World Of Chances
12 If I Die Young
Notas iniciais
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Podíamos não ser mais tão próximas, o que na verdade era muito alem. Não nos falamos desde quando Taylor e sua cúmplice, que admitiu ter quando tentei tirar satisfações, armaram para nosso namoro. O que deu aparentemente certo, mas não por muito tempo. Eu ia recuperar minha garota de cabelos pretos de novo, pois da outra vez estava muito ressentida para correr até ela fazendo com que todas minhas promessas fossem jogadas no lixo. Sabia que ela sentiria mais que eu, por agarrar-se em minhas palavras aparentemente fortes nesses três meses passados de férias enquanto aparentava inquebrável a sua presença.
Precisava que ela tivesse nem que fosse a mínima confiança em si a ponto de querer mudar, por isso investi em tudo para não me deixar me quebrar a sua frente. Pois para o começo da construção da auto-confiança ela precisava entender que tinha alguém ali para, e por, ela.
Mas tudo foi jogado fora quando o som do estalo bravo da porta foi ouvido, sabendo que todo o sentimento inseguro que sabia ter desenvolvido por mim, porque também o fiz por ela, seria reprimido a ponto de tentar encontrar uma saída. A mais fácil, na situação: o passado.
Como não previ isso?
Como pude deixá-la literalmente sozinha sem uma promessa de volta?
Ela precisava saber que ainda estava aqui para ela, e logo chagaria a seus ouvidos cedo ou tarde por minha própria boca.
- Megan, mais rápido! – pedi enquanto espera impaciente no banco do passageiro.
- Calma, não posso ultrapassar os limites de velocidade. – alegou, mas sabia que estava indo o mais depressa possível.
- Onde ela esta? – perguntei em sussurro mais para mim mesmo que para Megan.
- Não faço idéia, nem o celular atende mais. – suspirou cansada. – Ela sabe que se descobrir onde esta a mandarei de volta para o hospital.
Percebi a aparência cansada de Megan.
Fiz meu melhor esforço para chegar a cidade de imediato após sua ligação desesperada a minha casa em New Jersey, mas o vôo mais possível foi agendado para dois dias depois. Então hoje fazia oficialmente três dias que Demi estava desaparecida e que meu coração ficou mais apertado que o normal.
(...)
Nobory Pov
Lá estava ela, em seu lugar favorito nesses três dias.
Porque nunca havia o encontrado antes?
Demi se lembrava vagamente de sempre ser um mercadão abandonado na zona leste da pequena cidade, mas nunca teve interesse o bastante para explorá-lo. Então, ciente dessa idéia se alguém como ela nunca gostou de lugares assim quem postaria? Por isso o esconderijo perfeito.
Não sabia porque, de toda a área enorme e infelizmente nojenta do local, seu lugar favorito era o telhado. Parecia com o de um prédio, plano e espaçoso o bastante para todas as antenas desnecessárias a um supermercado.
Então, novamente, lá estava ela: a menos de um metro da borda contornada onde o chão não existia mais.
Se ela iria se matar?
Não. Não tinha coragem para isso.
Era fraca até na questão de tentar tirar a própria vida, mas saberia que não haveria culpa ou medo se tudo fosse um acidente.
Todo dia caminhava toda a extensão do telhado, com a consciência feliz que se não caísse e morresse por um acaso a droga de tinha na boca faria o trabalho com até mais eficiência.
As vezes algumas das palavras que acreditava vinham a sua cabeça, ditas por uma voz que se esforçava ao maximo para esquecer. O que a faria mais irritada, pensando na decisão mais rápida para o destino almejado. Por isso fazia a caminhada agora.
Jogou o resto de cigarro do ar em direção ao chão a belos dois ou três metros de distancia no chão.
Pensou em dar mais um passo, mas o movimento foi interrompido por um carro ao estacionar na área também abandonada a frente do hipermercado fazendo-a abaixar-se atrás do objeto mais próximo.
- Droga... – bufou, ao tentar escutar algo que almejava ser o veiculo saindo.
- O que ela faria num lugar assim? – perguntou uma voz tão conhecida que fez Demi congelar.
Agora tinha literalmente perdido e em todos esses seis meses sozinha nunca se imaginou nessa situação, nem queria na verdade.
- É a Demetria. – respondeu Megan a irmã mais nova, saindo do carro. – Já procuramos na cidade inteira e sei que ela vai estar no lugar mais provável.
- Mas se disse que ela nunca viria aqui não faz desse lugar menos provável? – Selena imitou a irmã ainda confusa.
- Você esta caindo no jogo dela, Selly. – a mais velha não conteve um sorriso.
- Não importa, só quero conversar com ela. – suspirou Selena, cada vez mais preocupada. – Tenho tanta coisa pra dizer...
A própria se interrompeu sabendo que ficaria constrangida em dizer as “coisas” a Megan.
Megan observou o território como se planejasse cada detalhe de uma guerra, sendo assistida por Selena.
- Vem. – chamou a morena mais alta, caminhando para a porta do estabelecimento.
Selena não queria entrar, mas faria se preciso. Era tudo muito nojento por fora e não queria imaginar por dentro, então ficou agradecida quando a irmã mais velha parou antes de atravessar a porta coberta de poeira.
- Ela esta aqui. – alegou Megan, ao olhar para o chão.
Os olhos de Selena seguiram os da outra a procura das provas de tanta certeza.
- Megan, são só restos de cigarros no chão. – a mais nova agachou-se pegando as evidencias mal compreendida em sua mente. – Isso não alega nada.
- São os da marca dela e... – levou o pequeno pedaço do que fora um tubo branco completo ao nariz. – Sim, é dela. Só ela sabe onde compra essa droga.
- Só ela?
- Bem, ela tem conhecidos lá. – falou. – São muito difíceis e se policiais a pegarem com isso, já era para uma garota de dezoito anos.
Demi sabia que Megan a descobriria aqui, mas isso não era motivo para fugir. Sabia estar longe o bastante de companhia para ser levada ao hospital novamente, afinal, estava bem. Mas Selena não era uma coisa que contava e disso precisava fugir.
Tentou descer as escadas em total silencio, mas parecia que exatamente na hora que não pode fazer barulho tudo fica contra ela. Todo passo que dava era um ruído alto ou não, mas sabia que estava dando pistas obvias demais para as irmãs Gomez.
O pensamento da garota estava louco com a idéia de ver a irmã mais nova Gomez novamente, não queria. Sabia que ficaria com vontade de chorar e correr, mas a mascara não a deixaria fazer o que a deixava mais preocupada ainda.
Nem sabia quem era mais, como iria fazer com Selena? Como controlar a mascara a ponto de não dizer coisas que não queria? Tanto boas quanto ruins.
Pensar e andar nunca foi uma coisa fácil para Demi e confirmou isso mais uma vez ao esbarrar numa velha prateleira vazia do segundo andar, xingando em voz alta demais todos os descendentes do objeto.
- Não disse que ela estava aqui. – ouviu a voz de Megan próxima. – Demi, vem aqui.
Agora era a hora de correr, chorar depois.
Notas finais
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