Wonderwall.
12 Um beijo de cinema.
Notas iniciais
Você acalma as tempestades.
E me dá repouso.
Você me segura em suas mãos.
Você não vai me deixar cair.
Você roubou meu coração,
E me deixou sem fôlego.
Você vai me receber?
Vai me atrair mais ainda?
E como poderia ficar aqui com você.
E não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar melhor?
(Lifehouse. — Everything)
— Por que a biblioteca está tão vazia? — questionei, olhando ao redor.
As mesas que quase sempre estão ocupadas com alunos agora estão vazias e uma ou duas pessoas estão no andar de cima, normalmente a biblioteca tem um fluxo continuo. Ana ergueu o rosto, inspecionando cada canto da biblioteca, ela ponderou, olhou para seu relógio de pulso e sorriu.
— São quase 23 horas e hoje é sexta feira. Estão aproveitando por aí, nas festas de fraternidades, em bares, boates e muitos outros antros de diversão para universitários. — respondeu, pegando sua bolsa no balcão. — Falando em diversão, vou sair com o Marcus hoje, você pode fechar a biblioteca para mim?
— Tá. — respondi.
— E o Adam, ele não apareceu até agora. Aconteceu alguma coisa?
— Sim. — suspirei divertida. — Ele se ofereceu para ir ao supermercado para mim, daqui a pouco ele chega.
— Hum. — resmungou. — E vocês vão a algum lugar hoje?
— Num barzinho. De uma amiga dele. — Ana assentiu e saiu de trás do balcão, com sua bolsa sobre o ombro e o celular na mão. Ela checou as horas mais uma vez.
— Eu tenho que ir. Tem certeza que não tem problema fechar a biblioteca sozinha?
— Não, tudo bem, você fez isso durante três dias. Deixa comigo. — Ana sorriu e me jogou um beijo, depois saiu da biblioteca.
Faltava pouco mais de 15 minutos para o fim do expediente. Sentei em uma das cadeiras atrás do balcão e fiquei encarando as bolhas de sabão do descanso de tela do computador, lembrando-me da conversa que tive com Dig mais cedo. Mais uma vez ele perguntou se estava tudo bem com a missão, e eu falei que sim, omiti a parte do: Eu estou gostando de verdade do Oliver. E também omiti que Oliver tinha contado a verdade para mim.
Eu sei que uma mentira pode colocar toda a missão em risco, mas eu preciso de mais um tempinho, esses últimos acontecimentos me deixaram confusa. Eu gosto de Oliver, e não quero mentir para ele, muito menos quero perdê-lo, e mesmo assim tenho certeza que quando ele souber quem eu sou de verdade, vou perdê-lo, o pior, ele vai me odiar.
No início, não pensei que uma pequena mentira fosse se tornar essa bola enorme de neve. Meu serviço era simples, proteger Oliver, observá-lo e relatar tudo para Dig e Robert. As coisas mudaram quando contei a eles que Oliver estava na minha cola, Robert venho com a ideia idiota de fazer Oliver se apaixonar por mim. Que tipo de pessoa sugere isso? Claro que eu tenho um grau de culpa, quando aceitei sua proposta sabia que estava entrando em uma estrada sem fim e que no final, podia me ferrar e mesmo assim continuei.
Talvez eu devesse contar a verdade para ele, mesmo tendo certeza que corro o risco de ele me odiar para o resto da vida, me ver como alguém que apenas se divertiu com ele. Mas não é só isso que corro risco de perder, tem meu emprego e a força tarefa, posso voltar ser a garota t.i do FBI, e não quero isso. Quando escuto barulhos na escada, jogo esses pensamentos para longe.
As últimas pessoas além de mim que estavam na biblioteca descem do segundo andar. Coloco os livros que elas pegaram no sistema e então as libero. Agora que só restou eu, e falta poucos minutos para fechar a biblioteca, começo organizar o balcão, resta alguns livros empilhados nele.
— Hey. — meu olhar é direcionado para a voz que conheço muito bem, Oliver.
Ele está parado na entrada da biblioteca, quando nossos olhares se encontram, ele sorri encantadoramente, sei que aquele sorriso é reservado só para mim. E esse mesmo sorriso torna a minha vida ainda mais difícil, o medo de não tê-lo mais por perto cresce dentro de mim, e instantaneamente a ideia de contar toda a verdade some.
— Oi. — falo. — Pensei que tinha se esquecido do nosso compromisso. — Oliver caminha na minha direção e dá a volta no balcão.
— Nunca. — sussurra. — Você quer ajuda?
— Não, só vou colocar esses livros nas prateleiras e a gente pode ir. — respondo, pegando a pilha de livros.
Sorte que são todos do primeiro piso. Rapidamente estão todos em seus lugares. Volto para o balcão. E começo organizar umas últimas coisas no computador enquanto Oliver massageia meus ombros e de vez em quando beija meu pescoço, viro-me para ele, sentindo uma necessidade imediata de beijá-lo, ele me encara, com o mesmo desejo, e beija meus lábios. Ele passa o braço pela minha cintura e me ergue sobre o balcão sem separar nosso contado.
— Oliver, alguém pode entrar. — resmungo, com a menor vontade de acabar com aquilo.
— Ninguém vai entrar. — fala, me beijando novamente. Suas mãos deslizam por minhas coxas até os joelhos, ele abre minhas pernas, se posicionando entre elas, friccionando nossas intimidades o que liga meu corpo imediatamente.
— Oliver. — seu nome escapa da minha boca em um tom suave e arrastado, ele suspira e encosta nossas testas.
— Ah Deus, como eu te desejo. — murmurou, encostando seus lábios nos meus.
— A gente precisa ir. — ele assentiu e segurou minha cintura, colocando-me no chão.
Depois que fechamos a biblioteca fomos direto para o estacionamento da faculdade. Ele me deu as chaves do carro e eu dirigi até em casa. Oliver tinha feito às compras que ele mesmo se ofereceu, e guardado tudo na despensa, tinha até colocado mais comida na vasilha do gato e trocado a água. Falando em gato, Mogus parece aturar Oliver, deixei os dois na sala e fui para meu quarto. Tomei um banho rápido e abri meu armário á procura de algo legal para usar. Escolhi uma saia plissada preta, uma blusinha de mangas longas com estampa de listras brancas e pretas e um sapato prata de salto. Depois de me maquiar e brigar com as lentes de contato, comecei me vestir, deixei por últimos meus cabelos. Olho-me no espelho e ridicularmente dou uma voltinha, resolvo que não vou trocar de roupa, pego a bolsa e saio do quarto.
Ao chegar à sala, Oliver está com sua atenção em Mogus que tenta pegar uma mariposa que voa pela sala, pigarreio chamando sua atenção. Seus olhos correm por todo meu corpo, e é como se eles queimassem minha pele. Oliver passa a mão pelos cabelos e suspira, levanta-se e anda até mim.
— Como estou? — questiono. — Acha muito exagerado?
— Não, claro que não. Você está linda. — responde. — Não sei se consigo me controlar. — ele segura minha cintura e me puxa para si.
— Acho melhor você se controlar. — murmuro, afastando-me dele. — Vamos.
Quando chegamos ao bar, noto que ele já está cheio de pessoas, não tem muita gente da faculdade, reconheço Brad próximo uma mesa de sinuca, falando com outros rapazes que reconheço como o grupinho que andava com Oliver e claro que Brithany está com eles. O olhar de Brad é direcionado para nós, ele murmura algo com os outros e Brithany nos encara, ela faz cara de nojo e ódio ao mesmo tempo, aperto a mão de Oliver enquanto ele nos guia para o balcão.
— Nyssa. — Oliver diz, chamando a atenção de uma das bartenders. Ela é muito bonita, cabelos escuros amarrados em um rabo de cavalo, roupas normais. Ela olha para nós e sorri.
— Adam. — diz, sorrindo para ele, depois ela me encara arqueando as sobrancelhas.
— Essa é a Felicity. — anuncia Oliver. — Felicity, essa é a Nyssa uma grande amiga.
— Oi. — digo, esticando a mão para cumprimentá-la.
— Ele sempre teve um bom gosto. — comentou com um sorrisinho malicioso, apertando minha mão. — Você é muito bonita.
— Nyssa! — exclamou Oliver.
— Obrigada. — agradeci com um sorriso nos lábios.
— O que vocês querem para beber? — Nyssa perguntou, mudando de assunto.
— Cerveja, e você?
— Também. — respondi. Nyssa foi até o refrigerador e nos trouxe duas garrafas de cerveja.
— Está cheio hoje, preciso atender os outros. — assentimos e ela se afastou.
— Há quanto tempo se conhecem? — questionei, dando um gole na minha cerveja.
— Desde adolescentes, eu acho.
— Então ela sabe sobre você? — Oliver assentiu. — E ela é de confiança?
— Sim. Nyssa nunca faria nada para me prejudicar. — Oliver deu um gole em sua cerveja. — Não precisa se preocupar.
— Mas tenho o direito. — murmurei. — Ninguém mais sabe, não é?
— Só vocês.
— Não conte para mais ninguém, por favor. — sussurrei.
— Eu já prometi para você que não vou contar para mais ninguém. — disse ele, me dando um beijo na testa. — Agora, vamos nos divertir.
— Okay.
Algum tempo se passou, Nyssa conversava com a gente quando o balcão não estava lotado de gente pedindo bebida. Brad também se aproximou para falar com Oliver, me cumprimentar e fazer piadinhas sobre O conquistador da faculdade estar de quatro pela garota da biblioteca. Por sorte, Brithany ficou bem afastada da gente, de vez em quando eu a pegava olhando para nós, tramando alguma coisa.
— Vem, vamos dançar. — disse Oliver, já me puxando para o centro do bar, onde várias pessoas dançavam.
— Eu não sei dançar. — confessei. Oliver sorriu e me girou de costas para ele, pressionando seu corpo no meu.
— É fácil, eu te ensino. — sussurrou na minha orelha. Suas mãos desceram pelo meu corpo, parando em minha cintura, começamos a nos movimentar de vagar para eu pegar o jeito.
Oliver se mostrou um ótimo professor e a luz fraca ajudou-me a me soltar mais e movimentar meu corpo mais ousadamente, me esfreguei em Oliver, fazendo-o suspirar e agarrar meu corpo com mais força, me instigando a movimentar meus quadris ainda mais rápido.
— Você está acabando comigo. — ele disse, mordendo o lóbulo da minha orelha.
— Esse é o plano. — provoquei, virando-me para ele.
Segurei seus ombros e sem tirar meus olhos dos dele eu desci rebolando, os olhos de Oliver escureceram de tanto desejo, desci minhas mãos até seu abdômen e levantei, meus seios roçaram em seu peito fazendo-o apertar as pálpebras e respirar fundo. Joguei meus braços entorno do seu pescoço e puxei sua boca para a minha.
— Estou com sede. — disse e sai rumo ao bar. — Duas cervejas. — pedi para Nyssa. Ela rapidamente foi até o refrigerador e voltou com duas garrafas.
— Pega leve com ele. — ela disse, olhando sobre meu ombro. — Ele gosta de verdade de você.
— Eu sei. — respondi. — Eu também gosto dele.
— Acho bom ficar de olho nela. — disse Nyssa, apontando sobre meu ombro.
Girei sobre meus calcanhares, a vadia estava na frente de Oliver, com a mão sobre o ombro dele, sorrindo sedutora, seu desespero era evidente. Andei até os dois e parei atrás dela.
— Sinto falta da gente, Adam. Como pode estar afim daquela garotinha sem graça. — ela choramingou. Meu sangue ferveu no mesmo instante. Ergui as duas garrafas de cerveja, uma em cada mão e virei todo o líquido nos cabelos de Brithany, ela deu um gritinho e virou-se bufando. — Sua vadia, por que fez isso?
— Sinto falta da gente, Adam. — falei, imitando sua voz extremamente irritante. Voltei para o balcão e coloquei as garrafas vazias sobre ele. — Até mais Nyssa.
Sai pisando duro daquele lugar, Brithany tem o dom de estragar tudo. Como posso sentir tanto ódio dela? Se pudesse teria dado uns bons tapas naquele rosto.
— Felicity. — Oliver segura meu braço e me puxa.
— Ahh Oliver, desculpa estragar nossa noite. Mas aquela... argh. Brithany me tirou do sério.
— Tudo bem, tudo bem. — ele disse. — Foi até engraçado.
— Foi ridículo. Eu nunca agi dessa forma.
— Nunca sentiu ciúmes? — questionou, sorrindo encantadoramente, eu me derreti. Tinha acabado de ter uma crise de ciúmes mesmo, para que negar.
— Nunca. — Oliver me abraçou e beijou o topo da minha cabeça.
— Eu gostei. — resmungou. — Você quer conhecer meu lugar preferido? —
Ergui meu rosto e fitei os olhos dele, é claro que eu queria. Balancei a cabeça concordando. Oliver segurou minha mão e me levou até o carro, embarcamos no audi e ele dirigiu. Não entendi nada quando paramos na frente do edifício que ele mora. Não questionei, talvez ele fosse pegar cobertores, já que tinha chovido praticamente o dia inteiro e estava meio friozinho. Entramos em seu prédio e pegamos o elevador, Oliver apertou o último andar.
— Para onde estamos indo? — questionei, quando nada mais fazia sentido.
— Já chegamos lá. — disse apenas. Esperei.
As portas do elevador se abriram e ele me puxou pela mão, nos levou até uma portinha cinza e empurrou. Era uma salinha com uma escada estreita. Ele foi na frente, subimos degrau por degrau até Oliver empurrar um alçapão, revelando o escuro do céu. Percebi que estávamos na cobertura do edifício.
— Bem vindo ao meu lugar preferido. — então ele me levou até o parapeito onde tínhamos a vista das luzes de Nova York, era possível ver grande parte de Manhattan e do parque central. Os prédios enormes, a times square. — É lindo não é? — ele me abraçou por trás.
— Incrível. — concordei, me aconchegando em seus braços.
Estava tudo perfeito, até a chuva voltar a cair. Ponderei, eu podia deixar aquilo ainda mais mágico, fazendo uma coisa que sempre achei incrível em filmes e pensei que nunca teria a oportunidade de fazer. Enquanto Oliver tentava me levar de volta para as escadas eu o segurei pelo o braço.
— Temos que sair daqui.
— Não. — abri meus braços, e ergui o rosto para cima, deixando as gotículas grossas molharem meu rosto, cabelo e minhas roupas.
— Você está maluca? Vai ficar resfriada.
— Me beija. — gritei. — Eu sempre quis ser beijada na chuva. — Oliver ficou sem reação, mas seu semblante suavizou e um sorriso ganhou vida em seus lábios perfeitos, ele andou até mim.
— Você é incrível. — ele segurou meu rosto delicadamente e me beijou vagarosamente, enquanto a chuva nos deixava encharcados, e nos unia mais ainda. Era incrível a forma que meus sentimentos cresciam ainda mais por ele. — Vamos, temos que tirar essas roupas. Vou preparar uma sopa para a gente.
— Tudo bem. — Ele tinha razão, se não saíssemos daquela chuva imediatamente, pegaríamos um resfriado. Segurei sua mão.
Descemos para o apartamento de Oliver. Ele me ofereceu roupas dele e praticamente me obrigou a tomar um banho quente, sem protestar entrei no banheiro, tomei um banho relaxante e vesti a camisa e a cueca que ele tinha deixado sobre a cama para mim. Inalei seu perfume impregnado nas roupas. Dirigi-me para a cozinha, Oliver também tinha tirado as roupas molhadas. Ele me encarou.
— Está sexy com minhas roupas. — eu ri.
— Não começa. — falei. — O que está fazendo? Tem um cheiro bom.
— Sopa. Não quero que fique resfriada.
[...]
Tínhamos acabado de jantar, depois da confusão na boate e do banho de chuva que tomamos, não quero nem pensar no resfriado que poderei pegar. Eu estava terminando de lavar a louça, enquanto ele secava e guardava tudo em seu devido lugar, era engraçado a cena, parecíamos um casal recém-casados.
Nossa semana está no fim. — disse Oliver de repente, pelo seu tom de voz aquilo o incomodava, e a mim também, só de pensar que talvez ele possa perder o interesse e nunca mais me procurar me deixa com medo.
E qual o problema? — questionei, ainda de costas para ele. Oliver suspirou.
Tenho medo de quando o domingo acabar você não queira mais saber de mim. — respondeu, com um lampejo de frustração na voz.
Chacoalhei minhas mãos, me livrando do excesso de água, em seguida sequei na camisa de Oliver que estava usando, enquanto girava sobre meus calcanhares, encontrando-o de braços cruzados, e encostado na borda da mesa. Ele correu os olhos por minha face, e fixou o olhar em meus olhos, senti que ele queria falar algo a mais, mas Oliver preferiu ficar em silêncio, tramando alguma coisa.
— Por acaso está armando um plano para me prender mais uma semana em você? — questionei, cruzando meus braços e encostando-me na beirada da pia. — Dessa vez não vou fazer nenhuma aposta como antes. — Oliver riu.
— Não pode negar que, gostou da minha companhia durante os últimos dias.
— Não estou negando. — afirmei, balançando a cabeça. — Já falei que pensei que seria horrível passar algumas horas dos meus dias, durante uma semana inteira ao lado do playboy arrogante da faculdade. — Oliver fez uma careta, como se minhas palavras o fizessem sentir dor. — Mas não posso negar que durante esses dias, segunda, terça, quarta, quinta e hoje, você se mostrou bem diferente do cara que eu pensei que fosse. Sua companhia é agradável, gosto de estar com você. — fiquei alguns segundos em silêncio, sondando o semblante preocupado de Oliver. — Acredito, que na segunda feira tudo que eu vou querer é que esteja na frente do edifico que moro, me esperando para me dar uma carona. — Oliver sorriu e seu semblante mudou, ficou mais calmo. — Você vai estar lá?
Ele deu passos rápidos na minha direção, diminuindo ainda mais nossa distância, seu peito ficou a um palmo do meu e eu conseguia escutar as batidas rápidas do seu coração, o calor emanando de si. Ele ergueu a mão, tocando com a ponta dos dedos minha bochecha, deslizando até a base do meu pescoço, um toque tão sutil, capaz de espalhar pequenas descargas elétricas em meu corpo. Seu polegar pressionou meu queixo, fazendo-me erguer o rosto, encontrando seus olhos azuis intensos que clamavam por mim.
— É claro que vou estar lá. — suas palavras demoraram alguns segundos para que eu entendesse com clareza, ainda estava lidando com a vontade louca de beijá-lo, mas assim que elas ficaram claras, uma coisa avassaladora cresceu dentro de mim.
Desejo, o que estava sentindo era o mais puro e intenso desejo, de tocar seus lábios e prová-los, como se esse fosse nosso último momento juntos e o relógio corresse rápido demais, nos dando pouquíssimas horas, eu tinha que aproveitar cada segundo. O olhar profundo de Oliver correu meu rosto, parando em meus lábios, ele segurou meu rosto com suas mãos enormes e quentes, puxou meus lábios para os dele e me beijou com a mesma urgência que eu sentia.
Seu beijo quente e intenso desencadeou diversas reações em meu corpo, eu me arrepiei inteira, estremeci com a dança lenta que nossas línguas faziam, a forma lasciva que sua língua invadia minha boca. Suas mãos desceram pela extensão das minhas costas, parando em meus quadris, que ele envolveu com força e ergueu meu corpo no ar, segurei seu quadril entre minhas coxas enquanto ele nos levava para seu quarto. Com apenas um chute fraco ele abriu a porta e deu alguns passos, colocando-me no chão, mantendo seu corpo fervente colado ao meu.
Oliver fitou meus olhos, mesmo com a fraca iluminação do seu quarto, eu podia muito bem ver o desejo transparecer do azul límpido dos seus olhos, ele me desejava sim como eu o desejava, de uma forma grandiosa e doce. Não acredito que apenas cinco dias foram suficientes para eu gostar tanto dele, a ponto de querer intensamente fazer amor com ele.
— Felicity. — Oliver sussurrou, com seu rosto bem perto do meu. Fechei meus olhos, sentindo sua respiração acariciar meu rosto delicadamente.
— O que foi? — questionei, tocando levemente seu queixo.
— Podemos tirar as roupas agora? — eu sorri e lentamente balancei minha cabeça.
— É tudo que eu mais quero. — ele riu e rapidamente livrou-se da sua camisa, deixando seu abdômen exposto. Umedeci meus lábios com a ponta da língua, meu olhar inspecionou cada pedaço da sua pele nu, meu desejo aumentando de forma rápida.
Ousadamente pus minhas mãos em seus ombros e o puxei para mim, beijei seu queixo e deslizei minha boca por seu pescoço, passando pelo ombro e a clavícula, parando em seu mamilo, Oliver grunhiu e segurou meus cabelos, minha língua em contato com sua pele estava o deixando maluco, aumentando seu prazer. Assim que percebi que sua paciência estava por um fio, refiz o caminho até seus lábios, quais eu tomei com avidez. Me afastei um pouco, para que ele tirasse minha camisa, ergui meus braços lhe dando auxilio.
Assim que a camisa foi para o chão, os olhos de Oliver correram por meu corpo, meus seios estavam rijos e rosados, ele os observou com devoção, faminto de vontade de tocá-los. Segurei suas mãos, trazendo-as para meu corpo, para que ele pudesse explorar cada parte, e ele fez com cuidado, primeiro acariciando meus mamilos e depois elas rastejaram pelas laterais da minha barriga, passaram pela minha cintura e puxaram-me com força para ele.
Eu tinha certeza que aquilo tinha acabado com sua paciência. Oliver me ergueu mais uma vez, automaticamente passei minhas pernas ao redor dos seus quadris, sentindo sua ereção sólida sob o tecido da sua calça. Ele andou até a cama, e sentou-se sobre o colchão. Estávamos unidos, nossos peitos colados, nossas intimidades roçando uma na outra. Oliver me olhou profundamente e suspirou, seus lábios se abriram em um sorriso encantador, então sua boca úmida deslizou pelo meu pescoço, trilhando um caminho quente até meu mamilo. Joguei meu corpo para trás, enquanto fazia movimentos circulares sobre seu membro, e sua boca sugava meu seio no mesmo tempo que uma das suas mãos apertava meu outro seio com força, fazendo-me grunhir.
Oliver não aguentava mais nossas intimidades se tocando sob o tecido das nossas últimas peças de roupas, obviamente eu também não estava mais ligando para as preliminares, tudo que eu desejava era senti-lo dentro de mim. Ele girou, comigo ainda em seus braços e ficou entre minhas pernas. Agarrei sua calça e sem paciência alguma comecei abaixa-la, Oliver ajudou, se livrando da calça e cueca ao mesmo tempo, deixando seu membro grosso exposto, como eu o queria dentro de mim.
Oliver se livrou das suas roupas e em poucos minutos deslizou a cueca que eu usava pelos meus tornozelos, se esquecendo da roupa em seguida, focando em meu corpo. Ah eu estava tão úmida no meio das pernas, tão avida por senti-lo. Ele abriu a cômoda ao lado da cama e pegou uma embalagem quadrada, sabia o que era, rapidamente ele abriu e vestiu a fina borracha.
Oliver se pôs entre minhas coxas e segurou a base do meu joelho. Ele me fitou, a procura de, talvez um último protesto, mas eu não tinha nenhum, eu não queria que nada estragasse aquilo, queria cada momento que teríamos a partir dali, ao não encontrar nada, ele sorriu. Seu membro deslizou para dentro de mim com força, fazendo uma leve ardência se instalar em meu interior. Lentamente Oliver iniciou uma série de movimentos lentos dentro de mim. Seus lábios tomaram os meus de forma delicada, impedindo meus gemidos.
Seus movimentos aumentaram, eu estava escorregadia o que fazia com que seu membro entrasse e saísse do meu interior com rapidez. Oliver gemeu quando arquei meus quadris de encontro ao dele. Com um gemido rouco eu pedi por mais e ele atendeu, aumentou suas estocadas, indo mais fundo. Nossos corpos parecendo duas brasas. Produzindo suor.
Longos e deliciosos minutos se passaram, meu prazer aumentava cada vez mais com as estocadas de Oliver, ele me penetrava em uma velocidade incrível, indo e vindo com urgência. Nossos corpos vibrando a cada contato. Segurei seus ombros, cravando minhas unhas em sua carne, arrancando da boca dele rosnados. Sua pélvis batia em minhas coxas com força, emitindo sons constantes que preenchiam o recinto.
Meu corpo estremeceu com o orgasmo que estava próximo. Segurei os cabelos de Oliver, e pressionei seu rosto contra meus seios, ele abocanhou um com força e chupou suavemente. Minhas unhas deslizaram por suas costas, marcando sua pele, fazendo suas estocadas aumentarem o ritmo, ele foi tão fundo, várias e várias vezes até chegarmos ao nosso ápice.
Quando sua respiração tornou-se mais lenta, ele deslizou seu corpo pelo meu, e deitou-se ao meu lado, me puxando para junto de si. Deitei minha cabeça em seu peito, sentindo seu braço ao meu redor, meu corpo voltando ao normal gradativamente.
Após alguns minutos sendo acariciada por ele, me ergui sobre meu cotovelo e beijei Oliver delicadamente, subindo em cima dele, deixando bem claro que nossa noite ainda não tinha acabado.
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