Words to the wind

4 Skinny Dalmatian


Ela olhou ao redor do galpão e parou quando nos viu. Estava na cara que naquele olhar tinha sede de sangue...

–Cruella- Sussurro para mim mesma, mas Killian acaba ouvindo.

–Não vai me dizer que essa é a Cruella de 101 dálmatas...- Diz ele também cochichando- O que ela quer? Cachorrinhos?

–Muito pior que isso- Me levanto e me arrasto até a mulher no qual fitava os olhos em mim com seus braços a cintura. Ela não me intimidava. Mesmo sabendo que ela era uma psicopata.- Posso ajudar? senhora...

–De Vill... Cruella De Vill- Ela pega Henry pelos braços de forma bruta me fazendo ferver, aquela cara pedia um soco.... Calma Emma, se controle.- Eu só vim pegar certo pestinha darling, não se preocupe. Não quero atrapalhar seus negócios...- Ela lança um sorriso sarcástico para Killian- E falando nisso, ótimo jeito de domar um animal...ops, um homem.

Abro a boca para responder, porém sou cortada- Você não faz ideia darling.- Killian sorri piscando para ela- Eu poderia até te ensinar a como me "domar", eu sei que você está completamente seduzida por mim, não é minha culpa ser terrivelmente sexy e lindo, porém, deixo logo claro, você não faz meu tipo Ele dá ombros sarcasticamente.

– Oh darling... Nem mesmo do tipo da loira você é e você acha que eu sou? Pare de se iludir. Para ser do meu tipo tem que ser muito maior que isso...- Em tentativa falha eu tento prender o riso que acaba saindo, por um milésimo de segundo, ecoando todo o galpão. Aquilo era uma coisa que não se via todo dia... Killian levando um fora de uma mulher.

O pirata Killian sorri mordendo os lábios- Parece que meu outro "eu" é do tipo da loira, ela não conseguiu resistir meu charme, assim como todas... Mas assim como todo mundo, existem aqueles que tem mal gosto.- Sorrio quase que rindo. Retiro o que eu disse sobre não se ver Killian levando fora todo dia... Deveria saber que ele sempre tem uma resposta perversa.

Revirando os olhos, Cruella volta a olhar para Henry que já estava relutando contra as mãos de sua mãe, ou melhor... daquele monstro.

Minhas veias saltaram, queriam explodir e dessa vez , não segurei a raiva e o nervosismo, para falar a verdade nem mesmo tentei conter. Fui andando para mais perto da Dálmata metida a besta até ficarmos próximas o suficiente de me mostrar a altura dela.- Larga o garoto!

Ela ri passando suas mãos frias e magricelas em meu rosto- Darling, darling... Abaixe o tom que ganha mais...Ele é meu filho, faço o que eu bem entender com o "garoto".

Encho meu pulmão de ar e fecho os olhos- Ele pode ser seu filho, mas isso não te dá o direito de arrancar o braço dele fora. Se ele não quer ir com você... Ele não vai!

Ela rindo empurra Henry, que vai ao chão.- E quem você acha que é para tentar me dizer o que fazer ou o que eu deveria fazer?

Com meu sangue fervendo e meu corpo já quente de raiva, vou para cima da dálmata esfomeada a deixando encurralada contra a parede. Meu braço vai a seu pescoço- Acho que agora deu para eu te responder, não é mesmo? Só deixo uma dica...Não mexa com uma xerife, certas pessoas já entenderam isso.- De relance olho para Killian e sorrio. A solto levantando um sobrancelha.

Cruella olha para mim raivosa, dava para sentir seu ódio de longe, acho que jogar ela contra parede não diminuiu a vontade dela de matar, e com toda certeza agora ela queria me matar. Que Isaac não tenha alterado sua punição.

Com os lábios sorridente, Cruella vai até mim com uma mão na cintura e leva a outra até meu queixo, começando a balança-lo.- Darling...

– Por que não vai atrás de seus amigos cachorros e não nos deixa em paz? Afinal de contas- Ele pisca- ela está tentando me domar. Não temos lugar para dálmatas raivosos.

Com os mesmo sorriso na cara ela vai até Killian se abaixando um pouco, o suficiente para conseguir acariciar sua barba- Tem certeza que eu sou o dálmata darling? Não sou eu que estou amarrada a uma coluna de sustento.

Mesmo com o sangue fervendo em vê-la acariciar Killian... Aproveito que ela distraída com ele e me viro cautelosamente para ver Henry e poder ajuda-lo a escapar...Mas ele não estava lá- Onde diabos esse menino se meteu?- Falo para mim mesma. Meu coração salteava em meu peito. Pela primeira vez em muito tempo, eu estava sozinha... Estava perdida tentando novamente não "ser a última escolha do time de basquete". Eu era primeira escolha de tanta gente por tanto tempo, que nem mesmo eu acreditava... Acontece que nem eu mesmo retribuía, nem com Mary, com Killian, com meu pai e até mesmo com Henry.

Lembro do que ele me dissera antes de sermos interrompidos por Cruella.- Graham...- Sussurro aquelas palavras como se fosse doer meu coração, não sabia se eu estava pronta para vê-lo novamente- Analiso- E possivelmente de ter que me despedir mais uma vez quando isso tudo acabar.

Graham...Graham...Essa voz não para de me atormentar como zunido nos ouvidos que ecoavam em minha cabeça