Notas iniciais
Desculpa a demora para postar, estava viajando. Enfim, mais um capítulo para vocês, por favor, deem review e recomendem para os seus amigos. Espero que vocês gostem do capítulo e qualquer crítica/sugestão, sintam-se a vontade! (:

— Quinn? — Sam falou quando saímos da sala de coral.

— Achei que tinha pedido para ficar longe de mim.

— É, eu sei, mas aquele seu amigo, Finn, bom, ele meio que me ouviu cantando no chuveiro e me implorou para entrar no clube, ai os outros garotos foram me convencendo e sei lá, eu gosto de cantar e eu meio que gostei da ideia, quero dizer, que mal há nisso?

— Que mal há nisso? Sério? Esse é o seu pedido de desculpa? Nossa, estou sem palavras.

— Pare de ser sarcástica, por favor.

— Eu sou sarcástica quando eu quero e pelos motivos que eu quero, então, por favor, dá o fora da minha frente.

— Quinn, me deixa explicar...

— Você já tentou se explicar e só piorou a situação então, cala essa sua boca de salamandra antes que eu deixe uma mão na sua cara.

— Por favor, me dê uma chance, só mais uma. — ele sussurrou.

— Você realmente acha que merece uma chance? Você acha? Você quebrou o meu coração, você me machucou e doeu. Você mentiu para mim e eu não suporto mentiras. Eu odeio gente mentirosa... – e enquanto eu continuava meu discurso, ele me interrompeu.

— Você fala que odeia gente mentirosa, mas não pensou duas vezes antes de dizer quem era o pai do seu filho.

Aquilo fez meu sangue ferver, senti minhas bochechas corarem e senti um ódio enorme de Sam Evans, minha cabeça começou a latejar e minha visão ficou embaçada.

— Cala essa boca. – eu falei rangendo os dentes.

— Vem calar – ele falou com um sorriso maléfico.

— Com todo o prazer. – ao falar isso, acertei sua cara com um tapa e não foi um tapa fraco, foi muito forte, e eu sei disso porque minha mão doeu. Quando minha mão acertou sua bochecha carnuda, o barulho foi tão alto que todos que estavam no corredor olharam para nós e deram risinhos o que deixou minhas bochechas mais coradas ainda. Discretamente olhei dentro dos seus olhos e sussurrei:

— Tchau Sam.

Eu saí de lá de cabeça erguida sob os olhares de todos. Uns me olhavam indignados, outros com sorrisos. Eram todos uns babacas mesmo. Continuei andando até o final do corredor me controlando para não rir do que eu acabara de fazer

“Quinn Fabray, o que você fez?” eu ficava me perguntando o tempo todo, mas eu tinha que admitir, foi um tapa bonito. Muito bonito, aliás.

— Fabray! – ouvi a voz de Santana vindo do começo do corredor, mas a ignorei como se não tivesse ouvido. Dois segundos depois, senti uma mão pousar em meus ombros e me virei.

— Santana?

— Ah, nada muito importante, só minha melhor amiga está agindo estranho com o mais novo gostoso da escola. Ela acabou de dar um tapa na cara dele e eu fico me perguntando porque. Sabe, melhores amigas geralmente contam as coisas umas pras outras Fabray.

— Achei que sua melhor amiga fosse a Brittany.

— Qual é Fabray, vocês duas são minhas melhores amigas e você sabe muito bem disso.

— Achei que você não ligava para essa coisa de melhor amiga.

— Você não está facilitando as coisas Quinn. Qual é a sua e a do lábios de salamandra?

— Nada, só, acho ele um babaca.

— Tão babaca que tava quase se comendo com ele na festa da hobbit.

— Santana, cala a boca.

— Tá nervosinha é?

— Já disse, só acho que ele é um babaca.

— Vou fingir que acredito nessa sua desculpinha esfarrapada de vadia.

Eu sorri. Poderia iniciar uma discussão com ela mas minha cabeça latejava demais para isso. Depois daquilo, fomos para fora e ela ficou tagarelando sobre o bumbum de um garoto do time de futebol, pelo jeito, ele se depilava, mas eu continuei ignorando-a, minha cabeça realmente doía.

Santana continuou tagarelando e quando ela avistou Brittany, ela segurou minha mão e me puxou correndo até onde Britt estava. Elas sorriram de um modo muito carinhoso uma para a outra e não era apenas um sorriso de amigas, tinha algo a mais. Eu conhecia todos os sorrisos de Santana, não era para menos, éramos amigas desde sempre. Havia o “sorriso maléfico”, usado para se vingar das pessoas; o “sorriso sarcástico” que, obviamente, ela dava quando estava sendo sarcástica; o “sorriso meigo”, usado para conseguir algo e por último, o “sorriso apaixonado”, que eu havia visto poucas vezes, a última havia sido com Brad, um menino que ela namorou na oitava série por quase sete meses, e quando se trata de Santana, isso é muito tempo. Ele terminou com ela por causa de uma garota do segundo ano, que pelo o que eu sei, hoje é caixa de um supermercado, nada contra, mas Santana valia mais a pena.

— Quinn? Quinn? Oi? Terra chamando! – Santana estalou os dedos na minha frente e eu voltei para a realidade.

— Desculpe, só estou com dor de cabeça.

— Quinn, te contei que Lord Tubbington largou as drogas?

— Oi? – eu arregalei os olhos, achei que Brittany já tinha superado essa fase, mas percebi que não, quando Santana, nada gentil, chutou minha canela. – que legal Britt, estou muito feliz por ele.

Brittany deu um sorriso feliz e saiu saltitante de lá.

— Achei que ela tinha superado essa fase. – eu cochichei para Santana mas ela me ignorou e ficou olhando para Brittany. – Santana? Oi?

— Eu também. – ela bufou. – Fabray, você tá muito estranha hoje.

Ao falar assim, ergui minhas sobrancelhas e fiquei encarando-a. Depois de um tempo, ela voltou a falar como uma gralha e eu a ignorei deixando-a sozinha e caminhei para o estacionamento para pegar o meu carro quando alguém passou suas mãos em meu quadril me puxando para junto de si. Não precisei nem me virar para saber quem era, conheceria aquele toque em qualquer lugar.

— Puck... – falei sorrindo enquanto sua cabeça abaixava em meu ombro e eu senti sua respiração em meu ombro. – o que você está fazendo?

— Só te abraçando, soube que você deu um tapa no Sam. Acho que precisa de um pouco de carinho Quinn, eu estou disposto a dar todo o carinho que você quiser. – ele falou em um tom malicioso.

— Puck, para por favor.

— Fui rejeitado por Quinn Fabray, oh, que emoção.

Eu soquei seu ombro. Eu havia me apegado muito à ele durante a gravidez e depois que a Beth nasceu, acho que nada mais justo do que ele ter virado o meu melhor amigo. É, acho que faz sentido. Eu sentia um afeto anormal por Puck, ele me entendia e me fazia rir. Mesmo que continuasse a ser um cafajeste vagabundo.

— Então... – ele falou tirando suas mãos de mim. – qual é a sua e a do loiro gostoso? – ele ergueu as sobrancelhas.

— A gente teve um lance. – porque diabos eu tava falando isso pra ele? – e depois ele meio que me decepcionou.

— Hm. – ele suspirou. – foi um tapa bonito.

Nós rimos.

— Você viu?

— Não, mas a escola toda só fala sobre isso. Já estão até pensando em transformar em um teatro. – ele falou sorrindo.

— Engraçadinho. Noah, eu tenho que ir, estou com muita dor de cabeça.

— Ok. – ele assentiu e voltou para o campo

Peguei as chaves que pareciam estar fugindo de mim dentro daquela bolsa, abri o carro, me sentei, dei a marcha ré e fui saindo dali. Durante o percurso para casa, muitas coisas passavam pela minha cabeça, talvez eu tenha exagerado no tapa, quem sabe, eu tinha sido uma vadia como Santana mencionara. Eu podia ter machucado Sam e ele podia estar triste, ele era muito sensível! Estava eu tão perdida em pensamentos que quando percebi que minha dor de cabeça estava pior ainda, já era tarde. Minha cabeça ardia enquanto eu perdia minha visão e audição. Tudo ficava embaçado e eu tentava gritar, mas não conseguia, eu acho. Tentei frear, mas meu pé parecia congelado, de repente, senti um impacto e percebi que estava arremessada para fora do carro, mergulhando em uma escuridão silenciosa.