Wonderwall.

30 Um mundo sem Felicity Smoak.


Notas iniciais
Oiiiiiiii lindaaaas!! Como vocês estão? Espero que estejam preparadas para o capítulo pq as emoções ainda n acabaram rsrsrs tem até morte nesse cap. Então como forma de agradecimento pelos 509 comentários e 103 favoritos que era a minha meta (amo vcs), estou aqui para mais um cap cheio de adrenalina e espero muito que gostem. Hoje vou deixar uma musica, eu sempre quero deixar na verdd, mas sempre esqueço. Hoje coloquei do lado do título e lembre ahsuahs escutem pelo amor de deus durante o cap inteiro https://www.youtube.com/watch?v=Bm_kiwytdA4&list=RDBm_kiwytdA4 Agora vcs podem ler. E obrigada gente, vcs são leitoras incriveis ♥

** POV OLIVER **

7 Minutos, apenas sete minutos levou para eu dirigir até o edifício do FBI consumido por chamas. Desembarquei da picape de Nyssa e olhei para o prédio arruinado. Nenhum andar estava salvo, a coisa ao vivo estava muito pior do que na televisão. Minhas pernas amoleceram e se não fosse Nyssa me segurar eu teria caído de joelhos no chão. Constatei em meio a lágrimas e arrependimento que era impossível Felicity ainda estar viva.

— Não Nyssa, Felicity não. — eu gritava em meio a soluços enquanto Nyssa me abraçava com força e me deixava chorar com o rosto afundado na sua jaqueta de couro.

Meu coração estava apertado dentro do peito, eu podia sentir a dor descomunal da perda me atingir e se alastrar por todo o meu corpo. A única coisa que eu conseguia fazer era chorar e pedir baixinho para que Felicity estivesse bem, embora não tivesse mais esperanças.

Eu perdi a única mulher que amei. Isso dói, machuca; eu a amo e não posso perdê-la. Quero ficar com ela, criar Jemy ao seu lado, fazê-la a mulher mais feliz do mundo, amá-la da forma que merece, quero tudo com Felicity.

Eu ainda posso ser um herói e tirar a mulher da minha vida lá de dentro e depois dizer o quanto a amo e que não me importo com nada, só em ficar com ela e nosso filho.

Levanto-me, livro-me do aperto de Nyssa e avanço na direção do prédio. Tem uma multidão de pessoas no meu caminho, então me esgueiro por entre elas e tiro qualquer um que ultrapassa o meu caminho. Quando passo da linha amarela colocada pelos bombeiros eu continuo correndo em direção à entrada. Estou quase lá, no entanto, um grupo de bombeiro está saindo do prédio, um deles me segura com força, fazendo-me me debater, consigo ser mais forte que ele, mas não mais forte do que cinco homens me segurando. Eles me arrastam para longe e me seguram atrás da linha amarela de novo.

— Ei cara, você está maluco? — indaga um deles, o rosto coberto de fuligem.

— A mulher que eu amo está lá dentro. Eu a magoei e preciso resolver isso. Dizer o quanto a amo e que tudo que mais quero é ficar com ela.

— Se você entrar lá vai acabar morrendo, se não for pelo fogo vai ser pela fumaça. — ele diz. — Sinto muito, mas se serve de consolo, o último grupo de bombeiros está saindo do edifício.

Eu encaro o bombeiro, no seu uniforme está escrito James.

Novamente estou cheio de esperanças.

— Você tem contato com eles, James?

— Infelizmente não, a conexão caiu faz cinco minutos. — ele responde. — Mas você precisa ter esperanças.

— É a única coisa que me restou.

O bombeiro aperta meu ombro em uma forma de consolo, depois se afasta. A esperança não é a única coisa que me resta, eu posso orar, pedir, implorar para que Felicity esteja com esse grupo de bombeiros. É isso que faço, me ajoelho e abaixo a cabeça, enlaço minhas mãos e começo a pedir pela vida dela.

Eu já cometi muitos erros na minha vida, mas deixar Felicity ir embora daquela sorveteria foi o maior deles. Se tivesse feito algo, apenas levantado e segurado sua mão, dito que não me importava, se tivesse feito isso, Felicity não estaria dentro desse prédio. Tudo isso é culpa minha. Maldito orgulho!

— Eles estão saindo.

— Graças a Deus.

Escutei o burburinho se formando no meio da multidão que tinha se formado na calçada. Tive pavor de erguer a cabeça e não ver Felicity sendo carregada por um deles, sabia que esse era o último grupo de bombeiros lá dentro, se eles saíssem de mãos vazias toda a minha esperança desabaria, mas então as pessoas começaram a bater palmas e reverenciar os bombeiros.

Ergui minha cabeça e vi a imagem que conseguiu me acalmar e me deixar ainda mais esperançoso. John Diggle estava sendo carregado por dois bombeiros, logo atrás mais dois homens estavam sendo carregados. Felicity estava com Diggle, então se John saiu, ela também irá sair. Eu me levantei, pronto para ultrapassar a fita de segurança, meus olhos focados na entrada do prédio, o coração praticamente pulando para fora do peito. E lá estava, o último bombeiro do grupo com uma mulher loira nos braços.

Senti o medo se esvaindo do meu corpo para dar lugar a um sentimento de alivio e felicidade, mas em uma fração de segundos o medo novamente tomou meu corpo. Lá estava a minha garota, no entanto, Felicity estava desmaiada, com certeza havia engolido muita fumaça e pelo pouco que sei, tenho plena consciência de que ela ainda corre riscos.

Ultrapassei a fita amarela e corri até o bombeiro que transportava Felicity, mas novamente fui impedido de chegar até ela. Dois bombeiros me seguraram e me arrastaram.

— Lamento. Sei que está preocupado com ela. — diz James, me colocando atrás da fita amarela. — Mas agora ela precisa de cuidados. A fumaça lá dentro é tóxica e pode ter causado algum problema respiratório nela. O tempo no momento é nosso maior inimigo, ela precisa imediatamente de cuidados médicos, se você nos atrapalhar pode prejudicá-la.

— Okay. Okay. — respirei fundo, e concordei com a cabeça. James tinha razão, não podia atrasá-los mais ainda, um minuto pode prejudicar ainda mais a vida de Felicity. — Para que hospital vão levá-la?

— No Presbyterian no Upper east side.

Assenti com a cabeça.

— Obrigada, muito obrigada.

— Espero que sua garota fique bem e você consiga concertar o que fez.

** POV FELICITY **

— Mulher, branca. 27 anos. Algumas escoriações e queimaduras pelo corpo. — eu não conseguia me mexer, tinha dificuldades para respirar, parecia que o ar não entrava nos meus pulmões. E apesar de estar inconsciente, podia escutar as pessoas ao meu redor e sentir dores pelo corpo inteiro. — Está com problemas respiratórios devido à inalação de fumaça.

— Chama o Dr Price, diz que é urgente. — agora era a voz de uma mulher, devia ser a que estava examinando minha pulsação e erguendo as pálpebras dos meus olhos. — Vamos para a sala 03 da emergência.

Eu escutei o barulho das rodinhas da cama onde o meu corpo inerte estava, derrapando pelo piso, com certeza, eu estava em um hospital. E a outra certeza que tinha era, eu estava morrendo.

— Os batimentos cardíacos estão baixos e caindo. — escutei e imediatamente alguém colocou as mãos sobre o meu peito e iniciou uma massagem cardíaca.

Eu senti meu coração dar um único solavanco dentro do peito, até parecia que tinha levado uma injeção de adrenalina bem no coração. Também abri meus olhos e observei varias pessoas de jaleco ao meu redor. Todas lutando para me salvar. Tentei desesperadamente puxar o ar para os meus pulmões, mas acabei falhando, ainda sentia o cheiro da fumaça e o gosto de fuligem na minha boca.

— A massagem não está adiantando. Os batimentos voltaram a cair. — escutei, apesar de a voz ser em um tom tranquilo, eu podia sentir a preocupação por trás de toda calma. — Preciso do carinho.

— Ela não consegue respirar. Com certeza está com uma infecção respiratória grave, vamos ter que intubar agora.

O homem que estava tentando fazer meus batimentos cardíacos aumentarem continuou a massagem e outro segurou meus ombros e me fez deitar ereta novamente, ele retirou o travesseiro sob minha nuca e abriu a minha boca, imediatamente senti a sonda entrando pela minha garganta e então em poucos instantes senti o oxigênio adentrar nos meus pulmões.

— Ela está com uma queimadura de terceiro grau na coxa superior direita. Vai precisar de enxerto de pele. — Só então dei atenção para a dor descomunal que sentia na perna, parecia que ela estava em carne viva.

As lembranças da explosão e depois do incêndio causado pelos homens de Shawn invadiram minha mente. Eu tinha acabado de sair da sala do Diggle depois de pedir para ele me tirar da missão. Diante de tudo que havia acontecido nos últimos dias, primeiro a ameaça de Shaw contra Jaremy e minha mãe, eu não ia conseguir continuar o investigando sabendo que meu filho corria riscos; segundo, a minha história com Oliver, havia contado toda a verdade e visto a frieza e a raiva dentro dos seus olhos, tinha certeza que ele nunca mais me perdoaria, e depois da noite que tivemos, em que deixei meus sentimentos bem claros, não ia conseguir continuar trabalhando ao lado dele.

Estava esperando o elevador quando ouve uma explosão no mesmo andar que estava, bem ao lado da sala de Dig, claro que imediatamente voltei para o escritório dele e o encontrei desmaiado, com um pedaço da parede caído sobre a sua perna.

Eu tentei desesperadamente afastar o cubo de concreto, mas ele era muito pesado. Saí da sala e no meio de tanta correria, consegui ajuda de dois agentes. Os mesmos me ajudaram a carregar Dig em meio a fumaça que se iniciara logo após a primeira explosão. Estávamos descendo a escada quando outra explosão aconteceu, dessa vez bem perto, tão perto que meu corpo foi arremessado e eu fui levada a inconsciência.

— Diggle. Diggle — murmurei, minha voz estava tão fraca que um dos enfermeiros se agachou e colocou a orelha perto da minha boca para poder escutar. — John Diggle.

— É o outro paciente. — escutei o médico que estava cuidando da minha perna. — O quadro dele é grave também.

Lágrimas começaram a brotar do canto dos meus olhos. Diggle não, Diggle não. Por favor, ele é um homem bom, tem uma família, precisa sobreviver.

— Batimentos cardíacos caindo. Não podemos perder a paciente.

Escutei as pessoas se mobilizando ao meu redor, gritando e dando ordens. Meu coração estava parando, eu podia sentir minha pulsação cada vez mais fraca. Céus, eu também não posso morrer, tenho um filho e ele precisa de mim. Por favor, eu não posso morrer.

Eu repeti essas palavras dezenas de vezes, porém não foi o suficiente, meu coração parou!

[...]

** POV OLIVER **

Eu entrei no hospital e fui direto ao balcão de informações. Pedi sobre Felicity para a enfermeira, e ela perguntou se eu era da família. Acabei mentindo e falando que era noivo dela, no entanto, mesmo com a minha mentira a enfermeira não queria me dar nenhuma informação, disse que eu era apenas noivo, foi aí que Nyssa entrou na conversa.

— Você não está vendo o estado desse homem? — ela praticamente gritou aos quatro ventos, por isso todos os olhares caíram sobre nós. — Ele passou a última meia hora chorando e pedindo para que a noiva dele saísse viva de um prédio em chamas e você não quer dar uma pequena informação para ele, tu não tem coração mulher?

A enfermeira engoliu em seco e pareceu se compadecer. Parece que o pequeno surto de Nyssa tinha adiantado, porque imediatamente a enfermeira digitou alguma coisa no computador e me encarou em seguida.

— A paciente ainda está na sala de emergência.

— Qual sala?

— Não posso passar essa informação.

— Por favor, eu só preciso olhar para ela.

A enfermeira me encarou, os olhos cheios de compaixão.

— Sinto muito, mas é melhor você aguardar noticias na sala de espera.

Encarei Nyssa, a espera de outro surto, mas ela maneou a cabeça e murmurou um “desculpe, mas ela está certa”. Assenti com a cabeça para a enfermeira e me afastei do balcão de informações.

— Ela vai ficar bem, Oliver. — murmurou Nyssa, esfregando meu ombro. — Felicity é forte.

— Eu estou morrendo de medo, Nyssa. — declarei, abaixei a cabeça e respirei fundo. — Eu a amo, não posso perdê-la. Não consigo pensar em um mundo sem Felicity Smoak.

— Não acredito que precisou chegar nessas circunstancias para você enfim assumir que a ama e quer ficar com ela. — resmungou Nyssa, me olhando feio. — Se eu tivesse a oportunidade de amar e ser amada como você e Felicity, eu não ia nunca cometer erros tão estúpidos como você.

— Pelo amor de Deus, Nyssa. Já sei que sou um idiota. — falei. — Mas estou disposto a concertar tudo.

— Graças a Deus. — ela murmurou.

— Por favor, a minha filha, ela deu entrada nesse hospital. Preciso saber como ela está. — eu reconheci a mulher loira desesperada pedindo informações no balcão. Era a mãe de Felicity.

— Donna. — falei, ela girou e me encarou, seus olhos estavam inchados e repletos de lágrimas.

— Oliver. — ela caminhou na minha direção. — Você sabe da minha filha? Essas enfermeiras não me deram nada que eu possa considerar tranquilizador.

— Senta aqui. — falei.

— Eu preciso ver a minha filha. — Donna deixou algumas lágrimas rolarem sobre suas bochechas.

— Nyssa, pode pegar um copo de água para ela? — minha amiga assentiu e saiu em busca do que pedi.

Sentei-me ao lado de Donna e segurei sua mão. Eu mal a conhecia, mas já gostava dela. Nós dois partilhamos do mesmo medo, o medo de perder Felicity. Ambos precisamos de informações válidas que sirvam para nos acalmar.

Nyssa voltou com o copo d’água que pedi e entregou para Donna.

— Obrigado. — sibilei.

— Vou voltar para o trabalho, qualquer coisa me liga. — assenti e Nyssa se retirou.

— Eu sabia que esse emprego dela ainda ia colocá-la em situações extremas como essa. — a mulher lamentou, ela tirou um lenço da bolsa e limpou as lágrimas. — Sempre odiei quando ela saia nessas missões suicidas, sempre senti medo de perdê-la. E hoje ela ficou presa em um prédio consumido pelo fogo, pode ter saído lá de dentro, mas eu sei os efeitos da fumaça, Felicity ainda corre riscos de vida, Oliver e eu não posso pensar em perdê-la. Preciso dela, o Jemy precisa dela.

Eu senti a dor de Donna, era a mesma que estava sentindo. Senti ainda mais vontade de chorar, mas consegui me controlar, Donna já estava abalada demais, precisava do meu consolo, por mais que não nos conhecêssemos direito, agora tínhamos um ao outro de apoio. Apertei sua mão, tentando lhe transmitir um pouco da minha esperança.

— Ela vai ficar bem. — murmurei. — Você deve saber o quanto sua filha é forte.

— Eu sei. — ela soluçou. — Ela já passou por tantas coisas. Vai conseguir passar por mais essa.

— Olá. — ergui o rosto e encarei o homem de jaleco branco que acabará de nos saudar. — Meu nome é Adam Price, sou cirurgião geral do hospital. Vocês são parentes de Felicity Smoak?

Donna apertou meus dedos com força e levantou de supetão.

— Sim, sou a mãe dela. — disse rapidamente. — Você tem noticias? Como está a minha filha?

— A sua filha está estável. Sofreu uma parada cardíaca, entretanto conseguimos reverter o quadro e agora ela está sedada. — ele disse, e eu vi Donna ceder ao meu lado. Ajudei-a sentar-se novamente e o médico começou a nos explicar o quadro de Felicity. — por causa da fumaça inalada os brônquios dela se fecharam e ela desenvolveu uma infecção respiratória. Isso é muito grave, porque se ela não receber o devido atendimento acabará adquirindo uma doença crônica no futuro. Felicity também desenvolveu um quadro grave de pneumonia, por causa disso precisamos redobrar os cuidados.

— Ai meu Deus. — sibilou Donna, cobrindo a boca com a mão. — Ela vai ficar bem?

— Sua filha precisa ficar internada alguns dias para fazer o tratamento. Ela precisa da ajuda dos aparelhos para respirar, mas isso é bom, porque o pulmão dela vai começar a liberar as toxinas da fumaça do incêndio. — explicou. — Ainda é muito cedo para afirmar ou não se ela vai ter sequelas. Mas por sorte ela não sofreu queimaduras internas.

— E isso é bom? — questionei.

— É ótimo. Porque não vamos precisar induzir um coma, só vamos sedá-la pra que ela não sinta dores na traqueia. — respondeu. — A sua filha também sofreu uma queimadura de terceiro grau na parte superior da coxa direita, ela vai precisar de cirurgia e enxerto de pele.

— Depois disso tudo ela vai ficar bem?

— É cedo para dizer, mas nós vamos fazer de tudo para que ela se recupere perfeitamente.

— Nós podemos vê-la? — questionou Donna.

— Apenas um membro da família pode vê-la. — Donna me encarou.

— Pode ir, Donna. — digo. — Posso esperar até amanhã para vê-la. — era mentira, porém, Donna estava ainda mais angustiada do que eu, e ela é mãe.

Donna balançou a cabeça, me deu um abraço e me agradeceu, depois seguiu o médico. Eu sentei-me e respirei aliviado. Por mais que o estado de Felicity não fosse dos melhores, eu tinha certeza que ela ficaria bem.

[...]

** POV FELICITY **

Abri meus olhos lentamente e por causa da luz forte tive que piscar algumas vezes para conseguir me acostumar com a forte iluminação ao meu redor. Quando o teto em cima da minha cabeça ficou mais claro, eu comecei a olhar para os lados, escutei o bip que fazia a maquina ao lado esquerdo, ela estava ligada ao meu coração, coração que tinha parado de bater há um tempo atrás. Bom, isso é muito bom, quer dizer que os médicos conseguiram me reanimar e eu não morri.

Graças a Deus.

Suspirei.

Virei meu rosto e na bancada ao lado tinha um vaso com rosas brancas. Mamãe sabe que adoro rosas brancas, só pode ter sido ela que trouxe. Falando em mamãe, nós precisamos conversar, tenho que perguntar de Diggle, ela deve saber algo sobre ele, também preciso saber se Jeremy está bem? Há quantas horas devo estar deitada nessa cama?

Preciso levantar.

Puxei meus braços para cima e só então senti um aperto na minha mão. Com certa dificuldade, olhei para baixo e pude ver a figura masculina dormindo com a cabeça apoiada no meu colchão, ele estava apertando com força a minha mão. Estava todo desajeitado sentado numa cadeira e curvado sobre a minha cama, mas continuava sendo o homem mais lindo que eu já vira.

De repente meu coração estava consumido por uma enorme felicidade, Oliver estava aqui, ao meu lado, segurando a minha mão. Isso deve dizer alguma coisa, ou estou sendo trouxa ao nutrir esperanças. Tentei delicadamente puxar minha mão com o intuito de acordar Oliver, e deu certo, porque rapidamente ele ergueu o rosto e me encarou, um sorriso enorme ganhou seus lábios e ele levantou-se e se aproximou ainda mais de mim.

— Você está bem? — ele questionou.

— Estou com um pouco de dores nas costas. — respondi, olhando em seus olhos. Caramba eu devo estar um caco, destruída, horrível. — Quantas horas eu dormi?

Oliver sorriu.

— Você dormiu por praticamente uma semana inteira. — disse, ajeitando o meu travesseiro.

— Uma semana? O quê? Você está falando sério? — perguntei. — O que eu perdi? O Dig está bem? E os outros agentes? E o Jemy? A minha mãe?

— Muitas perguntas, meu amor. Vai com calma.

Revirei os olhos.

— Me responde.

— Dig está ótimo. Os outros agentes também. A Donna saiu para ver o Jemy que está na casa da minha irmã.

— Dá pra você voltar um pouco que eu não entendi. — falei, por um momento, pensei que estivesse tendo uma alucinação.

— Em que parte? Na que eu falei que o Dig está bem ou que sua mãe saiu para ver o Jemy?

— Não. — respondi. — Na parte que você me chamou de meu amor.

— Você não gostou? — indagou, caminhando até as janelas para abrir as cortinas.

— Você me odeia, Oliver! — rebati. — Por que está me chamando assim?

— Eu não te odeio. — ele caminhou até perto da cama novamente e segurou minha mão. — Eu te amo, Felicity.

Oliver levou minha mão até seus lábios e a beijou.

— Desculpe, Felicity. — murmurou. — Se eu não tivesse deixado você sair daquela sorveteria você não estaria aqui agora.

— Não fala isso, Oliver. — rebati, fitando seus olhos. — Não se culpe, eu só estava no lugar errado e na hora errada. E se não estivesse lá, Diggle poderia ter tido outro fim.

Oliver me encarou encantado.

— Você é tão maravilhosa, Felicity. Tem um coração tão bom. Como eu pude ter sido tão arrogante com você?

— Você teve seus motivos.

Oliver ficou em silêncio, pensativo. Apenas observei sua face, seus olhos carregados de sentimentos, bons sentimentos que eu sabia que eram todos para mim, amor, adoração, orgulho, respeito, paixão, um misto de tudo isso. Comecei acariciar seu pulso com meu polegar.

— Eu tive tanto medo de ter perder. — disse baixinho, o suficiente para eu escutar. — nunca pensei que sentiria tanto medo como quando vi a noticia de que você estava presa dentro daquele prédio. Comecei a imaginar meu mundo sem você, minha vida sem você e percebi que seria muito sem graça viver em um mundo no qual a mulher que amo não está presente. — ele novamente beijou a minha mão e depois encarou meus olhos. — Você é a mulher da minha vida, Felicity, eu não me canso de dizer isso.

Eu senti meus olhos transbordando e não consegui me segurar, as lágrimas começaram a rolar. Aquilo que Oliver estava dizendo era tão puro e verdadeiro quanto o amor que sentia por ele. Meu coração estava agitado dentro do peito por causa de tudo que ele disse.

Eu era a mulher da vida dele, e da mesma forma que ele não cansa de dizer essas palavras, eu também não me canso de ouvi-las. Poderia escuta-las durante horas, dias, semanas, anos. Quero escutá-las, para sempre, todos os dias da minha vida.

— Eu pensei em tantas maneiras de concertar as burradas que cometi com você.

— Não foi você que cometeu burradas, Oliver. Fui eu. — rebati. — Menti duas vezes para você. Escondi um filho seu, e isso foi muito cruel.

— Felicity. — ele disse meu nome de vagar, com o tom suave e carinhoso enquanto acariciava a minha mão. — Não vou te julgar por causa disso, você teve seus motivos e eu entendi. Meu pai foi um canalha com você. A única coisa que sinto é vergonha dele.

— Mas Oliver.

— Eu te amo, Felicity e quero ficar com você. — meu Deus, se eu pudesse me mexer sem sentir dores horríveis agora com certeza estaria no colo de Oliver o beijando e dizendo o quanto o amo, mas essas malditas dores nas costas e na perna me impedem, além do mais, estou com um tubo de oxigênio enfiado no nariz. — Desculpe demorar tanto para perceber que eu pertenço a uma única mulher. — seus olhos fixaram-se nos meus. — Eu pertenço a você. Meu lugar é ao seu lado. Mas só se você ainda me quiser. Te fiz sofrer muito, sei disso. Entenderei se você estiver cansada de mim.

— Não estou cansada de você, Oliver. Eu te amo.

— Isso quer dizer que

— Quer dizer que tudo que eu mais quero é ficar com você.

Os lábios de Oliver se curvaram num sorriso de orelha a orelha; ele se levantou e se aproximou, se curvou perto de mim; estava pronto para me beijar, mas coloquei a mão entre nós.

— Faz uma semana que estou sendo sedada, nem pense que vou deixá-lo me beijar. — minhas palavras não o fizeram parar, ele segurou minha mão e tirou do caminho, mas seus lábios buscaram outra direção, um trajeto diferente do dos meus lábios, senti seus lábios quentes na minhas testa e fechei os olhos sentindo sua demonstração mais carinhosa de amor.

— Eu te amo, Felicity Smoak. — sussurrou no meu ouvido, causando-me arrepios.

Nunca uma declaração tinha me deixado tão feliz quanto essa, exceto a primeira vez que Jemy disse que me amava, essa vale mais do que qualquer outra. Falando em Jemy, como assim ele está com Thea?

— Será que agora dá de você me colocar a par de tudo que está acontecendo? Incluindo o fato de Jeremy estar com Thea.

— Calma, vou te contar tudinho. — ele sentou-se na cadeira e começou a contar.

Thea estava morando em Nova Iorque, mas de inicio Oliver não a visitou para ninguém descobrir seus pontos fracos, ainda mais com Shawn ameaçando todo mundo. Mas no dia em que eu tive complicações respiratórias e quase morri, Oliver desesperado procurou a irmã para chorar no ombro dela, ele também acabou desabafando e contanto sobre Jemy, de inicio Thea ficou muito irritada comigo, entretanto quando Oliver falou sobre o que Robert havia feito ela xingou o pai de vários palavrões. Resumindo, Thea disse que queria conhecer Jemy e Oliver a levou para conhecê-lo. Resultado: Jemy adora a tia, mas ainda não sabe que ela é sua tia e Oliver é seu pai.

— Quero contar quando você estiver junto. — disse Oliver.

— Podemos fazer isso assim que eu sair desse hospital. — falei.

— Jemy tem um enorme coração, tão puro quanto o seu. — comentou, ele tinha um sorriso bobo nos lábios que me fazia o amar ainda mais. — Você fez um ótimo trabalho. Nosso filho é uma criança inspiradora e muito especial.

Encarei Oliver, ele ficou quieto, seus pensamentos pareciam estar bem longe desse quarto de hospital. Eu daria tudo para nesse exato momento poder ver tudo que ele está pensando. No entanto, isso não é possível, então pergunto:

— No que está pensando? — não custa tentar.

— No futuro. — respondeu, voltando sua atenção para mim. — Em nós, eu, você o Jemy e a Ellie.

— Ellie?

— Nossa filha.

Oliver estava pensando no futuro, e esse futuro me incluía, o incluía também, e Jemy e mais um filho. Depois de tudo que passamos, agora estávamos inteiramente prontos para recomeçar, sem nenhuma mentira que pudesse nos separar. Eu não podia estar mais feliz, mas meu coração estava apertado e sentia que as emoções ainda não haviam acabado.

Depois que Oliver pensou em todo o nosso futuro juntos, ele saiu em busca de água para mim. E assim que ele saiu a porta do meu quarto foi aberta, eu sorri.

— Nossa, você virou o fla...

Minha frase morreu assim que vi Robert adentrando meu quarto, ele fechou a porta e se aproximou dos pés da cama.

— Vejo que você já está bem. — disse.

— O que você está fazendo aqui?

— Bom, senhorita Smoak. — iniciou. — Você me conhece, sabe que não sou de ficar enrolando e parece que Oliver irá voltar logo, então vou logo ao assunto. — disse, colocando as mãos nos bolsos. — Quero que se afaste do meu filho imediatamente.

— Não vou fazer isso. — rebati.

— Vai sim, ou vou fazer de tudo para tirar Jeremy de você. — ameaçou, olhando firme nos meus olhos. — Olha o teu histórico, qualquer juiz em sã consciência vai concordar que você não pode cuidar de uma criança.

— Sai do meu quarto, agora.

— Você não está entendendo, Felicity. — retrucou, em um tom arrogante e petulante. — Eu não estou te pedindo isso.

— Você está louco. — disse Oliver, adentrando no quarto. — Como pode entrar no quarto de Felicity e pedir para ela se afastar de mim?

— Só estou fazendo o que é melhor para você, Oliver.

— O que é melhor para mim? — rebateu Oliver, tocando no próprio peito. — Foi com esse pensamento que você me tratou a vida inteira como um boneco de cordinhas. Você é um monstro, pai. Toda a vida tentando manipular a mamãe, depois eu e agora tenta fazer isso com a Thea, por sorte ela é muito mais esperta do que nós. Você foi o culpado por eu ter me afastado de Felicity. Depois você me afastou do meu próprio filho. Como conseguiu fazer isso? Ele é seu neto e você ofereceu dinheiro para Felicity abortar? Não é possível que você seja tão inescrupuloso para voltar aqui e ameaça-la. Você é uma pessoa horrível Robert, e eu não tenho orgulho nenhum de ser seu filho. Eu odeio você.

— Oliver. — Robert colocou a mão sobre o peito e estava com dificuldades para respirar.

— É melhor você pegar leve, Oliver. — falei.

— Não. — Oliver encarou o pai. — Escute, pai, não vou me afastar de Felicity, eu a amo e vou ficar com ela. Vamos criar Jeremy e nossos filhos todos longe de você. Meus filhos não merecem um avô que tenta manipular todos ao seu redor.

— Filho. — Robert tentou puxar a cadeira para se sentar, mas cambaleou para os lados e caiu no chão. — Filho.

Oliver olhou assustado para o pai. Eu fiz a única coisa que estava ao meu alcance, apertei o botão que fazia uma enfermeira aparecer no meu quarto em dois minutos.

— Perdão, Oliver. Perdão.

Notas finais
ENTÃO POR HOJE É ISSO! ME DIGAM O QUE ACHARAM? COMETEM POR FAVOR, FAVORITEM, RECOMENDEM, TORNEM A AUTORA AQUI FELIZONAAAA! PROMETO QUE EM BREVE FAREI UM MOMENTO FAMÍLIA EM QUE OLIVER E FELICITY CONTAM PARA O JEMY QUE ELE É FILHO DO OLIVER. DESCULPEM AS LETRAS MAIÚSCULAS, ESTOU SURTANDO E EMPOLGADA PARA A OPINIÃO DE VOCÊS. CINN E DWDA ESPERO QUE ESTEJAM FELIZES. BRUNA TE AMO AMIGA. BEIJOS GENTE E ATÉ O PROXIMO.