Wonderwall
39 39. Until we meet again (final part I)
Notas iniciais
Vamos então a primeira parte
Gerard’s POV
Os policiais preferiram esperar ele ligar outra vez, já que conseguiram grampear o celular dele. Eu não fiquei satisfeito com aquilo, eu tinha a informação que eles queriam, era só eles irem atrás dela.
“eu sei que falar para você ficar calmo é a mesma coisa que nada” – Ray sentou do meu lado – “a gente ainda avisou a ela”
“eu sei, se ela tivesse denunciado ele antes, isso não teria acontecido” – passei a mão no rosto, eu tava nervoso, preocupado e impaciente. Eu queria fazer alguma coisa mas não podia – “se pelo menos eu pudesse fazer alguma coisa”
“nem pensar Gerard, é arriscado. Se ele te ver lá, ele vai surtar”
“eu sei, é por isso que eu não fiz nada até agora” – meu celular começou a tocar, eu fui correndo atender – “alô?”
“olá Way, Giovanna ta dormindo tão perfeitamente, parece uma anjo”
“eu juro que se você encostar nela eu te mato” – comecei a andar pela sala, olhei para o policial que me fez sinal para continuar falando – “o que você quer?”
“ela acabou de acordar... quer falar com ela?” – Andrew perguntou rindo
“é claro que eu quero” – o celular ficou mudo por um instante, depois ouvi a voz dela baixa
“Gerard?”
“oi oi, você está bem? Eu vou te tirar dai”
“não faz nada, por favor, não quero que...”
“Giovanna por favor, sem teimosia agora” – ela riu baixo, me encostei na parede, passei a mão o cabelo o puxando de leve, eu não tava mais aguentando aquilo tudo – “eu te amo”
“ok já chega” – ouvi a voz dele de fundo – “já disse que chega” – ouvi ela gritando no fundo
“O QUE VOCÊ TA FAZENDO COM ELA?”
“calma, mas que namorado nervoso” – Andrew riu
“me diz de uma vez o que você quer?”
“bem, nada de recompensa porque, o que eu quero já está comigo... nem deu para você dar adeus né? Pena” – ele desligou
“conseguimos rastrear a ligação, ele está perto de uma estrada longe daqui do centro”
“espera, mas a pessoa tinha me falado que eles estavam em Laguna Beach”
“você acha mesmo que um sequestrador iria levar a vitima para uma parte conhecida da cidade?” – vi meu celular piscando, abri a mensagem
“preciso falar com você, é sério
Ashley”
“desgraçada” – falei baixo.
Giovanna’s POV
Eu tava fraca demais até para raciocinar, Andrew apareceu no quarto com uma bandeja, mas colocou ela longe de mim
“Bom dia minha linda” – ele sorriu – “com fome?” – concordei com a cabeça – “bem, você fez muito escândalo ontem, e seu castigo é esse” – ele jogou a bandeja no chão – “agora você aprende que quando eu falo para ficar calada é para ficar calada”
“Andrew, por favor eu preciso me alimentar”
“claro que não meu amor, você está tão boa assim” – ele passou a mão em meu rosto – “se você ficar quietinha, eu prometo que trago seu almoço”
“por favor, pelo menos um pouco de água”
“já disse que não, está de castigo. Será que nem isso entende?” – ele alterou um pouco a voz – “bem, até mais tarde, continua quietinha ok? Te amo gata” – ele foi me beijar e eu virei o rosto – “isso vai mudar com o tempo, eu sei” – ele sorriu e saiu do quarto. Olhei para o chão e vi aquela comida jogada, minha barriga roncava sem parar, eu precisava comer alguma coisa ou eu iria desmaiar ali.
Gerard’s POV
Não consegui dormir, eu não tirava da cabeça as coisas que aquele maluco poderia estar fazendo com Giovanna. Eu não tava mais aguentando aquilo tudo. Decidi, ver meu celular outra vez, aquela mensagem da Ashley me deixou curioso e furioso também, ela tinha me enganado de novo e o idiota aqui tinha acreditado outra vez. Se passaram uns 5 minutos e ela me mandou outra mensagem
“eu estou disposta a te ajudar para encontrar Giovanna,
me ligue”
Aquilo foi o que eu precisava para ligar para ela de volta, ela atendeu
“espero que eu não me arrependa”
“você precisa ser rápido ou não terá volta para a Giovanna” – ela falou de uma vez – “ela está numa casa em uma estrada distante do centro, eu sei o endereço certo e te passo”
“como eu posso acreditar em você”
“simples, com certeza os policiais falaram a mesma coisa... certo?” – respirei fundo, ela tava falando a verdade – “eu vi como ela estava e não foi isso que eu combinei com o Andrew, seria só um susto e pronto”
“chega tá, eu sei que você tava com ele nisso tudo... agora não me venha querer se fazer de santa, salvadora dos fracos e oprimidos, não é sua cara”
“eu sei, eu vou te passar o endereço mas vá sozinho, sem os policiais ou a coisa irá ficar pior do que já está” – ela me passou o endereço
“espero que dessa vez seja o certo” – falei nervoso e desliguei. Me levantei e decidi ir sozinho, sai de casa com cuidado para ninguém perceber, entrei no carro e sai dali quase voando, eu não podia perder nem mais um minuto.
Giovanna’s POV
Meu corpo tremia, eu só conseguia ficar com a minha cabeça tombada, essa que agora estava doendo. Andrew não voltou, eu estava ali sozinha, sem forças nem para gritar mais. O cansaço e a fraqueza fez com que eu quase desmaiasse mas consegui me segurar e me manter firme, eu precisava permanecer “boa” pelo máximo de tempo que eu conseguisse. O tempo foi passando e eu fechei meus olhos, o cansaço era visível em meu corpo, eu sentia que não ia aguentar por muito tempo.
Gerard’s POV
Cheguei ao local e parei um pouco distante. Olhei para a casa abandonada, era a única ali, desci do carro e fui andando até ela, quando vi que tinha dois caras parados na porta de entrada eu me escondi atrás de uma árvore que tinha ali perto, olhei para o outro lado e tinha uma porta de fundos que agora não tinha ninguém vigiando, corri até lá e torci para que ela estivesse aberta, e estava. Entrei e fechei ela devagar. A casa era escura, tinha cheiro de mofo, o que me fez ter vontade de espirrar mas segurei, não poderia estragar tudo por causa de uma merda de alergia. Fui andando devagar até os corredores, vi uma pessoa passando e me encolhi na parede, essa pessoa sumiu e eu voltei a caminhar pelo corredor, até que vi uma porta meio aberta, abri ela por completo e vi só uma cadeira e alguma coisa nela, apertei mais meus olhos e reconheci quem era.
Giovanna’s POV
Ouvi a porta sendo aberta, não liguei muito, poderia ser um dos capangas do Andrew ou o próprio, achei estranho porque a pessoa não disse nada. Os passos vieram para perto e senti alguém tentando me desamarrar, achei estranho e fui ver quem era
“Gerard!” – me assustei ao vê-lo ali – “mas... o que você...”
“shhh, eu vou te tirar daqui, mas preciso que você fique calada ou alguém nos ouve e tudo vai para os ares” – ele conseguiu soltar minhas mãos e agora desamarrava minhas pernas – “vamos sair pelos fundos, que foi por onde eu entrei. Preciso que você seja rápida porque eu acho que me viram” – ele sussurrava
“tudo bem, eu vou tentar” – falei no mesmo tom que ele. Gerard conseguiu soltar minhas pernas e me ajudou a levantar, eu tava mole demais – “acho que não vou conseguir”
“vai sim” – ele colocou o meu braço envolta do pescoço dele e foi me carregando até a porta, saímos andando pelo corredor, paramos quando ouvimos passos que pareciam aumentar a cada segundo que passava – “droga” – ele foi quase que correndo comigo mas parou quando deu de cara com Andrew
“aonde é que você pensa que vai?”
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