Wonderwall.

18 Uma pedra de gelo no lugar do coração.


Notas iniciais
Oiii gente, tudo bom com vocês? Nossa eu tava com tanta saudade de postar minhas histórias, sei que vcs tmb estavam. Então, quero pedir desculpas pela demora, é que aconteceu algumas coisas junto com um bloqueio terrível e infelizmente eu não conseguia escrever nada. Ainda não estou 100%, mas estou conseguindo escrever algumas coisas. Bom, esse cap era para ser maior, mas eu dividi pq ainda não terminei, e se deixasse para postar quando terminasse ia mais uns dois dias, então, aproveitem. Logo eu posto a segunda parte. Escutem essa musica que é do cap> https://www.youtube.com/watch?v=CX4g36bhzqY

Eu estava exausta. O dia não tinha sido legal comigo. Os estudantes da faculdade pareciam ter deixado para fazer trabalhos exatamente hoje e por isso a biblioteca passou o dia cheio de pessoas procurando por livros ou um espaço silencioso entre as prateleiras, parecia até um formigueiro.

Enquanto organizava uma pilha de enciclopédias, outra se formava sobre o balcão. Eu só queria meu apartamento, especialmente a minha cama e os braços de Oliver ao me redor.

Quando a biblioteca começou a esvaziar, senti que até o ar havia ficado mais leve. Mas, muitos livros ainda ocupavam o balcão, ainda tinha muito trabalho para ser feito. Que falta sinto do meu sofá.

Peguei a primeira pilha de livros e comecei a caminhar pela biblioteca, colocando cada um em sua devida prateleira.

— Ah graças a Deus a ajuda chegou! — escutei Ana comemorar e sai do meio de algumas prateleiras para ver que tal ajuda era essa que tinha a deixado tão feliz. — Você pode carregar essa pilha de livros enquanto eu vou organizando tudo!

E já foi colocando um monte de livros nos braços de Oliver que olhava sem entender nada para ela. Comecei a rir e caminhei até os dois, olhando feio para Ana que demonstrava uma felicidade enorme por ter arranjado um servo.

— Bom, acho que você pode ir já, Ana. — seu sorriso aumentou ainda mais, podia jurar que se seus lábios de esticassem mais os cantos da sua boca rasgariam. — Tem pouca coisa para organizar e Oliver me ajuda.

— É sério mesmo? — perguntou ainda incrédula.

— Sim. — falei, fazendo-a sapatear e praticamente pular no meu colo para encher minhas bochechas de beijos. — Tudo bem, tudo bem. Não precisa exagerar.

— Você é muito boa, Felicity. — e deixou mais um beijo estalado na minha bochecha antes de pegar sua bolsa e sair correndo pela porta.

— Então, agora eu sou seu escravo? — resmungou Oliver, largando os livros no balcão.

Girei sobre meus calcanhares e sorri jogando meus braços ao redor do seu pescoço.

— Sim. Um belo escravo, charmoso também e muito gostoso. E o melhor — beijei seu queixo. — é só meu escravo.

— Okay! Isso é extremamente sexy. — suas mãos agarraram minha cintura e ele me ergueu no ar, me colocando sobre o balcão e logo abrindo minhas pernas para posicionar seu quadril entre elas. Eu gemi e deslizei minhas mãos sobre seu peitoral.

— Essa é a intenção. — provoquei, arrancando sua camisa.

[...]

Assim que chegamos ao meu apartamento eu tirei meus tênis e joguei minha bolsa sobre a mesa de centro para então sentar no meu sofá e relaxar. Oliver sentou ao meu lado e logo suas mãos prestativas estavam sobre meus ombros.

— Por que você não toma um banho enquanto eu peço uma pizza e escolho um filme? — perguntou-me, massageando minhas costas.

Ele sabia exatamente o quanto eu estava me sentindo exausta e por isso estava sendo tão atencioso e carinhoso, não que ele não seja todo dia, mas agora, sua única preocupação era me fazer relaxar. E suas mãos estavam fazendo maravilhas nas minhas costas, eu suspirei, me deliciando com aquele momento. Ficar ali era um tanto quanto irresistível, assim como tomar uma ducha quentinha, e realmente precisa de um banho e de comida mais que tudo.

— Tá. Desde que você me prometa que vai continuar essa sessão de massagem depois.

— É claro que eu prometo. — ele começou a beijar meu pescoço, deslizando os lábios até minha orelha e então sussurrou: — Você sabe o quanto minhas mãos adoram sua pele.

— E você sabe o quanto meu corpo adora suas mãos. — devolvi me virando para beijar os lábios dele. — Prometo que tomo um banho bem rápido.

Dei mais um beijo rápido nele, ignorando todos os arrepios que seus lábios, suas mãos e voz me proporcionavam naquele momento. Levantei e segui para o banheiro.

— Calabresa, por favor, e sem abacaxi. — gritei, adentrando o corredor.

Depois de tomar banho eu sentia meus músculos mais relaxados e já não sentia tanto cansaço como antes. Vesti uma camisa de Oliver que estava no armário, apenas ela e uma calcinha. Só uma mulher sabe o quanto o sutiã incomoda e depois desse longo dia tudo que queria era ficar livre dessa peça maligna.

Voltei para sala onde Oliver e Mogus me aguardavam para uma sessão de filmes de sexta feira. Me sentei entre os dois, encostando minhas costas no peito de Oliver e puxando o gatinho — que ronronava a espera de um afago — sobre minhas pernas. Fui muito bem recepcionada. E quando Oliver abriu a caixa da pizza senti meu estômago dar um salto, só então percebi que fazia horas que não comia.

— Isso é incrível. — resmunguei mordendo a fatia suculenta de pizza. — Então, que filme escolheu?

— O nome é um homem de sorte.

— Minha nossa. — resmunguei. — Você não precisava escolher uma adaptação de Nicholas Sparks só para me agradar.

— Você sabe que faço tudo para te agradar. — argumentou. — E me identifiquei com o título. — E deu um beijo no topo da minha cabeça. — Também sou um homem de sorte.

Fiquei em silêncio. A verdade era que eu já havia assistido àquele filme, e nem tinha gostado tanto, mas Oliver estava sendo tão carinhoso e atencioso, que preferi não comentar isso.

Eu não queria decepciona-lo, mas acabei dormindo na metade do filme, em uma parte remota. E é claro que Oliver precisou me carregar para a cama.

Acabei acordando bem cedinho no sábado e preparei uma bela bandeja de café da manhã, para compensar todo o trabalho que ele tinha tido na noite anterior. Andei até o quarto e coloquei a bandeja sobre a cômoda, me deitei ao lado de Oliver e comecei a deslizar meus dedos sobre seu rosto.

Meu suave afago o fez despertar preguiçosamente. Ele abriu os olhos lentamente e seu sorriso foi crescendo de forma gradativa, eu adorava acorda-lo de manhã e ser cumprimentada por seu belo sorriso e um longo beijo na testa.

— Bom dia. — sibilou, me abraçando e puxando-me para mais perto dele para poder me dar um beijo na testa e outro sobre a ponta do meu nariz. — Que cheiro é esse?

— Ahh claro. Eu preparei café da manhã para nós. — respondi me sentando.

— Acho que mereço isso depois do filme de ontem.

— Não foi tão ruim assim. Vocês homens com toda essa testosterona adoram afirmar que filme romântico é coisa de mulherzinha. Que chorar assistindo filmes é coisa de mulherzinha. — falei enquanto colocava a bandeja entre nós dois. — Sempre esse papinho chato.

— Na verdade não, eu já chorei vendo filme.

Acho que meu queixo foi lá no chão ao imaginar Oliver chorando na frente da televisão, na verdade imaginar um homem tão macho alfa como Oliver chorando é estranho, mas fofo ao mesmo tempo.

— Quais filmes?

— Foi só um. Forrest Gump; quando ele está na frente do túmulo do grande amor da vida dele.

— É um filme lindo. Realmente capaz de fazer um homem como você chorar.

— Hum... Você fez tudo isso? — indagou apontando o dedo para a bandeja. Fiz que sim com a cabeça. — até os donuts?

— Claro... e a salada de frutas também. Tudo.

— Então por que esses donuts têm um cheiro bem familiar? — Tentei sustentar o sorriso de quem tinha sido totalmente honesta, mas os olhos de Oliver pareciam raios lasers prontos para acabar comigo.

— Tudo bem, você me pegou. Na verdade eu dei uma passadinha na cafeteria da Rose. — admiti. — É que queria lhe proporcionar um delicioso café.

Oliver sorriu deixando o clima ainda mais leve. Eu devia estar olhando para ele como uma boba, e nem estava me importando com os cantos da boca dele sujo de açúcar e bolinhas coloridas.

— Você não vai comer?

— Sim. Depois disso.

Arrastei a bandeja para longe de nós dois e puxei Oliver para cima de mim, deslizando nossos corpos até que estivéssemos deitados sobre o colchão, ele acariciou meus cabelos e lentamente seus lábios se moveram sobre os meus deixando um gosto de glace.

— Não só um delicioso café da manhã, como também um completo café da manhã.

Ele sorriu, olhando intensamente para meus olhos.

— Você está ainda mais linda hoje.

— E isso é tão clichê. Mas eu até gosto. — ele sorriu e beijou meu pescoço, subindo até minha orelha.

— E gostosa também. — murmurou, esgueirando a mão para dentro da minha camisa. — Eu já falei que minhas mãos adoram sua pele? — um gemido de concordância escapou da minha boca. E ele deslizou a mão até meus seios, acariciou e apertou cada um deles. — Principalmente essa parte do seu corpo.

— Ótimo, porque essa parte do meu corpo adora suas mãos. — Seus toques fizeram um reboliço no meu corpo e só conseguia desejar mais. — E ainda mais a boca.

Aquilo foi o suficiente para despertar os desejos mais primitivos de Oliver, ele agarrou minha camisa e a tirou, logo sua boca estava sugando um seio, enquanto a mão apertava outro.

Quando ele estava perto de arrancar minha calcinha e consequentemente me fazer ficar mais alguns longos e prazerosos minutos na cama, seu celular tocou, fazendo-o grunhir de irritação e se afastar, mas após uns segundos olhando para meus seios e o celular ele voltou sua atenção para o que estava fazendo que era deixar minha pele toda marcada por chupões e mordidas enquanto uma de suas mãos deslizava para dentro da minha calcinha. E ao me encontrar toda molhada ele deu um de seus sorrisos safados, os olhos continham uma chama intensa de desejo e luxúria que me fez estremecer.

Ele beijou minha barriga e seus lábios deslizaram até meu mamilo que ele prendeu entre seus lábios e chupou, aquilo em soma com sua mão que acariciava meu clitóris faziam minha pulsação ir a mil, aquela altura o celular já havia parado de tocar, mas quando comecei a deslizar a cueca de Oliver o som do aparelho cortou o som dos nossos gemidos e dessa vez fui eu que grunhi.

— É melhor você atender de uma vez.

— Não deve ser nada importante. — argumentou pegando o celular e checando o visor. — É só a Thea. — senti um arrepio percorrer minha espinha, e se Thea tinha mudado de ideia, provavelmente estava ligando para contar a verdade ao irmão. — ela tem um timing certeiro.

Completou deslizando o dedo sobre a tela do aparelho, em seguida levantou e começou a falar com a irmã. Juntei a camisa e vesti de novo enquanto observava Oliver.

— Amanhã? — questionou e então fez uma pausa para escutar com atenção o que a irmã dizia. — Eu não sei se Felicity está disposta a fazer isso. A gente tinha combinado de jogar paintball amanhã. — Outra pausa, meu coração batia freneticamente. Por que ela mencionou meu nome? — Tudo bem, eu vou falar com ela. Ligo depois para avisar. Até mais e se cuida.

Observei-o virar-se para mim e me encarar por longos segundos antes de se sentar na cama novamente.

— Você quer viajar comigo para Los Angeles amanhã?

— O quê? Los Angeles? Onde sua família mora?

— Isso.

Ele começou acariciar meu tornozelo com a ponta dos dedos enquanto me olhava igual um Mogus quando me flagra comendo.

— É aniversário da minha mãe e parece que Thea está organizando um almoço amanhã para comemorar. E ela sabe que nossa mãe adoraria que você me acompanhasse.

— Mas viajar assim? Praticamente encima da hora?

— Thea pensou em tudo, Speedy tem essa mania. Ela comprou as passagens para a gente.

Como podia ter certeza que seria exatamente só um almoço de confraternização pelo aniversário de Moira ou que na verdade Thea esta armando um plano para me desmascarar?

Okay, okay, isso é paranoia da minha cabeça; ou talvez não.

— Então, você quer viajar comigo?

— Eu... eu não sei.

— Tem algum problema?

— Não. É que, não sei se estou preparada para isso.

— Qual o problema, você já conhece minha mãe e minha irmã, elas te adoram.

Não; sua mãe me adora, Thea me odeia, mas está fingindo que gosta de mim. Talvez só esteja planejando uma forma de acabar comigo.

— Chega de paranoia.

— O que você disse?

— Nada.

— Já sei. O problema é meu pai? Você acha que ele é um cretino arrogante. Se é isso, não se preocupe, é capaz dele nem aparecer. Ele quase nunca está em casa.

— Seu pai não é o problema, Oliver.

— Então o que é? — ele se aproximou e colocou meu cabelo atrás da orelha. — Por que não me diz? Talvez eu possa te ajudar.

— É que eu...

— Você tem medo de avião? — questionou. Ponderei, até que era uma desculpa boa. — Não acredito que a garota mais durona que já conheci tem medo de avião.

— Todo mundo tem medo de alguma coisa. — argumentei, me levantando. — O meu é esse. — me dirigi para o banheiro e Oliver me seguiu. — Você não tem um?

Ele ficou pensativo parado no batente da porta do banheiro, até me encarar por uns 5 segundos e dizer.

— Apenas um. — seus olhos fitaram os meus tão intensamente que eu senti um calor agradável no coração. — Perder você.

Até deixei o creme dental que havia acabado de colocar sobre a escova de dentes cair na pia. Aquilo me atingiu tão em cheio que tudo que senti dentro do peito foi uma enorme pedra de gelo, como eu era capaz de escutar algo tão doce e continuar enganando Oliver? Exatamente porque tenho uma pedra de gelo no lugar de um coração.

Sou uma mentirosa e destruidora de corações. Eu sou covarde. Entretanto, sei que meu medo não é embarcar em um avião, mas, sim destruir Oliver, e é exatamente isso que vou fazer quando ele souber toda a verdade.

Caminhei até ele e o abracei.

Covarde! Covarde! Covarde, é isso que sou.

— Eu quero viajar com você. Tenho certeza que vai estar lá para me proteger.

Sua mão afagou minhas costas e Oliver me apertou em seus braços.

— Sempre estarei.

[...]

E foi assim que aceitei viajar com Oliver, e ignorar algumas regras do meu trabalho, acabei não contando nada para Diggle e Robert sobre a viajem,sei que terá consequências, um enorme sermão de Diggle e talvez outro de Robert. Até Mogus se sentiu traído quando entreguei-o para Ana.

A viagem durou pouco mais de 6 hrs. Estávamos super cansados. Mas Thea tinha pensado em tudo realmente. Ela estava nos esperando no saguão do aeroporto, segurando um enorme papelão escrito “irmão e namorado do irmão”. Fiquei alegre quando vi aquilo e confesso que me senti mais aliviada.

— Oi, como vocês estão? — A caçula perguntou, jogando os braços ao nosso redor.

— Estamos bem. Mas acho que se você afrouxar esse abraço, ficaremos melhor ainda. — Oliver respondeu.

Thea se afastou e encarou o irmão.

— Senti saudades maninho. — Deu um soco no braço dele. — E de você também, Felicity.

— Obrigada por me convidar. — quando disse isso não queria apenas agradecer o convite, mas também agradecer o fato de Thea estar me acobertando, mesmo sabendo todo o mal que posso causar. Acredito que no fundo ela percebeu.

— Ahh... — resmungou abaixando a cabeça. — Bom, então vamos, mamãe está tão animada para ver vocês dois.

Saímos do aeroporto e na entrada um carro com motorista nos esperava. Ajudei Oliver colocar nossa bagagem no porta malas, então embarcamos no carro. Agarrei a mão dele como força e deitei minha cabeça em seu ombro.

— E o papai? — questionou Oliver, Thea o olhou pelo retrovisor e então abaixou a cabeça.

— Sabe como é. Problemas no trabalho.

— Mas é o aniversário da mamãe.

— Eu sei. Falei isso para ele. Não adiantou.

— Nem sei porque pensei que ele estaria presente, ele nunca está.

E depois desse último comentário seguimos o caminho em silêncio.

Quando chegamos à casa de Oliver, fomos recebidos por uma mulher mais velha, ela tinha um sorriso doce e carinhoso. Antes de falar qualquer coisa à mulher puxou Oliver para um abraço apertado, afagou as costas dele e lhe deu um beijo bem estalado na bochecha.

— Querido, que bom ver você. — disse com a voz baixa. — Está tão magro. Não deve estar se alimentando direito.

— Eu estou bem, Agnes. — disse Oliver. — Estou me alimentando muito bem, e estava morrendo de saudades. Como você está?

— Muito bem. Melhor agora. — Eu podia notar sua voz emocionada por ver Oliver. — É tão bom te ver aqui.

Oliver suspirou e olhou ao redor. Só então eu dei uma boa olhada no ambiente. A casa dos Queen era enorme e antiga, mas a decoração era simples e sofisticada, assim como Moira. Tinha uma essência viva, alegre e aconchegante. Pensei nas histórias que Oliver me contou sobre quando era pequeno, nas bagunças que ele e a irmã aprontavam. Pode parecer estranho, mas eu me sentia em casa.

— E essa bela garota, quem é? — Tirei o olhar de uma foto de família pendurada na parede e olhei para Agnes, ela me fitava com atenção e uma doçura enorme nos olhos. — É a sua namorada?

Oliver me olhou sorrindo e passou o braço ao redor da minha cintura, depois olhou todo orgulhoso para Agnes.

— Sim. Ela é minha namorada.

Agnes sorriu e se aproximou.

— Qual o seu nome, minha querida?

— Felicity.

Então ela me abraçou com força.

— Seja bem vinda, Felicity.

— Obrigada.

— Bom, vocês devem estar cansados. — comentou se afastando de mim. — Por que não levam suas coisas para o quarto enquanto eu preparo um lanche para vocês?

— Você ainda faz aquela torta maravilhosa de amoras? — indagou Oliver.

— Como ninguém faz, meu querido. — então ela seguiu para a cozinha, acredito.

— Ollie, mamãe disse para vocês ficarem em quartos separados. — comentou Thea.

— Mamãe não precisa se preocupar com isso, eu e Felicity já. — apertei o braço dele, fazendo-o engolir as próximas palavras.

— Sua irmã não precisa saber disso. — cochichei.

— Exatamente. — ela concordou cruzando os braços. — Independente do que vocês já fizeram, ordens são ordens. E você mais do que ninguém sabe que desobedece-la é uma péssima ideia. Eu vou ligar para ela e dizer que vocês já chegaram.

— Onde ela está?

— Ela teve que ir até a empresa. Tenho que ir. — disse. — Mostra o quarto de visitas para a Felicity.

— Vamos subir, você deve estar querendo descansar.

— Um pouco.

Oliver pegou minha mão e me conduziu até as escadas. Meu quarto ficava ao lado do dele, e antes de conhecer o cômodo que ele dormiu durante parte da sua vida eu preferi tomar um banho.

— A gente se vê daqui a pouco. — dei um beijo demorado em seus lábios e adentrei o quarto.

Era um cômodo bem espaçoso em tons bege e branco. A cama era enorme e tinha uma cômoda ao lado esquerdo, ao lado direito uma enorme janela com cortinas marrom e logo a frente um closet. O tapete era macio como plumas. Olhei ao redor e no canto esquerdo tinha uma porta, presumi ser a do banheiro.

Joguei minha mochila sobre a cama e tirei meus tênis. Segui para o banheiro.

Tinha trazido poucas roupas, afinal, era apenas um final de semana. Depois do banho vesti uma calça jeans, uma blusa preta de mangas longas e calcei uma sapatilha.

Sabia que Oliver estaria me esperando em seu quarto, então quando sai do meu foi para o dele que entrei. Ele estava deitado, usando uma camisa cinza e uma calça preta de moletom. Me deitei ao lado dele na cama, sentindo seu cheiro delicioso.

— Senti sua falta. — murmurou, me puxando para deitar sobre seu braço. — Então, gostou do seu quarto.

— Sim, é bem espaçoso. Mais grande que o meu apartamento.

Ele riu e beijou meus cabelos molhados. Um silêncio agradável preenchia o espaço. Oliver ficou afagando minhas costas e eu o ombro dele. Estar em seus braços era tão incrivelmente bom que eu desejava ficar ali eternamente, e isso me fez lamentar tanto estar tão apaixonada.

Acabei caindo no sono, me sentindo culpada, sentindo aquela pedra de gelo no coração novamente.

Notas finais
Bom espero que tenham gostado, e mais do que nunca eu preciso saber o que acharam do cap, tenho certeza que vai me dar uma confiança maior para escrever, por favor comentem. Beijooos. Logo Logo posto dd.