Wonderwall.

10 O grande banana


Notas iniciais
Oii gente. Quinta feira chegou, o cap sairia antes, mas eu acabei cochilando e acordei agora pouco, sorry. Como eu ainda estava anestesiada por causa do sono, eu revisei o cap por cima, então se conter erros, me perdoem. Obrigada. Ainda na pegada de musica dos caps, hoje venho com Coldplay. Link: https://www.youtube.com/watch?v=VPRjCeoBqrI Boa leitura!

Porque você é um céu,

Porque você é um céu cheio de estrelas.

Eu vou lhe dar meu coração.

Porque você é um céu,

Porque você é um céu cheio de estrelas.

Porque você ilumina o caminho.

Eu não me importo, vá em frente e me magoe.

Eu não me importo se você o fizer.

Porque em um céu, porque em um céu cheio de estrelas, eu acho que vi você.

Sky full of star — Coldplay

POV OLIVER.

Não há nenhum pedaço meu que deseje ficar longe de Felicity, ela é incrível, tem um ótimo senso de humor, é linda, não é fútil como todas as garotas que já passaram na minha vida. Eu sei que já fiz coisas erradas, inclusive partir o coração de várias garotas, mas eu não quero fazer isso com Felicity, eu jamais me perdoaria se a fizesse sofrer. Está na hora de parar de me esconder atrás de Adam Cooper, resolvi que ela deve saber a verdade ainda hoje.

Estou ciente de que falar sobre a minha vida, lhe contar o meu nome verdadeiro e dizer quem realmente é meu pai pode colocar minha vida em risco e até a dela. Eu só não quero mentir para Felicity e apesar de ainda ser cedo, eu tenho confiança nela, eu sinto que posso contar tudo. Vou fazer isso ainda hoje, no final do dia, antes quero aproveitar cada minuto do nosso dia especial, pois não sei como ela vai reagir.

Quando ela estragou o clima romântico que eu fiz, dizendo que estava morrendo de fome eu tive a ideia de levá-la a uma fazenda perto do museu, com comida típica da Itália, ela já mencionou que gosta da culinária desse país e do próprio país, apesar de nunca ter visitado. E quando Thea e mamãe vieram me visitar, ambas queriam muito conhecer as fazendas da região, por causa das vinícolas e da gastronomia. Se Felicity gosta da Itália, vou dar a ela uma pequena demonstração.

— Mais uma vez, para onde estamos indo? — ela perguntou, enrolando uma mexa de cabelo nos dedos.

— Espera, estamos pertinho.

Apesar de ser uma região que eu estive apenas uma vez, ainda me lembro do caminho até as fazendas. Entro na ruazinha estreita cheia de cascalhos e sigo em frente, logo aparecem placas com orientações para chegar em todas as fazendas. Passo pela placa de entrada da fazenda com os melhores parreirais de uva, que é administrada por bisnetos de italianos.

— São parreirais de uva? — questionou Felicity, olhando pela janela. A rua era ladeada por parreiras de uvas, e ela estava surpresa com a quantidade. — Quando você vai parar de me levar para lugares tão incríveis?

— Pretendo não parar. — respondi. Ela sorriu e olhou para fora novamente. Continuei dirigindo, feliz por novamente ter feito a escolha certa. Quando estacionei o carro, no estacionamento para turistas, uma garotinha vestida como camponesa correu até nós, nos presenteando com um enorme sorriso, ela era doce e Felicity parecia encantada com a menina.

— Olá, sejam bem vindos, hoje estamos comemorando nossos antepassados e voltando o tempo, como na toscana, estamos agradecendo pela fertilidade da terra e os bons frutos que colhemos há décadas. — disse a garotinha. Felicity me olhou, claramente sem entender nada. — É só a festa da uva. — completou a garotinha. — Receio, mas as roupas de vocês não são adequadas.

— O que tem de errado com minhas roupas? — questionou Felicity, a menina deu um sorrisinho e balançou a cabeça.

— Nada. Mas como disse antes, estamos voltando no tempo. Então somos camponeses.

— Hum. — balbuciou Felicity, como se tudo estivesse se esclarecendo. — Receio dizer, mas são as únicas roupas que temos.

— Ah, vocês são os desinformados. — ironizou a pequena. Felicity riu e assentiu. — Não tem problema, a gente já previa isso. Então guardamos algumas roupas. Vocês me acompanham?

— Podemos encontrar outro lugar para almoçar. — cochichou Felicity. — Isso está parecendo aqueles filmes de terror, onde tem uma família canibal que se aproveita dos turistas para manter a geladeira cheia.

— Você é tão engraçada. — apontou a menina, entre risos. — Eu não devia escutar isso, sou muito pequena. — Felicity fez uma carranca e suas bochechas ficaram vermelhas, achei tão adorável vê-la envergonhada.

— Sinto muito. — se desculpou. — A gente vai te acompanhar sim.

— Ah que bom. — comemorou. — Vamos então.

A garotinha saiu na nossa frente, indicando o caminho até o casarão da família que administra a fazenda. Era uma casa enorme, com decoração antiga, as pessoas pareciam bem apressadas. Um garotinho vestido com roupas de camponês caminhou até nós.

— Você vai com ele. — disse a menina, apontando para mim e para o garotinho. Olhei para Felicity, com receio, mas ela achava o mesmo que eu, duas crianças não iam nos atacar.

— A gente se vê. — ela falou, pegando na mão da garotinha. As duas subiram as escadas e eu fiquei com o menino.

— Para onde elas vão? — questionei.

— Sua namorada vai trocar de roupas. — respondeu. — Ela é muito bonita. Vamos?

— Vamos. — concordei, ainda com receio. O menino me conduziu até os fundos da casa e abriu uma porta, onde tinha um pequeno quarto. Ele andou até o guarda roupa e tirou um cabide com roupas, depois jogou sobre a cama. — Por que isso?

— A Nina já deve ter explicado, vocês precisam de roupas adequadas para a festa. Garanto que vão se divertir muito.

— Estão dizendo que tenho que vestir essas roupas? — o menino sorriu e balançou a cabeça, respondendo minhas pergunta.

— Vou esperar do lado de fora. — então saiu e fechou a porta atrás de si. Chequei as roupas que ele tinha colocado sobre a cama. Uma camisa branca com botões e mangas longas, um colete preto, calça marrom, uma boina preta e um par marrom de mocassim masculino. Comecei a rir, ficaria ridículo naquelas roupas. Como vou ter moral com Felicity usando essas roupas?

Mesmo achando que ficaria ridículo, vesti as roupas de camponês que o menino praticamente me obrigou colocar. Arrumei a boina na minha cabeça, infelizmente não tinha nenhum espelho no quarto, então tive que confiar no meu charme. Abri a porta, e o garoto estava me esperando.

— Agora você está parecendo um camponês do século 19. Ótimo. — ele fez sinal de positivo com o dedo.

— Eu estou ridículo. — comentei, ajeitando os botões do colete. — E onde Felicity está?

— Tenha calma, bom samaritano. — respondeu. — Logo a Nina vai trazê-la até você. Agora vamos. — ele saiu na minha frente e eu o segui. Saímos pela porta da frente. Segui o garoto pela lateral da casa.

— Como é o seu nome?

— Christopher. Mas pode me chamar só de Chris. — respondeu. — E o seu?

— Adam. — falei. — Você pode me explicar o que está acontecendo aqui? Quando eu vim aqui não tinha toda essa movimentação e não precisei vestir essas roupas.

— É sou uma festa com raízes Italianas. Festa da uva. Os produtores da região se reuniram para organizar essa comemoração. Tem feiras na fazenda hoje, onde as pessoas vão vender artesanatos e alimentos derivados da uva. — ele fez uma breve pausa e ficou parado, olhando para a festa que rolava ao ar livre, no enorme gramado dos fundos.

Todos estavam vestidos como eu. Realmente parecia que tínhamos voltado no tempo. Mesas compridas estavam distribuídas no centro do gramado, e ao redor tinha barracas para venda de produtos. Não entendia uma única palavra da musica que tocava, mas era agitada e divertida. Olhei entre todas aquelas pessoas, reconhecendo apenas uma. Felicity, a imagem dela foi de tirar o fôlego. Estava usando um vestido branco comprido, que ela precisou embolar grande parte do tecido nas mãos para não tropeçar na barra e tinha flores nos cabelos soltos, eles se mexiam com a intensidade do vento. Ela parecia à pessoa mais pura do mundo, com uma beleza intocável que eu gostaria de admirar para sempre.

Fiquei a admirando, com uma expressão encantada no rosto. Ela tentou repetir um passo de dança que um grupo de garotas estava ensinando aos turistas, mas não teve muito sucesso. Fiquei rindo, enquanto ela errava mais alguns passos e se atrapalhava com a barra do vestido.

— Quer que eu a avise que você está aqui? — indagou Chris.

— Não. — respondi, ainda com os olhos vidrados em Felicity.

Observei mais alguns dos seus passos, ela estava ficando boa naquilo. Enquanto ela girava como as outras dançarinas, eu me aproximei dela com passos largos. Ela deu mais um giro e eu coloquei a mão sobre suas costas, fazendo-a perder o equilíbrio e se agarrar nos meus ombros para não cair.

— Uou! — exclamou, ainda tonta. Apertando as pálpebras até sua visão ficar melhor. Ela fitou meus olhos e sorriu. — Adam! Uau! Você está.

— Ridículo? — repliquei.

— Não, você é o camponês mais bonito desse lugar. — ela cochichou no meu ouvido, jogando os braços ao redor do meu pescoço. — Se vivêssemos naquele tempo eu acho que seria apaixonada por você, como todas as camponesas jovens da cidade.

— Hum... Então você seria apaixonada por mim?

— O que seria um grande problema para mim. — comentou. Franzi a testa e ela riu. — Com tantas camponesas lindas

— Eu só teria olhos para você. — repliquei, fazendo-a sorrir timidamente.

— O que você acha da gente dançar depois?

— Acha mesmo uma boa ideia? — questionei. — Eu não sei dançar nada, ainda mais esse tipo de dança.

— Eu posso te ensinar.

— Você? — retruquei, dando gargalhadas.

— O que tem? Eu aprendi algumas coisas.

— Você devia se ver alguns minutos atrás. Errando cada passo que as dançarinas tentavam lhe ensinar.

— Hey. — ela me deu um soco no ombro. — Eu não sou tão ruim.

— Não. Você é péssima. — falei e antes que levasse outro soco por falar mal da sua tentativa de aprender passos da dança, lhe dei um beijo na boca, quebrando qualquer contra ataque dela. — O que você está achando desse lugar?

— É animado. E está sentindo o cheiro de comida? — assenti. — Esse lugar é incrível. Estou morrendo de fome.

Como Felicity decretou que estava morrendo de fome, chegamos à conclusão que — nas palavras dela —, estava na hora de forrar a barriga. As comidas estavam sendo servidas numa espécie de bufe improvisada perto das barracas. Felicity não abriu mão da macarronada e dos salames e confesso que me assustei com a quantidade de comida que ela comeu, além disso ela provou as sobremesas doces e salgadas e bebeu as bebidas.

Como tínhamos comido demais, ela resolveu que não era uma boa dançar, pois não faria bem para seu estômago. Eu peguei sua mão e propus irmos a um lugar mais calmo, ela aceitou imediatamente. Aquela fazenda era a maior da região, tendo áreas de plantio, áreas para os animais e para os parreirais de uva, perto de um tinha uma enorme campina cheia de árvores. Escolhi a maior, onde o sol era filtrado pelos galhos. A gente se deitou na grama esverdeada, Felicity colocou a cabeça sobre meu peito e eu a abracei, colando seu corpo no meu.

— Sabe. — ela começou, seus dedos mexendo nos botões do meu colete, estávamos em silêncio até então, aproveitando a companhia um do outro e guardando aquele momento na memória. — No início pensei que essa seria a pior semana da minha vida. Um fracasso total. — ela ficou calada novamente, talvez esperando uma resposta minha. Mas eu fiquei em silêncio também, esperando que ela prosseguisse. — Mas não foi.

Acariciei seus cabelos e lhe dei um beijo no topo na cabeça, em seguida me sentei, ela se sentou também e ficou me encarando.

— Eu não disse isso para te magoar. — eu sorri e neguei com a cabeça. — O que aconteceu?

— Felicity, tem algo que quero lhe contar.

— O que é?

— É complicado.

— Diga então. — respirei fundo, olhando dentro dos olhos dela comecei a falar:

— Meu nome não é Adam Cooper como todos pensam. — sua expressão mudou para um misto de surpresa e confusão. — Eu ia lhe contar no final do dia, porque tive medo de falar e você sair correndo. — continuei. — Mas acho que essa é a hora certa. Falei a verdade quando contei sobre meu pai, que ele viaja muito e nunca está presente. Ele é general do exército americano e no passado ele fez coisas que colocaram a vida da família dele em risco, minha mãe, minha irmã e eu. Ele tomou precauções, contratando guarda costas, mas eu odiava aqueles homens dele sempre na minha cola, então quando entrei para a faculdade eu pedi para não ter nenhum segurança sempre atrás de mim, a única solução que ele achou para me manter protegido foi inventar um nome falso. Apenas o reitor da faculdade sabe disso e agora você. Meu nome é Oliver Queen e sou filho de Robert Queen.

— Você não devia me contar isso. — ela disse, chacoalhando a cabeça. — Você não pode contar isso para ninguém, Oliver! — exclamou, levantando abruptamente. — Já contou isso a alguém?

— Uau! Sua reação foi diferente do que eu imaginei. E meu nome saiu tão natural da sua boca.

— Me diz, alguém mais sabe? — neguei com a cabeça. Ela suspirou. — Por que está me contando isso? Eu posso ser uma mercenária, sabia disso?

— Você é uma mercenária?

— Não. Claro que não.

— Então não tem motivos para eu esconder. — segurei sua mão e a fiz se sentar novamente. — Confio em você e não queria mais mentir, não para você. Eu só não entendi por que ficou tão nervosa? — Felicity empalideceu instantaneamente.

— Por quê... Porque o que me contou é muito sério. Se as pessoas descobrirem eu corro o risco de te perder. — fiquei sem palavras, a sua resposta me pegou de surpresa. Felicity acariciou meu rosto e avançou sobre mim, seus lábios cobriram os meus e suas mãos seguraram meu rosto enquanto me beijava avidamente. Deslizei minhas mãos para suas costas e a puxei para mais perto, minha outra mão estava presa em seus cabelos. Ela beijou o canto dos meus lábios e desceu pelo meu queixo, trilhando um caminho até minha orelha. — Não posso te perder. — sussurrou e apoiou a testa no meu pescoço.

— É um segredo nosso. Ninguém vai saber. — garanti, acariciando suas costas.

— Promete que nunca vai contar para mais ninguém?

— Eu prometo. — Felicity relaxou e ficou deitada com seu corpo bem perto do meu, os dedos circulando as costuras do colete. — Ficaria o dia inteiro, assim, com você. — ela suspirou.

— Não ficaria não, se começasse a chover você sairia correndo. — caímos à risada, até nossas barrigas doerem. — Mas aceito ficar assim até o fim do dia.

— Eu também. — falei, acariciando seus cabelos.

Assim a tarde passou tão rápido que nem percebemos as horas passarem. Realmente o tempo tende a passar voando quando estamos juntos. Felicity levantou-se e bateu o vestido para se livras das folhas verdes da grama, depois me deu a mão e eu levantei. Joguei meu braço sobre seus ombros e caminhamos juntinhos de volta para o casarão. A festa ainda estava rolando e Nina veio se despedir da gente. Chris nos levou para trocarmos de roupa.

Não foi fácil nos despedirmos daquele lugar, ele acabou se tornando um lugar especial nosso. Felicity prometeu que voltaria. Depois do nosso passeio levei Felicity para casa, depois ela insistiu que eu a levasse para a biblioteca da faculdade porque ela queria conversar com Ana.

— Você pode voltar para sua casa agora. — falou Felicity. — Vou ajudar a Ana até o meu turno acabar.

— Então eu vou ficar aqui. — afirmei, ela revirou os olhos e virou as costas. — Tá, eu vou até o bar da Nyssa.

— Quem é Nyssa? — ela virou-se e me encarou.

— É uma amiga. Conheço ela faz um tempão e ela tem um bar. Faz tempo que não vou lá. — Felicity arqueou as sobrancelhas. — Nyssa tem uma namorada.

— Namorada? Tipo namorado com A no final? — eu assenti. Ela andou até mim e ficou sobre a ponta dos pés. — Você vai voltar? — passei meu braço pela sua cintura e lhe dei um beijo no queixo.

— Ás 23hrs? — ela assentiu e me beijou. Um beijo terno e carinhoso que acabou com Ana pigarreando atrás de nós.

— Era melhor antes que ele só corria atrás de você, assim eu não precisava ver essas coisas. — Ana disse.

— A gente se vê depois. — disse Felicity, se desvencilhando dos meus braços. Fiquei a olhando por alguns segundos, então resolvi que era melhor deixá-la trabalhar em paz. Voltei para o audi e dirigi até o bar de Nyssa.

Nyssa é uma grande amiga. A gente cresceu na mesma cidade e quando ela completou 18 anos, teve a liberdade que sonhou durante anos e se mudou para NY. Ela é órfã e sempre batalhou pelo seu futuro, hoje ela tem um bar no fim de Manhattan, frequentado por vários universitários. Nyssa sabe meu nome verdadeiro, mesmo assim, ela me chama de Adam, para não me meter em confusão.

— Adam! — ela exclamou, assim que me sentei em um dos bancos na frente do balcão. — Quanto tempo. — disse, indo até o congelador, pegou uma cerveja e jogou para mim. — Brad disse que você estava ocupando tentando conquistar uma garota, já conseguiu? — Abri a cerveja e bebi um gole.

— Ela é durona, mas estou conseguindo acabar com cada camada protetora dela. — Nyssa esboçou um sorrisinho e se apoiou sobre o balcão.

— Pretende partir mais um coração, Queen? — cochichou. — Sabe quantas garotas já vi chorar por causa de você? Nunca vai tomar jeito, não é?

— Ela é diferente. — argumentei. — Gosto realmente dela e não vou partir mais nem um coração.

— Está apaixonado. — bebi mais um gole da cerveja. — Eu vivi para isso. — ela pegou outra cerveja e abriu. — Vamos brindar o grande banana que você vai virar daqui em diante. — e bateu sua garrafa na minha, tomando um gole da bebida em seguida. — Você já a trouxe aqui?

— Não. — respondi. — Mas pretendo trazê-la, amanhã talvez.

— Adoraria conhecê-la. — falou dando um sorrisinho travesso.

— Você não vai cantar minha futura namorada.

— O quê? Futura namorada? Eu escutei direito? Ah meu Deus, para onde foi aquele cara que odiava relacionamentos sérios?

— Você lembra quando falou que eu iria um dia conhecer a pessoa certa? — Nyssa assentiu. — Talvez estivesse certa.

— Eu sempre estou certa, querido. — zombou, dando uma piscadinha

Fiquei no bar de Nyssa escutando-a falar sobre meus antigos relacionamentos que não durava mais de um dia, exceto Brithany, a gente mantinha um relacionamento casual, sempre que eu estava afim de esvair minhas frustrações ela estava pronta para me ajudar com uma boa noite de sexo, todavia, nunca existiu sentimento no meio.

O assunto rendeu e quando percebi faltava pouco mais de 12 minutos para ás 23hrs, me despedi de Nyssa e paguei as cervejas que havia consumido. Voltei para a faculdade e fiquei esperando Felicity. Algum tempo se passou, então ela bateu na janela do carro e eu abri a porta. Já estava no banco do motorista e ela assumiu o volante.

À medida que íamos se aproximando do seu apartamento eu me sentia cada vez mais vazio, sabia que depois que lhe desse um beijo de despedida teria que voltar para meu apartamento e ficar sozinho, sem ela. E pensar que dormimos juntos na noite passada, eu me senti tão completo acordando ao lado de Felicity que agora, só a ideia de ficar sozinho me assusta.

— Chegamos. — ela disse, desligando o motor. — Quer me levar até o meu apartamento?

— Claro. — ela sorriu. Desembarcamos do carro e seguimos para a portaria do seu prédio. Subimos de elevador em silêncio, Felicity segurou minha mão, parecia que sentia o mesmo que eu. Quando chegamos à porta do seu apartamento, ela levantou o rosto e olhou nos meus olhos.

— Até amanhã, então. — ela disse.

— Até amanhã. — repeti, sentindo desespero por ter que ir embora. Ao menos, não podia partir sem provar seus lábios mais uma vez. Segurei sua cintura e a puxei para mim, ela segurou a gola da minha camisa e puxou meus lábios para os dela, me beijando vagarosamente e com doçura. — Me diz como? — questionei, quando seus lábios foram para longe dos meus.

— Como o quê? — indagou, arfando.

— Como posso te deixar depois da noite que passamos juntos e do dia incrível que tivemos. — Felicity me deu um selinho e acariciou meu rosto.

— Eu não sei te responder isso, porque não quero que você vá.

— Me deixa ficar? Me deixa passar a noite com você? — supliquei, deslizando minha boca por seu queixo, sentindo seu corpo estremecer a cada contato nosso. — Eu só não quero ficar longe de você hoje.

— Fica.

Felicity abriu a porta e me puxou para dentro do seu apartamento. Minha suplica não tinha a ver com sexo, eu só queria ficar com ela, se rolasse eu adoraria, mas ela ainda tinha receio, não era a hora certa e eu esperaria o quanto fosse necessário. A gente jantou — omelete improvisado que eu fiz, já que a geladeira de Felicity estava vazia—, assistimos um pouco de tevê e depois nos deitamos em sua cama, estávamos tão cansados que o sono nos consumiu rapidamente.

Notas finais
Será que Nyssa tá certa e ele vai virar um banana? Esclarecendo uma coisa para eventuais perguntas, a namorada da Nyssa não é a Sara. Espero que tenham gostado do cap. E o nome Adam Cooper vai aparecer pouco agora. É isso, até quinta! Beijooos!