Wonderwall.

15 Família Queen.


Notas iniciais
Oi gente!!! Quer me desculpar por não ter postado capítulo quinta passada, eu acabei não escrevendo nada de dd e não quis postar o capítulo de W e nem de dd, me desculpem. Eu não ia postar hoje de novo, mas não quero ser uma autora má, então cá está o capítulo, espero que vcs gostem. Vou responder os comentários agora. Teve um pequeno salto de tempo, espero que esteja bem explicado. Vão ler!

Encarei Ana parada atrás do balcão da biblioteca, ela estava inclinada para frente, mordendo a ponta de uma caneta e folheando um livro, é claro que não opinaria em nada sobre organizar a biblioteca para depois da palestra de Ray. E se não bastasse todo esse estresse, eu estava suando frio, pois em menos de 72 horas eu encontraria Ray, meu ex-namorado que sabe sobre meu trabalho no fbi e pode colocar minha missão em risco.

E por causa de outro motivo, a família de Oliver, sua mãe e sua irmã chegam amanhã em NY para visitá-lo e nas palavras dele, conhecer sua namorada, no caso eu. Em uma ligação, ele contou toda nossa história para a mãe, que disse que estava ansiosa para me conhecer. Não vou negar que conhecer pessoalmente Moira e Thea Queen está me deixando nervosa, na verdade eu estou apavorada.

Meu namoro com ele é recente demais para já estarmos nessa fase. Primeiro Oliver me pressiona para morar com ele. E agora estou a ponto de conhecer sua mãe e irmã, isso é um grande motivo para meu pânico interno.

Já namorei algumas vezes, mas sinto que com Oliver as coisas são mais sérias, complexas e intensas. Ele está tão inteiro na nossa relação que o medo de cometer um erro e perdê-lo me apavora.

— Algum problema Felicity? — Pergunta Ana.

— Todos. — respondo. — Você pode me ajudar com a palestra do Ray Palmer?

— Tem certeza que quer minha ajuda? — questiona franzindo a testa. — Sabe que demoro um grande tempo para encontrar a configuração de tela do meu celular.

Suspiro. Realmente, Ana não é tão antenada em tecnologia. Uma vez ela quase quebrou o teclado do computador da biblioteca por não ter percebido que o “NumLock” estava desligado.

— Eu sei que você não é a melhor pessoa para ser meu braço direito no momento. — digo. — Mas não tenho nenhuma outra opção. Além do mais, só preciso que me ajude a organizar o andar de cima para quando Ray for falar sobre o livro e para os autógrafos.

— Autógrafos? — indagou, com um sorrisinho presunçoso nos lábios. — Ele é tão famoso assim?

— Bem, ele é podre de rico, o nome dele está envolvido em várias pesquisas tecnológicas, a empresa dele já saiu em diversas reportagens. Digamos que no mundo tecnológico ele é sim uma celebridade.

— E é lindo. — acrescentou Ana. — Ainda não entendo por que você largou esse cara rico e lindo.

— Eu só não estava no meu melhor momento para ter um relacionamento com um cara tão ocupado como Ray.

— Mas agora você está tendo um romance com o Adam. — divagou. — Como vai ser reencontrar esse antigo amor?

— Ele não é um antigo amor. — respondo caminhando para trás do balcão. — Eu gostei dele, me apaixonei, mas passou.

— Okay. — ela cruzou os braços. — Mas não pode negar que algo relacionado à vinda dele para essa palestra está mexendo com você. Balançando com seus antigos sentimentos por Ray.

Sim. Algo estava mexendo comigo, mas não como Ana estava pensando. Na verdade eu só estava apavorada pelo fato de reencontrar Ray, pois, ele podia colocar a missão em risco. Não tinha nada a ver com meus antigos sentimentos por ele.

— Só estou preocupada que as coisas não saiam como o planejado. Não tem nada a ver com meus antigos sentimentos. Agora, se você não vai me ajudar, o balcão está cheio de livros para você organizar.

— Você vai ver como estou certa. — resmungou.

— Estou cansada de discutir minha vida pessoal com você.

— Vou ficar calada. Até porque Adam acabou de entrar na biblioteca.

Girei sobre meus calcanhares. Oliver estava parado atrás de mim com um sorriso encantador nos lábios. Eu corri até ele e joguei meus braços entorno do seu pescoço, parecendo uma boba apaixonada. Estava sentindo falta dele, a preocupação que estou sentindo com a vinda de Ray me afastou um pouco de Oliver nessa última semana.

— Recebi sua mensagem e estou matando as duas últimas aulas. — sussurrou perto da minha boca. Oliver passou o braço pela minha cintura e me puxou para mais perto de si. — Espero que seja para me arrastar para o seu apartamento e tirar minhas roupas.

— Ah eu garanto que vou te fazer suar muito. — cochichei. — Mas não como você está pensando. — ele franziu o cenho. — Preciso da sua ajuda com algumas prateleiras do andar de cima.

— Me chamou para ser seu escravo? — indagou, me seguindo pelas escadas.

[...]

Encarei os músculos de Oliver enquanto ele arrastava a última prateleira que restava no centro do salão, a forma como seus braços se moviam, fortes e brutos, movi os olhos até seu rosto, a boca contraída e as rugas na testa devido à força que ele fazia. Após deter meu olhar em sua boca, desci novamente até sua coluna levemente curvada, o jeans apertado. Mordi os lábios, me permitindo imaginar coisas.

A sala vazia acabou virando um forno, parecia que o calor salpicava minha pele, literalmente, dos pés a cabeça. Peguei o litro de água que acabará de deixar no chão e bebi um gole, tentando amenizar o calor repentino que envolveu meu corpo, sabendo que não adiantaria.

— Felicity. — ele disse meu nome lentamente e com a respiração pesada.

— O que foi?

— Mais alguma prateleira para eu arrastar?

Observei a gola úmida da camisa dele, as gotículas de suor acumuladas em sua testa. Quente como o inferno. O calor voltara ainda mais forte, aumentando a cada passo que Oliver dava em minha direção. Senti seu cheiro e minhas pernas ficaram bambas.

Maldito Queen!

— Então? — chamou minha atenção tocando levemente meu ombro.

— Não. Assim está ótimo.

— Que bom. Porque estou destruído.

Oliver soltou um longo suspiro, tomou a garrafa de água de mim e se sentou no chão.

— Vem cá. — ele segurou minha mão e me puxou. Sentei-me ao lado dele, observando-o levar o bico da garrafa aos lábios e tomar água com desejo. — Então, o cara da palestra é tão importante assim que está tirando você de mim?

— Ele não está tirando ninguém de você. — falei.

— Não sei... não gosto dele.

— Não precisa se preocupar. — argumentei enquanto chegava perto dele. — Seu ciúme é inválido. Mas eu gosto.

— Você gosta? — ele me encarou com desejo. Balancei a cabeça veemente.

Ele esticou a mão, agarrou meu tornozelo e me puxou com força para perto dele. Ele se ergueu, ficando de joelhos e então se deitou sobre mim, deixando uma distância grande entre nossos corpos ofegantes.

— Eca... você tá todo suado. — reclamei, embora estivesse o achando sexy pra cacete.

— Acha que não percebi o quanto olhava para mim?

Cochichou no meu ouvido. Soltando lufadas fortes contra minha pele, fazendo calafrios se alastraram por meu corpo.

— Ainda bem que você não lê pensamentos. — soltei. Seus olhos brilharam e um sorriso de segundas intenções tomou seus lábios.

— Se você me falar eu posso torná-los realidade.

— Nunca. — retruquei.

— Posso te torturar até conseguir arrancá-los dessa sua boca. — ele me beijou.

— Se for com beijo, sinto muito te decepcionar, mas não é tortura.

— Não pensei em beijos.

— No que então?

— Cócegas.

— Não.

— Sim.

Tentei fugir dele, mas antes ele pressionou os dedos sobre minha barriga. Minha pele formigou onde ele tocava e eu caí em gargalhadas que me tiravam o ar.

— O-LIVER! Para. Por favor.

Ele continuou. Impetuoso. Aumentando os toques fortes, seus dedos pressionando e deslizando por cada parte do meu corpo.

— Tudo bem. Eu falo.

— Ótimo. — murmurou. Levando as mãos para longe. — estou esperando.

Me sentei. Oliver continuou ajoelhado. Com o corpo curvado sobre o meu e os lábios curvados num sorriso de triunfo que tirava meu fôlego.

Mordi o lábio inferior. Tomei coragem. Mas o celular dele tocou.

— Droga. É a Thea, preciso atender.

— Sem problemas. — Suspirando de frustração ele atendeu a irmã e escutou com atenção.

— Como assim vocês já chegaram? Era para vocês chegarem amanhã. — silêncio. — Tudo bem. Estou indo pra aí.

Encerrou a ligação e guardou o telefone no bolso da calça jeans.

— Minha mãe e irmã estão a caminho do meu apartamento. Preciso ir para lá. — ele bufou. — Você vem comigo?

— Não vai dá. Preciso ajudar Ana. — respondi. — Mas nos vemos no jantar.

— Tudo bem. Eu passo no seu apartamento te buscar para o jantar.

— Vou estar lhe esperando.

Ele se inclinou sobre mim para me dar um último beijo, mas parou na metade do caminho.

— Você ainda vai dizer cada detalhe do que estava pensando.

Segurei seu rosto com as duas mãos e o puxei para meus lábios, dando-lhe um beijo rápido. Depois ele se levantou e saiu.

[...]

Estava nervosa, apavorada. Andando de um lado para o outro, minhas mãos suavam tanto que já havia perdido a conta de quantas vezes havia as esfregado no vestido. Mogus, deitado tranquilo no sofá seguia meus passos. Encarei os olhos verdes dele.

— O que é? — ele balançou o rabo sem me dar importância. — Não estou nervosa. Só um pouco, na verdade muito, senão não estaria falando com um gato que entende zero do que falo. Eu só preciso relaxar.

Respirei e inspirei com força. Não há motivos para meu nervosismo. É só a mãe e irmã caçula de Oliver, um jantar normal.

Repeti diversas vezes que não era motivo para estar tão nervosa até que o barulho da campainha irrompeu o silêncio do meu apartamento. Corri até a porta para receber Oliver, vestido casualmente e com uma postura relaxada.

— Você está linda. — ele disse, aproximando-se para me dar um beijo rápido. — Mas parece muito tensa.

— Estou nervosa e ansiosa para conhecê-las. E se elas não gostarem de mim?

Minha atitude estava sendo ridícula. Eu nunca passei por essa situação. Meus relacionamentos nunca passaram para a fase: conhecer a família do namorado, portando tudo era novidade para mim.

— Felicity, tenho certeza que elas irão te achar incrível. Você é uma criatura incrível.

Tomada por pânico eu abracei Oliver com força, deixando meu corpo relaxar nos braços dele.

— E o que importa de verdade é o que eu sinto por você.

— Eu sei. — sussurrei.

Oliver mexeu no meu cabelo afastado do meu pescoço e deixando minha pele exposta para que seus lábios distribuíssem vários beijinhos. Me entreguei aquela tranquilidade que ele me proporcionava. Seus lábios passearam até os meus e ele me beijou com calma enquanto seus braços me apertavam contra seu corpo quente.

— Vai ficar tudo bem. — murmurou. — agora a gente precisa ir. Mamãe odeia atrasos.

— Você está tentando me acalmar ou me deixar mais nervosa?

— Desculpe. — sussurrou no meu ouvido.

Peguei minha bolsa e fechei a porta. Oliver segurou minha mão firme e nós saímos.

É só um jantar. Não há motivos para preocupações.

Chegamos ao restaurante que Moira classificara como seu preferido em NY. Ele era muito elegante e aconchegante. As duas estavam acompanhadas de seus seguranças, dois armários que estavam sentados na mesa vizinha. Moira chamou um deles e educadamente os dispensou para que jantássemos em paz e para não assustar os outros clientes. Como de praxe eles aguardariam do lado de fora, mas ficariam de olho em cada movimento.

As duas me olharam, ambas sérias, Moira sorriu. Mas Thea parecia desconfiada com algo, o que foi suficiente para um calafrio subir por minha espinha e eu ficar paranoica novamente.

Oliver apertou minha cintura e me puxou para mais perto dele. Pigarreou e disse:

— Bem, essa é Felicity, minha namorada.

A mãe dele esboçou um sorriso enorme e me cumprimentou?

— Nossa, você é linda. — disse ela sorridente e, se levantando para me abraçar.

— Essa é minha mãe. — comentou Oliver.

— A senhora também é muito bonita e, elegante.

— Nada de senhora, pode me chamar só de Moira,

— Só de Moira. — ela sorriu afirmando com a cabeça.

— E essa é Thea, minha irmã.

Thea sorriu minimamente e se levantou enquanto seus olhos analisavam minuciosamente meu rosto corado. Talvez fosse só ciúme de irmã mais nova. Ela me deu um abraço rápido e voltou para a cadeira.

— Realmente Ollie, sua namorada é linda.

— Obrigada.

— Eu só falei a verdade. — Thea tomou um gole de água e fitou meus olhos. — Estou ansiosa para conhecê-la mais.

— Thea, não seja tão evasiva. — resmungou Moira.

Oliver puxou a cadeira para eu me sentar, então se sentou ao meu lado.

— Como se conheceram? — Thea disparou sua primeira pergunta.

— Eu estava precisando de ajuda para encontrar um livro na biblioteca, e Felicity, literalmente caiu do céu para me ajudar. — respondeu Oliver, fitando meus olhos. — Depois disso fiquei encantado por ela.

— Ele te perseguiu? — questionou Thea.

— Sim. — respondi.

— Chato como sempre. — disparou Thea. Jogando uma migalha de pão em Oliver. — Você trabalha, Felicity? Pois você estuda e tem seu próprio apartamento.

— Não. Sou apenas voluntária na biblioteca. É minha mãe que cobre minhas despesas.

— Interessante.

— Thea, você não precisa fazer um interrogatório. — advertiu Moira. — Vai deixar Felicity assustada.

— Não. Está tudo bem.

O questionário de Thea até que estava me deixando mais calma, e enquanto isso estivesse acontecendo não me importava em responder perguntas simples.

— Viu só mãe. Então, estão juntos há quanto tempo?

— Quatro semanas e meia. — respondi.

— E como conseguiu fazer Oliver se apaixonar por você? Não me leve a mal, mas ele sempre fez o tipo pegador.

Eu sorri e olhei para Oliver.

— Na verdade, eu não sei. Talvez ele deva responder essa.

— Eu também acho. — disse Moira.

— Diz então maninho, como ela te conquistou? O que ela tem de diferente das outras?

Ele bebeu um gole de água.

— Acho que não é o que ela tem de diferente. Ela só é a pessoa que mexeu de verdade comigo.

— Ai, vocês são tão bonitinhos. — murmurou Thea de um modo sarcástico.

Minha intuição podia estar me enganando, mas algo estava errado, muito errado na forma como a irmã de Oliver olhava para mim, ela estava desconfiada com alguma coisa, eu só não sabia o que. Precisava descobrir.

O garçom veio até nossa mesa pegar nossos pedidos. Depois que ele saiu continuamos a conversar. Moira falou que estava em NY por causa de uma exposição que aconteceria em uma galeria de arte em Manhattan e que estava de olho em uma obra de arte que estaria à venda. Ela me convidou para ir com ela, eu aceitei, achei Moira uma mulher interessante e realmente queria passar boa impressão.

Thea não foi de muitas palavras e nem fez mais perguntas sobre Oliver e eu. Ela jantou tranquilamente, em momentos riu e em outros ela me encarrou como se eu escondesse um segredo horrível, aquilo estava me deixando maluca. Quando ela abriu a boca para falar foi sobre a faculdade e sua viagem para Espanha.

No final do jantar, notei que Moira estava encantada por mim e cheia de expectativa para nossa manhã juntas. Já, Thea, parecia desconfiada. E eu, estava ficando cada vez mais paranoica.

— Vocês podem ficar no meu apartamento. Eu durmo no da Felicity. — sugeriu Oliver, enquanto os três discutiam onde Moira e Thea passariam a noite. — Tem dois quartos lá.

— Não, querido. — falou Moira. — Eu já reservei um hotel para eu e sua irmã. Além do mais, os seguranças precisam descansar também.

— Se vocês preferem assim, não vou ficar insistindo.

— Sim, querido. É melhor assim.

A mãe de Oliver se despediu dele com um forte e demorado abraço, que foi retribuído pelo filho. O carinho que Oliver tinha com a mãe me deixava ainda mais encantada por ele. Ela soltou Oliver e deu um passo em minha direção estendendo as mãos para mim.

— E você Felicity. — segurei as mãos delas. — Estou muito feliz por lhe conhecer. É uma pessoa encantadora. — ela me abraça.

No inicio fico surpresa pelo abraço de Moira, mas seus braços lembram os da minha mãe, tão confortáveis e com sentimento materno, logo me aconchego neles.

— Eu também estou muito feliz por tê-la conhecido.

— A gente se vê amanhã?

— Claro. — respondo.

— Vamos logo mamãe. — olho sobre o ombro de Moira e Thea já está dentro do carro. — Ahh tchau Felicity.

— Tchau Thea.

Moira nos deus um sorriso e se juntou a Thea no carro alugado. O motorista fechou a porta e embarcou no carro. Quando o veiculo deu partida Oliver apertou minha cintura e me puxou para mais perto dele.

— Minha mãe adorou você. — cochichou no meu ouvido. — Ela ficou tão animada para o passeio de amanhã.

— Mas a sua irmã não estava tão animada.

— É só o jeito dela. Ciúmes de irmã caçula. Você é a primeira mulher que apresento formalmente a elas como minha namorada. Ela precisa se acostumar primeiro. Sei que Thea adorou você também, só não demonstrou como mamãe fez.

Oliver estava certo, ele conhece a irmã, quem sou eu para duvidar da sua palavra. Thea só precisa se acostumar comigo.

O carro de Oliver estacionou na frente do restaurante e o manobrista desembarcou e entregou a chave para ele, embarcamos no carro e escolhemos ir para o meu apartamento.

[...]

Acordei no dia seguinte sobressaltada, ofegando e com um aperto enorme no coração, eu odiava pesadelos, fazia tempo que eu não tinha um, e esse foi horrível. Envolvia Oliver, os inimigos do pai dele e eu. Ele estava sob a mira de uma arma e alguém me segurava com força, era impossível ajudá-lo. Acordei quando a arma foi disparada.

Oliver me abraçou e eu me agarrei nele com força. Após o abraço me afastei dele e olhei dentro dos seus olhos, corri meu olhar por todo seu rosto para ter certeza que ele estava bem. Eu não podia imaginar o que seria de mim se a vida dele dependesse de mim e eu estivesse presa, sem nenhuma saída, isso acabaria comigo.

Abracei Oliver novamente. Meu coração batia tão forte que tinha certeza que Oliver podia escutar. Ele afagou meus cabelos enquanto eu me acalmava. E eu não queria sair dos seus braços pelo resto do dia.

— O que aconteceu? — ele perguntou, quando percebeu que eu estava mais calma.

Dei um beijo em seu ombro descoberto e apoiei meu queixo nele, fechei meus olhos e as imagens do pesadelo surgiram na minha cabeça fazendo um nó apertar minha garganta.

— Eu tive um pesadelo.

— Tudo bem, eu estou aqui. Nada de ruim vai te acontecer.

— Eu sei. — ergui meu rosto. — Obrigada por estar aqui.

— Eu sempre estarei. — Ele segurou meu rosto e cobriu meus lábios com os deles. Eu segurei sua nuca e o puxei mais para perto querendo acabar com a angustia que sentia.

O despertador tocou e eu suspirei. Oliver começou a rir e fez uma careta esticando o braço para desligar o barulho irritante que saia do troço pequeno sobre a cômoda. Juntei minhas forças para empurra-lo de cima de mim e levantar.

— Não. — ele choramingou segurando meu braço. — Fica aqui.

— Não dá. — respondi o decepcionando. — Sabe que tenho um encontro com sua mãe, daqui a pouco.

— Está me trocando pela minha mãe?

— Foi você que disse que seria legal eu ir à exposição com ela. — rebati, seguindo para o banheiro, escutando apenas um muxoxo de Oliver.

[...]

Quando Moira ligou para Oliver pedindo meu endereço eu já estava pronta, só tinha que ligar para Ana e pedir para que ela pegasse os cartazes e folhetos da palestra de Ray na gráfica já que eu estaria com Moira por quase toda a manhã, também pedi para ela segurar as pontas na biblioteca que eu a recompensaria mais tarde.

Quando a campainha tocou Oliver se arrastou da cozinha até a porta para receber a mãe e a irmã. Moira estava bem elegante, mas seu visual era bem simples já que a exposição seria de dia. Andei até as duas e as cumprimentei.

— Você tem um gato?! — exclamou Thea, olhando para Mogus espojado no sofá.

Ótimo, ela parece não gostar de mim, mas adorou meu gato.

— Sim. Ele se chama Mogus.

— Mogus. — resmungou, caminhando até o sofá. Ela pegou Mogus no colo e ficou afagando seu pelo.

— Thea adora animais de estimação. — comentou Moira.

— Oliver, tenho um programa incrível para nós dois hoje. — disse Thea, soltando o gato.

— E o que é?

— Paintball. — Oliver sorriu. — Juro que hoje acabo com você.

— Eu discordo.

— Sei que o deles parece bem divertido, mas prometo que o nosso vai ser melhor. — Moira cochichou no meu ouvido.

Saímos todos juntos do meu apartamento. Mas seguimos rumos diferentes. Enquanto Thea e Oliver se divertiriam em um uma arena de paintball cheia de adrenalina eu e Moira estaríamos em uma exposição escutando, com certeza musicas clássica e bebendo champanhe. Não vou mentir, preferia estar na arena de paintball.

Mas estaria mentindo se falasse que o tempo que passei com Moira não foi divertido. Ela tornava as coisas mais leves, falava sobre suas obras e artistas favoritos e entendia o fato de eu não ser tão chegada a esse mundo. Contei a ela sobre o dia que Oliver me levou na montanha Storm King, ela ficou bastante surpresa.

— Meu filho parece gostar bastante de você. — comentou. — Eu sempre imaginei Oliver apaixonado, Thea sempre disse que isso seria algo impossível, tinha certeza que ela estava errada. — continuamos andando pela galeria enquanto ela falava e olhava para as artes expostas. — É só olhar para Oliver para ver o quanto ele está apaixonado por você.

— Sinto o mesmo por ele.

— Eu sei. — ela falou. — Quando Oliver falou pelo telefone que você sabia toda a verdade sobre ele eu fiquei bastante assustada. Eu sentia que havia algo errado. E precisava o mais rápido viajar para NY. Precisava te conhecer para ter certeza que é uma pessoa confiável.

Olhei para Moira perplexa. No jantar ela não demonstrou nada disso, e agora revelou que está desconfiada de mim. Oh meu Deus, o que vou fazer?

— Não precisa ficar assustada, Felicity. — continuou. — Minha desconfiança sumiu completamente quando eu olhei para você e Oliver juntos, a forma como você olha para ele. É da mesma forma que ele olha para você, mas com algo a mais.

— O quê?

— Eu não sei. Mas sei que é bom.

Moira comprou o quadro que tanto queria e no final do passeio me levou até a faculdade.

[...]

— Ah Felicity, os cartazes e folhetos para a palestra ainda não estavam prontos, a gráfica disse que tudo estará pronto a partir das 20:00hrs da noite.

— Tudo bem, mais tarde eu passo na gráfica.

Levantei a cabeça e meus olhos focaram os olhos castanhos da irmã de Oliver me sondando atrás do balcão. Ela estava com os cotovelos pressionados sobre a mesa, o olhar inexpressivo grudado em mim e um sorriso nos lábios.

— Thea... Oi. O que tá fazendo aqui?

— Ollie disse que eu encontraria você aqui. — ela respondeu tamborilando os dedos no balcão. — Vim ver se você quer almoçar comigo... tipo um encontro de garotas.

Definitivamente eu estava com medo de Thea e não sabia se queria sair com ela. Pensei em milhares de coisas que podiam estar passando pela sua cabeça, mas nenhuma explicava o modo que ela agia.

— Almoçar?

— Sim... Você conhece um bom restaurante italiano? Massas, eu adoro massas.

— Sim, eu conheço um ótimo, perto daqui.

— Perfeito. A gente vai no seu carro?

— Pode ser.

Thea comemorou batendo palmas. Eu já não entendia mais nada do que estava acontecendo. Uma hora ela parecia tramar algo contra mim e outra ela parecia contente comigo.

Andamos até o estacionamento com o armário do segurança de Thea no nosso encalço.

— Tudo bem, Richard. Você fica por aqui.

— Mas, eu não estaria fazendo meu trabalho direito. — o Guarda costas rebateu.

— Eu sei me cuidar.

— Eu não sigo suas ordens.

Thea bufou.

— Tenho certeza que nada vai acontecer. Não é mesmo, Felicity?

Felicity? Por que Diabos ela tinha me colocado no meio da discussão dela com o segurança?

— É melhor a gente ir no carro alugado. E Richard dirige. Não é?

— É uma boa ideia.

Andamos pelo estacionamento até onde Richard tinha estacionado o sedan preto alugado para Thea se locomover em NY durante sua estadia. Embarcamos no veículo e Richard seguiu minhas instruções. O restaurante era perto da universidade e Oliver e eu adorávamos a culinária. Adentramos o estabelecimento. Richard ficou em pé perto da porta e Thea escolheu uma mesa no centro do salão.
Sentamos e o garçom nos entregou o cardápio.

— Eu adoro comida italiana. — comentou Thea, correndo os olhos pelo cardápio. — Acho seu rosto familiar, Felicity.

E do nada ela mudou de assunto, completamente.

— O que você disse? — indaguei, inclinando meu corpo para frente.

— Eu disse que sei quem você é. — Engoli em seco. Minha garganta parecia seca e tinha a impressão de que se emitisse algum som minhas cordas vocais rasgariam. Thea fitou meus olhos com a mesma desconfiança da noite passada. — Eu não entendi nada da conversa que meu pai estava tendo com você e um agente do fbi semanas atrás. Mas quando você entrou no restaurante de braços dados com meu irmão, eu entendi tudo.

Entrei em pânico. Thea tinha escutado o que não devia. Ela sabe de tudo. Como Robert não tomou cuidado?

— Você é a guarda costas do meu irmão. — ela afirmou. — E ele não sabe que está apaixonado por uma subordinada do meu pai. Você é uma fraude, o que você sente pelo meu irmão é mentira.

— Você não sabe o que está falando. Eu gosto do seu irmão de verdade. — Tentei desesperadamente me explicar, fazer com que ela me entendesse. Mas tudo que consegui foi um olhar gélido, raivoso dela.

— Me poupe. Não precisa mentir para mim. — rebateu Thea. — Não vou permitir que continue enganando meu, irmão. Mas vou te dar uma oportunidade de contar toda a verdade e depois sumir da vida dele.

— Não.

— Você tem até ás 23 hrs de hoje, se não contar a verdade para ele, eu vou dizer tudo que sei. — Thea se levantou. — Eu já almocei e realmente a comida daqui é ótima.

Ela levantou rapidamente e fitou meus olhos com bastante raiva.

— Não sabe como isso vai machucá-lo. E a culpa é toda sua.

Depois de despejar tudo isso na minha cara, Thea saiu do restaurante.

Eu entrei em pânico novamente. Mas eu não podia entregar o jogo. Preciso pensar numa maneira de fazer Thea acreditar que o que eu sinto por Oliver é real. E não vou contar nada disso a Diggle, vou resolver tudo sozinha e do meu jeito.

Notas finais
É isso. Espero que tenham gostado do capítulo. Comentem, por favor, preciso saber se estão gostando da fanfic. Beijoos e até semana que vem se tudo der certo.