World Of Dolls
1 Capítulo 1 - Prólogo.
Notas iniciais
Há muito tempo atrás, existia uma família que colecionava vários tipos de bonecas, bonecas de todos os tipos e tamanhos. Moravam em um mansão velha e escura, que mais parecia abandonada. Eles eram considerados estranhos pelos os outros moradores da cidade. As bonecas possuíam aparências estranhamente sombrias. Nenhuma esboçava um sorriso, suas expressões eram infelizes, assustadas, aterrorizadas,e seus olhos enormes como se puxassem sua alma. Os vizinhos da família, ficavam amedrontados com as bonecas que fabricavam, achavam que haviam um passado chocante e que por conseqüência disso, deliraram.
Assim, os moradores preocupados, resolveram ir até a casa para prestar ajuda. Um deles era um pai de família, mas depois de sua ida até a mansão junto com o grupo, nunca mais voltou. Isso foi o que a filha desse homem alegou. No dia seguinte, um delegado reportou que aquela família já havia morrido há mais de cinco anos e tudo o que restará foram as estranhas bonecas. No dia 13 de novembro, a polícia resolveu ir investigar a mansão..."
– Aaah chegaa!! Não quero mais ouvir! Mamãe! Fala para a Bia parar!! – Disse a garotinha tampando os ouvidos, desesperada.
– Ora, para de ser medrosa! É só uma historinha de terror! E foi você mesma que pediu para eu ler...
– Eu pensava que era um conto de fadas... – Choramingou.
– Então eu li à toa? Você me acordou mais cedo só para eu ler pra você e foi à toa? – Falei indignada.
– Bianca... Sua aula não começa ás 8 hoje? – Perguntou minha mãe da cozinha.
– Sim... Por que? – Debrucei-me no balcão da cozinha americana.
– Porque... Já são 7:56?
– Hum... – Olhei para minha irmã que brincava com seu ursinho. — O QUE?!! MAS JÁ?? AI MINHA SANTA LURDINHA!! TCHAU MÃE!! TCHAU NICOLE!! – Saí correndo pela porta, batendo fortemente logo em seguida.
Meu segundo dia de aula que vou chegar atrasada. A diretora com certeza irá me matar.
Corri em uma velocidade a normal até chegar aos portões do colégio, atravessando cruzamentos sem olhar para os carros, ser xingada pelos motoristas até minha décima nona geração e um cachorro negão enorme correr em disparada atrás de mim por todo o caminho, tirando isso, foi tudo normal. Quando dei de cara com o porteiro fortão que já fechava os portões.
– Oito e um, mocinha. – Olhou-me emburrado e continuou fechando.
– Por favorzinho porteiro fortão do meu coração! – Fiz uma cara manhosa.
– Ah... Tudo bem... Passe. – Me deu passagem. – Mas dá próxima vez você irá ficar plantada igual milho aí na frente e sem desculpas.
– Pode deixar, pode deixar! – Dei um sorrisinho, dando um passo adentro do pátio. – Obrigadão, você me livrou de uma visita a diretoria! Te amo porteiro fortão do meu coração!!
– Por favor... Não me chame assim... – Suspirou.
. . .
E voltamos mais uma vez para o inferno com fachada de colégio. Yaaaaaaaay! (?)
Quem sobrevive nesse lugar não é qualquer um não. Eu mereço ser aplaudida, sério! Aguentar isso aqui não é mole! Maldita escola que minha mãe foi me pôr! Ela definitivamente não me ama.
No primeiro dia, eu mais parecia um bolo de aniversário andante do que eu. Era tanto ovo, tanta farinha que eu achei eles iriam me levar pro padeiro da esquina!! E o que minha mãe me diz depois de eu voltar linda pra casa é: " Ah filha, é só uma brincadeirinha de adolescentes!Haha!"
NÃO!! NÃO FOI UMA SÓ UMA BRINCADEIRINHA DE ADOLESCENTES MÃE! EU QUASE VIREI UM BOLO!! Só faltava assar, pô!!
A primeira aula seria de Química. Nada contra química, mas a professora mais fala da vida amorosa do que dos elétrons!! Pobres elétrons. Também não tenho nada contra os elétrons, mas que a professora parece um, parece. Fica pulando de orbita em orbita e no final continua solteira.
Enfim, fui pegar meu livro da matéria do armário. Não havia muitas pessoas nos corredores, essa hora todos deveriam estar em aula. Ainda bem. Porque se estivesse seria tanta gritaria que eu não ouviria nem meus pensamentos, e chegaria na sala parecendo um pão na chapa prensado de tão apertado que fica para se locomover nos corredores.
Guardei meus materiais do dia e tranquei meu armário, pronta para ir até a sala. É nesse momento que eu vejo um garoto de cabelos negros e expressão seria passar por mim. Na verdade, ele não passou por mim, ele TROMBOU em mim. Fazendo com que eu derrubasse minhas coisas do chão, agachei-me para pegar e ele simplesmente continuou andando despreocupado com as mãos no bolso da calça.
– Ei garoto! Pelo menos me ajuda a pegar minhas coisas! – Chamei sua atenção.
Olhou-me com os cantos dos olhos. Não sei se sou daltônica, mas posso jurar que os olhos dele eram vermelhos.
– Cuide da sua vida. – E deu as costas.
AAAAAAAAAAAH!! QUE GAROTO FOLGADO!!! DEIXA QUE SE SUA MÃE NÃO TE DEU UMA LIÇÃO, EU DOU!!
Gostaria muito de espancá-lo, mas fiquei na minha. Peguei meu livro e meu caderno e fui até a sala.
Entrando, passei o maior vexame. Todo mundo olhou para mim e falou. Até a professora, cara.
– De novo, Bianca??
E começaram a rir. Tudo bem, tudo bem. Ignorei e fui até minha carteira. Logo fui cutucada.
– O que foi, Rodrigo? – Me virei para trás e disse com um mau humor estampado na cara.
– Nossa, calma! Não me mate, tampinha! – Disse entre risos, meu amigo.
– Você está pedindo pra eu te matar. – Uma veia saltou na minha testa ao ouvir meu novo apelido.
– Qual é a nova de hoje, Bianca? – Dessa vez quem se pronunciou foi minha amiga Melina.
– Minha irmã. Queria eu lesse um livro. – Revirei os olhos. – E ela ainda não gostou. É mole?
– Incrível como todo dia tem alguma coisa que acaba fazendo você se atrasar, Bibi. – Falou a garota com mentalidade de criança. Patricia.
– Oi Paty... – Acenei.
– SEM COCHICHO AÍ NO FUNDO! –Gritou a professora. – Bom, prosseguindo, vocês tem que me agradecer por estar aqui! Eu podia ter ficado em casa em depressão, sim Natalia, meu namorado terminou comigo, mas mesmo assim vim aqui dar aula e...
Eu vim numa escola ou num "Casos de Família"?
Bom, enquanto a professora dá sua "aula" eu irei contar um pouco da minha história.
Chamo-me Bianca, tenho 16 anos, segundo colegial. Tenho cabelos castanhos não muito claros até a cintura. Olhos azuis escuros. Minha altura é considerada baixa. Não tenho muitas curvas e turbinas médias. Personalidade bipolar. Aparentemente nenhum dom. E me considero azarenta. Ótimo perfil, não?
Minha mãe, Ana, tem 34 anos, é sofisticada, tem cabelos loiros curtos, é gentil e amável. Altura? Nada fora do padrão. É médica, mais precisadamente, dermatologista. Trabalha a tarde inteira e volta às dez horas da noite para casa.
Minha irmã, Nicolle, tem 7 anos. Também é loira e seus fios são levemente encaracolados. Mimada e muito fofa. Ama bichinhos de pelúcia. E diz que quando crescer quer ser escritora.
Meu pai, Anthony, morreu com 29 anos. Tinha cabelos escuros. Era alto. Era um empresário de sucesso. Mas acabou morrendo em um acidente de carro.
Rodrigo, meu melhor amigo desde meus oito anos de idade. Conheci-o na escola. Tem cabelos castanhos claros e olhos verdes. Altura? 1,75. Como eu sei? Fica jogando na minha cara. Idade? 16 anos. Físico? Dá pra lavar muitas roupas. Jogador de basquete. Incrivelmente popular, as garotas o amam. Hobby: Zoar e importunar a Bianca, ou seja, eu.
Melina, minha melhor amiga desde meus oito anos de idade. Era da mesma sala que eu e Rodrigo. Cabelos esverdeados até os ombros e cacheados e olhos castanhos claros. Se é pintura? Recusa-se a responder. Altura? Não sei, mas é mais alta que eu, o que dificilmente alguém não é. Idade? 16 anos. Totalmente turbinada. Muito inteligente mas um pouco metida. Hobby: Idem ao Rodrigo. Amam-me, só pode ser...
Patrícia, minha melhor amiga desde meus sete anos, mas parece que continua igual à época. Cabelos ruivos compridos de dar inveja,e olhos cor fogo. Se é lente? Gostaria de saber. Mais turbinada que eu, que tristeza. Altura? Aproximadamente do mesmo tamanho de Melina. Idade? 16 mas eu tenho sérias dúvidas. É inteligente, mas seu nível de loucura é um pouco acima da média, é bastante carinhosa e pode tirar uma pessoa da depressão.
Estão apresentados? Ótimo.
Quando finalmente a professora acabou seu lindo discurso, ela está claramente pensando que somos psicólogos? Eu me virei novamente para colocar as conversas em dia até que o próximo professor chegue.
– Vocês acreditam que quando eu estava vindo pra sala, um garoto estranho trombou em mim e me fez derrubar todo o material no chão e nem pediu desculpas ou me ajudou? É fim da picada! – Relatei indignada.
– Sério? Como ele era? – Perguntou Melina.
– Fofoqueira é pouco. – Disse uma voz atrás de mim.
Congelei. Olhei para trás e vi quem não espera encontrar. Eu já falei que me considero azarada? Bom, porque realmente não ninguém menos do que o garoto de mais cedo.
– AAAAAAAAAAAAAAH VOCÊ! – Apontei assustada para ele.
Ele estava sendo na carteira do MEU LADO direito. Com o queixo apoiado na mão e no momento em que o apontei ele arqueou as sobrancelhas.
– Cale a boca, menina escandalosa. – E virou a cara.
AAAAH EU MATO ESSE GORILA!!
– Quem é esse cara?! – Sussurrei para os meus amigos.
– Ah... É o aluno novo... Foi transferido para cá, mas ninguém sabe de onde veio. – Respondeu a garota dos cabelos esverdeados.
– Cuidado com esse cara. – Recomendou Rodrigo.
– Ouvi dizer que ele não gosta que conversem com ele e é sempre sério. Nem os garotos da nossa sala se metem com ele.
– Hoho... Interessante... – Olhei de relance para ele. – Ainda mais que ele tem algo... Afiado? Preso na cintura?
– O que?! – Se assustou meu amigo.
– É... Olha lá! Hoho será que é um serial killer? – Meus olhos brilharam de empolgação.
– Nossa Bibi com você é pervertida olhando a cintura do menino. – Disse chupando um pirulito.
– Você não percebe a gravidade do assunto?? – Bati a mão na testa.
– O assunto tem... Gravidade? Nunca ouvi falar disso nas aulas de Física! – Foi a vez de Melina e Rodrigo imitarem minha ação.
Mal sabia eu... Que esse era o início de um grande terror.
Continua...
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