Wonderwall.
32 O amor verdadeiro
Notas iniciais
Duas semanas haviam se passado desde a trágica morte do pai do Oliver. Desde aquele dia algumas coisas aconteceram. Parece que os pais de Oliver não gostam muito de mim, porque mal tinha passado o seu luto, Moira apareceu no meu quarto no hospital e jogou na minha cara que eu só fazia mal a seu filho e trazia desgraças para sua família. Escutei cada palavra dela de cabeça erguida, sabia que ela estava cinquenta por cento certa no que disse. Mas ela estava errada em uma coisa, não faço mal a Oliver, ao contrário, no momento, sou uma das poucas pessoas que fazem bem para ele.
No final do seu discurso, Moira fez a mesma coisa que Robert, ela me mandou afastar-me de Oliver, só não me ofereceu dinheiro, como seu falecido marido fazia. Mas ao contrário de como agia com Robert, dessa vez não fiquei calada e rebati. Falei que nada mais me afastaria do seu filho, e que agora que Oliver sabia sobre Jeremy tudo ia ficar melhor e nós formaríamos a nossa família. Claro que a mãe de Oliver ficou furiosa e foi embora. Não contei para Oliver. Sua relação com a mãe já estava abalada de mais, se ele souber dessa minha conversa com ela, vai ficar furioso e não quero gerar mais discussões na sua família.
Vou conseguir sobreviver com o ódio mortal de Moira, mas não ficarei mais longe de Oliver, já perdemos muito tempo.
Nada mais vai me afastar de Oliver, nem mentiras, nem sua família, a única coisa que pode nos afastar é a morte, e com certeza teremos longos anos de felicidade um do lado do outro. Quando estivermos velhinhos, vamos dividir cada lembrança, sentados de mãos dadas na varanda da nossa casa, ambos enrugados, ranzinzas e de cabelos brancos.
Mas apesar de tudo isso, algo bom aconteceu no meio de tanta tragédia. Ganhei alta e estou voltando para casa. Só preciso voltar para o hospital daqui algumas semanas para exames de rotina, já que engoli bastante fumaça tóxica e algumas sequelas retardam a aparecer por causa dos antibióticos. No entanto o médico disse que meu organismo está funcionando bem e acha que nenhuma sequela irá aparecer. Bom, espero que ele esteja certo.
Mamãe e Jeremy estão comigo, me ajudando a arrumar as coisas para enfim ir embora desse hospital, não aguento mais esse cheiro de álcool e essas paredes brancas. O Oliver está em uma reunião com seu general, depois do incêndio no FBI e da fuga de Shawn O FBI e o exército entraram em colapso. Alguém precisa colocar ordem na casa, já que John ainda não pode voltar para o serviço.
— Mamãe, o tio Olivi não vai voita para ver a genti? — perguntou Jeremy.
Essa é a outra coisa boa que aconteceu nesses últimos dias, Jeremy e Oliver estão cada vez mais grudados. Jeremy sempre pergunta sobre Oliver e também questiona quando os dois vão ao parque e jogar basquete de novo, ele adora o Oliver e gosta ainda mais da companhia dele. E isso é incrível, porque será ainda mais fácil contar para Jemy que Oliver é o seu pai.
Tocando nesse assunto, Oliver e eu conversamos e chegamos à conclusão que hoje é o melhor dia para contar a Jeremy sobre o pai. Não estamos mais dispostos a continuar ocultando isso do nosso filho. Já está na hora de ele saber. Por isso, preparamos uma noite nossa, apenas nós três. Vamos sair e nos divertir, tornar a noite de Jeremy memorável e então vamos contar tudo para ele.
— O tio Oliver precisou ir a uma reunião no trabalho dele hoje. — respondi. — Mas a noite ele vai sair com a gente.
— Vedade? — Os olhos de Jeremy pareciam uma enorme e iluminada árvore de natal.
Ele estava encantado por Oliver, imagina quando souber que ele é o seu pai.
Jeremy já me perguntou sobre o pai algumas vezes, principalmente quando seus amiguinhos questionavam sobre seu pai e quando o dia dos pais ia chegando. Sempre conversei com ele e expliquei que Jemy ainda era muito pequenininho e que quando ele estivesse maior eu contaria a verdadeira história sobre seu pai. Essas conversas com ele sempre foram dolorosas, porque conseguia notar o quanto meu filho ficava triste, e sabia que a culpa era toda minha. No entanto, agora, Jeremy saberá toda a verdade. Tenho certeza que a noticia o pegará de surpresa no início, porém, ele vai adorar.
— Sim, filho.
— Ebaaaa!! — ele rodopiou e comemorou. — e mamãe, podemo voita pa nossa casa e tazer o Mogus para o tio Olive ve eli?
— Outro dia, querido. — falei.
É claro que ir para casa buscar o Mogus estava fora de hipótese. Ele está bem com Cait e Barry por enquanto e enquanto nós não voltamos para Washington, ele ficará lá.
— Mas a mamãe promete que logo a gente voltará para nossa casa.
— Tudo bem. — murmurou. — e ai o tio Olive vai poder visitar a genti?
— Bom, se ele quiser, sim.
— Isso!
Encarei a alegria do meu filho e não tinha como não ficar empolgado com a sua empolgação. Ele começou uma dancinha extremamente fofa e eu o acompanhei.
Estava abraçando e beijando Jeremy quando mamãe entrou no quarto de hospital e ficou nos encarando.
— Então mamãe, podemos ir?
— Sim. — ela respondeu. — Acabei de assinar a sua alta.
— Aleluia. — sibilei, soltando um suspiro. — E para aonde vamos? Você mencionou que encontrou um lugar melhor que o hotel que estava hospedada.
— Ah sim. — murmurou, pegando minha mala. — Falei com Diggle e ele mexeu alguns pauzinhos, conseguiu arranjar um apartamento para a gente passar alguns dias. — explicou. — Ele disse que é o seu antigo apartamento, de quando morava aqui.
— Sério? — questionei, erguendo a sobrancelha.
Aquele mesmo apartamento que vivi momentos felizes com Oliver. Momentos que estão bem vivos em minha memória e que jamais irei esquecer. Alguns dos melhores momentos da minha vida com certeza.
— Sim, bebê.
[...]
— TIO OLIVER!!! — Jeremy exclamou, assim que notou a presença de Oliver.
Meu pequeno desceu do sofá e correu rumo aos braços do pai.
Oliver esboçou um sorriso enorme e de gratidão assim que envolveu o pequeno corpo de Jeremy nos braços. E o momento que ele fechou os olhos e suspirou ao sentir o cheiro dos cabelos de Jeremy foi uma das cenas mais incríveis que presenciei em toda a minha vida.
Eu fiquei extasiada observando duas das pessoas que mais amo em todo o universo juntas, trocando uma enorme e invejável cumplicidade, eles nem se conheciam direito, mas eu conseguia enxergar um grande amor brotando de cada um deles. Meus olhos se encheram de lágrimas e eu quase corri abraçar os dois, mas me segurei. Porque aquele momento era um dos mais importantes da vida de Oliver e em breve seria de Jeremy também.
— Ei grandão, como você está?
— Bem! — Exclamou Jemy. — Mamãe disse que vamos tomar sorvete.
— Humm. — Oliver me encarou e sorriu. — Então o que estamos esperando?
— Filho. — falei, caminhando até os dois. — Corre lá no quarto e pega a bolsa da mamãe para a gente ir.
— Ebaaaa! — ele desceu do colo de Oliver e correu pelo corredor.
Oliver me encarou e deu dois passos em minha direção.
— Por acaso aquela ali não é a sua bolsa? — indagou, com o dedo indicador apontado sobre o meu ombro.
— Hum. — assenti com a cabeça. — Ela é preta por acaso?
Oliver sorriu e passou o braço pela minha cintura.
— É sim. — Joguei meus braços ao redor do pescoço de Oliver. Ele encarou meus olhos.
— Eu só precisava de um minutinho a sós com você.
— Apenas 1?
— Vários na verdade, mas por enquanto me contento com apenas 1 e mais um beijo.
Ele ergueu a mão e acariciou meu queijo com o polegar.
— Céus, como eu te amo.
Eu sorri e meu coração deu piruetas de alegria dentro do peito. Oliver pressionou seus lábios contra os meus e me beijou com urgência, pressionando levemente seu corpo contra o meu. Senti uma enorme onda de prazer se alastrar por todo o meu corpo e quando tudo estava prestes a pegar fogo, escutei passos tamborilando pelo corredor e empurrei Oliver.
— Mamãe. — disse Jeremy, com uma expressão de duvida. — Eu não encontei a sua bosa.
— Ah filho, desculpe. — falei, encarando Oliver que esboçava um pequeno sorriso nos lábios. — Eu acabei esquecendo que tinha deixado ela em cima da poltrona.
— Ahhh mamãe. — Jemy bufou e cruzou os braços. — Você mi feiz di bobu.
— Desculpe amor, foi sem querer. — dei um beijo na testa de Jeremy. — Então, agora a gente pode ir tomar o nosso sorvete.
Seus olhos se iluminaram e ele desfez a carranca no mesmo instante. Jemy sorriu e seguiu rumo a porta. Encarei Oliver e sorri ao notá-lo encantado com Jeremy.
[...]
Eu nunca pensei em ter uma família formada por mim e outra pessoa. Sempre pensei que isso nunca daria certo comigo, que não tinha sorte para encontrar o verdadeiro amor. Mas depois que conheci Oliver, o verdadeiro Oliver, não aquele idiota que se escondia atrás de uma identidade falsa, mas sim o Oliver que tinha sentimentos e não pensava somente em si mesmo. Esse mesmo Oliver que me mostrou que existe sim um sentimento puro e verdadeiro, chamado amor. Então eu passei a imaginar uma família ao lado dele, uma família dos sonhos, na qual nós teríamos 3 filhos e um cachorro e íamos morar em uma casa simples no distrito.
Sim, eu imaginava uma família grande e feliz, completa, repleta de amor e companheirismos. Imaginava até os nossos netos e nossos cabelos grisalhos. Era tudo perfeito. No entanto, a família linda e perfeita que imaginei foi destruída por mim mesmo e minhas mentiras, Oliver se foi, o grande amor da minha vida se foi e eu pensei que nunca mais iriamos nos ver novamente. E de repente eu me vi grávida de Oliver, estava gerando um filho nosso. E por um momento cheguei a pensar de Jeremy seria o que uniria Oliver e eu novamente. Mas também sabia que não seria possível, porque ele me odiava.
E novamente, comecei a imaginar uma família, linda, perfeita e feliz, mas dessa vez sem Oliver nela. Eu tinha medo de que Robert cumprisse sua promessa e tirasse Jeremy de mim, ele era tão pequeno e indefeso, não podia deixar nada acontecer com a pessoa mais importante da minha vida. Por isso, achei que era melhor manter-me distante de Oliver. Mas a vida meus amigos, a vida é uma caixinha de surpresas, e agora estou ao lado das duas pessoas mais importantes da minha vida, os dois homens que mais amo no universo. E ao fechar meus olhos, consigo imaginar mais dois filhos, um cachorro e o jardim da nossa casa simples no distrito.
Eu realmente estou feliz e completa. Oliver e Jeremy me completam, e sem eles eu possivelmente estaria infeliz. Por mais que tudo esteja desabando ao meu redor, se os dois estiverem por perto tudo irá ficar melhor.
— Você já sabe o que vai pedir? — indagou Oliver.
Nós estávamos em uma lanchonete. Havíamos acabado de sair do cinema, Jeremy estava ligado no 220 V e Oliver estava brincando com ele. Era uma daquelas cenas de pai e filho que derretem o coração de uma mulher.
— Eu quero batata frita e refrigerante. — respondi.
— Oba. Batata flita e refrigeranti!! — exclamou Jeremy.
— Bom, acho que é isso. — disse Oliver, entregando os cardápios para o garçom.
Oliver esboçou um sorriso amarelo e limpou as palmas da mão na calça jeans. Ele estava um pouco nervoso com o fato de que contaríamos para Jeremy sobre a verdade. Ele estava morrendo de medo de Jemy desaprová-lo como pai, e que talvez Jemy só gostasse dele como amigo e não como pai. Ao mesmo tempo que eu queria acalma-lo, estava me divertindo com o seu nervosismo.
Segurei sua mão e encarei seus olhos.
— Vai ficar tudo bem. — cochichei no seu ouvido. — O Jemy te adora.
— Ele me adora como o amigo da mãe dele, não como pai dele. — eu sorri. — Não estou achando graça.
— Nem eu. — rebati, acariciando seu rosto com meu polegar. — Só é fofo quando você está nervoso.
— Mamãe, cadê a batata flita? — indagou Jeremy.
Ele estava jogando vídeo game, absorto no mundinho dele, sem dar importância para as duas pessoas na sua frente.
— Mas um minutinho, Jemy. — falei.
— É tão fofo o jeito que ele fala batata frita, meu Deus. — disse Oliver, encarando Jeremy.
Oliver parecia um meme vivo quando olhava para Jeremy com admiração, só faltava coraçõezinhos flutuando ao seu redor.
— Dá vontade de morder né?
Ele me encarou sorrindo.
— Sim.
Os dedos de Oliver se entrelaçaram nos meus e ele levou minha mão até seus lábios, encarou meus olhos e deixou um beijo sobre os nós dos meus dedos.
— Obrigado, você me deu o melhor dos presentes. Eu sou muito grato por isso e vou te amar para sempre, Felicity Smoak.
— Eu também vou te amar para sempre, Oliver Queen.
[...]
Então estávamos de volta ao apartamento. Jeremy estava sentado entre Oliver e eu no sofá, encarando o desenho animado na televisão. A noite havia sido incrível e com certeza Jeremy tinha adorado tanto quanto nós. Mas agora era a hora de contar para ele o que venho ocultando há muito tempo.
— Filho, eu e o tio Oliver temos algo importante para falar com você.
Jeremy olhou para mim com seus olhos azuis cintilantes e armou um biquinho lindo, depois seu olhar disparou para Oliver e então ele olhou para o chão, segurou as mãozinhas e cochichou:
— Vucês vão me da uma bonca?
— Não, não é isso Jemy. — murmurou Oliver. — É um assunto importante, mas não é uma bronca e eu acho que você vai adorar.
— Hum.... — Jemy me encarou. — Qui é mamãe?
Suspirei e respirei fundo, essa era a hora. Jeremy estava prestes a descobrir que Oliver era o pai dele.
Estiquei minha mão e segurei a dele, depois com a mão livre, peguei na mão de Oliver e a puxei sobre o meu punho e o de Jemy, dessa forma estávamos os três unidos, prontos para a verdade.
— Jemy, você lembra quando você perguntou sobre o seu papai e a mamãe disse que você ainda era muito pequeno para entender o que havia acontecido com ele?
— Thim. — murmurou. — Vucê disse qui ia cota a histólia sobe meu papai quandu eu fosse mais gandão. — disse. — Mas ainda não so gandão, mamãe. Sou piquinininhu.
Os olhos de Jemy se encheram de lágrimas e ele abaixou a cabeça. Eu senti meu coração quebrar dentro do peito, tudo isso é culpa minha, fui ei que afastei Jemy do seu pai durante quase três anos. No entanto, isso está prestes a acabar.
Segurei o queixo de Jemy e ergui seu rostinho.
— Eu lembro que falei isso, mas muitas coisas aconteceram. E a mamãe chegou à conclusão de que é hora de você saber quem é o seu pai.
— Vedadi? — seus olhos se iluminaram e ele encarou Oliver com um enorme sorriso em seus lábios finos. A essa altura, Oliver já estava com os olhos cheios de lágrimas, e eu queria abraça-lo e pedir perdão mil vezes, até me cansar.
— Sim, Jemy. — confirmei. — Seu pai está aqui e ele nunca mais vai ir embora. Vai ficar para sempre com você.
— Eli nuca mais vaembola?
— Nunca mais, Jemy. — sussurrou Oliver, sua voz embargada pela vontade de chorar.
— Filho, você gostaria que o tio Oliver fosse o seu pai?
— Sim. Eu goisto muto do tio Olivi! — exclamou. A alegria que Jeremy demonstrou fez Oliver sorrir como um bobo. — Mamãe, mas o tio Olive é o meu pai?
Eu sorri e balancei a cabeça.
— Sim, filho. Ele é o seu pai.
— Tio Olivi é o meu papai! — exclamou, erguendo suas mãos pequeninas para o alto. — Agola posso dize pa todu mundo qui vucê é meu pai?
Algumas lágrimas desceram pelo rosto de Oliver e ele balançou a cabeça várias vezes. A emoção e a alegria que Oliver estava sentindo era palpável. Esse deve ser um momento único na sua vida, com certeza, um dos mais especiais.
— Sim, sim... Claro que pode, filho. Você pode tudo. — sua voz era apenas um sussurro. — Mas agora eu posso te abraçar?
— Claro qui podi. — Oliver ficou em pé, secou o rosto e pegou Jemy no colo. Os dois se abraçaram, um abraço carregado de amor, o mais puro e incondicional. Finalmente, eu tinha a família que tanto sonhei, dessa vez livre de mentiras.
Aquele momento era só de Oliver e Jeremy, eles estavam conversando sobre o porquê Oliver ficou tanto tempo longe. Claro, que ele inventou uma história mirabolante sobre ele ser um grande soldado e ter ido a missões salvar pessoas. Jeremy estava adorando escutar a história e fazer mais e mais perguntas para o pai.
Não me meti na conversa, Oliver estava se saindo muito bem, Jeremy o amava tanto já.
— Eu vou deixar vocês sozinhos e vou tomar banho. — Murmurei, perto do ouvido de Oliver.
— Tá bom.
Sai da sala com o som das gargalhadas de Jeremy. Meu filho está feliz, é claro que ele está, acabou de ficar sabendo que o cara que ele acha super maneiro é o seu pai, Jemy está no céu.
Eu também estava feliz, completamente feliz. Por mais que tudo estivesse entrando em colapso ao meu redor, é claro que não tinha excluído o fato de que Shawn, o cara perigoso que já ameaçou a minha família e que já matou um grande amigo meu, estava solto por aí. Só de pensar na sua ameaça sinto um arrepio percorrer a minha espinha. Porém, mesmo assim, essa noite, ao lado do meu filho e de Oliver, consegui manter minha cabeça longe do trabalho.
Entrei em baixo do chuveiro, eu estava cansada e ainda sentia dores pelo corpo. O FBI está em colapso, o exército também, um grande criminoso está solto, mas eu realmente não estou preocupada com isso, porque enfim eu estou livre de segredos e posso ser feliz ao lado do meu filho e do homem que tanto amo.
O fim do meu dia fechou com chave de ouro quando sai do banho e voltei para a sala. Lá estava os dois homens da minha vida, um ao lado do outro, sentados no sofá. Jemy havia caído no sono e estava com a cabeça apoiada ao lado da barriga de Oliver. Enquanto Oliver, que também ressonava tranquilo, protegia Jemy com seu braço ao redor do corpinho dele. Apenas observei os dois, maravilhada e com o coração transbordando de amor.
Cheguei à conclusão de que o verdadeiro amor realmente existe e que eu sou uma sortuda da porra.
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