Wonderwall

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Olá querido leitor, essa história demorou bastante pra ser escrita ela é tipo minha queridinha então peço para que leiam com carinho e se possível falar o que achou, críticas são mais do que bem vindas. Boa leitura! :)

"A ciência descreve as coisas como são; a arte, como são sentidas, como se sente que são."-Fernando Pessoa.

Kai

Ele estava trabalhando no meu novo quadro, já estava a duas noites a base de cafeína para conseguir termina-lo. Mas mesmo assim parecia que meus olhos não cooperavam, forçavam fechar e cada vez mais pensava que não iria terminar e sim estragar todo aquele trabalho. Era hora de outro café.

Foi até a cozinha e agradeceu pelo meu colega de apartamento não estar. A casa vazia dava para o garoto um sentimento bom, o que eu não sentia faz tempo. Era como se assim ele pudesse ter contato apenas com a própria criatividade, deixá-la livre para se manifestar mesmo em pequenas coisas.

Bloqueios agora são frequentes para ele. A arte vem de dentro, a partir da arte você consegue passar o seu sentimento aos outros. Mas o que eu podia passar quando não sentia nada? Por isso sempre vemos artistas se embebedando e usando droga na tentativa de mudar isso. E o garoto não podia julga-los, afinal muitas vezes era como um deles.

Pegou um café na cozinha, já tinha até mesmo perdido a conta de quantos já havia tomado naquele dia, e observou de longe o quadro. Olhar de um novo ângulo parecia uma boa ideia pra tentar saber como continua-lo. Estava durante uma chuva de outono, a melhor época do ano, segundo ele. Até o céu pareciam cooperar para ele terminar o quadro mas mesmo assim não conseguia. Poderia dormir mas seria como se todos aqueles cafés não tivessem valido de nada ,precisava terminar isso. Talvez fosse melhor sair, o mundo poderia me dar ideias.

– Vou te dar mais um tempo mas ainda não desisti. – Disse para a tela de pintura, diriam que ele era doente ou muito sozinho por está falando com uma tela de pintura, mas não era como se isso importasse para ele. O nome dela era Margot.

Outono era sinônimo de cigarros, achava que eles faziam um bom par e adorava parecer que estava em um filme cult. A chuva já havia parado então acendeu um cigarro e começou a andar pelas ruas largas de New York, a cidade que todo mundo queria morar e que ele se apaixonava mais a cada dia que passava.

Fazia pouco tempo que Kai morava nesse apartamento mas conhecia bem essas ruas, já tinha andado muito por ali, onde estudava na época do colegial era logo na esquina.

O tempo que ele passou naquele colégio foram confusos a ponto do mesmo não conseguir dizer se foram bons ou maus tempos. Ele era bem inteligente, o que diziam ser super previsível por ser asiático. Por isso surgiu o apelido de zumbi japonês que o perseguiu por algum tempo. Mas não era como se fosse bullying ele achava bem engraçado, principalmente pelo fato de ser coreano.

Manteve contato apenas com um dos amigos dessa época, o Liam, que na verdade hoje em dia é seu melhor amigo. Viraram melhores amigos depois de Liam ir pra universidade, eles se viam bem menos porém sempre estavam em festas e são quase irmãos.

Provavelmente os outros estão em universidades por ai e ao contrário do que diziam Kai não foi pra Havard, Yale, Cambridge ou qualquer outra. Talvez algum dia vá, quando decidir o que quer fazer pro resto da vida. Poderia fazer apenas pra tentar algo novo, ter status e aquela vida universitária que tantos querem. Acharia bom e até mesmo já pensou muito sobre. Mas nas grandes universidades, com as pessoas seguindo seus sonhos estando lá, ele apenas estaria por achar bom.

Havia uma cafeteria naquela rua, já tinha a visto algumas vezes mas tinha entrado, o garoto odiava cheesecake que era a especialidade de lá. Mesmo assim resolveu entrar talvez fosse um bom lugar para começar a procura de sua própria criatividade .

Logo na entrada percebeu que lá não estava muito cheio, logo as pessoas também pensavam como ele que cheesecake era uma porcaria. Sentou na mesa ao lado da grande janela que dava para uma rua não muito movimentada .

Logo uma atendente veio a sua mesa, sorriu e entregou o cardápio.

— Não, obrigado. Só vou querer um cappuccino. – Sorriu de volta para a moça.

— Você tem certeza? Nosso cheesecake é famoso pelo sabor inesquecível,deveria provar .

— Não obrigado eu acabei de almoçar.– O que poderia ser verdade se estivéssemos falando da tarde anterior ,a última vez que ele tinha comido .

— Então tudo bem irei trazer o seu cappuccino e pode pedir depois caso se arrependa. – Ela disse e foi até o balcão.

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Rainbow

A luz do dia acordou a garota hoje, nenhum despertador ou alguém gritando dizendo que está atrasada. Abriu os olhos e percebeu que não estava vendo o teto roxo com desenhos feitos a mão e sim um teto cor de vômito de gato com marcas de infiltrações. Ela não estava em casa.

Sua cabeça doía, assim como as costas provavelmente por causa do sofá desconfortável que dormiu. Olhou ao redor e percebeu, era a casa do Trey, ele é um grande amigo do Ashton. Ash é o garoto que ela divide apartamento e que ela considera seu melhor amigo.

— Mas porque diabos eu dormi aqui?

Sabe aquele momento que você sente como uma pessoa com alzheimer deve se sentir? De não se lembrar de nada da noite passada, era como estava naquela tarde. Andou por todo o andar de baixo na tentativa de achar alguém já que até mesmo seu celular estava sem bateria.

— Ashton! – gritou no pé da escada – Trey! Seus merdas cadê vocês.

Ninguém apareceu. Frustrada voltou ao sofá que tinha assassinado sua coluna. Tentou ligar o celular novamente sem sucesso e ficou olhando pra aquele teto pensando em como sua barriga implorava por comida e que comeria até almondegas, que são realmente horríveis.

Aos poucos começou a se lembrar de algumas coisas da noite passada e a ligar os pontos. Tinha saído ontem com os garotos pra comemorar minha volta pra NY mesmo eu não tendo passado nem mesmo 2 meses fora. A casa do Trey era a mais perto do lugar que costumam ir então provavelmente era bem tarde e decidiram ficar aqui.

Depois de algum tempo ouviu um barulho vindo da porta. Um garoto alto de cabelos loiros saiu de lá, Trey. Ele era realmente bonito, ela pensou, não é atoa que saiu com ele por um tempo. Ele estava com um pacote de restaurante japonês, Rainbow nunca ficou tão feliz em vê-lo.

— Ah, você acordou. – Ele disse e retribuiu o sorriso que ela nem mesmo sabia que estava dando. – Você apagou na noite passada. O Ash já foi pra casa, ele disse que você sabe o caminho de volta ai não iria te esperar.

No momento a garota já pensou em tirar Ashton do posto de melhor amigo.

— Ah você foi no japonês. – Disse na esperança dele oferecer a ela um pouco.

— Fui sim. Você quer? – A garota abriu um sorriso e fez que sim com a cabeça e ele passou um pacote para ela. – Então, quando Nate chega?

— Ele ia vim na quarta mas não sei. – Seu sorriso desmanchou, Nate é seu namorado, ou ex namorado, nem mesmo ela sabe direito. Ele viaja muito por causa do trabalho ai eles não se viam sempre.

— É tão engraçado, você é uma das últimas pessoas que eu esperaria que fosse ter um relacionamento a distância.

— Sério? – Falou comendo um pedaço de sashimi de atum. – Por que?

— Você sempre sai a noite, quase todos os caras que são seus amigos querem te pegar, você mora com o Ash e tudo mais. Ele realmente não é ciumento.

— Na verdade ele é bem ciumento. Apenas não tem ciúme do Ash pois é melhor amigo dele e talvez confie mais nele do que em mim. Nós meio que terminamos, ou demos um tempo por causa disso.

— Nossa, eu não sabia – ele fez uma pausa, se arrependendo de ter começado esse assunto, mas era tarde de mais pra tentar mudar. – O que aconteceu?

— Eu disse que ia viajar e como ia com uma amiga eu não queria chamar ele, iria ser desconfortável pra ela e estávamos planejando isso a um tempo – suspirou. – Ai ele teve um ataque de ciúme dizendo que sabia o porquê de eu não querer que ele fosse e me xingou muito. Ele disse que devíamos dar um tempo, eu concordei e fui viajar. Ele até que me mandou algumas mensagens mas eu não esqueci as coisas que ele tinha me dito.

Nate é assim, possessivo. Ela geralmente não dura em relacionamentos por causa de ciúme de garotos feito ele mesmo ela nunca ter chegado a trair algum deles. Eles provavelmente já teriam terminado a muito tempo por causa disso mas ela sentia que realmente gostava dele.

— Não consigo imaginar ele tendo um ataque de ciúmes ou irritado.

— É bem comum, ele é muito mais ciumento do que eu. O que é triste porque eu acho que eu gosto dele, mesmo dele apesar disso. – Ela disse comendo outro tipo de sashimi agora de salmão, que por acaso achou melhor que o outro.

Esse não era um assunto no qual gostava de falar. Provavelmente Trey percebeu, pois não falou mais nada sobre. Passaram a falar sobre sua viagem na qual possivelmente ela falou as mesmas coisas na noite passada mas ambos não se importaram. A comida durou bem menos do que queria, ela continuava com fome.

— Eu acho que já vou indo...– Disse assim que terminou. – Tenho que ir ver meus queridos em casa e preciso do meu cheesecake – Seus gatos e o cheesecake do Brooker foram as coisas que mais sentiu falta nesse um mês fora.

— Ah tudo bem. Mais tarde eu, o Ash e os caras nós vamos nos encontrar lá no prédio. Se você quiser ir...

— Acho que eu vou sim, então nos vemos mais tarde. – Disse enquanto ia para a porta com ele a acompanhando. – Ah obrigada pela comida, salvou minha vida.

Notas finais
Então lembrando do que disse no início, caso você já tenha esquecido, diga o que achou vou adorar saber ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.