Wonderwall

32 32. Stay away, sweet misery


Notas iniciais
Olá olá olá ~corre dos tiros~ AAA GENTE EU VOLTEI, CALMA, ABAIXEM AS ARMAS SJHDFGJFGSDG
Voltei com uma notícia boa hehe
Eu fiz um tumblr para as fanfics que eu vá escrever daqui por diante... lá vou postar o perfil dos personagens e alguns avisos... para quem quiser o link é esse http://ffwonderwall.tumblr.com (conforme for o título da fanfic eu vou mudando a URL).
Outra notícia legal que eu to fazendo uma trilha sonora para a fanfic... YEAAAH! isso ta ficando xique demais da conta haha
Bem, acho que esse capítulo ficou maior do que eu imaginava... ou não -q
lá vai

“eu já estou indo” — Mikey se levantou — “até qualquer dia” — me deu um beijo na testa e saiu.

“precisava falar assim?” — falei olhando para o Gerard

“precisava ficar tão próxima?” — olhei inconformada para ele — “vamos, a noite acabou”

“você vai sozinho”

“o que?”

“o que você ouviu, você vai sozinho”- me levantei e fui andando depressa me esquivando de algumas pessoas, senti alguém segurando meu braço — “me larga”

“para com isso” — ele me puxou para perto — “desculpe tá?”

“agora você pede desculpa? Gerard me larga” — puxei meu braço mas ele não me largou

“para que, pra você sair por ai sem rumo?” — respirei fundo

“ok, vamos logo”

“eu já falei com o Frank, vamos” — sai com ele. O caminho todo foi feito em silêncio, chegando em casa eu fui sair do carro ele fechou a porta e a trancou — “espera”

“ótimo, o que é agora?”

“da para você falar direito?” — fiquei olhando para ele — “você tá distante”

“você quer mesmo discutir a relação dentro do carro?”

“dá para você parar de reclamar?”

“enquanto você tiver essas crises ridículas e sem fundamentos de ciumes... não” — tentei abrir a porta — “dá para abrir essa merda?” — ele soltou um suspiro nervoso e destravou a porta, eu sai e bati com a porta força, entrei em casa indo direto para o quarto jogando a bolsa em cima da cama. Eu tava com vontade de chorar, não ia chorar, eu nem sei porque eu queria chorar, mas que merda de sentimentos mais aguçados agora — “eu não vou chorar” — respirei fundo e fechei os olhos, me sentei na cama e joguei minha cabeça para trás. Tentei me acalmar, o que estava sendo difícil. Voltei a olhar para frente mas não encontrando a porta e sim um par de olhos esverdeados me olhando — “agora não”

“o que houve hen?” — eu confesso, depois do que a Ashley me disse eu fiquei estranha, eu não sabia em mais o que acreditar, não sabia se o que ela disse era verdade ou não

“por favor me diz a verdade, você e a Ashley, depois daquela humilhação que fizeram comigo, ficaram juntos?”

“ai não” — ele levantou e ficou andando de um lado para o outro — “eu já disse que não”

“então porque tá tão nervoso assim?” — ele parou e me olhou — “eu só quero que você me fale a verdade, só isso” — ele parou, respirou fundo e se virou para mim

“ok... uns dias depois que você sumiu, eu fiquei com ela” — Eu sei que eu tinha perguntado mas ouvir aquilo doeu — “foi depois disso que aconteceu aquilo tudo que eu te falei. Eu dei liberdade a ela para depois ela fazer aquele estrago todo”

“você mentiu para mim então”

“não, eu só não preferi citar essa parte”

“beleza” — me levantei e fui em direção ao banheiro me trancando lá dentro, não demorou muito para ele começar a bater na porta

“Gi, abre”

“não, sai daqui”

“por favor”

“me deixa sozinha por favor” — ele parou, quando eu tive a certeza que ele não tava mais ali eu comecei a chorar. Não sabia exatamente porque eu tava chorando. Mas saber que aquela vadia tinha conseguido depois daquilo tudo ficar com ele, me doía. Fiquei um tempo ali dentro e depois sai, ele estava lendo alguma coisa sentado na cama, sabia que ele não ia dormir enquanto e não saísse dali — “hey”

“está tudo bem?” — ele se levantou e veio até a mim

“aham” — o abracei — “eu te amo, eu só tenho medo de te perder outra vez para...”

“eu já disse que ninguém e nem nada vai te tirar de mim” — ele falou baixo no meu ouvido me fazendo arrepiar. Apertei um pouco as costas dele, ele sorriu e me beijou. O beijo foi se intensificando aos poucos, me apoiei nele, ele me segurou com mais força e me joguei para cima dele, ficando com as pernas enroscadas em sua cintura, sorrimos. Ele me deitou na cama devagar e começou a beijar meu pescoço, puxei de leve seu cabelo e ele voltou a me beijar com urgência.

-x-

No dia seguinte acordei sozinha na cama, olhei para a porta e o vi entrando com uma bandeja de café da manhã. Sorri e me sentei.

“Bom dia” — ele deixou a bandeja na cama — “a ideia principal era te acordar mas você acordou primeiro”

“valeu a intensão” — ri baixo — “deixa eu ver se você pode casar” — peguei o copo que tinha um suco, bebi um pouco — “aceito” — ele riu, fui perceber que ele estava arrumado para sair — “vai sair?”

“é, eu tenho que... resolver uma coisa... mas eu não demoro”

“ok, espero que hoje eu não tenha nada para fazer porque eu to com preguiça de viver” — ele riu, segurei o seu rosto e o beijei — “eu te amo”

“eu também” — ele sorriu, beijou meu rosto e saiu. Achei um pouco estranho ele sair aquela hora, mas deixei para lá.

Gerard's POV

Cheguei na starbucks torcendo para que a pessoa que marcou comigo não fosse, não estaria preparado para dar de cara com ela. Acordei mais cedo com meu celular tocando, atendi para não acordar Giovanna e eu não sei como ela descobriu meu telefone mas queria conversar comigo e eu aceitei, marquei com ela ali e agora estava quase apelando a oração para que ela não fosse, mas não deu muito certo, eu olhei para o fundo da cafeteria e a vi acenando, estava com os cabelos soltos, loiros como sempre, um óculos escuro e uma roupa mais leve por causa do horário, ou não. Respirei fundo e andei até aonde ela estava

“eu realmente espero que não me arrependa de ter vindo” — ela tirou o óculos e passou a me olhar

“Olá Gerard, bom dia” — Ashley sorriu — “quanto tempo” — eu me sentei na frente dela — “incrível como você ficou ainda mais bonito”

“vai direto ao assunto, não to muito afim de perder tempo contigo” — ela largou o copo dela na mesa

“estava com saudade” — comecei a ri ao ouvir aquilo

“ok Ashley, pode contar outra piada” — ela continuou me olhando séria — “fala sério, você destrói com a minha vida e agora vem com esse papo? Por favor”

“eu to falando a verdade” — fiquei olhando para ela — “sabe, eu confesso que eu errei contigo, mas.... quem nunca errou? Eu te ajudei não ajudei?”

“me tornar um viciado foi me ajudar? Nossa, me diga o novo conceito de prejudicar então?” — ela não parava de me encarar e eu não sabia porque eu estava ficando nervoso com aquilo — “você quer alguma coisa, sempre quer alguma coisa”

“é, eu até quero, mas você não curte muito fazer essas coisas em público, a não ser que você esteja bêbado” — ela deu um gole no café dela, respirei fundo e me levantei. Fui até o balcão e pedi um café para mim, paguei, esperei um pouco e peguei meu copo, voltei a mesa aonde eu estava — “na verdade, eu queria matar a saudade... relembrar algumas coisas” — passei a olhar para ela. Ela se sentou em meu lado

“sai de perto de mim” — afastei um pouco minha cadeira da dela

“o que? Tá com medo de não resistir?” — ela começou a fazer carinho em minha nuca. Golpe baixo, fechei os olhos e tentei controlar minha respiração — “Gerard não adianta, eu sei seus pontos fracos e sei muito bem que daqui a pouco você vai se render” — ela falou baixo em meu ouvido, larguei meu copo na mesa, respirei fundo pela 98278237 vez e tentei me afastar, teria conseguido se ela não tivesse me segurado — “vamos, eu sei muito bem que você não vai aguentar por muito tempo” — droga, próxima demais

“não começa” — a empurrei, bebi um gole grande do meu café, o que fez bem já que parecia que minha tensão foi descontada toda no café

“esqueci, você está com a mosca morta da Giovanna” — ela se afastou — “sério como você consegue...”

“não fala da Giovanna” — passei a olhar para ela com raiva — “diferente de você, ela me faz bem”

“é, realmente ela te faz bem... faz você de idiota, fica com seu irmão, ainda faz você sofrer um acidente de carro... nossa, COMO ela te faz bem Gerard” — ela sorriu mordendo o lábio de leve

“cala a boca”

“porque? Vai perder seu, precioso, controle? Tudo bem, pelo que eu me lembre você sem controle é muito melhor” — ela se aproximou de mim de novo e eu me levantei — “mas já vai embora?”

“você está parecendo uma desesperada, para” — passei a mão no cabelo nervoso — “faz um favor, me esquece” — sai dali rápido, fui andando devagar até uma praça que tinha ali perto, olhei para trás para ver se ela tinha me seguido mas não tinha ninguém, cheguei na praça e me sentei em um banco. Eu precisava me acalmar, na verdade eu precisava de um tiro na cabeça por ter aceitado essa merda desse convite. Relaxei no banco e passei a olhar para o céu, que não estava completamente aberto. Refleti sobre o que eu tinha feito, aceitar o convite da Ashley de ir encontrar com ela foi uma burrice e eu ainda tentava entender como ela tinha conseguido meu telefone, falando nele ele tinha começado a vibra no bolso da minha calça, peguei ele e vi que era Giovanna, me sentei direito, demorei um pouco e atendi — “oi”

você ainda está na rua?

“aham, porque?”

Jeff me pediu para pegar alguns papeis para ele e eu to na rua agora, se você estiver por perto eu te encontro

“aonde você está?”

no centro

“eu estou perto da starbucks que tem perto de casa”

esquece então” — ela soltou um risada baixa — “você demorou para atender, atrapalhei alguma coisa?

“não, eu só... não estava perto do celular” — menti — “eu daqui a pouco vou voltar para casa”

se eu não tiver em casa ainda me liga ok?” — ri — “o que? Eu me preocupo com o meu namorado ok?

“é tão bom ouvir isso de você, fala de novo”

meu namorado” — ela riu — “ah! Que droga

“o que aconteceu?”

acabei de derrubar tudo aqui, vou desligar para pegar as coisas” — ri — “não ria da desgraça alheia, é feio

“é, você já disse isso” — sorri — “até daqui a pouco”

até” — ela desligou, antes de colocar o celular de volta no meu bolso eu fiquei encarando a foto da Giovanna, sorri de leve e o guardei. Ainda fiquei um tempo ali, precisava colocar as ideias no lugar antes de voltar para casa e não tentar me matar por ter sido um otário.

Notas finais
Não fiquem com raiva do Gerard gente, ou tente não ficar
reviews? hm? VAAAAAAAAI! DEIXA UM REVIEW! NÃO VAI MATAR NÃO