Wonderwall

1 Home Sweet Home


Notas iniciais
Fala aí, galera! Essa é uma fic que veio do meu mundinho louco, espero que vocês gostem. Nos vemos nas notas finais!

Faltavam dois dias para o início das aulas e eu e meu irmão, Nicholas, estávamos arrumando nossas malas. Havíamos passado as férias com nossa avó, em Londres, e agora infelizmente tínhamos que voltar. Sou Amélia Rose, prazer, e eu odeio a escola como todos vocês. E, pra variar, minha tia é diretora do colégio interno onde eu estudo, que é um dos melhores. Clichê, não? É, eu sei, mas fazer o que né, essa é só a minha vida.

Antes de qualquer coisa, acho melhor apresentar eu e meu irmão à vocês, então vamos lá. Sou ruiva — sim! Legitimamente ruiva, obrigada.– e meu cabelo é gigante. É sério! Ele bate na cintura e é liso escorrido — que minha avó chama de escorregador de piolhos. Eca. Meus olhos são verdes e sou branca feito papel. Meu corpo é normal, proporcional para alguém de 16 anos, e não sou muito alta nem muito baixa. Basicamente, uma adolescente normal. Agora, sei que devem estar pensando que por ser ruiva eu sou lotada de sardas, mas não é assim. Tenho só algumas no nariz e nas bochechas, mas elas quase não aparecem.

Quem é lotado de sardas é meu maninho Nich, que é uma cópia minha. Somos idênticos, mesmo. Só que os cabelos dele são enroladinhos e os olhos azuis, mas se ele fosse uma menina, tia Natasha e mamãe iam sofrer muito pra adivinhar quem é quem. O que ia nos diferenciar seria o gosto. Eu amo — AMO!– animes, mangas, HQs, bandas de rock, livros e séries. Já o Nicholas prefere música eletrônica e pop, e ama esportes. Mas, se não fosse por isso, tia Nana ia ficar louca!

Tudo bem, tudo bem. Chega de lenga lenga e bora voltar pra historinha. Quando estávamos terminando de fechar a última mala, vovó foi em nosso quarto se despedir. Ela tem 94 anos, e é um doce de pessoa, a melhor avó do mundo. Queria passar mais tempo com ela… Vovó nos deu um abraço e um beijo.

− Meus queridos, o táxi já chegou. − Vovó sorriu, fazendo o canto de seus olhos e boca ficar enrugados. Aah, como eu odeio despedidas!

− Por que temos que voltar? − Eu estava quase chorando, dava pra ver pela minha voz. − Eu não quero ir pra casa, quero ficar aqui com a senhora!

− É, vó, liga pra tia Nana e fala que a gente vai ficar. Eu juro que faço todas as tarefas domésticas por dois meses! − Nicholas prometendo o que não pode cumprir. Típico. Vovó suspirou, e bagunçou um pouco os cabelos de meu irmão.

− Eu estou muito velha para cuidar de vocês. Sinto muito, meus queridos netos, mas vocês terão de voltar para os Estados Unidos. Natasha está à sua espera. − Ela nos pegou pela mão e nos levou até a porta, onde o táxi já estava a nossa espera. − Vamos nos ver no próximo verão, eu prometo. − As nossas malas já estavam no carro. Eu e Nich demos um beijo em nossa avó, e um abraço bem apertado. Entramos no táxi e fomos para o aeroporto. Ai, meu Deus, tomara que essa viagem seja curta…

[ … ]

Ninguém merece dez horas de viagem em um avião que balançava toda hora! Tá legal, eu sei que na ida foi o mesmo tempo, mas estava de noite e eu dormi todo o caminho. Só que pro meu azar hoje eu estava sem sono. Nicholas roncou a viagem inteira do meu lado, e até babou! As vezes meu irmão é tão nojento que eu me pergunto como nós podemos ser gêmeos. E pelo visto, eu sou a gêmea boa.

Ok, ok, admito que tenho meus momentos de maldade também. E Deus abençoe quem inventou a pasta de dente de menta! Aproveitei que Nich estava em seu milésimo sono e peguei o tubinho de creme dental em minha mala pequena, que estava no bagageiro em cima das nossas cabeças. Fiz uma verdadeira obra de arte no rosto de meu maninho amado, que só acordou com o rosto ardendo bem no meio de uma grande turbulência. Há! Azarado! Teve que ficar uma hora sentado com o rosto pinicando, e eu não consegui me segurar e ri muito da cara dele.

Com toda certeza ele ainda vai se vingar de mim, mas não ligo. Pois aí poderei me vingar da vingança dele! E aí vai começar um lindo ciclo de vingança que vai durar até nossa tia nos ameaçar, o que vai nos forçar a fingir sermos normais até que ela esqueça tudo. Tia Nana é muito má quando se trata de ameaças, ela pega pesado. Dói no coração…

Enfim, depois das dez longas horas, finalmente chegamos em Newark! Nunca pensei que ficaria tão feliz em ver Natasha. Eu e Nicholas estávamos descendo a escada rolante, com nossas malas gigantes, quando avistamos um ponto vermelho no meio da multidão. E esse ponto vermelho segurava uma placa com nossos nomes. Descemos correndo e pulamos em nossa tia, e três cabeças de fósforo caíram no meio do saguão.

− Também senti a falta de vocês, pirralhos. Mas agora, que tal me ajudarem a levantar? − O rosto de nossa — nem tão– amada tia estava rosa, o que foi engraçado. Só então percebi que ela estava de vestido e as pessoas começavam a olhar para as pernas dela. Cara, odeio quando ela usa vestido! Ajudamos ela a se levantar e tentamos colocar nossas malas na frente de suas pernas, mas os homens que passavam continuavam olhando.

− Vestido, senhora Rose, vestido!? − Ótimo, lá vem ataque de piti do meu maninho. − Está querendo nos envergonhar, é? Lembre-se que a senhora é diretora de um colégio bastante importante e conhecido, e andar por aí com as pernas de fora não é muito legal!

− Nicholas, se acalma e vamos logo pro carro. Vocês tem visita em casa e eu não gosto de deixar ninguém esperando. − Visita? Oi? Quem? Tô curiosa agora, e deu pra ver que Nich também tá, porque ficou quieto rapidinho e foi correndo levar as malas pro carro.

Agora, aposto que estão se perguntando qual o problema com as pernas de minha tia, certo? Bem, vou falar o que é… Como 90% dos Rose, — nossa família amada– tia Natasha é ruiva sedução, com um cabelo quase tão divo quanto o meu. E, pra alguém que tem mais de trinta anos, ela tá com tudo em cima. Bem, pense em uma daquelas modelos de lingerie. Agora coloque uma cabeleira ruiva nela e… Tcharam! Eis a nossa tia Natasha. Ela tem uns pernões e peitões que meu Deus! Se eu tivesse a idade dela, não fosse sua sobrinha, e fosse lésbica, eu pegava! As pernas dela são grossas, e por isso eu e meu irmão não gostamos quando ela usa vestidos ou saias um pouco acima do joelho. Todos os homens — e lésbicas– ficam olhando, e é muito constrangedor pra gente.

Nossa casa é um pouco longe do aeroporto — sim! Moramos em Newark!– mas do jeito que nossa tia dirige, chegamos lá uns dois minutos depois de sair. Enquanto tia Natasha guardava o carro, eu e Nich levamos nossas malas para nossos respectivos quartos. A casa estava quieta, vazia, e eu estava começando a achar que minha tia estava louca, quando escuto barulhos no segundo andar. Nós não temos nenhum bicho de estimação, e o barulho estava vindo logo do meu quarto! Corri para lá e quase arrombei a porta, que estava trancada.

− YAAAAAAH! SAI DO MEU QUARTO, LADRÃO!

Notas finais
E aí? Gostaram? Não? Tem algo bom ou ruim pra dizer? Só falar aí nos comentários, e eu juro que vou responder! É isso aí, galera, e nos vemos no próximo capítulo, que provavelmente vai sair terça da semana que vem. Bye bye!