WolfHill
26 Capítulo 25 - Distraction
Notas iniciais
P.O.V Thalia
—Tem certeza que quer ir? -Ela me olhou. -Eu sei que a ideia foi minha, mas se você não quiser ir, nós ficamos, é só que eu não aguento mais olhar para a cara de Zeus, mas…
—Thalia, calma! -Ela riu. -Eu estou bem.
—Tem certeza? -Ela assentiu, eu conseguia escutar seu batimento cardíaco, então, me ajudou um pouco a relaxar.
—Estou bem sim. -Ela sorriu e sentou se ao meu lado. -Preciso que faça duas coisas por mim.
—Claro que sim. -Ela olhou em meus olhos. -O que foi, Annie?
—Quero que me ensine a me defender. -Arregalei os olhos.
—Como?
—Vocês têm garras, super força, e sabem lutar, e bem, eu não tenho mais minha magia, então, preciso aprender a me defender. -Eu sorri e a abracei.
—É claro que te ensino. -A olhei. -O que mais quer?-Vi ela andar até a penteadeira e puxar uma tesoura de uma das gavetas.
—Serei uma nova Annabeth Chase, não sou mais uma bruxa, então, serei uma guerreira. -Ela estendeu a tesoura para mim e sentou-se na cadeira. -Corta.
—Tem certeza disso? -Ela assentiu. -Annie…
—Se não fizer eu faço. -Suspirei e me aproximei da loira. -Corta, Thalia.
Aproximei-me da loira e olhei para seus longos cachos, peguei a primeira mecha e olhei seu reflexo no espelho, ela assentiu, aproximei a tesoura e cortei a primeira mecha, ela abriu um imenso sorriso, continuei a cortar, até seu cabelos ficar da altura de seus ombros quase na altura de seu pescoço.
Coloquei a tesoura sobre a mesa e observei a loira se analisar no espelho, aparentemente, ela havia gostado do resultado, e isso me fez sorrir. A porta foi aberta pela Piper que ia dizer algo, mas se calou e arregalou os olhos, antes de soltar um gritinho e correr para perto da loira.
Ela e a Bianca haviam ido até lá para ver como a Annie estava, e acabaram entrando na tesoura também. A Bianca cortou um pouco a mais que a Annie e a Piper deixou um pouco mais longo. Quando deram 17h00min, nós resolvemos ir nos arrumar.
A Piper e a Bianca foram cada uma para sua respectiva casa, e como eu não tinha roupa, peguei uma da Annabeth. Ela parecia estar mais que feliz com o novo cabelo, que realmente havia lhe caído muito bem.
Tomei um banho demorado, lavando os cabelos calmamente. Os sequei com o secador da Annie, a loira estava parada na frente do armário olhando para as roupas, acabei sorrindo e a coloquei sentada na cama. Entreguei a ela um cropped e um short jeans claro, ela pensou um pouco antes de ir se vestir.
Vesti uma lingerie simples, um short jeans escuro, e um cropped preto. Coloquei um chapéu preto da Annie, e um cardigã vermelho e preto, calcei um sapato fechado e me dei como pronta. Passei um pouco de maquiagem, apenas marquei bem os olhos e batom. A Annie havia ficado extremamente fofa com aquela roupa, ela calçou um vans, e vestiu um casaco preto e branco, penteou o os curtos cachos e os deixou bagunçados.
Nós demoramos mais que o necessário para nos arrumar, o que fez as demais voltarem para o quarto. E várias meninas juntas no mesmo quarto, só podia dar em merda. Devo dizer que não gostei muito da ideia. Eu estava com saudades do Nico, e aquela ideia, não iria ajudar em nada.
P.O.V Nico
Assim que a Thalia desceu as escadas eu soube que ela tinha algo em mente, aquela roupa, aquele sorriso que ela me lançou, o jeito como me ignorou, tudo, eu sabia como ela queria que a noite terminasse, e isso me deixava super contente.
Depois de alguns minutos, decidimos ir de carro mesmo. Eu, a Lia, a Annie e a Bianca fomos no meu, o Jason, a Piper, a Hazel e o Frank foram no carro de Ares, o Percy, a Clarisse, o Leo, e o Chris foram no carro do Percy.
Se eu pudesse, iria sozinho com a Lia, e se duvidasse não chegaríamos ao nosso destino. Ficar um tempo sem contato com ela, não havia sido bom para a minha sanidade, mesmo que houvesse muitos motivos.
A viagem demoraria cerca de 3 horas de carro, chegaríamos lá por volta das 21h00min. A Bianca fez questão de ligar o rádio, e para o meu azar tocava uma música da Halsey, e isso foi o suficiente para as três me deixarem surdo.
—Do you feel like a young god? You konow the two of us are just young gods. -Revirei os olhos e acabei rindo da cantoria delas.
Assim que chegamos eu dei graças a Deus, não aguentava mais dirigir. Saltamos do carro e esperamos os demais chegar. Eu podia ouvir o batimento das três batendo quase no mesmo ritmo, ou seja, as três estavam aprontando.
Os outros chegaram, nós estávamos decidindo quem não ia beber, e acabamos decidindo que passaríamos a noite, ou o dia, em alguma pensão e iríamos para casa quando nos recuperássemos. Poseidon iria nos matar, mas morreríamos feliz.
Cacei minha morena, que até segundos atrás estava ao meu lado, olhei para trás e a vi de braços dados com as demais. Franzi o cenho assim como todos os outros, elas se entreolharam e abriram sorrisos cúmplices.
—Estamos de greve! -Anunciaram juntas e começaram a andar. Eu olhei para os outros meninos e todos estavam com expressões confusas.
—O que?! -Eu perguntei. -Mas… -Elas apenas riam.
—A tarefa de você essa noite, é nos fazer mudar de ideia. -A Thalia me cortou. -Se esforcem. -Elas voltaram a rir.
—Isso não tem graça. -O Jason disse. -E agora?
—Fazemos o que elas pediram. -Dei de ombros.
Nosso destino era a Rua Bourbon, lá haviam vários bares de Jazz, e clubes de striptease. A primeira parada seriam os bares, depois os clubes. As identidades falsas convenciam facilmente naquele lugares.
Paramos em um bar que estava lotado e tocava um ótimo Jazz. As horas foram passando e eu já estava ficando irritado, faziam dias que eu não tinha minha namorada para mim e quando tinha a oportunidade, ainda tinha que lidar com uma greve. Aquilo só podia ser ideia da Bianca. Mataria a minha irmã.
—Hum, eu acho que nós já podemos ir. -Olhei para o Leo, ele era o único solteiro, quero dizer, o único que não tinha ninguém, então, sempre que saíamos ele aproveitava, por isso não me surpreendi com a pressa dele.
—Eu concordo. -Minha irmã disse. Ela já devia estar alta. -Vamos. -Catou a mão do Leo e saiu andando.
Seguimos os dois que logo pararam em frente a uma boate, depois de toda a burocracia, conseguimos entrar. Lá dentro a música alta e sensual tocava, mulheres de lingerie, e algumas até com os seios expostos, desfilavam. Aquele não era um clube de strip, era uma boate, que era quase a mesma coisa, a única diferença, era que nenhuma mulher era obrigada a dormir com ninguém, e muito menos a trabalhar daquela maneira, aquelas eram dançarinas que eram pagadas para fazer aquilo, e as que estavam sem sutiã, foram, provavelmente, atacadas por algum cliente, que já deveria estar do lado de fora da boate.
As meninas logo trataram de ir dançar, e nós, homens como somos, achamos o melhor lugar para olhá-las dançar, primeiro, para todos saberem que elas tinham donos, e segundo, nós éramos os donos.
Senti alguém tocar meu ombro e olhei para trás. Era uma menina, devia ter a minha idade, ou ser um pouco mais nova, tinha longos cabelos loiros, olhos azuis, lábios grossos e pintados de vermelho. Usava um vestido azul colado ao corpo, com um decote bem provocativo, seu perfume não era exagerado, diria até que era bom.
—Oi. -Eu ouvi os batimentos da Thalia se alterarem e sorri.
—Oi. -Ela sorriu também. -Posso ajudar em algo?
—Talvez. -Jogou os cabelos para o lado. -Sozinho?
—Talvez.
—Dança comigo? -A Thalia disse que eu deveria me esforçar, se fizesse ciumes a ela, sabia que a deixaria super irritada.
—E por que não? -Ela sorriu e me puxou.
Paramos no meio da pista de dança e ela começou a se esfregar em mim no ritmo na música. Podia sentir o olhar da Thalia em mim, quando a olhei, vi faíscas de raiva e ciumes brilharem em seus olhos. Abri meu melhor sorriso e agarrei a cintura da loira a minha frente.
Ela retribuiu ao meu sorriso e caminhou até mim. A garota não teve chance alguma, a Thalia a empurrou para longe, com ênfase no empurrou, e me puxou pela camisa, não pude não sorrir quando ela colou os lábios nos meus. Parece que a greve havia acabado.
—Eu te odeio, Nicholas. -Eu ri.
—Thalia Marrie…
—Shiiiiii… -Ela tampou minha boca. -Vem comigo?
—Como se você precisasse pedir.
(...)
—Preciso de um banho. -Eu ri.
—A ideia foi sua de vir correndo. -Ela revirou os olhos.
—Você disse que seria mais rápido. -Dei de ombros. Realmente era mais rápido, demoramos pouco mais de 45 minutos correndo. E ela não podia reclamar, havia acabado de virar um lobo, ainda tinha que aprender algumas coisas.
—Eu vou primeiro! -Anunciei, ela assentiu e me guiou pelos corredores. -Promete para mim que irei te encontrar aqui quando sair do banho. -Ela riu e me deu um selinho.
Tomei um banho demorado, afinal, tinha lama até nos meus cabelos. Não vi quando ela entrou, mas quando saí do box de vidro escuro, havia uma muda de roupa, vulgo uma calça e uma box, ela sabia que eu não gostava de dormir de camisa. Junto havia uma escova de dente.
A Thalia passou tão rápido por mim quando saí do banheiro, que eu me perguntei se ela estava passando mal, ou só apertada para ir ao banheiro. Na primeira noite que havia ido até lá, mal havia reparado no quarto, e naquele momento pude constatar que ele era a cara da Thalia, em todos os pequenos detalhes, desde o canto mais bagunçado até o menos, até porque aquele quarto não estava muito longe da bagunça do meu.
Sentei-me na cama e enviei uma mensagem para a Annabeth, avisando que estávamos bem e que voltaríamos para a Clareira sozinhos. Ela respondeu em pouco tempo, um simples okay, bem típico dela.
Me obriguei a não pensar em um motivo para a Thalia escolher a casa dela para irmos, e não para qualquer outro lugar. Teria que lembrar de perguntar isso a ela. E por falar em Thalia ela já estava a meia hora trancada dentro daquele banheiro. Eu já estava deitado olhando para o teto tentando imaginar o motivo daquele demora.
Escutei um pigarro e me apoiei nos meus cotovelos, abri a boca para perguntar o motivo da demora, mas não conseguir dizer nada, pois o motivo estava na minha frente. Ela estava linda. Seus cabelos negros caiam sobre seus ombros, os olhos azuis estavam marcados pela típica maquiagem preta, os lábios pintados de vermelho, e o sorriso que deixava clara as suas intenções. O robe de seda parecia querer escorregar por seus braços, o cordão que havia lhe dado brilhava sobre seu peito, o salta preto fechava com chave de ouro a tentação que a minha namorada estava.
—Algum problema? -A olhei e me sentei na cama. -Não gostou do meu pijama? -Olhou para baixo. Fiz sinal para ela se aproximar, e a diaba veio rebolando até mim.
—Prefiro você sem ele. -Ela riu e desfez o laço fazendo o robe cair aos seus pés. -Planejou isso, não planejou? -Ela riu e fez cara de inocente.
—Eu? -Olhei novamente para o body de renda que ela usava, ela nunca mais iria usar um daqueles, a não ser que fosse para ocasiões especiais, como aquela. -Você gostou? -Se não pudesse ouvir seus batimentos, não iria notar a pontinha de insegurança dela.
—O que você acha? -Vi um sorriso brincar em seus lábios. -Por que o seu quarto?
—Não queria Zeus escutando. -Eu sabia que não era a verdade total, mas perguntaria depois. Tinha coisas mais importantes para fazer.
Fiquei em pé e a olhei. Virei-a de costas, afastei os seus cabelos e rocei meus lábios em sua pele, deslizei minhas mãos até os seus ombros e as uni com as suas. Deixei nossas mãos unidas na frente de seu corpo e comecei a brincar com seu pescoço. Colei-a na parede e ergui nossas mãos unidas. Rebolei contra ela, o que a fez jogar a cabeça para trás, deixando o acesso ao seu pescoço muito mais fácil. Sua pele ficava vermelha a cada mordida minha, e eu fazia questão de morder novamente o mesmo local.
Soltei suas mãos e desci as alças do body, seus seios saltaram livres e um tanto avermelhados por conta do aperto da roupa. Os acariciei e levei um a minha boca, escutava a minha morena gemer baixinho no meu ouvido. Aquela box estava ficando apertada. Troquei de seio quando deixei o outro vermelho. Podia vê-la roçar as pernas em busca de atrito, aparentemente alguém estava ansiosa.
Continuei a acariciar seus seios enquanto roçava meus lábios em suas costas. Agarrei em duas pontas do body e puxei sem pensar duas vezes, ela soltou um gritinho assustado que me fez rir. Joguei os restos no chão e abracei seu corpo nu, talvez fosse o meu lado lobo falando, mas eu não tinha vontade de soltá-la tão cedo, sua pele parecia seda, e aquilo estava me excitando, eu tinha uma possessividade sobre ela que não sabia que tinha.
—A cama, Nico. -Deu um passo e eu a segurei.
—Não, eu quero aqui. -Mordi sua coxa, vi que ela procurava um lugar para se apoiar, mas não tinha, estava longe demais tanto da cama, quanto da parede.
Deslizei minha língua por seu sexo melado, ela contorceu-se toda. Agarrei suas coxas para poder mantê-la segura, afinal, se ela caísse, cortaria todo o clima. Foquei em seu clitóris, ela se contorcia toda vez que minha língua tocava ali. Chupei com mais força e o soltei, penetrei-a com a língua e acariciei seu clitóris com meus dedos. Ela estava tão sensível que não demorou muito para agarrar meus cabelos e gozar em meus lábios, se eu não a estivesse segurando ela teria caído, suas pernas tremiam ao meu lado. Continuei a chupá-la até a deixar completamente limpa. Mordi seu ventre e subi beijando seu corpo. Chupei seu pescoço e a olhei.
Ela ia dizer algo, porém, não disse nada, apenas fechou os olhos e deixou a boca entreaberta quando eu a penetrei com meus dedos. Suas unhas deslizavam por minhas costas e um gemido mais alto que o anterior escapava de seus lábios a cada estacada, havia a deixado sensível de propósito. Quando ela estava à beira do orgasmo, eu parei, chupei os meus dedos enquanto ela me fuzilava com os olhos.
Eu ia implicar com ela, mas mudei de ideia quando ela me apertou sobre a calça. Ela sentou-me na cama e puxou tanto a calça, quanto a box de uma vez só. Começou a me masturbar lentamente, eu estava mais que excitado, qualquer toque dela me deixava louco. Agarrei as laterais da cama e a vi sorrir. Sua língua deslizou por toda a minha extensão, rodeou a cabecinha com a língua, e me abocanhou. Xinguei todos os palavrões que conhecia. Agarrei seus cabelos e a fiz aumentar a velocidade. Senti algo macio envolver meu membro e a olhei. Seus seios me envolviam e ela tratava de movê-los, mal observei o que ela estava fazendo, estava quase gozando ali mesmo.
—Thalia, eu vou… Porra! -Ela chupou meus testículos, e eu usei todo o meu autocontrole para não gozar, mas ele foi todo por água abaixo quando ela voltou a me chupar. -Caralho! -Agarrei seus cabelos e movi, involuntariamente, meu quadril contra sua boca enquanto gozava. -Puta que pariu. -A olhei, vi que só uma de suas mãos estava em meu membro. -Estava se masturbando? -Ela assentiu. -Gozou? -Assentiu novamente. Mostrou-me os dedos melados, levou um deles aos lábios e me ofereceu o outro. -Quem deixou?
—Virou dominador, agora? -Me levantei e a colei na parede.
—Sou um alfa descendente de Cronos. -Sussurrei em seu ouvido. -O que você esperava? -Separei suas pernas e pincelei meu membro em sua entrada.
—Cala a boca e me fode. -Acabei rindo e a penetrei com força. -Oh! Porra.
—Geme para mim.
Comecei a estocar com força, ela se contorcia a cada uma delas. Suas mãos agarravam meus cabelos e meus ombros, e não ligava de acordar todo vermelho. Acariciei seu clitóris e logo ela se contorceu e gozou. Parei de me mover e esperei ela se recuperar, beijei seu pescoço sentindo seu interior me apertar.
—Cansada? -Ela riu e balançou a cabeça em negação.
—Achei que me conhecesse. -Ela me empurrou para a cama e sentou-se em meu colo. -É o meu esporte favorito, Nico. -Sorri e a penetrei.
Finalmente colei nossos lábios, invadi sua boca com minha língua, como se nunca a tivesse beijado antes, mordi seus lábios e o puxei saltando um longo gemido. Agarrei sua bunda e a fiz aumentar a velocidade, ela foi a primeira a atingir o ápice, eu logo em seguida.
—Feliz Natal, Nico.
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