Wonderwall

20 2O. I know better, Cause you said forever


Notas iniciais
Leitoras assustadas com o último capítulo SGFJGDFSHDGFJSDHFGSJDHG já esperava
Anyway, calma gente que não é dessa vez que o Gerard morre -q
lá vai

Giovanna's POV

Gerard não voltou mais, Ray deu a ideia de irmos para uma cafeteria ali perto, saimos juntos e ficamos lá conversando. Não posso negar que eu estava sim preocupada, ele não tinha ligado para ninguém depois que saiu. Estávamos conversando e rindo, eu tentava ri na verdade, quando o celular do Frank tocou

“Gerard” — ele sorriu antes de atender — “cara ficamos preocupados, tá tudo bem?” — ele ficou em silêncio um tempo, o sorriso que estava ali no rosto dele foi sumindo aos poucos — “isso foi quando?” — quando o que? O que estava acontecendo? Todos olhavam para ele — “ok... sei sim, obrigado” — ele desligou o celular e ficou um tempo em silêncio

“Frank? Tá tudo bem?” — perguntei. Frank não respondeu, ele se levantou e olhou para o Ray e Mikey

“ham... guys podem vir comigo?” — Ray e Mikey levantaram e saíram dali junto com o Frank, eu não estava entendendo nada. Eu podia ver os três, Frank falou alguma coisa que o Ray se encostou na mesa próxima a ele e o Mikey agarrou os próprios cabelos desesperado, eu não estava tendo uma boa sensação do que viria depois. Depois de alguns minutos, os três vieram na minha direção, Frank começou a falar — “Giovanna...”

“o que aconteceu?” — Frank olhou para o chão — “espera, era o Gerard falando contigo não era?” — ele negou com a cabeça, minha visão começou a ficar embaçada — “o que aconteceu com ele?”

“ele... ele sofreu um acidente de carro” — fiquei sem reação — “não sabemos de nada, a pessoa que me ligou só falou o hospital que ele está, mais nada.. Giovanna?” — comecei a chorar. Se eu não tivesse feito aquilo? Se eu tivesse ficado na minha como eu estava, ele estaria bem agora. Era a minha culpa. Mikey me abraçou, eu não retribui o abraço, só chorava, também não chorava desesperadamente, parecia que estava em estado de choque. Saímos da cafeteria em direção ao hospital que tinham falado para o Frank. Chegamos lá rápido, fomos direto para a recepção — “Gerard Way, ele acabou de ser trazido para cá” — Frank disse com a voz tremula

“eu vou ver aqui, só um minuto” — demorou alguns minutos — “ele está na sala de cirurgia agora”

“O QUE? PORQUE?”

“Frank calma”

“CALMA? O CARALHO! COMO VOCÊ QUER QUE EU FIQUE CALMO COM ELE NUMA SALA DE CIRURGIA SEM NEM TER IDEIA DO QUE ESTÁ ACONTECENDO!?”

“Fica... Calmo... vamos esperar um pouco, daqui a pouco algum médico vai vir aqui para falar com a gente, relaxa” — Ray falou tentando acalmar Frank que naquele momento estava tremendo, eu fiquei calada o tempo todo. Ficamos ali esperando alguma notícia por um tempo, um médico apareceu para falar com a gente.

“Vocês estão com o paciente Gerard Way?” — concordamos com a cabeça — “Bem, ele acabou de sair da sala de cirurgia, ele está bem, o estado dele é instável. O que salvou ele foi o cinto que pelo menos ele lembrou de colocar” — ele viu na ficha e voltou a falar — “ele quebrou o braço e também fraturou duas costelas mas fizemos uma cirurgia e agora está tudo bem, só o que nos preocupa que ele chegou aqui desacordado”

“e porque isso preocupa vocês?”

“por enquanto ele está dopado por causa da anestesia, mas está conseguindo respirar sem a ajuda dos aparelhos, mas se ele não acordar em 24 horas... ele entrará em coma” — escondi o rosto entre minhas mãos — “qualquer notícia eu venho aqui falar com vocês” — o médico saiu dali, eu chorava agora, era culpa minha. Porque eu fiz aquilo?

De noite, Frank e Ray foram embora, Mikey tentou fazer eu ir também só que eu não quis, não sairia dali enquanto ele não acordasse, o médico foi até a gente de novo e disse que ele estava bem mas ainda dormia, o que me deixou mais desesperada. Passei a noite toda ali com o Mikey, esperando alguma notícia que ele tinha acordado mais nada. Acabei dormindo na poltrona aonde eu estava sentada. Acordei com o Mikey me sacudindo de leve

“o que? Ele acordou?”

“o médico acabou de vir aqui, falou que ele acordou” — me levantei rápido e fui atrás do médico – “Gi, espera”

“o que você está fazendo aqui senhorita?” — o médico me segurou

“eu tentei impedi-la, desculpe” — Mikey parou do meu lado ofegante

“eu quero vê-lo”

“espera, vou ver se você pode entrar” — ele me soltou e entrou no quarto, demorou alguns minutos e voltou — “pode mas só você, ele está sonolento ainda”

“tudo bem” — entrei devagar no quarto. Ele estava deitado, com o braço engessado, uma tala na altura das costelas e a perna enfaixada. Seu rosto só tinha alguns cortes ainda vermelhos e um curativo na sobrancelha. Me segurei para não chorar, algumas horas atrás eu tava vendo ele perfeitamente bem e por uma besteira ele tinha ficado daquele jeito. Ele foi abrindo os olhos devagar se encontrando com os meus.

“oi” — ele falou baixo

“você tá maluco de sair dirigindo daquele jeito” — cheguei mais perto dele — “você poderia ter morrido” — ele ficou calado — “eu não ia me perdoar por isso”

“Gi... não...” — ele soltou um gemido de dor quando foi se mexer — “não foi sua culpa, eu que estava distraído e capotei com o carro, só isso”

“você estava acima da velocidade permitida Gerard” — fiquei olhando para ele — “se eu não tivesse feito o que eu fiz...”

“não lembra disso por favor” — ele fechou os olhos, como se aquilo fosse fazer ele esquecer de alguma coisa — “eu fiz uma burrada contigo, fiz a coisa errada. Mas era para te proteger”

“como assim?”

“eu terminei contigo por causa do Andrew, eu queria te deixar protegida”

“Gerard não precisava, eu te falei isso” — ele olhou para baixo — “então aquilo tudo que você me falou era mentira?”

“claro que era” — ele voltou a me olhar — “eu queria uma forma mais prática para te afastar de mim e acabei escolhendo a forma mais desastrosa possível... te ignorar não foi fácil”

“eu via no seu olhar, eu só não entendia porque você fazia aquilo”

“para você não ficar em perigo” — ele parou de falar um pouco e soltou um suspiro, que parecia de dor — “ele parou de te ligar não parou?”

“você ainda tá muito machucado, deita direito”

“ele parou de te ligar não é?” — ele seguro meu braço com a mão que só estava enfaixada

“parou, agora deita direito, você está com dor”

“não to não, eu to bem... ai” — soltei uma risada baixa — “ok, confesso essa merda tá doendo”

“você fraturou duas costelas, quer o que?” — ele me olhou assustado — “agradeça a sua mente por ter lembrado você de colocar o cinto” — sorri

“a última coisa que eu vi, antes do cara que eu desviei, foi seu olhar” — passei a olhar nos olhos dele, senti que estava chegando perto do rosto dele. Me afastei quando ouvi a porta abrir — “acho que você vai ter que ir”

“eu também acho” — sorri, me afastei dele — “você precisa descansar e preparar o ouvido para ouvir sermões do Frank e do Ray e ainda tem o Mikey”

“ai não” — eu ri da cara que ele fez

“senhorita?”

“eu já estou saindo” — a enfermeira fechou a porta — “eu volto amanhã”

“eu vou estar aqui” — sorri, ele pisco para mim. Sai do quarto, me encostei na parede e comecie a chorar

“Gi, tudo bem?”

“aham, só... me leva para casa” — ele concordou e me tirou dali.

Notas finais
Reviews? hm?