WolfHill

19 Capítulo 18 - Forgive me, Thalia.


Notas iniciais
Oi Betas... Voltei-me. Rápido neh? Ou talvez não muito. Primeiro não me matem okay? Nada de mandar presentinhos com explosivo para a minha casa... Okay? Eu tenho quase certeza que alguém vai querer me matar depois desse capítulo, mas okay. NÃO EU NÃO ESTOU CORRENDO COM A HISTÓRIA... OKAY?! Bom... acho que é só isso. Bom capítulo.

P.O.V Thalia

—Não tenho o dia inteiro, Nico. -Deveriam fazer cerca de vinte minutos que nós estávamos ali sentados. -E então?

—Seja lá qual for a história que Zeus te contou sobre os lobos está errada. -Eu revirei os olhos. -Os lobisomens surgiram sim a partir de um feitiço, mas não foi em 1729. -Sabia que estava com uma expressão de puro tédio. -Eles surgiram em 1029, a história do feitiço é verídica, mas o resto, não totalmente. Sim, Reia e Cronos mataram seus pais, mas Aaron nunca existiu. -Franzi o cenho. -Cronos era um homem ruim, e quando recebeu a maldição ficou pior do que era. -Ele fechou os olhos por alguns segundos.

—Mas a sua maldade não afetou o que Reia sentia por ele. — A Annie continuou. -E foi assim que nasceram os três descendestes primordiais de Cronos e Reia.

—Três? -Eu perguntei. -Cronos teve dois filhos. Poseidon e Hades.

—Não, ele teve outro filho, um tão perverso quanto ele, um que era capaz de tudo por poder. -Tentei me lembrar de algo sobre esse terceiro filho, mas não consegui lembrar de absolutamente nada. -Nunca houve relato do terceiro filho, mas ele existiu.

—Os lobisomens continuaram a viver normalmente entre os humanos, até 1500. Não se sabe o motivo, talvez poder, mas o terceiro filho foi quem matou Cronos. -Eu olhei para o Jackson. -Mas como Cronos era o primeiro lobisomem ele não morreria tão fácil assim.

—Uma bruxa roubou algo de Reia. -Eu olhei para A Di Ângelo. -A pedra Sanguini, foi a pedra utilizada para tirar o poder da Lua e criar a maldição dos lobos.

—Eu sei disso, a pedra tira o poder da Lua.

—Mas ela não faz só isso. -O Nico continuou. -A pedra também tem o poder de controlar seus escravos.

—Ela controla os lobos? Mas…

—O Terceiro filho de Cronos era tão ruim quanto ele, então, sua mulher resolveu roubar a pedra para controlá-lo. -Balancei a cabeça em negação.

—Quem era essa bruxa?

—Nossa mãe. -Olhei para o Jason. -Nossa mãe era a bruxa. -Arregalei os olhos. -Parece loucura, eu sei, mas…

—Tudo bem. Já deu para mim. -Me levantei. -Isso é loucura.

—Thalia. Sua mãe roubou a pedra e sabia o risco que corria. Mas algo estava atrás dela o tempo inteiro.

—Quem?

—É o que queremos saber. -Eu o olhei sobre o ombro. -Quem atacou você na floresta?

—Ártemis sabia quem ele era. -Eu disse.

—Ártemis não lembra do ocorrido.

—Não o conheço.

—Mas pode desenhá-lo. -Eu o olhei por alguns segundos.

—Sim, eu posso. -Cruzei os braços. -Mas por que a Annabeth não entra na minha cabeça?

—Não consigo. Você está bloqueada. -Suspirei. -Talvez minha mãe consiga. -Eles se entreolharam.

—Vamos voltar para a clareira.

...

Se um dia você conhecer uma bruxa, aqui vai uma dica: Nunca deixe-a entrar na sua cabeça. É uma merda.

—Atena, chega! -Ouvi a voz do Nico distante.

Deviam fazer mais ou menos duas horas que eu estava ali e Atena tentava entrar na minha cabeça, no início foi fácil. As primeiras coisas que ela viu foram imagens minhas com o Nico, e os meus pensamentos nada puros com ele. Minhas lembranças do Jason, foram mais dolorosas, mas assim que ela tentou ver outra coisa, minha cabeça parecia que ia explodir. Nunca em minha vida havia sentido tanta dor. Parecia que o meu cérebro estava em uma trituradora.

Naquele momento eu não conseguia ter foco de nada. Mal conseguia me manter acordada, muito menos os meus olhos abertos, eu só via vultos. Minha audição estava fraca e sensível, eu me sentia tão fraca, que uma brisa me derrubaria. Pude ouvir algumas coisas durante a conversa, mas foram apenas palavras. Nada que fizesse sentido. Pelo menos não naquele momento.

—Tem razão… Ela está bloqueada.

Senti algo em minha mão, mas não consegui identificar o que era, ou quem era. E aquela carícia me fez, aos poucos, cair no sono.

Acordei sentindo o peso do mundo sobre mim. Abri os olhos lentamente e olhei em volta. Devia ser por volta das 16h00 o sol não estava muito forte. Me sentei no sofá com dificuldade e acariciei minha nuca. Aquele sofá era desconfortável. Olhei em volta e vi que estava sozinha. Ótimo.

—Você se parece com ela. -Acabei me assustando e olhei para a porta. Lá estava ele, meu pior pesadelo. Poseidon Olympus.

—O que você quer?

—Sabe que eu não matei a sua mãe. -Eu bufei, se não estivesse morrendo de dor de cabeça, provavelmente, teria revirado os olhos.

—Isso não muda o fato de você ser um lobo.

—Sua mãe era uma mulher boa. Era poderosa. -Eu o olhei. -Não se preocupe, você e o Jason não herdaram a magia dela. São humanos como Zeus. -Soltei um suspiro de alivio. -Precisamos de você.

—A necessidade não é recíproca. -Comecei a colocar as minhas pernas para fora do sofá, sentindo todo o meu corpo protestar. -O que eu faria aqui?

—Temos que saber quem está atacando você. -Eu o olhei. -Você é filhada Beryl, pode ser filha de Zeus, mas continua mi… -Ele parou de falar. -Continua sendo filha dela.

—O que minha mãe tinha de especial para você?

—Era minha amiga. Quero dizer, sem ela, eu não teria conhecido Atena. Ela é o meu braço direito e esquerdo na matilha. Assim como sua mãe já foi um dia.

—Sei que tem algo que não está me contando. -Disse. -Talvez, eu acredite em você quando me contar tudo. -Me levantei cambaleando um pouco. -No momento eu só confio em duas pessoas.

—Eu sei que confia na Annabeth, e sei o que fez quando descobriu que ela era uma bruxa. E eu agradeço, Atena arrancaria a minha cabeça se algo acontecesse com ela. -Acabei abrindo um sorriso imaginado Atena correndo atrás de Poseidon. -E também sei dos sentimentos do Nico por você, Thalia. -O encarei. -E sei que você também sente por ele. -Malditos lobisomens.

—Onde você quer chegar?

—Só quero que saiba que pode confiar em mim. -Arqueei as sobrancelhas. -Vai encontrar amigos aqui. Ninguém vai te machucar aqui. -Ele se aproximou, e surpreendentemente eu não senti medo. Ele segurou os meus pulsos e olhou para as pulseiras. -Eu sei o que esconde. Meu pai fazia o mesmo. -Ele acabou abrindo um pequeno sorriso e me mostrou seus pulsos. Mesmo depois de anos elas ainda estavam em seus pulsos. -Não precisa ter medo, Thalia.

—Não sei se posso confiar em você. Pelo menos não ainda.

—Eu não esperava nada diferente. -Eu abri o meu melhor sorriso, olhei em seus olhos, eles me lembravam os de alguém, eu não lembrava quem, mas…

—Aaaaaaaaaaaaaah! -Gritei quando senti uma forte dor na cabeça. Me senti fraca e caí em seus braços.

—Tha…

Eu olhava em seus olhos pelo retrovisor, mesmo que eu pudesse ver a mão suja de sangue, seus olhos me davam paz. Eram tão azuis quanto os meus, e olhavam para todo lugar ao mesmo tempo.

—Já estamos chegando, Thalia. -Ela disse sorrindo.

—Mamãe…

—A mamãe ama você, Thalia. Nunca se esqueça disso. -Ela sorriu.

—Eu também amo você. -Sorri. -Mamãe… -Parei de falar quando senti um forte impacto. Meu corpo foi jogado para frente, mas o sinto me segurou. Eu gritei e pude ver o mundo rodar lá fora. Olhei para o banco da frente quando o carro parou e não vi a minha mãe. Podia ouvir gritos do lado de fora.

Me arrastei até o lado de fora, a porta não estava mais lá. Olhei para trás do carro e vi minhas mãe deitada no chão com a mão sobre a barriga e com os olhos arregalados. Ela gritou o meu nome, mas eu só senti algo arder em minhas costas me fazendo gritar.

Quando atingi ao chão senti as minhas costas arderem. Minha mãe disse algo estranho e correu até mim. Ainda costas senti a ardência e a dor parar. Ela me virou de frente para ela e me olhou sorrindo. Eu a abracei. Vi um enorme lobo negro caído no chão e arregalei os olhos.

—Mamãe… -Eu me afastei dela para olhá-la, ela sorriu e começou a se deitar no chão.

—Beryl… -Olhei para o homem que vinha em nossa direção. Seus olhos verdes estavam cheios d’água. -O que…

—Cuide dela, Poseidon. -Ela segurou em sua mão e olhou em seus olhos. -Prometa. Não o deixe machucá-la. -Ele balançou a cabeça. -Prometa!

—Eu prometo. -Ele acariciou o rosto dela. -Me perdoa.

—A culpa não foi sua. Eu sabia onde estava me metendo. -Ela olhou para mim. -Thalia. -Ela chamou e eu me aproximei. -Olha, a mamãe está muito fraca.

—Você vai morrer mamãe? -Senti as lágrimas inundarem meus olhos. -Por favor, fica comigo.

—Eu queria poder, querida. -Ela acariciou o meu rosto. -Você é mais forte do que você pensa. -Ela sorriu. -Não tenha medo. -Ela sussurrou. -Poseidon vai cuidar de você. -Eu olhei para o homem à minha frente. -Você a menina mais forte que eu conheço, Thalia. -Eu a olhei novamente. -Cuide do seu irmão, tudo bem? -Eu assenti. -Pegue. -Ela retirou o cordão e me entregou. -Vai ajudá-la a achar seu caminho. -Eu coloquei o cordão e a olhei. -Eu te amo querida. -Ela olhou para o homem. -Cuida da minha filha.

—Eu vou. -Ela assentiu. -Thalia. -Eu o olhei. -As coisas serão diferentes agora. -Eu assenti. Ele fez sinal para alguém atrás de mim, uma mulher se abaixou ao meu lado. Seus olhos cinzas me assustaram. -Bloquei as memórias dela. -A mulher o olhou.

—Mas Poseidon…

—Só faça o que estou pedindo. -Ela suspirou e se virou para mim.

—Thalia, isso pode doer um pouco. -Assenti, fechei os olhos quando senti as suas mãos em minha cabeça, e então uma dor horrível me atingiu, e eu gritei.

—Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! -Me sentei rapidamente na cama.

—Thalia! -Senti braços á minha volta, acabei me agarrando a eles. -Thalia. -Eu o olhei, podia sentir as minhas mãos tremendo. -O que…

—Eu lembro. -Sussurrei. -O acidente. Eu lembro o que aconteceu. -Ele acariciou o meu rosto. -Onde está, Poseidon?

—Na casa… -O empurrei e me levantei da cama. Abri a porta do quarto e corri até o lado de fora.

—POSEIDON! -Gritei. -POSEIDON! -Ele apareceu na varanda de uma das casas. Eu o encarei, ele desceu as escadas e se aproximou de mim.

—O que está…

—Por que bloqueou minhas memórias? -Ele arregalou os olhos e olho para a mulher ao seu lado. -Por que?-Bati contra o seu peito.

—Thalia, se acalma.

—Me acalmar? Acabei de descobrir que o meu irmão é um traidor, meu melhor amigo é um maldito lobisomem, a minha mãe era uma bruxa, e tive as minhas memórias bloqueada. Como você quer que eu me acalme?!

—Fiz o que era preciso.

—Então, me diz o motivo! O que está acontecendo?!

—Estamos tentando descobrir, e parece que a única que pode ajudar é você. -Ele estava ficando irritado, aquilo seria ótimo, adoraria dar uns socos nele.

—Por que?

—Achamos que a sua mãe lhe contou a localização do Sanguini.

—E por que diabos ela faria isso?

—Ela sabia que alguém viria atrás dele um dia, e o único modo de proteger você foi bloqueando suas memórias. -Eu fechei minhas mãos em punhos.

—Eu não sei sei onde essa maldita pedra está!

—Tem certeza? -Ele se aproximou de mim. -Sua mãe lhe deu uma coisa antes de morrer. -Ele agarrou o meu cordão e o puxou. -Demorei algum tempo para pensar nisso.

—Devolve o meu cordão!

—O Sanguini estava com você o tempo inteiro.

—Isso não é o Sanguini. Saberia se fosse. Mas se quer tanto o meu cordão fique com ele.

—Olha, eu sei que… -Ele parou de falar quando nós ouvimos um uivo. — O que foi isso?

—Não reconhece um uivo?

—Não é da minha matilha. -No segundo seguinte nós ouvimos um grito.

—Não… -Olhei para o Nico. -Não… Não pode estar acontecendo. -Sua expressão era de puro pavor. -DREW! -Ele gritou e saiu correndo em direção à floresta.

—Nicholas. -Poseidon o chamou. Inconscientemente eu comecei a correr atrás dele. Poucos metros mata a dentro nós encontramos um lobo negro com a pata sobre a Drew.

—Solta ela! -Ele gritou.

—Nico. -Eu o chamei. -Precisamos de ajuda. -Nós ouvimos uivos, e logo vários lobos estavam a nossa volta, mas não atacaram. -O que está acontecendo?

—Estamos presos. -Ele disse e socou o nada, mas seu punho não foi muito longe.

—Vamos salvar, a Drew. -Eu disse e o olhei, ele assentiu e baixou os olhos.

Me aproximei deles com cuidado, qualquer movimento e ele mataria a Drew. Peguei uma pedra no chão e a segurei com força. Aquilo era uma péssima ideia. Eu não ia jogar contra ele. E nem esperava que ele atacasse, mas ele o fez. No segundo seguinte eu estava jogada contra o chão ele estava sobre mim, ele tentou me morder mas eu desviei no último instante. Bati com a pedra em sua cabeça, ele rosnou novamente, fiz a mesma coisa em seu olho e ele se afastou. Me levantei e saltei sobre ele. Tateei até o meu colar, mas não o achei. Maldito seja Poseidon.

Fui jogada contra uma árvore, gemi de dor quando atingi o chão. Ele olhou para mi rosnando, eu me encolhi na árvore. Tentei achar algo que pudesse usar como arma, mas só haviam galhos fracos. Eu já estava aceitando a minha possível morte quando algo o jogou longe. Eu arregalei os olhos. Ele me olhou sobre o ombro.

—Nico… -Ele fechou os olhos por alguns segundos e voltou a me olhar.

—Me perdoa, Thalia. -Seus olhos não estavam mais castanhos, e sim vermelhos como o de um Alpha. Levei minhas mãos a minha boca e senti meus olhos ficarem marejados. Aquilo não podia ser verdade.

—Nico… -Ele foi jogado contra outra árvore, mas se levantou como se nada tivesse acontecido. Rosnou para ele, eu pude ver suas presas tão afiadas quanto as de Poseidon, ou talvez até mais.

O lobo o atacou novamente, mas dessa vez o Nico saltou sobre ele com facilidade, os dois rolaram no chão. O Nico parou em posição de ataque e o lobo rosnou para ele. Pude ver seus músculos se contraírem, o lobo o atacou e os dois rolaram novamente, quando param o Nico não era mais o Nico, era um lobo tão grande quanto o outro. Eu arregalei os olhos.

“ Ele avançou sobre mim e fechou os olhos, seu corpo inteiro tremeu e sua cabeça baixou, seu pelo negro como a noite foi substituído pela pele branca, o que antes era um lobo havia se tornado apenas um homem. Era a minha chance, eu podia escapar dele.

Meus pensamentos foram cortados quando, ainda com a cabeça baixa, ele segurou as minhas mãos sobre a minha cabeça e aproximou o rosto do meu pescoço, sua respiração quente batia contra o meu pescoço e me causava arrepios, seus lábios roçaram na pele exposta e eu me arrepiei.

—Volta, para mim. -Ele sussurrou.”

“-Grace! -Eu o ignorei. -Soube que tem animais nessa área.

—Está com medo Di Ângelo?

—Não. -Eu o olhei por cima do ombro e algo em sua expressão em intrigava.

—Medroso.”

“Saltei e preparei outra flecha, quando iria disparar fui jogada para o lado, bati com as costas em uma árvore e gemi de dor, olhei para frente e vi um enorme lobo negro. Meu coração bateu mais rápido quando eu olhei nos olhos dele, e vi aquele mar de escuridão, ele era o lobo que eu havia sonhado.”

“-Eu… É… Ártemis… -Parei de falar assim que ouvi um rosnado. Deixei o meu celular cair e olhei para o lado. Poucos metros á minha frente havia um enorme lobo negro. Eu engoli em seco e olhei para Ártemis. -Droga. -Sussurrei. Respirei fundo e olhei para ele ou ela. -Ela é da sua matilha? -Ele passou a pata no chão. -Isso é um sim? -Novamente. -Vou entender isso como um sim. -Ele se aproximou calmamente, parecia ter medo de mim. -Não vou machucar você. -Ele se agachou ao lado dela. Tentou colocá-la sobre si, mas não conseguía. Aproximei-me dela e o ajudei. Quando ela estava totalmente sobre si, ele se ergueu e me olhou. E então saiu.”

Em todos os momentos havia sido o Nico, como eu pude ter sido tão cega? Por que ele iria se aproximar de mim? Ficaria tudo muito mais fácil se ele se aproximasse de mim. Assim eles não precisariam se preocupar com Zeus, eu contaria tudo a ele, eu confiava nele. Ele foi a primeira pessoa que eu confiei em muito tempo. E agora eu sentia o meu mundo inteiro ruir. Eu queria que ele fosse diferente, eu queria que ele fosse normal. Mas infelizmente ele era como eles, ele era um maldito lobisomem.

Estava tão perdida em meus pensamentos que mal percebi que o Nico estava levando uma bela surra. Por mais que o odiasse naquele momento, não podia deixar de me preocupar com ele.

Me levantei e vi um galho caído no chão. Corri até ele e o peguei. Me aproximei da luta e saltei sobre o lobo. Cravei o galho em seu ombro e ele cambaleou, me fazendo cair no chão. Me levantei e o olhei, ele rosnou para mim e então, saiu andando. Corri até a Drew e a achei imóvel no chão. Seus olhos ainda estavam abertos, chequei a sua pulsação e não achei nada. Comecei a fazer massagem cardíaca nela, mesmo que algo me dissesse que não iria funcionar. Depois de alguns minutos, me sentei ao lado de se corpo e olhei em seus olhos. A Drew estava morta. E não havia nada que eu pudesse fazer. Me aproximei dela e fechei os seus olhos.

—Sinto muito. -Sussurrei.

Ergui os meus olhos para a pessoa à minha frente. Seu ombro estava sangrando, mas eu não fazia ideia do motivo, seu rosto estava sujo e tinha um arranhão. E eu podia ver que ele estava mancando.

—N-N-N-Nico? -Meus olhos encheram-se d’água. -Não! Por favor, me diz que é mentira.

—Thalia, eu…

—Você é um deles! A sua espécie matou a minha mãe! Você é um monstro!

—Thalia… -Desviei o olhar, respirei fundo e segurei minhas lágrimas. -Por favor, não faz isso.

—Ela está morta. -Disse o ignorando. Me levantei e olhei para o corpo da Drew no chão. -Sua namorada está morta.

—Ela não…

—Ela sabia, não sabia? -Ele assentiu. Respirei fundo e me virei para sair, porém a barreira ainda estava ali. — O que…

—Ainda está aqui, não podemos passar. -Olhei para a Annie do outro lado da barreira. -Sinto muito.

—Você sabia. -Ela assentiu. -Isso só significa que eu realmente não posso confiar em ninguém.

—Thalia…

—Só tente me tirar daqui. -Caminhei até o outro lado, onde a barreira terminava em uma árvore. Vi o Nico se aproximar, porém, ele parou assim que eu ergui a mão. -Não…

—Thalia…

—Mantenha distância, ou eu juro que vou matar você. -Ele suspirou, pude perceber que ele já não mancava mais, era parte da maldição.

—Me perdoa, Thalia.

Notas finais
Tudo bem... Ninguém me mate ainda. Primeiro eu sei que ficou meio, vulgo muito, confuso o capítulo. Segundo, acredito que agora vocês já saibam quem é o vilão da história. Terceiro, agora vocês podem me matar. BRINCADEIRA! Quem me stalkeia no Polyvore, sabe que tem coisa boa vindo aí. Então, sem mortes. Acho que é só isso. Não sie quando sai o próximo... Vou começar a escrever, okay? Estou esquecendo de algo, não consigo lembrar o que é. Ah! Eu editei alguns capítulos, então não se assustem com algumas mudanças. Okay? Sim, eu sempre respondo aos comentários e em seguida posto o capítulo, okay? Sempre. Me digam o que acharam a minha resposta, se foi muito seca eu volto a responder via notas iniciais. Betas lindos do meu coração... Fui convidada para uma Co-Autoria, e quando postar o capítulo coloco o link aqui para vocês, okay? São contos percabeth. Sim, estou me dedicando ao máximo para sair uma treta boa. Então, aguardem. Ainda não lembrei o que tinha para falar... Desisto. Kissus Beijinhos Tia Amanda