Wonderwall
10 10. Pesadelo, Los Angeles, "Frerard?"
Notas iniciais
Cheguei em casa já perto do anoitecer, tomei um banho, comi alguma coisa, vi um pouco de TV e fui para o meu quarto, acabei dormindo. No sonho eu parecia estar assustada, olhando para um corpo no chão, essa pessoa parecia estar morta, cheguei mais perto e reconheci quem era, era o gerard, comecei a me desesperar, Andrew apareceu da escuridão com um sorriso sádico.
“Eu disse que ele ia pagar”
“Andrew por favor”
“agora é sua vez, você me deixou, merece morrer por isso”
“Andrew, não” — ele avançou em mim e eu acordei suando, graças a deus esse celular tocou, nem vi no visor quem era e fui atendendo — “seja lá quem for você, obrigada por me acordar”
“nossa, estava tendo um sonho ruim mesmo hen” — sorri, era ele, a voz dele tinha um poder de me acalmar, e eu acho que depois daquela cena que eu vi no sonho, quer dizer pesadelo, eu precisava realmente escutar a voz dele — “tudo bem? você está ofegante”
“estou bem sim, só estava tendo um pesadelo, obrigada por me acordar”
“de nada” — ele soltou uma risada — “Já que você não quis voltar com a gente eu to te ligando antes de embarcarmos”
“mas já?”
“já” — ficou um silêncio entre nós dois — “vou sentir sua falta”
“eu também... droga, olha o que você me faz dizer”
“eu queria você aqui, voltando comigo agora” — sorri — “não vou aguentar ficar longe de você outra vez”
“Gee eu tenho uma vida inteira aqui, não podia sair assim de uma hora para outra” — parei um pouco para pensar e sorri — “mas eu não vou demorar muito para te ver novamente”
“quer dizer que...?”
“quer dizer que eu to pensando em futuramente voltar para o EUA”
“isso vai demorar?”
“não” — sorri outra vez — “vai passar rapidinho”
“eu espero” — ele parou de falar por alguns segundos — “já estão chamando o nosso voo. Tenho que desligar, não posso entrar com o celular ligado”
“eu sei... boa viagem”
“eu te amo” — eu não sabia o que falar, meu coração acelerou ao ouvir ele falando aquilo — “tchau”
“tchau” — desliguei e me joguei na cama, fiquei pensando de como minha vida tinha passado por um furacão. Tinha um namorado, que eu achava que era perfeito, e nem pensava em voltar para o EUA. Agora terminei com o Andrew, reencontrei e me reconciliei com o amor da minha vida e estou pensando em voltar o mais rápido possível para o EUA. Isso não era normal. Mas quem disse que eu sou normal. Sorri com aquilo, demorei um pouquinho e peguei no sono, agora o sonho era mais tranquilo, nada de morte ou Andrew nele.
3 meses depois
Los angeles, cidade das estrelas. Brittany me chamou para eu morar com ela e eu aceitei. Ela tinha voltado a falar com o Mikey mas por enquanto, diz ela, que eles só estão como amigos, aham sei a amizade dos dois, só se for colorida. O taxi parou na porta da casa dela, era começo de tarde, tinha falado que ia chegar antes do almoço só que o meu voo atrasou, droga. Desci e paguei o taxi, Brittany já me esperava na porta, eu tinha ligado para ela para confirmar o endereço.
“pensei que não vinha mais” — ela foi até a mim e me abraçou — “nem acredito que você finalmente veio para cá”
“uma certa pessoa me fez voltar” — ela riu
“uuui, mas já está assim? Depois fica falando que é só amizade”
“olha quem fala né Brittany, acha que eu não sei sobre o que você faz com o Mikey? Eu te conheço mulher” — ela começou a ri — “ele me liga direto”
“aaaah! Que amor! Ele sabe que você chegou?”
“não, vou fazer uma surpresa para ele hoje” — sorri — “Frank marcou com o resto da banda lá na casa dele, ele sabe que eu estou aqui, mas não falou para ninguém, eu ameacei ele de morte por isso” — Brittany me olhou assustada mas logo depois começou a ri — “para ri de mulher... Ai ele vai chamar o Gerard também, claro, e eu vou estar lá”
“ok, acho que entendi”
“vamos comigo? Mikey vai estar lá e... sabe... vai que você e ele não...”
“isso já aconteceu, atrasada você hen amiga” — eu comecei a ri — “claro, que foi na época de escola, mas aconteceu... e você e o Gerard que nunca chegaram nessa parte”
“aaa cala a boca! Foi até bom, se não eu teria ficado mais arrasada”
“aham sei... ok, eu vou... mas não pelo Mikey”
“sei, sei”
“calada” — ela me tacou a almofada — “vamos arrumar suas coisas, ai dá tempo de fazer tudo, nos arrumar e partir para a casa do nanico”
“o Frank odeia quando chama ele assim”
“ele tá aqui agora? Eu hen” — rimos — “vamos logo” — ela me puxou até aonde seria meu quarto.
Gerard's POV
Frank estava me perturbando desde o começo da semana para eu ir para a casa dele hoje, não sei porque raios isso mas ele parecia animado com alguma coisa. Eu e o resto dos caras da banda perguntávamos o porque dele estar daquele jeito e ele mudava de assunto, aquele ali tava aprontando algo.
“deixa de ser chato, vem para cá”
“já disse que não estou afim, você tá aprontando alguma coisa e eu to com medo do que seja”
“por favor... por favor... por favor... por favor... por favor... por favor... por favor... por favor... por favor... por favor... por favor... por favor... por favor... por favor... “
“AAAAAAH! TÁ LEGAL!” — vencido pelo cansaço e pela curiosidade também — “eu vou”
“eu prometo que você vai curtir, sério”
“Frank, aquelas histórias que as fãs ficam sonhando sobre nós dois não são verdadeiras sabe disso” — comecei a ri — “não leve as coisas a sério baixinho”
“vou te mostrar a porra do baixinho...”
“uuuuh o anão ficou invocado” — ele riu — “eu vou estar chegando ai de noite ok?”
“que horas?”
“de noite, tchau” — desliguei, logo depois o celular começou a tocar outra vez — “Frank eu já disse que é de noite, não me enche”
“você não vê no visor que em não antes de atender?” — Giovanna riu do outro lado — “agora tá assim, marcando encontros com o Frank? Sabia que essa história de Frerard existia”
“calada” — ela começou a ri mais ainda — “como você está?”
“bem, eu tenho uma surpresa para você mais tarde”
“sério? Tenho uma dica?”
“não” — sorri — “vai ter que esperar até chegar a hora”
“sou curioso, sabe disso”
“sei sim” — ela soltou uma risada baixa — “ham... vou ter que desligar, mais tarde então você terá a surpresa ok?”
“ok, eu te ligo quando eu voltar do Frank”
“não faça nada que eu não faria”
“como assim senhorita Smith?”
“vish, chamou pelo sobrenome a coisa pegou” — nós dois rimos — “sério eu tenho que ir”
“ok, até mais tarde”
“até” — ela desligou, afinal de contas, hoje era o dia de aprontar comigo e eu não sabia?
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