ele jogava toda a sua raiva por ela em seu irmão, mas nenhum dos dois americanos guarda seu ódio por educação. A briga principal era entre os gêmeos, que inicialmente discutiam sobre a Festa de Chá de Boston, mas depois acabaram colocando o inglês na briga sobre a Revolução Americana inteira.

. Olívia apenas sorri para seus amigos, dizendo que eles deveria parar de gritar e o outro irmão dos gêmeos, Matthew, tenta iniciar uma conversa com a outra canadense enquanto tentava prestar atenção à aula. A garota acreditava que ele era o único minimamente normal naquela família toda, já que seu irmão mais velho se autoproclamava herói e sua irmã mais velha era o V em pessoa*.

Na sala 10, Charlotte e seu irmão tentam ao máximo não brigar um com o outro, o que não dá muito certo durante a Aula de Língua Estrangeira junto com a sala de um certo italiano. Desde que a irmã mais nova de Francis iniciou um relacionamento com o italiano, o francês parece estar perseguindo os passos da menina de 17 anos à todo custo. E, naquela aula em questão, ele estava mais irritado com Feliciano do que de costume, o que provocava estranheza nas garotas da classe; Francis Bonnefoy não estava flertando com ninguém. O francês passava todos os dias colado na irmã junto com o irmão de Caterina, Antônio, e Gilbert Beilschmidt.

Quando ele se afastava por menos de um minuto, Charlotte já estava se agarrando com Feliciano no meio da aula. Gilbert brincava dizendo que não sabia como a irmã dele ainda tinha língua, boca, rosto, olho, sobrancelha... Tudo para irritar ainda mais o francês. Ninguém sabia como Feliciano ainda estava vivo depois de tanta confusão que Francis fazia quando pegava a irmã no flagra. Estava se tornando quase parte do cotidiano.

Logo, os meses se passaram na velocidade da luz para Caterina. As provas vieram e destruíram a autoestima de várias pessoas, menos da espanhola, para sua felicidade. Passar com louvor da primeira avaliação, com a nota máxima de 200 pontos em suas matérias favoritas, era maravilhoso. As coisas só ficavam melhor e melhor, até que Caterina se viu completamente ferrada; ela se via apaixonada pela única pessoa no mundo com quem não podia ficar.

É claro que os sentimentos dela por Lovino começaram no dia em que eles se conheceram, mas a espanhola só os percebeu num dia qualquer de Agosto. Antônio tinha perguntado à ela se a menina gostava de alguém em especial, aquela velha preocupação que todo irmão tem, e a espanhola pensou quase imediatamente em Lovino. E corou. Foi o suficiente para seu irmão desconfiar e ela ter certeza do que estava sentindo pelo romano.

Ela ficava feliz, é claro. Eram muitíssimo amigos e se Lovino retribuísse os sentimentos dela, havia a possibilidade de que Charlotte fosse sua cunhada num futuro próximo. Caterina corava só de pensar naquilo, imaginando como seria seu futuro se Lovino também gostasse dela. Morar na Itália talvez não fosse tão ruim ou comer pasta todos os dias ou aguentar Lottie e Feliciano em todas as festas de Natal ou rir das brigas de seu possível marido com seu irmão — Por Lovino, Caterina sabia que iria até o fim do mundo.

O ano estava acabando e as férias chegando, fazendo com que Caterina ficasse cada vez mais preocupada em como demonstrar o que sentia. E se ele tivesse uma namorada na Itália? E se ele fosse gay? As perguntas rodavam na mente da espanhola e ela roía as unhas loucamente tentando se decidir se contava ou não contava. Ele continuaria amigo dela depois disso, não é? Caterina não saberia o que seria de si se ele a rejeitasse de tal forma, que sua amizade nunca seria a mesma novamente.

Ela temia perdê-lo por causa de uma estúpida paixonite adolescente que — ela rezava por isso — passaria em breve. Perder um amigo de uma vida toda por causa de três palavras assustadoras era a última coisa que ela queria.

Então as férias chegaram tão rapidamente depois da Segunda Avaliação que Caterina se via obrigada a dizer aquilo antes de qualquer coisa. O problema era: como fazê-lo? Ela era uma mulher forte e inteligente que não conseguia se declarar? O que sua mãe diria se soubesse disso? Além do mais, vários casais estavam se formando naquela época do ano, e talvez Caterina e Lovino seriam um deles.

É claro que não eram casais oficiais, já que ninguém ali tinha a miníma coragem de dizer algo. Mas o clima entre Lien, do Vietnã, com Kiseki, do Japão, era óbvio para todos. Além de que ambos eram um casal um tanto inusitado, embora quase todos ali tivessem plena certeza de que a iniciativa tinha vindo de Lien, quando ela se declarou abertamente para ele firmando a amizade logo depois, em Junho. Como Elizaveta Héderváry havia dito anteriormente, eles só estavam esperando um dos dois tomar frente à questão e começar o relacionamento, mas a húngara não tinha nada a dizer quando aquilo estando num sério caso de "friendzone", assim como Caterina e Lien.

Mas Caterina não tinha nem metade da coragem que a vietnamita havia tido. Lovino era uma pessoa complicada, isso era um fato, e aquilo só piorava a situação da espanhola apaixonada. E, infelizmente, ela não conseguiu dizer o que sentia antes das férias.

No momento, ela observa as costas do italiano no aeroporto da cidade em que a WSG tem como base, imaginando como fora tão idiota ao ponto de ser incapaz de dizer para seu melhor amigo que o amava. Mal imaginava Caterina que ela tinha sido cega em ver que, todo esse tempo, Lovino Vargas sentia o mesmo.

Notas finais
Tá, tá. Eu sei o que vocês devem estar perguntando: "Pera aí, Liz! Timeskip?" É. Eu fiz timeskip porque iria demorar muito para desenvolver a ideia que a Eru-senpai me fez ter quando li a ficha do personagem masculino dela, além de que eu estava ansiosa pra caramba para começar o desenvolvimento de um dos casais (no caso, Spamano) e-e Assim como eu queria encaixar a Caterina como principal em alguma coisa, já que muitos personagens não estão aparecendo muito e isso me incomoda. Então, todo mundo tá de férias e tal. Praia e curtição (sóquenão) e todas essas coisas que eu, a antissocial, não faço durante as férias e-e Enfim, não sei quando postarei o próximo, então demorará para ter o cap. Adeus!