Notas iniciais
Bom gente, essa é minha primeira fic Fabrevans. Fabrevans é um dos meus OTP's, então espero que vocês amem essa fic e por favor, deem reviews. Beijos.

Aqui estamos nós... mais uma vez. As férias acabaram de começar e faz três meses que abri mão de minha Beth.

Eu sinto falta dela, sinto mesmo.

Sinto falta do seu cheiro de bebê, do toque de sua pele, dos seus olhinhos me encarando e mesmo que eu a tive em meus braços por tão pouco tempo, constantemente, me pego pensando nela. Imagino tudo nela. Como ela está, se já sorri e já engatinha. Já estou em forma para voltar à minha posição de capitão das Cheerios, mas não quero pensar nisso. Pelo menos não agora.

— Quinn? – ouvi a voz de minha mãe ecoando pelo corredor.

— Quê? — respondi mal humorada

Ela não respondeu, mas eu sabia o que ela queria. Queria que eu saísse do quarto e fosse ao parque, a mesma cena que se repetia todos os dias e eu sei como a história acabaria. Eu sei que ela insistiria nisso até que eu me cansasse. E eu me cansaria.

Eu bufei.

Não queria sair do meu quarto. Não queria ver o mundo lá fora, ainda estava frágil demais para lidar com tudo e todos; o conforto do meu pijama era tudo que eu precisava agora, no entanto, ao ver mamãe parada ali, na minha frente, de olhos arregalados, não tive escolha.

Sem vontade alguma, fui para o chuveiro e tomei um banho muito longo. A água que caía em minha pele parecia levar toda a sensação ruim que eu tinha nos últimos meses, tirava um peso dos meus ombros. Saí do meu banho e passei um creme corporal com sabor de morangos silvestres, deixando minha pele mais macia do que o normal. Escovei meus dentes e penteei meu cabelo. Passei uma loção para esconder minhas olheiras e passei um batom rosa claro para dar cor aos meus lábios albinos. Eu estava horrível, mas a maquiagem me deixava bonita.

O dia quente obrigou-me a usar um short jeans que deixava à mostra as minhas estrias resultantes da minha gravidez precoce e uma blusa florida. Até meu cabelo que sempre fora invejável agora parecia palha, mas eu fiz o melhor possível deixando-o em cachos. Peguei um livro qualquer na cômoda ao lado da cama e me olhei no espelho. Eu estava um trapo. O que a gravidez faz com um ser humano, não é mesmo? Desci as escadas e tentei passar despercebida. Falhei.

— Você está bonita. – minha mãe falou sorrindo.

— Obrigada.

— Vai aonde?

— Por aí.

— Se cuide.

Sai da casa e a ouvi balbuciando alguma coisa que ignorei completamente. Abri a playlist do meu celular e me deparei com muitas músicas que não queria ouvir. O dia de hoje merecia uma música decente; quase impercebível me deparei com um clássico escondido entre entrelinhas e pela primeira vez no dia, sorri comigo mesma. A voz de Liam Gallagher preencheu o dia com seu clássico “Wonderwall”.

“Today is gonna be the day that they're gonna throw it back to you.” No som daquele clássico eu sai de casa naquele sábado de manhã, exatamente as 08h42. Caminhei em direção ao parque que ficava perto de casa. O sol estava por trás das nuvens; depois de cinco minutos, cheguei lá e sentei-me embaixo de uma árvore abrindo meu livro. Fiquei lendo por minutos que se transformaram em horas.

Ao ver a hora, me espreguicei e sai de onde eu estava. A estrada do parque era feita de cascalhos, haviam muitas árvores e muitos pássaros; eu andava distraída quando fui atropelada por um skate e seu dono.

— Você não olha por onde anda? – eu falei com raiva me levantando do chão.

— Eu que o diga. Não lê as placas? – ele disse apontando para uma placa onde se alertava para ter cuidado com usuários de skates, patins e bicicletas. Emaranhados no chão e discutindo fervorosamente, eu ainda não tinha tido a chance de ver seu rosto...

— Não me importo com skatistas. – falei ríspida

Ele se levantou e virou enquanto ria do que eu havia dito quando pude vê-lo. A primeira coisa que observei nele foram seus olhos incrivelmente verdes e sua boca extremamente grande. Seu sorriso era confiante. Ele parou de rir enquanto nos encaramos.

— Ahn, hm, eu... desculpa. – ele gaguejou.

— É... Foi culpa minha também. – eu falei culpada.

Ele sorriu.

— Sam Evans. – ele disse esticando sua mão em minha direção.

— Eu sou Quinn. Quinn Fabray. – eu sorri correspondendo o seu aperto de mão.

— Sei que não é a melhor desculpa possível, mas aceitaria um sorvete como bandeira branca? – ele falou em tom de flerte.

— Eu adoraria – sorri.

Sam e eu caminhamos até a sorveteria que havia ali no parque e nos sentamos em um banco embaixo de um enorme carvalho. Sam era do tipo de garoto que não parava de falar, em menos de meia hora eu já sabia tudo de sua vida. Até o nome de seu cachorro. Conversamos sobre tudo o que se é possível conversar. Era fácil puxar conversar com ele. Mais fácil do que com outros garotos. Ficamos conversando o dia inteiro, sobre tudo.

— Deixa eu ver se entendi, você tem dezesseis anos e já é mãe? – ele falou surpreso.

— De tudo o que eu falei essa foi a única coisa que você consegue lembrar? – falei irritada.

Sam deu uma gargalhada totalmente sexy.

— Não. Não. Não é o que você tá pensando. Eu me lembro de absolutamente tudo o que você falou. Mas eu só to tentando acreditar que você teve um bebê há menos de três meses e tá assim. – ele apontou para mim o que me fez dar um risinho. – totalmente... bem!

— Você acha?

— Eu tenho certeza.

Eu sorri e ele sorriu também. Os raios de sol começaram a ficar cada vez menores e me obriguei a olhar no relógio: 18h13.

— Está ficando totalmente tarde, nem acredito que passamos o dia todo conversando. Eu nem sequer almocei! – falei espantada. – minha mãe deve estar preocupada.

— Você quer que eu te leve para casa?

— Você quer me levar para casa? – eu falei em um tom provocativo.

— Bom... Se você quiser que eu te leve... – Sam falou inocente.

— Eu adoraria. – sorri.

Sam pegou seu skate e veio caminhando comigo até minha casa. Quando chegamos na porta de minha casa, Sam a olhou admirado.

— Uau, bela casa. – eu sorri.

— Obrigado.

— Ahn... hm... Adorei passar o dia com você Quinn.

Sam ficou sem graça.

— Boa noite Quinn.

— Boa noite Sam.

Eu entrei e o espiei indo embora pela janela. Minha mãe não estava em casa, chegou meia hora mais tarde. Não contei à ela sobre Sam, nem sobre nada. E quando ela perguntou o porquê de eu não ter vindo para o almoço eu apenas disse que encontrei algumas amigas. Se falasse de um garoto, minha mãe ia ficar preocupada. Provavelmente pensar que eu engravidaria de novo.

Jantei um pote de cereal e fui para o meu quarto. Escovei meus dentes e botei meu pijama enquanto tentei ler, pois a cada palavra, o sorriso de Sam aparecia em minha mente. Fui dormir pensando nele.

Que merda, eu estava apaixonada.