Wonderland

2 Absolem - Parte 1


Notas iniciais
Postei atrasado porque eu estava com preguiça. Desculpe, eu não presto mesmo.

- Já chegamos?

- Ruki, eu juro que se você perguntar isso de novo, nunca mais te ponho para dormir!

- Não Reita! Eu paro. Me responde algo. — Ruki se inclinou sobre a aba do chapéu para encarar o chapeleiro. — Para onde estamos indo?

- Eu disse- lhes que tinhamos que achar a Vorpal; pois estou levando- lhes até a casa dela.

- Então a Vorpal é uma pessoa? — Reita se inclinou sobre a aba do chapéu ao lado de Ruki.

- Fada, para ser mais exato meu caro amigo valente.

- Kai?

- Sim?

- Será que essa Vorpal sabe qual é a diferença entre o corvo e a escrivaninha?

- Aoi.

- O que foi Kai?

- Se mata.

- Chegamos estimados passageiros.

Estavam em um vale à beira de uma lagoa; o gramado verde, as àrvores em cores vivas e as casinhas em formato de cogumelos e flores.

- Por onde começamos chapeleiro fofo?

- Procurem uma tulipa vermelha. É a casa de Vorpal.

- Achei! — Uruha apontou para uma tulipa vermelha ao lado de um pinheiro.

- Genial, caro amigo de poucas palavras! — O chapeleiro seguiu até a tulipa vermelha e, sem ao menos bater, entrou.

Estavam na cozinha, totalmente abarrotada de móveis: Uma mesa com oito lugares, três armários, uma estante de livros de receita, um fogão, uma geladeira, uma pia com balcão imenso e uma máquina que parecia lavar pratos. No meio da cozinha havia uma escada em espiral; o chapeleiro subiu cuidadosamente e no segundo andar, deram de cara com um extenso corredor cheio de portas. Próxima à terceira porta à esquerda havia uma jovem moça, de cabelos azuis, pele clara e vestido amarelo. Ela pendurava um quadro na parede.

- É um prazer vê- lo novamente Terence! Sinto que trouxe convidados! — Ela se virou para eles e só então perceberam que ela não movia os olhos azuis.

- Me desculpe moça do cabelo glacê de bolo, mas você é cega?- Ruki se aproximou da aba do chapéu.

- Sou; e você possui sexualidade duvidosa!

- Creio que eu já tenha citado esse fato anteriormente.

- Não duvido nada Terence.

- Posso perguntar uma coisa? — Aoi se aproximou da aba do chapéu.

- Pode, claro!

- Qual a diferença entre o corvo e a escrivaninha?

- Cala a boca Aoi! — Kai o puxou de volta para seu lado.

- Interrompendo este diálogo infame, tenho que lembrar- lhes da nossa situação no momento? Vorpal, minha bela fada, temos trabalho a fazer.

- Acredite, eu sei. Mas está tarde e acho bom dormimos um pouco. E deixe os garotos no tamanho normal. — Terence obedeceu tirando um pequeno bolo da casaca e entregando aos garotos sentados em seu chapéu.

- Comam apenas um pedaço.

Cada um deu uma mordida e pulou de cima do chapéu, pousando no chão já em seu tamanho normal.

- Tem um quarto para cada um e duas camas em cada quarto.

- Cama de casal? — Ruki perguntou se aproximando mais da fada.

- Todas elas! O banheiro fica alí no final do corredor. Um à esquerda e o outro à direita. Boa noite garotos. Vamos Terence. — O chapeleiro seguiu Vorpal até o quarto ao lado do banheiro à esquerda. Kai e Aoi foram cada um para um quarto à direita seguidos por Uruha. As três portas se fecharam simultaneamente.

- Você vem comigo Rei- chan?

- Claro. — Reita e Ruki entraram no primeiro quarto à esquerda.

Ruki se deitou na cama próxima à parede e deixou a cama próxima à janela livre para Reita.

- Quer que eu te ponha para dormir?

- Claro! — Reita cobriu Ruki com o lençol bege que estava dobrado em cima dos travesseiros, o acariciou , eperou que fechasse os olhos e o beijou suavemente na testa para somente então, ir dormir.

Reita pov. on

Eu dormia tranqüilamente quando acordei no meio da noite com Ruki deitado ao meu lado.

- O que foi Ruki? — Disse sonolento.

- Tive um pesadelo, não consigo dormir.

- Me conte como era.

- Eu não me lembro. Posso dormir aqui?

- Claro.

- Fica acordado até eu dormir?

- Prometo que fico.

- Tá bom. — Ruki fechou os olhos e ouvi sua respiração profunda, significava que havia dormido. Fiquei o encarando. Fazia meses que estava amando ele. O jeito sempre sensível, o olhar carinhoso, a manha que tinha na voz ... Tudo isso me fazia pirar. Ruki parecia tão inocente dormindo que resolvi lhe afagar o rosto, acabar com seus pesadelos, fazê- lo ter bons sonhos e que ao menos, sonhasse comigo.

Reita pov. off

Acordaram pela manhã com um delicioso cheiro de muffins. Ruki foi o último a descer. Quando chegou na cozinha, todos estavam sentados e comendo milhares de muffins e cookies de chocolate.

- Por um momento pensei que havia morrido! -Vorpal se virou para Ruki com um belo sorriso; foi só então que ele percebeu o grande volume na barriga da moça.

- Por que está tão gorda?

Ela riu docemente.

- Estou grávida. E em falar de gordura, aqui está. — Ela entregou a Ruki um prato verde com u ma pilha de cookies. — Coma rápido, hoje temos trabalho a fazer.

- Afinal, quando é o Glorian Day? — Uruha perguntou com um muffin de morango em mãos.

- É isso que vamos descobrir nobre amigo das poucas palavras. Iremos todos falar com Absolem.

- Quem é Absolem? — Kai perguntou com enormes olheiras que lhe davam a aparência de um defunto.

- Vocês irão ver.

- Vorpal?

- Sim, Aoi?

- Disse que estava grávida. De quanto tempo?

- Quase nove ciclos.

- Ciclos?

- Acho que em seu mundo seriam meses.

- Então o chapeleiro é seu marido?

- Isso. Ele foi atrás de vocês assim que fiquei grávida.

- Que horas temos que falar com o tal de Absolem? — Reita disse ainda sonolento. O chapeleiro olhou seu relógio de bolso e, afoito, respondeu:

- Estamos atrasados!

~//~

Notas finais
O capítulo iria ficar maior e eu tava com preguiça de postar porque eu ainda queria jogar The Campfire Legends, aí eu dividi em duas partes. Repetindo para quem ainda não entendeu: Desculpe sociedade das loucas por fics, eu não presto. XD
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.